terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Morreu Orlando Raimundo

 Dos Jornais, JN e SOL.

Acontece.

E a nossa relação emocional com a morte distancia-se directamente proporcional à distância dos nossos que nos estão mais próximos.

Os antropólogos, sociólogos e outros tudólugos, poderão explicar o "fenómeno" melhor que eu.

Mas todos temos os nossos próximos. E aos de Orlando Raimundo os meus respeitos.

Mas o Homem parte e a obra fica. E quanto e esta e à  a  que a Orlando Raimundo diz respeito já me pronunciei em tempos.               Mais precisamente a "António Ferro o inventor do Salazarismo"


No entanto e apesar dos créditos de Orlando Raimundo num posso deixar de continuar a manifestar a minha surpresa perante três invenções de  António Ferro

Primeira

“ Associada à extracção do ouro, no Norte do País, a filigrana parece ter surgido pela primeira vez na Póvoa do Lanhoso, sendo depois integrada, por acção dos folcloristas da propaganda, no traje tradicional das mulheres do Minho.”

Segunda

“Forjam-se em vez disso, tradições como a ostentação de ouro nas minhotas da Senhora da Agonia…  sinais exteriores de uma riqueza inexistente.”

Terceira

“Ferro, recorre ao talento e á criatividade de Bernardo Marques para inventar o novo estilo, e é assim que surge a exuberância de cores do Rancho de Santa Marta”                               

Caramba. 

O Senhor Orlando Raimundo nem sequer deitou sentido aos pintores do século dezanove/vinte. Roque Gameiro, Malhôa... 

ou a "Nossa Afifense" Susanna Roope Dockery

 Também seriam daltónicos.

Enfim. Como inventor o próprio António Ferro foi ultrapassado por Orlando Ribeiro. Este conseguiu inventar as invenções daquele!


Termino agora como então

E a mim o que me preocupa não é a ignorância do Sr. Raimundo ( ou pelo menos o seu desleixo)! O que me preocupa é que daqui a cem anos se vai ler o que foi publicado hoje na capital do império (este já vai na segunda edição!). Ninguém vai deitar sentido ao que o desvairado do Lopes alguma vez possa ter dito ou escrito na NET.!

lopesdareosa




sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Está um frio do carallo!

 

É urgente

Qualquer coisa quente.

Com que a gente

Aguente

Este tempo frio.

 

Não é com Serro Frio

Nem vinho frizante

Que eu neste instante

Atesto o vazio

 

O mar vai um cão

No ar tempestade

 ao meu coração

o Sol chegar há-de

 

Será este inverno?

Será no verão?

E no meu caderno

anotadas estão.

                                  As datas perdidas

                                  Esperadas em vão






domingo, 18 de janeiro de 2026

João Aguardela 18 de Janeiro de 2009

 Festas de Santo Amaro nas redondezas.

Em Fornelos Vinho Branco com Figos.

Em Vila Fria festa não havia se num houvesse porrada!

Eu vou ao das Bouças aqui em Riba de Âncora.


Em 2009 morria João Aguardela.

Graças também à loucura de Zé Zé Fernandes ficou o VINHO DA NAÇÃO.

Uma Obra Prima. 

Com o Delfim.

E o Senhor Candeias.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A vida depois da morte

 Já muito tenho lido acerca deste assunto.

E já passei por aqueles instantes em que, pressentindo iminência da morte, vi passar na frente dos meus olhos o filme da minha vida. Com todos os detalhes; sítios, pessoas, conversas, acontecimentos...e depois uma paz imensa ao pressentir que tudo se acabava alí...

Mas não! 

Sobrevivi para contar.

No entanto esta realidade, que só é possível relatar porque afinal de contas não morremos, é muitas vezes invocada como sensações Póst- Mortem. (curiosa contradição)

Acontece que, afinal sempre, me perguntarei se existe, ou não,  vida depois da morte.

E chego à conclusão que não!

Porque...

...todos aqueles que se vão e que nos conhecem (ou conheceram) decerto seriam solidários com a nossa desdita tomando em conta tudo  aquilo por que também passaram na sua passagem por estas bandas e desde a sua quinta dimensão dar-nos-iam uma ajuda na sua condição de almas libertadas. 

Como p.e. guiar-nos no acerto dos números do EUROMILHÕES.

Mas NÃO!

