sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Morreu Paddy Moloney

 Morreu Paddy  Moloney

Irlandês, o mais universal dos tocadores de Uilleann pipes, aquele instrumento diabólico em que os membros superiores executam quatro movimentos em simultâneo.

Aqui vão dois momentos para a história dos CHIFTAINS.

Um, em Vigo, com o Carlos Nuñez numa versão fabulosa da Alvorado do Veiga mais a Muiñera de Chantada.



Depois com o mesmo Carlos Nuñez nas danças irlandesas




Aqui em baixo com Kepa Junkera numa Arin Arina fabulosa a partir do minuto 16 ou mesmo antes.



E para quem quiser ir mais além que ouça Bilbao 00H00 de Kepa Junkera.

Que ouça Santiago dos Chiftains.

Que ouça Irmandade das estrelas de Carlos Nuñez.

Também lá está a nossa Dulce Pontes

Lopesdareosa








sábado, 9 de outubro de 2021

A ideia que a classe dirigente tem do mundo que a rodeia.

 Já me referi a este assunto em:

https://lopesdareosa.blogspot.com/2011/06/ministerio-da-agricultura-ambiente-mar.html

E também em:

https://lopesdareosa.blogspot.com/2015/11/acabar-com-ruralidade-por-decreto.html

Há uns dias publiquei:

https://lopesdareosa.blogspot.com/2021/09/no-rescaldo-do-caldo.html


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E volto hoje ao assunto pois que encontrei no arquivo uma notícia do ano 2014 e que aqui vai:

Câmara Municipal organiza Ano Internacional da Agricultura Familiar

18 Março 2014

A Câmara Municipal de Viana do Castelo vai comemorar o Ano Internacional da Agricultura Familiar com um vasto conjunto de iniciativas durante todo o ano. O lançamento/inauguração está agendado para o próximo sábado com diversas iniciativas no Mercado Municipal de Viana do Castelo.

Assim, no próximo sábado, pelas 10h00, está previsto o Feirão "Sabores da Nossa Terra" com a participação dos produtores agrícolas do concelho e que marca a inauguração oficial do Ano Internacional da Agricultura Familiar. Pelas 10h30 e pelas 15h00, decorre a " Hora do Conto" com o “Alimentação Saudável” de Daniela Silva, desta vez a decorrer no primeiro andar do Mercado Municipal e não na Biblioteca como normalmente. De destaque ainda para o showcooking “Sabores da Nossa Terra” com o chef Mário Rodrigues e a equipa “Mãos na Massa” pelas 11h30, no Mercado Municipal.

Ainda no Mercado, decorre uma Sessão de Esclarecimento "O enquadramento e a obrigação contributiva dos produtos agrícolas" por João Vieira e Carolina Silva (Segurança Social) e "IVA e IRS - esclarecimento no âmbito da atividade agrícola" José Cadilha (Direção de Finanças). Às 18h00, decorre uma degustação e exposição dos “Sabores da Nossa Terra”.

Exposições, “Conversas de Fim de Tarde”, oficinas de aprendizagem, projetos pedagógicos, concursos, feirões e mostras pedagógicas fazem parte da programação anual destas Comemorações, organizadas pelo Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental.

Recorde-se que a Assembleia das Nações Unidas proclamou 2014 Ano Internacional da Agricultura Familiar. A agricultura familiar é uma forma de garantir a produção agrícola e silvícola, assim como a pesca, o pastoreio e a agricultura, gerida e dirigida por uma família que na sua maior parte depende da mão-de-obra familiar não assalariada, tanto de mulheres como de homens. A família e a exploração estão vinculadas, coevoluem e combinam funções económicas, ambientais, reprodutivas, sociais e culturais.

Gabinete de Imprensa
Câmara Municipal de Viana do Castelo

De facto a coisa aconteceu mesmo e eu, na altura, nem dei por ela!                                            Mas houve notícia do acontecimento.




















Tratou-se então de celebrar o tal ano internacional da agricultura familiar, convocando os agricultores de Viana do Castelo para ficarem a saber em que é que consistia essa coisa da AGRICULTURA FAMILIAR. 

