sábado, 8 de junho de 2024

Eu se não confirmasse num acreditava


Está em 

https://www.idboox.com/chroniques-livres/fashion-folklore-le-tres-beau-catalogue-de-lexpo-du-mucem/



Grande museu dando umas dicas de como é o traje regional em Viana do Castelo.

Sendo o Vermelho de Areosa, vou avisar o meu amigo Rego que anda toda a gente enganada lá no Etnográfico.

Pelo menos uma coisa está correcta

Como as algibeiras são muito parecidas com as Trompas de Falópio, esta está no sítio certo! Um pouco subida mas no eixo de simetria!


Esta fico-a a dever ao meu amigo Joaquim Coreia




A QUEDA DUM ANJO

 Desta forma, mesmo que Camilo não tenha sido propriamente  um "anjo", ele vai mesmo cair.

Se é que já não caiu!


Eu repito a pergunta


- Então o Camilo escreveu segundo as regras do         novo acordo ortográfico???

sábado, 1 de junho de 2024

Casa do Moleiro Novo há mais de cinquenta anos!

 


Casa do Moleiro Novo, talvez em 1968, junto ao espigueiro.


O Avô Jerónimo, a minha Tia e Madrinha Maria, a minha Avó Rosa a Minha Nai Carminda, a minha Irmã Carminda e o reforço de Afife... o Zé Brandão. Em baixo é fácil... eu que sempre tive dificuldade de respirar pelo nariz e ao meu lado, nem é necessário dizer. Também se chamava António.

- O meu filho há-de ser padre ou doutor, dizia a minha Mãe. 

E muito trabalhou aquela gente para que tal sucedesse. 

Falhei...dei mecânico. 

Mesmo assim com mais jeito prá música.

Da casa do Moleiro Novo. Sítio do Covelo, Lugar de Além do Rio. Santa Maria de Vinha.

Está em...

https://lopesdareosa.blogspot.com/2010/12/casa-do-moleiro-novo.html

Que vou repetir.


Casa dos avós. Casa dos Pais.
Lugar onde a gente se enterra antes de morrer.

Um dia ao jantar, na sala onde outrora fora a loja, onde se pousavam os feixes de erva para o gado e a jeito situada a meio do caminho entre a cozinha e o eido, pus-me a pensar neste, já com a porta de acesso tapada e nos degraus do outro lado. Lembrei-me daquele artifício do meu avô de colocar na ombreira dessa porta, uma tábua caiada para reflectir a claridade para dentro do eido em tempos de arrancar o estrume. (Isto muito antes da descoberta das fibras ópticas)

Tanto pensei nesse envolvimento que  saiu esta:

PURA LITERATURA 

Faço um poema idiota
que consiga abrir a porta
da gente que não se importa
com a Poesia.
Que não seja letra morta
quer de noite quer de dia!

Fui buscá-lo à esterqueira
ao lado que tão bem cheira
espero que saia à maneira
morena gorda sadia
P'ra perfumar a chieira
da Burguesia

Há disso também na corte
e a quem não faltar a sorte
caberá da boa e forte
( não há na mercearia)
se é muita reparta e corte
faça doce de aletria

No caminho vou à bosta
na porta do forno posta
na pedra que se encosta
dá melhor sabor ao pão.
Se é lareiro que se gosta
- Comer assim!? porque não!

Há de sobra na quemúa.
A gente que não amua
se da minha ou da tua
desfrutasse a demasia
decerto que não iria 
gritar no meio da rua 
que de fome padecia  

Se não chegar vou ao eido
onde a vaca deu um peido
e eu arranquei do
maior.
P'rámigos hei do
melhor
Um desses sei do
Leitor


( Ora essa! Não tem de quê! Sempre ao dispor! Escusa de agradecer! Mande sempre! Será sempre bem  vindo! Foi um prazer! Tem sempre a porta aberta! Sempre que necessite, já sabe! Temos que ser uns para os outros! Os amigos são para as ocasiões! Nem pense, até lhe levo a mal!)
Tone do Moleiro Novo












quarta-feira, 29 de maio de 2024

José Barrias

 POESIA!?

- O que é a Poesia???

- Que utilidade tem a Poesia???

Ninguém sabe descrever o que é a Poesia. 

