sexta-feira, 30 de abril de 2021

Maios e Giestas. Giestas e Maios

Dizem que é a herança de uma tradição Celta. 

O enfeite das portadas com giestas em flôr.

Mas não é verdade! 

É muito anterior à chegada ao Noroeste Peninsular das migrações Indo Europeias.

Quando essa gente cá chegou, já outros cá estavam!

Povos primitivos que habitavam ainda os buracos que a Natureza lhes proporcionava.

Á precura desses trogloditas, colocou o Ernesto Paço a sua Máquina do Tempo em funcionamento.

E foi dar c'um exemplar desses povos ali no Monte Tarrúgio.

















        Esta imagem é notável dado que demonstra que, nesses tempos, já havia aproveitamento da força dos ventos. 

Tinham sido estes que moldaram as formas arredondadas do interior do rochedo!

Acontece que o Ernesto foi dar com este espécime no preciso momento em que este se preparava para colher um ramo de giesta para decorar a sua morada. 

E o nosso neardental numa linguagem primitiva mas perfeitamente compreensivel indicou isso mesmo ao fotógrafo.

















Uma vez colhido o ramo

















A moradia ficou mais alegre. Não sem que o nosso herói não tivesse entalado a mão esquerda. 

( Nota-se aqui perfeitamente o momento em que o australopiteco soltou um gemido.   - Ai carallo que entalei a mão!)

















Já com a mão esquerda liberta o nosso pitecantropo passou a ignorar o visitante. E lá ficou a giesta, aquela flor de Abril que anuncia o Maio.

Mais uns esclarecimentos.

Esta gente deu origem a uma outra que depois de passar da Chão de Carreço para o Cútro em Afife acabou por descer e construir aquelas casas redondas na Cividade. - o Homo sapiens!

Daí passaram para aquilo que hoje é conhecido pelo Alcantilado do Cemitério do Castro de Santo António em cujos contrafortes Norte acabou por aparecer aí o Homo Afifenses que por ser mais evoluido que os seus vizinhos passou a ser conhecido na História Natural como o Homo sapiens sapiens. 

(O Homem sapiente a dobrar).

Um dos seus descendentes mora nas imediações. 

A Sul de Talocrasto. Mais precisamente na Cabriteira!

Vou comunicar este achado ao atemburgo!


Tone do Moleiro Novo


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