quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A história do sapo que foi esmagado por um carro quando atravessava a estrada

Imagem em https://charcoscomvida.pt/animals/sapo-comum/





Passou-se na Estrada Real. 

O carro era um destes pós atómico mas ainda pré electrico. Motor de combustão interna, quatro tempos, árvore de cames à cabeça, travões de disco nas quatro rodas. Servo freio...

Mas,  um sapo que tentava atravessar a estrada, foi esmagado pelo carro.

Imagem impressionante. O Sapo, bicho nojento, que me tinha deixado as mãos a arder em bolhas no tempo em que as metia nos buracos da terra sem qualquer motivo para tal que não fosse brincadeira de quem num tinha mais com que brincar.

Mais tarde descobrira que os Sapos num fazem mal a ninguém, e que até ajudam a cuidar dos jardins e outras hortaliças.

Senti pena do sapo que, ao tentar atravessar a estrada, tinha sido esmagado por um carro. E resolvi escrever um livro sobre um sapo que, ao tentar atravessar a estrada, tinha sido esmagado por um carro.

Fui à NET indagar se alguém já tinha escrito um livro  sobre um sapo que, ao tentar atravessar a estrada, tinha sido esmagado por um carro.

Tencionava intitular o meu livro 

" Esta é a história do sapo que, quando tentava atravessar a estrada, foi esmagado por um carro" " .

Poderia acontecer já existir tal designação e eu ser acusado de plágio.

( Essa de aquisição do léxico disponível por via legal, nunca entendi.) 

Mas fiquei descansado quando dei conta que;

Pär Lagerkvist tinha escrito Sibyllan (A Sibila,) em 1956 e que Agostina Bessa-Luis tinha escrito "A Sibila" em 1954. 

Duas coisas certas; ganhámos aos suecos e a Nossa Nobel da Literatura num pôs algum processo ao seu Pär.

Encontrei sim um outro talvez relacionado

"O último minuto na vida de Saramago".
Uma vida irrepetível revisitada mesmo antes da morte

Já estão a ver. 
Também do sapo tinham sido os últimos instantes da sua vida. Possivelmente teria até atravessado um campo deles.

Mais descansado fui à gráfica, pedi orçamento para uma edição de quinhentos exemplares, e apresentei o "projecto". da minha "História do sapo que, quando tentava atravessar a estrada, foi esmagado por um carro".

Tinha capa, depósito legal e ISBN

Uma nota introdutória de Adelaige Graça  a quem tinha pedido as suas recomendações. Escrevera um livro sobre a SARAMELA PINTAS conhecida decerto daquele  sapo que, quando tentava atravessar a estrada, tinha sido esmagado por um carro.
E lá consegui editar o meu livro sobre a história do sapo que, quando tentava atravessar a estrada, foi esmagado por um carro" 

Houve uma apresentação. 

Esteve presente a vereadora da cultura em representação de sua excelência o senhor presidente que, encobrindo a pouca consideração pelo autor, conseguia dessa forma demonstrar que tinha coisas mais importantes com que se importar.

Foi feito o lançamento do meu  livro.                                                          Num identifiquei quem teve a sorte de o apanhar.


O livro não tinha mais que cinquenta páginas. 
Mas estava lá tudo sobre o sapo que, quando tentava atravessar a estrada, fora esmagado por um carro".

Ainda girino depois adolescente e por fim a parte mais interessante, quando encontrou a sapa da sua vida e lhe assapou de tal forma que mais sapinhos apareceram no sapal.

 E, na última página, estava expresso numa só palavra como é que acabara a vida de um sapo que, quando tentava atravessar a estrada, fora esmagado por um carro". Tudo NUMA SÓ PALAVRA

FIM

Nota
Mesmo assim e apesar de tudo, este acontecimento em nada alterou a rotina aborrecida dos distraídos.
Na estrada real continuaram a passar carros

E os sapos continuaram a ser esmagados quando tentavam atravessar a estrada.

tone do moleiro novo



 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Morreu Orlando Raimundo

 Dos Jornais, JN e SOL.

Acontece.

E a nossa relação emocional com a morte distancia-se directamente proporcional à distância dos nossos que nos estão mais próximos.

Os antropólogos, sociólogos e outros tudólugos, poderão explicar o "fenómeno" melhor que eu.

Mas todos temos os nossos próximos. E aos de Orlando Raimundo os meus respeitos.

Mas o Homem parte e a obra fica. E quanto e esta e à  a  que a Orlando Raimundo diz respeito já me pronunciei em tempos.               Mais precisamente a "António Ferro o inventor do Salazarismo"


No entanto e apesar dos créditos de Orlando Raimundo num posso deixar de continuar a manifestar a minha surpresa perante três invenções de  António Ferro

Primeira

“ Associada à extracção do ouro, no Norte do País, a filigrana parece ter surgido pela primeira vez na Póvoa do Lanhoso, sendo depois integrada, por acção dos folcloristas da propaganda, no traje tradicional das mulheres do Minho.”

Segunda

“Forjam-se em vez disso, tradições como a ostentação de ouro nas minhotas da Senhora da Agonia…  sinais exteriores de uma riqueza inexistente.”

Terceira

“Ferro, recorre ao talento e á criatividade de Bernardo Marques para inventar o novo estilo, e é assim que surge a exuberância de cores do Rancho de Santa Marta”                               

Caramba. 