No entanto sabemos (?) identificar a Poesia. 

Basta-nos a leitura de um texto que nos surpreenda na sua "inutilidade".

José Barrias surpreendeu-me 

 Passará o tempo                                                   Passa sempre o tempo                                         por nós e para nós                                                   habitantes do intervalo

E ficamos a pensar que poderíamos ter escrito isso mesmo.

No entanto alguém o fez antes de nós.

Mas podemos fazer nossas essas palavras.

(ah! Os Poetas! - Escrevem coisas que deixam de ser deles.)     

Passará o tempo                                                   Passa sempre o tempo                                         para ti e para mim                                                        para nós                                                  habitantes do seu fim




José Barrias em 
http://miec.cm-stirso.pt/portfolio/jose-barrias/


sexta-feira, 24 de maio de 2024

O meu ( re ) encontro com Kepa Junkera!

 Conheci o Kepa  nos anos noventa numa apresentação que ele fez na FNAC no Porto.

Aqui com o Senhor Nogueira e o Ruka. O Kepa com uma obra prima do Sr. Nogueira na mão! Em baixo o conjunto de ocasião.


Depois, em 2002, o Kepa esteve entre nós no Teatro Sá de Miranda num concerto promovido pelo Inatel. Tinha lançado um pouco antes o seu MAREN. 

Nessa altura escrevi no programa.

Mais tarde, 2005 encontrei o Kepa em Arsèguel, na Catalunha.


                                     Aqui a fotografar o artista com uma garrafa de Muralhas ao lado

Ainda em Arsèguel com as da Chàzinha de Gondarém.





Já em 2015 Kepa Junkera esteve em Ponte da Barca no Festival Intercéltico. No fim do concerto fui cumprimentá-lo. Esteve também nesse encontro a Adelaide de Campos!

Mas já em 2014 Kepa estivera em Cans, aqui bem perto, ao lado de Porrinho, numa actuação memorável com Pazos de Merexo, integrado no Festival de Cinema de Cans nesse ano, ver 

Com a particularidade de terem tocado dentro de um galinheiro.

Este ano os de Cans resolveram homenagear Kepa Junkera descerrando uma placa comemorativa fixada no muro que suporta o tal galinheiro que passou a chamar-se GALINHEIRO KEPA JUNKERA. - Ver


Acontece que eu e o Abilio Percina estivemos lá, em Cans. Foi na passada quarta feira 21 de Maio.

Aqui é necessário contar que em Dezembro de 2018 Kepa sofreu uma trombose. E desde então deixamos de ver e ouvir ao vivo um dos mais espantosos tocadores de diatónico mundialmente reconhecido como tal. Para recordar ver esta actuação com os Irlandeses Chieftain.


Ora Kepa manifestou que logo que tivesse recuperado a primeira visita seria à Galiza. E Assim foi. Esteve no descerramento da tal placa assim como na inauguração do Cão de Cans na rotunda de acesso à vila.

A Chegada de Kepa

Difícil foi conter-me! Ouvi nitidamente o Kepa dizer...                       - O PORTUGUÊS!

Recepção pelos acordeoneros de ocasião!


Descerramento da Placa no muro do galinheiro.



O que diz a placa


Final da Muinheira de Santo Amaro, a minha homenagem a Kepa.






O Cão de Cans na rotunda. Boina Basca. Lenço ao pescoço e acordeão dependurado.




















Neste festival há transportes públicos. São os Chimpins que equivalem às nossas Chibinhas 


Há paragens dos Chipimbuses


















Até as modestas   chibinhas são homenageadas em muro próprio. Esta aqui é Sr. Juan Maceira - Carpinteiro (que em 2015  ganhou o Chimpin de Prata)


E até existe uma Galiza com que muitos políticos enchem a boca mas poucos a conhecem!

AUPA KEPA  - EGURRE - INDARRA






terça-feira, 21 de maio de 2024

Paços de Brandão...dá-me razão

 Alguns intelectuais encartados ficam escandalizados por eu utilizar o NUM em vez de NÃO.

Em primeiro lugar nem sequer admito que haja alguém que possa ter alguma legitimidade de me corrigir.

A falar aprendi no colo da minha mãe e à mesa da minha família!