Logo à partida a ARAAM 

- Associação dos Agricultores do Alto Minho se propunha:

"...apoiar e organizar os agricultores a fazerem face e a combater as novas regras fiscais...exigências que prejudicam a pequena agricultura e a economia rural."

- De facto sabem que foi lá explicar o que era a tal Agricultura Familiar???

- E o que era necessário pra que a Familia se dedicasse à lavoura???

- Um engenheiro agrário?  - Não!

- Um hortelão??? - Não

- Um técnico de instalação de estufas em áreas de alto valor paisagístico???                                                  Também não!

- Um lavrador??? - Não!

- Um projectista de matadouros em espaços non edificandi??? - Não!

- Um engenheiro Florestal?  - Não!

- Um especialista em transformar um lote de terreno agricola, numa entulheira?? -             Também não!

Quem lá foi explicar essa coisa da Agricultura Familiar, foram....

Os técnicos da Autoridade Tributária e da Segurança Social!!!

E a consequência dessa sessão de esclarecimento foi o entupimento dos serviços nas Finanças e na Segurança Social com as longas bichas de  pessoal a inscrever-se.

À frente das quais se encontrava o nosso atacante dos mouros que decerto tem todas as suas obrigações fiscais em dia para se dedicar à horticultura alí para os lados de Figueiredo!

E como a este evento também assistiu o então Presidente da Câmara, José Maria Costa, que está de saideira, é natural que na senda do seu antecessor se vá dedicar à lavoura e para tal vá a correr ás Finanças para se legalizar!

Sim porque agora para ser agricultor é necessário estar legalizado pois existe a agricultura ilegal. 

Veja-se agora uma outra notícia.

















E eu que julgava que tratar de um quintal, cultivar uma leira, criar galinhas, engordar um porco, cuidar de uma sorte, semear batatas, semear couves...fosse uma obrigação, familiar e geracional, chego à conclusão que agora é preciso...

...LICENÇA!

Que se cuidem os ex presidentes de câmara e todos aqueles que ainda vão semear batatas na próxima primavera. Tenham o cuidado de se acautelarem com a polícia. Se forem apanhados a prantar couves e não estiverem inscritos nas Finanças... vão presos!

Mas para quem julgue que essa coisa de acabar com a ruralidade por decreto é delírio do Tone do Moleiro Novo vou dar-lhes a prova da própria evidência.

Agricultores ficam sem apoios após união de Freguesias!

Ou seja, os rurais de Santiago de Bougado ao lado da Trofa, deixaram de o ser - rurais - só e apenas porque aquela aberração da Lei do Relvas uniu o Santiago a São Martinho de Bougado onde se situa o centro urbano da Trofa.

E vai daí corta-se os apoios aos de Santiago dado que do dia para a noite os rurais passaram a ser urbanos!


Resta saber se a tal Lei das uniões de freguesias alterou a fisionomia rural de Santiago!

- Mas querem mais???

- Lembram-se daquela propagando do Estado Novo, à casinha portuguesa concerteza com aquela família alegre e feliz e aquele espaço limpimho e cheiroso daquele quadro tão desdenhadpo pela nossa intelectualidade progressista???

AQUI VAI:


A mãe tinha o caldo pronto. O Pai regressava do trabalho e os filhos exultavam com o regresso do patriarca a casa -     arrumadinha, limpa e pavimentada.

Aqui pergunto-me se não era então o desígnio de todas as familias em portugal. 

Ainda me lembro do meu pai e meu avô
cimentarem o chão da cozinha, que era térreo ainda nos inícios dos anos cinquenta!

COMPAREM AGORA com a propaganda desse tal encontro de esclarecimento da Agricultura Familiar.


Linda esta agricultura familiar.
 
Ele são bacas. Ele são galinhas. Ele são porcos.                       Ele são coelhos!

Ele de albaiolos e a miúda também.  

O rapaz segura um cesto de qualquer coisa.... - devem ser espinafres!

A matriarca empunha, decidida e alegre, uma forquilha.

A pá do familiar agricultor é uma pá de gente, basta-lhe a dimensão do cabo!