O Senhor Orlando Raimundo nem sequer deitou sentido aos pintores do século dezanove/vinte. Roque Gameiro, Malhôa... 

ou a "Nossa Afifense" Susanna Roope Dockery

 Também seriam daltónicos.

Enfim. Como inventor o próprio António Ferro foi ultrapassado por Orlando Ribeiro. Este conseguiu inventar as invenções daquele!


Termino agora como então

E a mim o que me preocupa não é a ignorância do Sr. Raimundo ( ou pelo menos o seu desleixo)! O que me preocupa é que daqui a cem anos se vai ler o que foi publicado hoje na capital do império (este já vai na segunda edição!). Ninguém vai deitar sentido ao que o desvairado do Lopes alguma vez possa ter dito ou escrito na NET.!

lopesdareosa




sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Está um frio do carallo!

 

É urgente

Qualquer coisa quente.

Com que a gente

Aguente

Este tempo frio.

 

Não é com Serro Frio

Nem vinho frizante

Que eu neste instante

Atesto o vazio

 

O mar vai um cão

No ar tempestade

 ao meu coração

o Sol chegar há-de

 

Será este inverno?

Será no verão?

E no meu caderno

anotadas estão.

                                  As datas perdidas

                                  Esperadas em vão






domingo, 18 de janeiro de 2026

João Aguardela 18 de Janeiro de 2009

 Festas de Santo Amaro nas redondezas.

Em Fornelos Vinho Branco com Figos.

Em Vila Fria festa não havia se num houvesse porrada!

Eu vou ao das Bouças aqui em Riba de Âncora.


Em 2009 morria João Aguardela.

Graças também à loucura de Zé Zé Fernandes ficou o VINHO DA NAÇÃO.

Uma Obra Prima. 

Com o Delfim.

E o Senhor Candeias.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A vida depois da morte

 Já muito tenho lido acerca deste assunto.

E já passei por aqueles instantes em que, pressentindo iminência da morte, vi passar na frente dos meus olhos o filme da minha vida. Com todos os detalhes; sítios, pessoas, conversas, acontecimentos...e depois uma paz imensa ao pressentir que tudo se acabava alí...

Mas não! 

Sobrevivi para contar.

No entanto esta realidade, que só é possível relatar porque afinal de contas não morremos, é muitas vezes invocada como sensações Póst- Mortem. (curiosa contradição)

Acontece que, afinal sempre, me perguntarei se existe, ou não,  vida depois da morte.

E chego à conclusão que não!

Porque...

...todos aqueles que se vão e que nos conhecem (ou conheceram) decerto seriam solidários com a nossa desdita tomando em conta tudo  aquilo por que também passaram na sua passagem por estas bandas e desde a sua quinta dimensão dar-nos-iam uma ajuda na sua condição de almas libertadas. 

Como p.e. guiar-nos no acerto dos números do EUROMILHÕES.

Mas NÃO!

A não ser que existe mesmo a tal vida para além da morte e que os nossos extintos amigos o sejam também da onça!

JÁ QUE FOMOS PHODIDOS NA VIDA!

- PHODAM-SE VOCÊS TAMBÉM!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Homenagem ao meu amigo João Vilas

 Veja quem ele é em

 https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/04/o-vilas.html

Dele

O Poema da Baca (versão em português)

https://www.tiktok.com/@joovilas5/video/7551127600702197025

De Grandes Córnos ela apareceu.

Que Baca, pançuda barriguda

Junta-se a multidão e diz um curioso

oh! Baca bai embora

Mas ela não foi

Pançuda barriguda 

de Grandes Córnos

aparece então o dono e diz à baca

Baca baquinha anda

Bamos embora

e ela num foi

e eis que às tantas

pançudo barrigudo

surge um boi

que boi!

Pisca-lhe o ôlho

faz um gesto

e eis que a baca 

foi!

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Como num posso deixar os créditos pelo Rio Minho, aqui vai a minha tréplica atlântica ao Bilas.

ÓRGIA

Suruba das ósgas                                                                                      De poucas sobras                                                                                  

Assento incerto.                                                                                    Deve andar perto                                                                                 

O que me tóca.                                                                                           já sai da tóca.                                                                                         

Esquiva rata                                                                                           que já se escapa                                                                                  

da ratoeira                                                                                                Estou na fileira                                                                                    

à espera de vez                                                                                      Num há maltez                                                                                      

como eu falhado                                                                                       Vejo ao meu lado                                                                       

Outros sortudos                                                                                      outros babudos                                                                      

Escorrem baba  

                             Aqui se acaba                                                                                         na contra mão                                                                                         por cada cabra                                                                                         há um cabrão 

Tone do Moleiro Novo


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hoje soltou-se o meu lado pacifista

Tenho um angulo obtuso

Às vezes até o uso

Mas não da melhor maneira

Tomara que fosse agudo

que fosse acima de tudo

mais pra aço que madeira

 

tenho outro que é recto

que é aquele em que projecto

manias de honestidade

fazer do ego um castelo

o meu orgulho é não tê-lo

é essa a minha vaidade

 

obtuso quem me dera

ter em dias adversos

no coração uma fera

então teria meus versos

agudos como punhais

Isso são os animais

Que o mundo de mim não espera


Autor: Soldado Raso, sentinela no seu giro!