O escrever veio depois. E ler e escrever aprendi na primeira classe com o professor Mário Viana. Depois disso veio veio a leitura dos outros, que nos bons exemplos só encontrei a confirmação de tudo aquilo que aprendi na Casa do Moleiro Novo e nos bancos da Escola Fontes Pereira de Melo ali no Lugar do Meio de Santa Maria de Vinha.

Mas voltemos ao tal NUM.

Em Paços de Brandão existiu um agrupamento 

COMO ELAS CANTAM E DANÇAM EM PAÇOS DE BRANDÃO

A que já me referi em 

https://lopesdareosa.blogspot.com/2011/03/folclore-como-elas-cantam-e-dancam-em.html

No qual pontificava uma tal Maria Joana de Moura Ferreira-Alves    

Muito recentemente deitei mais sentido ao seu canto 

- a mais límpida voz de todas as cantadeira que ouvi até hoje

e reencontrei-me  aí com o meu orgulho!

No videou 

https://www.youtube.com/watch?v=rZWO460ikXQ

E a partir do minuto 1:45 pode ouvir-se no VIRA DE RODA pode ouvir-se


óH Moças dançai o vira 

que o vosso vira me alegra

Se não fosse o vosso vira

Eu num vinha à vossa terra


E


óh Moças dançai o Vira

Uma noite num é nada

Ai quem  não virou à noite 

Ai Vira-se de madrugada


Não é que a "Joaninha" não soubesse cantar "NÃO"

E não fui em que a ensinou a cantar NUM.






domingo, 19 de maio de 2024

REMAR para que o barco vença a arrebentação

A Mar é uma mulher

Remar é mar outra vez

Reamar é amar outra vez

Rearmar é armar outra vez

Armar outra vez

Para se amar outra vez

Para não se remar outra vez

Contra as marés

lopesdareosa

 

Fraco é o Maio se o boi não bebe na pegada.

Chuvas de Maio 

E lembrei-me de Paulo Frazão

CHUVA DE MAIO




Chuva de Maio,

chuva de lenda,

caindo branda, tão de mansinho,

que mais parece feita de renda,

que mais parece feita de arminho.

Chuva de Maio

chuva de lenda...

 

Chuva de Maio,

que vai caindo

Suavemente – chuva divina –,

ao mesmo tempo que o sol, fulgindo

pelas alturas, tudo ilumina.

Chuva de Maio

que vai caindo...

 

Chuva de Maio,

que faz mais belas

todas as moças – que as faz formosas –,

chuva caindo só para elas,

como um perfume, feito de rosas,

Chuva de Maio,

que as faz mais belas.

 

Paulo Frazão

 


quinta-feira, 16 de maio de 2024

O Quadro de Lanhelas

 O Quadro de Lanhelas

Este texto bem poderia ser intitulado TESTA ALTA E VIVA LANHELAS, pois este é o "grito de guerra" dos de Lanhelas.   

Muito ao estilo do de Riba de Mouro  PÁ FRENTE QUE RIBA DE MOURO É MACHO!

Mas vou aproveitar o título que um de Areosa deu a um seu texto já de 1930. 

Acontece que no passado dia 23 de Abril de 2024 se celebrou um aniversário "redondo" de uma outra data, 23 de Abril de 1644, dia em que os de Lanhelas (e as de Lanhelas) rechaçaram um invasão, mais Galega que outra coisa! Desse acontecimento houve alguém que o retratou. Como a fotografia veio muito mais tarde, pintou. E o quadro é o chamado e pouco divulgado "Quadro de Lanhelas". Que aqui vai!




Cheguei a ele nos idos anos 70 pela informação de alguém que me conduziu à Igreja de Lanhelas e mo mostrou. Isto porque estranhei o Cruzeiro da Independência sobranceiro a Lanhelas, coisa que nunca tinha visto em outras freguesias. E então a história foi-me contada.

Só mais tarde e graças ao António Viana é que tive conhecimento que muito antes já o        também Areosense, seu tio,  Abel Viana, a este quadro se tinha referido. De facto tinha feito um relato detalhado numa sua publicação de 1930. 

Notas históricas, arqueológicas e etnográficas do Alto Minho. 