E aquele apelo encoberto ao trabalho infantil, da miúda segurando uma espécie de gramanha, terá feito com que os negacionistas ficassem à beira de um ataque de nervos.

Se o Salazar visse este cartaz, converter-se-ia ao prugresso.

Pois é esta precisamente a imagem que, desde tão louvável iniciativa,  se pode observar em todo o Alto Minho.

 Só Areosa, Carreço e Afife é que ficaram para trás. 

Mas agora com o PIERARCA é que vai ser!

( Estou a citar. E não me puxem pela língua!)

tone do moleiro novo

domingo, 3 de outubro de 2021

Tesouros deprimentes

 Guardo alguns!

E tropeço neles...de vez em quando!

E fico a pensar como se transformam em gurus uns pândegos que a realidade vem demonstar que não têm a mínima noção do mundo que os rodeia.

Um dos mais universais foi um parrandeiro nipo-americano, Francis Fukuyama, que resolveu fazer de todos nós parvos e escreveu uma parvoice chamada  " O FIM DA HISTÓRIA e O ÚLTIMO HOMEM". invocando Hegel, Nietzsche Kant e até Platão!!!

Teve um sucesso mundial e os liberais exultaram!

Mais tarde queixou-se de que tinha sido mal interpretado mas ficou rico com a publicação.

A este personagem já mereferi em

https://lopesdareosa.blogspot.com/2015/07/o-fim-da-historia.html

e

https://lopesdareosa.blogspot.com/2019/11/o-fim-do-neoliberalismo-e-o.html


Mas recentemente encontrei uma situação parecida mas em versão portuguesa!

Um tal Pedro Arroja preconizava em 1998 que 

" Não haverá moeda única" (textual)


Isto mal acomparado com o tal foge da cama

Mas sabem como é essa coisa do valor de câmbio dos valores fiduciários

Um dólar -----------------------duzentos escudos.


tone do moleiro novo

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

No rescaldo do caldo

 No rescaldo do caldo


Num é no rescaldo do incêndio em Rio Caldo. 

Nem o caldo é daquele de farinha, toucinho e sanguinha. 

Nem de cebola chega a ser.

E enchouriçados andamos nós com tanto empreendorismo!

O Concelho de Viana é essencialmente, predominantemente, maioritáriamente, prevalentemente, eminentemente ...Rural.

Mas Viana só se lembra do seu envolvimento rural por alturas das Festas d'Agonia!

Aí toca a reunir as lavradeiras ( que não o são!) das aldeias, que inundam a vila com os seus Trajes a que chamam à Vianesa. 

( A minha mãe dizia que tinha um Fato à Lavradeira). 

Por essas alturas toda a intelligentsia urbana se ufana com o brilho ( dos ouros)  e o colorido (das fardas), reminiscências de um tempo que já passou e não mais volta a ser.

No entanto o que interessa é o faz de conta.

Depois é a maior romaria de Portugal!

- Querem ver muita gente? - Vão a Braga ao São João da Ponte. 

 Ou à Senhora dos Remédios em Lamego.

- Gostam muito dos cem bombos que se reúnem ao meio dia na Praça da Rainha?

Vão à Guarda, em frente a Caminha do outro lado do rio. 

São cerca de cinco mil... nas Festas do Monte.

- Querem ir a uma romaria? - Vão a São joão d'Arga ou à Senhora da Peneda!

Ou à Senhora do Almortão nas Idanhas!

Mas que raio de importância tem esse tal mundo do qual apenas resta o mise en scene.

Pelos ventos dos programas eleitorais, pouca ou nenhuma. 

Ao reler a edição de 16 de Setembro da A AURORA DO LIMA dei-me ao trabalho de contabilizar quantas vezes certas palavras eram utilizadas pelos oito candidatos nas suas perspectivas.

Cada um utilizou cerca de 700 palavras em média!

LAVOURA  nunca a encontrei.

AGRICULTURA uma vez e mesmo assim num contexto genérico do género  

" ...vamos desenvolver as actividades primárias...".

FLORESTA uma vez, na forma "reflorestar"

Vá lá que não encontrei aquela coisa da "Resiliência".

