quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Triste sina em segunda mão

 Em 2022 publicava eu, a meio do melhor dos meses.

https://lopesdareosa.blogspot.com/2022/09/triste-sina-do-pensador-num-poema-curto.html











TRISTE SINA DO PENSADOR NUM POEMA CURTO

Vendo-me ninguém me compra

ofereço-me
ninguém me quer

disfarço-me
todos me matam

Mato-me ninguém me salva

Fujo-me ninguém me segue

Venho-me ninguém me espera

E se alguém me phode ninguém me acode

(quedando-me sem me poder mexer
sento-me numa pedra por questões de segurança)

Logo repeti no feicebuque.

Depois o Homem dos equinócios e dos solstícios de Vila Nova, num perdeu tempo.

Diz um poeta desavindo: (Sá de Miranda neste caso)

"Comigo me desavim
Sou posto em todo o perigo
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim..."

Tive que lhe 
  • Responder

  • COMIGO ME DESAVIM,
    SOU POSTO EM TODO PERIGO,
    NÃO POSSO VIVER COMIGO
    NEM POSSO FUGIR DE MIM.
    COM DOR DA GENTE FUGIA
    ANTES QUE ESTA ASSIM CRESCESSE,
    AGORA JÁ FUGIRIA
    DE MIM, SE DE MIM PUDESSE.
    QUE MEIO ESPERO OU QUE FIM
    DO VÃO TRABALHO QUE SIGO,
    POIS QUE TRAGO A MIM COMIGO
    TAMANHO INIMIGO DE MIM?

    (De facto o pensador petrificado do Rodin, bem que poderia, à capela, ajudar-me a cantar esta cantiga).

    E publico a façanha completa, 
    (o que num me falta é treta!)


    terça-feira, 15 de setembro de 2026

    DE QUE É FEITO O AZEITE VIRGEM

     Adoro brincar com as palavas. Com elas e com o jogo delas.

    Daí os versos. E para mim verso é tudo o que rima. Ou seja; um verso tem de rimar.

    Poesia é outra coisa. A liberdade e a sua universalidade não pode estar espartilhada pelo rimanço.

    Bafejados são aqueles que conseguem expressar poesia rimando.

    E nesta coisa do escrevinhanço há a descrição do literal descrição do literal - gostei desta) e aquela coisa das metáforas.

    Ora existe um diferença entre um "exemplo" e uma "metáfora".

    (Quem confunde exemplos com metáforas é o Proff Cavaco Silva)

    - "exemplo" é a comparação com algo que tem tudo a ver 

    e uma "metáfora". é a comparação com algo que nada tem a ver.

    Chão essencial à POESIA

    E como Rainha delas, Adelaide Graça até tem uma chão onde nascem.

    Mas é uma raridade encontrar  um segundo sentido, uma metáfora afinal, que se confunde com o literal.

    Alguém sabe responder a esta pergunta:

    - DE QUE É FEITO O AZEITE VIRGEM???                                      


















    DE  AZEITONAS  QUE NUNCA FORAM COMIDAS.

    É a resposta!

    terça-feira, 8 de setembro de 2026

    CHÃ da BRANCA

     Nem sei por onde começar!

    Tenho a fama de sabichão.

    O pessoal criou o mito que eu sei tudo

    Talvez pelo facto de que só falo do que tenho conhecimento e normalmente acerto. 

    Quando não sei não afirmo e procuro saber

    e quando me engano, peço desculpa pois não  acontece intencionalmente.

    Daí que alguém me perguntou onde é que ficava a Chão da Branca.

    Fiquei surpreendido pois a Chão da Branca está perfeitamente identificada por sinalização própria.

    Fica ao lado direito de quem sobe o Estradão de S. Mamede por alturas da Bouça da Água antes da Quinta do Martins.