Isto porque Abel Viana, professor na escola primária, tinha chegado a Lanhelas nessa qualidade e depressa na sua curiosidade se deu conta deste testemunho e da sua importância no contexto histórico dos acontecimentos. 

E o seu relato, por vezes hilariante, detalha, o sucedido  perfeitamente e documentado.

Teria havido um antecedente em que alguns pescadores de Lanhelas tinham sido feitos prisioneiros por andarem a pescar já em águas Galegas. Terão sido levados para a Guarda onde foram interrogados. 

Uma questão que os nosso vizinhos lhes puseram era saber como poderiam invadir na zona de Lanhelas. Ao que os pescadores lhes teriam dito que para o fazer com sucesso teriam que levar quatro “filipinos” para cada lanhelense.

E o certo é que a 23 de Abril de 1644, numa “armada” de 28 barcos, atravessaram o Minho e tentaram “invadir” Lanhelas ali perto da Morraceira, com cerca de 600 homens(!) sob o comando de um tal Capitão Toro. Este cometeu dois erros decisivos: Primeiro, terá saltado para terra adiantado a seus homens o que permitiu ser apanhado à mão sem defesa. O segundo, foi ter enfrentado um tal António Macedo conhecido pelo “Catrôlho” que na altura andaria a lavrar a veiga com outros seus conterrâneos. Na sua audácia o tal Toro terá exclamado “Capitão Toro em terra”. A que o Catrollo, deitando-lhe a mão, terá retorquido “Capitão Toro captivo”. O certo é que os de Lanhelas se bateram de tal ordem que puseram em fuga os invasores, estes imediatamente diminuídos na sua força por verem a sua chefia aprisionada pelos de Lanhelas.

No final a contabilidade do destroço foi de dez galegos e quatro Lanhelenses mortos. Muitos feridos com alguns Galegos afogados e os restantes em debandada No meio e fim da refrega dois episódios picarescos ficaram para a história. O Catrolho terá ido a casa vestir a sua farda de Capitão das milícias em Lanhelas e à vista deste, o tal Toro terá desabafado “lo que mas sentia era quedar prisioneiro de unos villanos” não reparando que o agora “militar” fora o labrego que lhe deitara a mão. O outro episódio decorreu de os de Lanhelas quando avistaram os invasores enviaram estafetas a Sôpo e a Vilar de Mouros à procura de auxílio. Provavelmente chegaram já com a contenda resolvida ou em vias disso. O certo é que não se livraram de serem acusados de cobardia por não se terem envolvido na escaramuça. A consequência disso foi os e de Lanhelas terem proibido casamentos com os de Sôpo e com os de Vilar de Mouros inclusivamente impedindo-os de entrar na Igreja de Lanhelas. 

Outra faceta da “lenda” foi a queixa dos invasores de que ao enfrentaram os de Lanhelas, as mulheres foram piores de os homens.

Bom, o melhor será ler o relato de Abel Viana que teve o cuidado de se deslocar a Goyan na tentativa de saber a versão dos do lado de lá. E encontrou um relato que lhe foi facultado pelo médico de Goyan, D. Francisco Rodriguez Nóvoa que confirmava esses acontecimentos.

Penso ser este quadro peça única em Portugal relatando acontecimentos locais “acontecidos” durante a guerra da Independência que se seguiu a 1640. Daí a sua importância histórica pouco relevada pelos nossos contadores encartados. 

Se o mui informado Hermano Saraiva, no programa dedicado a Caminha, em vez, tivesse ido a Lanhelas contar a história deste quadro teria evitado a pouco abonatória figura que fez em São João d’Arga ao afirmar no adro da Capela que fora alí mesmo que o Aginha fôra morto.

Quanto aos de Lanhelas, na sua valentia e agressividade, que não as perderam, acabaram por se adaptar aos tempos. Porque bem melhor, passaram a concentrar o excesso hormonal para combates bem mais suaves. 

E já ouvi por aquelas bandas uma versão actual do velho lema.

Aqui vai.

TESTA ALTA E VIVA LANHELAS

MOÇAS BONITAS CAMA COM ELAS


Nota: Este texto é dedicado ao João de Deus Eiras Rosa, amigo desde ao meus dez anos,

idade com que comecei a partilhar os bancos da Escola Industrial e Comercial de Viana do

Castelo.