Nem encontrei aquela coisa do desemborbimento "Sustentável"

Nem as tais "sinergias" que os líderes costumam querer juntar.

Enfim, uma terra rural governada por mentalidades urbanas.                                          Como Portugal, aliás!

Eu bem me apego a Santa Maria de Vinha de Areosa. 

Mas nem Santa Leocádia de Geraz do Lima me vale.


Quem me compreende é mesmo Nossa Senhora d'Agonia!

- É tudo uma tristeza!

( Já o Pirilau dizia o mesmo!)

Nota. 

A imagem foi apanhada em https://d.facebook.com/santododia/photos

terça-feira, 21 de setembro de 2021

As ALMINHAS DO CADINHO

 As ALMINHAS DO CADINHO


Sabem aquela velha história de andar a pedir aos vizinhos???


- Fui ao meu vizinho... envergonhei-me!

- Vim para casa... remediei-me!

E andávamos nós à precura das Alminhas do Cadinho que alguém, há muito tempo, tinha feito o jeito de as retirar do sítio onde estavam.

- Roubaram-as, é a informação correta.

Neste Domingo passado aconteceu uma inauguração, ali no mesmo local, da colocação de uma pedra ancestral que as obras do Emparcelamento quase mandavam pró galheiro não fora o empenho do tal Percina de Paçô. 

O Abílio munido daquela teimosia, por herança adquirida, lá contou a história do pedregulho com o precisoso testemunho do João Pinho que de Tombo de Santa Maria de Carreço na mão lá demonstrou que  o calhau, no século dezoito já estava na história. 

Eu estive lá e falou-se que a seguir vinham as ALMINHAS DO CADINHO!

Prometi que conseguiria uma imagem das mesmas.

Mais depressa do que eu contava. Eu que me tinha matado por conseguir o livro onde sabia, encontraria essa imagem.

Não foi necessário.

Numa daquelas conversas da tertúlia de Domingo no Café da Curuja, aqui em Afife, ás quais o França costuma faltar, falei com o Puga.

- Eu tenho isso em casa!!!

- Meu menino,  num descansei enquanto não lhe saquei a          informação.

Com a devida permissão do Puga e com as minhas homenagens, aqui vai.




Para o Pinho e para o Arrrlindo:

- Esta será a próxima inauguração!


Esta é só para o Pinho!

- Espero que depois venha a Fonte da Maganhão!


Tone do Moleiro Novo

sábado, 18 de setembro de 2021

O "COUTO" DE VÍNEA e seus vinhedos!

 

O “COUTO” DE VINEA E SEUS VINHEDOS

No seguimento de

https://www.facebook.com/antonio.alvesbarroslopes/posts/6091469184256602

e de

https://lopesdareosa.blogspot.com/2021/09/prosapias-areosenses-ou-talvez-nao.html

 Outra preciosidade









Ena! Ena!

A prosa está a subir de nível

Encontrado em https://www.facebook.com/ruimmesquita em publicação de 14 de Setembro de 2020 ás 08H57

Citação

“Vamos debater o futuro de Areosa, com ideias e projetos viáveis e realistas, tendo como ponto de partida não o trabalho desenvolvido pela minha equipa há oito anos mas desde o Couto de Vinea. Cada um de nós é uma pequeníssima parte deste grande vinhedo que remonta a esse Couto e a grande riqueza do nosso património (histórico, etnográfico, hídrico, natural, edificado…) é a soma dessas pequeníssimas heranças que se construíram ao longo dos séculos, e que herdámos: a Areosa. Porque a herdámos e ou adotamos, temos o dever de melhor a entregar às gerações vindouras.”    Fim de citação

 Mãe do Céu! O português é uma língua traiçoeira!

- Então a equipa do nosso conhecido Rui Mesquita não só desenvolveu trabalho, (em Areosa) desde há oito anos como também desde o tal “COUTO” de Vinea??! 

– É obra!

Mas já que há muita preocupação em entregar o nosso património que herdamos (histórico, etnográfico, hídrico, natural, edificado…) ás gerações vindouras, seria bom recuar um pouco mais na história e remeter antes do tal “Couto” de Vinea ao PAGUS OVÍNEA.