A não ser que existe mesmo a tal vida para além da morte e que os nossos extintos amigos o sejam também da onça!

JÁ QUE FOMOS PHODIDOS NA VIDA!

- PHODAM-SE VOCÊS TAMBÉM!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Homenagem ao meu amigo João Vilas

 Veja quem ele é em

 https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/04/o-vilas.html

Dele

O Poema da Baca (versão em português)

https://www.tiktok.com/@joovilas5/video/7551127600702197025

De Grandes Córnos ela apareceu.

Que Baca, pançuda barriguda

Junta-se a multidão e diz um curioso

oh! Baca bai embora

Mas ela não foi

Pançuda barriguda 

de Grandes Córnos

aparece então o dono e diz à baca

Baca baquinha anda

Bamos embora

e ela num foi

e eis que às tantas

pançudo barrigudo

surge um boi

que boi!

Pisca-lhe o ôlho

faz um gesto

e eis que a baca 

foi!

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Como num posso deixar os créditos pelo Rio Minho, aqui vai a minha tréplica atlântica ao Bilas.

ÓRGIA

Suruba das ósgas                                                                                      De poucas sobras                                                                                  

Assento incerto.                                                                                    Deve andar perto                                                                                 

O que me tóca.                                                                                           já sai da tóca.                                                                                         

Esquiva rata                                                                                           que já se escapa                                                                                  

da ratoeira                                                                                                Estou na fileira                                                                                    

à espera de vez                                                                                      Num há maltez                                                                                      

como eu falhado                                                                                       Vejo ao meu lado                                                                       

Outros sortudos                                                                                      outros babudos                                                                      

Escorrem baba  

                             Aqui se acaba                                                                                         na contra mão                                                                                         por cada cabra                                                                                         há um cabrão 

Tone do Moleiro Novo


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hoje soltou-se o meu lado pacifista

Tenho um angulo obtuso

Às vezes até o uso

Mas não da melhor maneira

Tomara que fosse agudo

que fosse acima de tudo

mais pra aço que madeira

 

tenho outro que é recto

que é aquele em que projecto

manias de honestidade

fazer do ego um castelo

o meu orgulho é não tê-lo

é essa a minha vaidade

 

obtuso quem me dera

ter em dias adversos

no coração uma fera

então teria meus versos

agudos como punhais

Isso são os animais

Que o mundo de mim não espera


Autor: Soldado Raso, sentinela no seu giro!


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Minha Nai Minha Naizinha

 Também poderia ser

Num é Pêgo!

É Pégo!!!


Minha Nai Minha Naizinha                                                                         Minha Mãe do coração                                                                           Quem tem uma Mãe tem tudo                                                                    Quem num tem é orfeão!

Eu que já o era de Pai sou-o mais agora e da sinfónica inteira, desde o fim de Maio.

Ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/05/morreu-minha-mae.html

E os cento e três anos de saudades moram hoje no cemitério de Santa Maria de Vinha de Areosa.

Não sem antes me deixar um precioso testemunho que aqui vai.

Bem! E sempre que escrevo sobre o Rio do Pégo escrevo sempre com o "é" acentuado para não deixar dúvidas.

Já o nosso cantado, encantado e desencantado Figueiredo da Guerra o fizera no inicio do seu ARCHIVO VIANNENSE.

Tal não seria necessário pois só há uma maneira de pronunciar Pego mesmo sem acento agudo. É com "é" aberto pois senão seria pego com "é" mudo. Ou seja com a mesma fonia do "é" na palavra "medula"

A outra forma é Pêgo que também existe e que corresponde ao macho da Pêga!

Aqui entra agora o meu estepurado estado de alma quando deparo com placas ditas interpretativas chamando Rio do Pêgo ao Rio do Pégo!

Carallo tanta sabedoria. Carallo tanta cultura. Carallo tanta identidade. 

Carallo tanta intelectualidade para propalar asneiras como aquela de dizer que o Forte de Paçô é do tempo de D. Pedro I.

Carallo tanta prosápia para não acertar na datação do Couto de Cabanas!

Carallo tanta investigação para crismar a Gandra em Montedor!  

"Alcantilado do cemitério das praias que morreram em  Montedor"

(sobreviveu a dos Ingleses)

Ora eu nunca ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Macho da Pêga

Eu sempre ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Pégo!

Exactamente Pégo  como minha Nai confirmou,  já com cem anos!