Areosa, 27 de Abril de 2024

António Alves Barros Lopes

E Publicado na A AURORA DO LIMA nº16, ano de 169 na Edição de 16 de Maio de 2024

quarta-feira, 15 de maio de 2024

Tentando seguir os meus colegas, Luiz Vaz, Maria Barbosa, Francisco Pires e o António Algarvio.

Ou seja, fazer um exercício de ginástica aplicada em cima de um mote!

E a coisa começou com uma publicação da nossa Adelaide Graça 

(e digo "nossa" pois que desde que desatou nesta loucura do escrevinhanço deixou de ser apenas  dela).

Aqui vai a imagem

Que julgo muito bem conseguida.
Os caminhantes apenas identificados como tal.
A guarda de honra das acácias (?) inclinando-se à passagem.
A luz que penetra na alameda natural.

Desde logo me fez lembrar a cantoria dos romeiros para São João, entre o Sobreiro e Sant'óginha 

Abaixai-vos carvalheiras
Com os ramos para o chão
Deixai passar os romeiros
Que vão para S. João


E em consequência saiu esta

Inclinai-vos austrálias
Em túnel iluminado
Deixai passar as sandálias
Do peregrino cansado
Falta pouco e outro tanto
Pra chegar a Santiago

Logo o meu amigo Augusto Costa comentou...

Augusto Costa Costa

Grande poeta ( envergonhado ) …

E tomando esse "Mote" resolvi glosar

Óh meu amigo... Augusto Costa

...sobra o envergonhado
Já que poeta num sou
(mediano pudibundo)
Como a vergonha no mundo
Foi coisa que se acabou
Não estou nada orgulhoso
Naquilo que em mim sobrou
Não quero ficar famoso
Nem no livro de tal gente
E se algo em mim se consente
Sair fora do penico
Eu por pouco aí me fico
Em nome da boa moral
De mim um reles mortal
Dos outros vem o sermão
Sinto-me desajustado
D'inda ser envergonhado
Quando os outros já num são

- lopesdareosa























terça-feira, 7 de maio de 2024

O Sol nada em direcção ao Ocidente

 

nada o Sol em direcção ao Ocidente

por mares desde sempre navegados

para aquém, ainda, do horizonte

dos meus olhos, de marés, assolagados.


Caem poentes em cima dos penedos

esconde-se no fundo o falso roncador

que é feito de mim e dos meus segredos

se o próprio mar é o meu traidor


triste como a noite em pleno dia

Avisto piares, estou em Montedor

eis que surge Afife na fotografia


E na minha dor

na minha alegria

digo Adeus ao Sol

                             Até outro dia!


Lopesdareosa, no Monte de Or num qualquer dia do ano, com nuvens ou sem nuvens!


terça-feira, 30 de abril de 2024

Errar o alvo

 

Vem comigo

Mergulha nas ondas deste mar de cavalos

Embrulha-te nos golfos deste enxoval de argaço

Pede às nuvens que tapem os olhos à lua

Para que não veja  os restos dos náufragos desfeitos

Afogados no vinho da loucura.

 

“Beberemos do mesmo cálice flamejante

Nesta noite tão bêbeda

E com fome.”


Ah! A Poesia

Última carpideira do desvario

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Este texto não é mais que uma colagem de diversas imagens.

Os cavalos são os de Fão!

Os golfos do enxoval de argaço são as algas de safira que enlearam  o Francisco de Pedro Homem de Mello.

Esse enxoval é o sudário de crespelho que envolveu o Rapaz de Veludo de Ruben A. E de  Maria Manuela Couto Viana

A lua é a mesma que espreita nas noites dos amantes.

Náufragos desfeitos…tantos por essas pieiras.

Afogados no vinho da loucura…”ai tantos mais assim” (PHM)


U…


“Beberemos do mesmo cálice flamejante

Nesta noite tão bêbeda

E com fome.”

É da Adelaide Graça no seu Silêncio…

E por ler Adelaide Graça, depois veio o resto!

 

Ou seja

Ao contrário do que muito boa gente me julga…

…não sou Poeta

A poesia é que vem ter comigo!

sábado, 27 de abril de 2024