E já que a história é para ser contada ás criancinhas da EB1 sugiro então que se comece a contar desde o tal PAGUS OVINEA

Que tem mais a ver com ovelhas que com as latadas do Couto de Paredes, na Meadela. Que as deveria ter dentro da sua tapada!

Remeteria para Almeida Fernandes para o Padre Lourenço Alves ou mesmo para França Amaral que identificam essa Paróquia Suéva com a povoação que existiu no nosso monte.

Ouçamos Almeida Fernandes:

Ovínia

. Vinha (f. Areosa, c. Viana do Castelo). Numa freguesia ondenão há, nem nunca houve, a «vinha» (prova de que o topónimo Ovinia nadatem com este nome), é Vinha a antiga designação paroquial da atual Areosa, paróquia residual de Ovinia; e conserva-se ainda tal nome no título da igreja (Santa Maria de Vinha, designação da freguesia ainda muito depois do séc.XIV), bem como numa pequena obra do mar, em face da igreja.

 Não pode haver a mínima dúvida na correspondência.

Corrobora-se esta na divisão eclesiástica (arcediagado) Terra de Vinha, cuja correspondência civil estava na Terra de São Martinho, outro eco da Suévia paroecitana.

 A civitas Ovinia deve, pois, ter sido a famosa Cividade ou Cidade Morta de Santa Luzia, no afamado monte que cobre o local e Viana.

 Fim de citação

Ou seja a Citânia de Santa Luzia. Localizada dentro do Monte de Areosa, aforado em 1825 aos moradores de Areosa por D. João VI e em cima da qual existiu a Bouça de Santa Luzia, localizada em Areosa e pertença de diversos Proprietários de Areosa.

Conforme testemunho de Abel Viana, terreno comum ( Baldio) desse espaço que era dividido em sortes e rematado o seu roço anual pela Junta de Freguesia de Areosa, como era  costume.

Hoje o espaço foi usurpado por uma entidade estranha a Areosa. Areosa que o deixou de tutelar.

Mas continua em Areosa.

E essa seria a tal história a ser defendida e ensinada ás criancinhas da EB!

Mas não foi isso a que assisti quando vi e ouvi no tal Processo dos Limites. Aí ouvi o  historiador Antunes de Abreu declarar que a Citânia de Santa Luzia nunca foi de Areosa. E isto sem que os nossos advogados reagissem a essa enormidade. (Tal como a outras)

E mais espantado fiquei com a decisão do TAFB que caucionou todas as fantasias  das testemunhas Antunes de Abreu e Cruz Lopes, quando eu próprio enviei, em abril de 2018, á Autarquia Areosense e ao nosso Advogado, um documento ( 50 páginas) com tudo que eu entendia que deveria constar nas Alegações Finais onde “tapava” essas e outras invençõs das testemunha do outro lado!

Acontece que desde a data do conhecimento da decisão do TAFB -15 de Julho de 2021-  já publiquei a minha posição e também a posição da Autarquia que me chegou a informar que iria ser realizada uma reunião de Assembleia de Freguesia para discutir o assunto.

Nada aconteceu no entretanto até que reparei que no Programa eleitoral do PS nada constava sobre isso.

Chegado aqui e de espanto em espanto, ouço no debate havido em 16 último na Rádio Afifense, o candidato Rui Mesquita trazer o meu nome á baila. Isto  referindo-se a um contexto em que houve uma reunião, na Junta de Freguesia, em que estiveram presentes várias pessoas além de mim. E não percebi a razão desse destaque!

É que a Autarquia Areosense já em mais que uma circunstância se tinha marimbado para os meus contributos.

E não vou falar no famigerado caso do Topónimo GRUFE em São Mamede.

Apenas pergunto que uso teria sido feito aos dado que enviei, minhas achegas para as tais Alegações Finais.