    Pra quem desce fica do lado esquerdo!                                                

















    (com as minhas homenagens ao Géninho do Chove que também sabe onde fica a Chão da Branca)

    domingo, 6 de setembro de 2026

    Águas que brotam

    Aquela correnteza do Rio Minho que não séca! 


    "A ti

    Acorda-me a madrugada de todas as manhãs
    e o grito do meu corpo envolve-se no canto
    da tua pele com gosto de saliva errante
    Lavro poemas no inédito luar de tantas noites
    que traduzes sem contar as estrelas
    Tomo o paladar de cada momento nos dias todos
    dos nossos dias
    O tempo é templário de sonhos em outro tempo
    Braçadas de água gorjeiam o cântico sideral
    dos oceanos. Em festa
    Tateio-te no dizer de cada silêncio
    de cada palavra
    Estende comigo a alva toalha, amor
    Regalemo-nos como os pássaros
    na árvore."
    Adelaide Graça no livro ENQUANTO O POEMA SE DESPE


    Num resisti em, assumidamente, dar cabo deste texto. Desconstrução lhe chamei

    De mim
    todas as manhãs me acorda a madrugada
    e o canto do meu corpo envolve-se no teu grito
    e a tua saliva errante gosta na minha pele
    colho poesia no luar de tantas noites inéditas
    contando as estrelas que se traduzem nos teus olhos
    e o paladar de cada dia depende de cada momento
    e os sonhos de sempre repetem-se no tempo
    e nas águas do teu oceano 
    avançam minhas mãos cantando deuses

    todas as manhãs me acorda a madrugada
    Na Alvorada
    Soletro cada palavra no silêncio
    das árvores que nos cobrem.

    -E os pássaros?
    Esses, num se calam
    como se cala o amor! 

    esperando não ser processado! - Barros Lopes





    sexta-feira, 4 de setembro de 2026

    Imagens de palavras que são rios.

     

    De uma canção Mexicana

    "...al mundo que es el gran puerto 

    donde unos llegan y otros se van."

                                                                                  (Cuco Sanches)


    E não é por acaso que uma última publicação de Adelaide Graça se intitula:

    No Chão das Metáforas


    Anteriormente tinha publicado:


    E logo à entrada do das Metáforas, cita António Lobo Antunes;

    "Quanto mais silêncio houver num livro, melhor ele é. Porque nos permite, escrever o livro melhor como leitor."

    Conjugando os dois títulos com o texto de Lobo Antunes dei comigo a garatujar as folhas das Metáforas com os meus atrevimentos de comentar esse manancial de imagens que, de graça, Graça nos oferece...

    ... à pagina 78

    "...Ainda não me demiti de ser gaivota 
    se mulher não me deixarem ser."

    Meu comentário:
                              Adelaide... nunca chegarás a gaivota!

    (Disse-lho na cara em Vila Nova.)

    e já na página 77

    "...há um barco que chega
    há um barco de parte..."

    Aqui volto à canção mexicana com o meu comentário

            Há um Barco que chega...                                                                            - Será esperança?

    Há um barco que parte...

    Chama-se temeridade!

    Num é a primeira vez que me dá para estas coisas.                           

    Ver                                              https://lopesdareosa.blogspot.com/2024/04/errar-o-alvo.html

    Ver 

    https://lopesdareosa.blogspot.com/2026/08/deixem-o-silencio-em-paz.html

    terça-feira, 1 de setembro de 2026

    Dulce Pontes com Kepa Junkera

     Em 1999/2000 Kepa Junkera lança um CD 

    - Bilbao 00:00 h

    Nele um tema tradicional basco Maitie Nun Zirá, cantado pela Nossa Dulce Pontes.

    Maitie Nun Zirá?  - Amor, onde estás? Não te vejo, nem tenho notícias tuas. - Onde te perdeste?

    Além da extraterrestre interpretação de Dulce Pontes o sublinhado de Kepa no acordeão basco é celestial. É ouvir com atenção a partir do minuto 3:00.


    está em