Referiu-se também, várias vezes, o candidato Rui Mesquita que  a sua gestão autárquica teria “herdado” o processo (do tempo do Gama) e que o Advogado inicial  tinha saltado fora. E que em cima do acontecimento houvera que recorrer “à prata da casa” referindo-se, desta elogiosa maneira, aos advogados que tomaram conta do processo, cuja competência se pode aquilatar pelos resultados!

Em primeiro lugar essa da herança (pesada pelos vistos) haveria que ter sido ponderada logo de início. Se a novel gestão Autárquica tivesse entendido que o Processo não valia a pena, deveria ter levado o Assunto à Assembleia de Freguesia e deliberado desistir do mesmo. Não houve essa coragem. Prosseguiram! Contratando novos advogados ( que decerto foram pagos) que em matéria de facto nem lhes passava pela cabeça do que as testemunhas do outro lado estavam a falar!

Isto porque houve de recorrer á tal “Prata da Casa”!

- E então nesta mesma casa não haveria ouro em vez de prata???


- Não existe em Areosa um Advogado chamado Luis Rufo, bem mais traquejado  nessas coisas do “ADMINISTRATIVO”???

 

    Tenho aqui que fazer uma inconfidência mas que poderá ser confirmada pelo Próprio Dr. Luis Rufo.

 

- Ninguém falou comigo.

 

Foi o que Luis Rufo, em tempos, me disse!

 

A dado passo do debate, em que o enxovalho  das testemunhas,  que perpassa na decisão do TAFB, veio á baila, o candidato Rui Mesquita pergunta:

- Foram enxovalhadas???

– Não fui eu que foi de testemunha!

 As testemunhas foram arroladas pelo anterior executivo. (mais ou menos assim)

 

 De facto foram!!!

 

António Pires Barreiros,

Maria da Vinha Fernandes de Carvalho,

Maria Irene Azevedo Gonçalves,

Luis Enes Martins Ruas,

David Caravela Sá Barbosa

Carlos Branco Morais!

 

Limpem-se agora a mais um enxovalho!

 

Pois que se o candidato Rui Mesquita tivesse ido testemunhar a favor do Couto de Vínea, Areosa teria ganho o processo.

 (Reparar que retirei o meu nome da lista de testemunhas. Não por falta de solidariedade, mas apenas porque já estou habituado a enxovalhos)

Mas desse tal debate ficou a garantia, dada pelo candidato Rui Mesquita que iria haver um recurso da tal decisão do TAFB.

(Se o PS ganhar as eleições. Apesar do assunto não constar no programa eleitoral.)

Do que duvido, dado os prazos em que esses recursos têm que dar entrada.  E também pela complexidade e estratégia jurídica que é necessário estudar para elaborar uma coisa com cabeça tronco e membros – e haja quem o faça!

 

Termino com um desabafo.

 

- Pobre PAGUS OVÍNEA

- Pobre “COUTO” DE VINEA

- Pobre IGREJA DE VINHA

- Pobre SANTA MARIA DE VINHA DE AREOSA.

 

- Nem a tua identidade cultural é afirmada ou defendida.

 Tão pouco o teu património histórico, material ou imaterial.

 

E meus amigos.

 

Escrevo isto e não estou a chorar!

 

Enchesse eu de lágrimas o Rio do Pégo nas calmarias de Setembro nem essa água seria aproveitada.

 

Correria da Louzã à Chã de Chaves, saltaria a Lacada,  passaria por São Pedro, atravessaria Silvares e curvaria na Bouça do Lourenço, limava a Cova da Margarida, descansaria nas Cheiras para mergulhar do Pôço Negro ao do Cascudo. 

Galgaria as pontes dessa gente.  

Faria moer o Moinho do Fada, encheria o Poço da Arrinca, teria saudade das poldras da Ferreira. 

Daria banho aos pricipiantes ali no Poço d'Anjo.

Escaparia por baixo da linha do  comboio e dava água ao Pôço da Baeta.


Seguiria ao Rapido e dali ao Gandaral.

 

E chegaria ao mar ali a Sul dos Barrinhos.

 

E o mar engoliria tanta trabalheira.

 

( A minha, neste caso, tem o mesmo destino)

 

Areosa, 18 de Setembro de 2021

 

Tone do Moleiro Novo