sábado, 14 de dezembro de 2019

História de uma ida ás Argas???

História de uma ida ás Árgas???

Talvez sim mas carece de confirmação!


Por isso peço a todos os meus amigos das Argas e também aos outros,  que não me podem ver, que ajudem na identificação dos locais e da gente que aparece nas fotografias seguintes.

Eu vou contar a história à minha maneira!


Encontrei estas fotografias num conjunto de papeis pertencentes ao meu tio-avô, José Alves do Couto. 

Não tive oportunidade de lhe perguntar a que é que se referiam.



Aqui acima trata-se  daquilo que julgo ser o descerramento de uma placa que está encoberta pela Bandeira. Importante é identificar o Senhor do Discurso! O Pároco e os outros dois personagens, também vão surgir nas próximas fotografias



 


Grupo da subida ao monte! Só mudou o fotógrafo de uma imagem para a outra!











Passaram a Chã do Guindeiro ( se é que é!)

Pararam para se adevertirem!












                            























 Na caminhada cruzaram-se com a gente lá do sitio. De notar o Tocador 
da  Concertina que muito gostaria de ver identificado (assim como a todos os outros). 
Por outro lado o cavaleiro que os acompanha que me parece que se juntou ao grupo já em plena Serra.



Por fim avistam a povoação e passam pelos seus caminhos

Até que encontram uma "gruta" onde consomem o farnel!














Alguém me pode ajudar a reconstruir a história pois a mim a coisa cheira-me à Montaria e à Serra d'Arga! Mas também pode ser na Peneda!

Com os cumprimentos do 
lopesdareosa ( o chato)





quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jogo de braços

Já a isto me referi na minha página no facebook.


De uma série de fotografias obtidas em São João d'Arga, pelo Meu amigo Abílio de Paçô,  destaquei algumas nas quais sobressai aquela em que insisto agora.

Pedi então a compreensão da interveniente para o meu motivo desse realce, caso desse pela minha publicação.

Pedi também que se revelasse o que não aconteceu muito embora tenha a certeza que já viu a imagem.

Da mesma forma que sei (agora) quem é, muito embora não "conheça".

Na ocasião comparei o desenho dos braços com aquele do Isídoro de Santa Marta.

Aqui vái, como prometido, a comparação com a informação de que a fotografia do Isídoro foi tirada pelo fotógrafo do Porto, Teófilo Rego e está publicada no livro FOLCLORE do Dr. Pedro.

E de PHM essa imagem lhe mereceu a seguinte legenda:

"Dir-se-ía que, posto em liberdade, o corpo do bailador como que se esfarrapa e se descose á mercê do vento..."

Direi apenas que no adro de São João há asas que voam mesmo em noites calmas.

Com as minhas homenagens aos visados.













Tone do Moleiro Novo

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Quinta da Cancela de Areosa


Quinta da Cancela de Areosa.

Onde dei de caras com um tal Voltaire

Consumidor de cultura e de conhecimento, não emano 
dessas coisas… absorvo-as!           

(mas nem tudo aproveito!) 

Socorro-me assim de quem detém as fontes da sabedoria 
para encher o meu labrego alforge de aldeão inculto.

Daí que, ao ler o FALAR DE VIANA de 2018 (pg. 63), tomei conhecimento de uma ideia de um tal VOLTAIRE (1694-1778) de que “aos vivos deve-se a consideração e aos mortos a verdade” na oportuna citação aí  feita por José da Cruz Lopes.

Acontece que esse mesmo  autor, José da Cruz Lopes, se refere num outro seu texto em a FALAR DE VIANA de 2015 (pg. 68) a: 

…uma mata de pinheiros, vinculada à antiga Quinta de Monserrate, sita na então denominada Cancela de Areosa (1864).” 

Acontece também que, em 1864 a Quinta de Monserrate, não era denominada Quinta de Monserrate, tanto menos que o crisma não é assim tão antigo.

Nessa data, 1864, conotada com o dono, era tida pela Quinta de 
Figueiredo da Guerra. 

Mas o nome original, referido à toponímia do local, foi reconhecido pelos próprios proprietários ainda e quando, em 4 de Agosto de 1887, foi celebrada uma escritura pública no tabelião Júlio Sem Pavor Carneiro Geraldes – em que estes se 

“…obrigam e hipotecam a sua quinta denominada da Cancela d’Areosa…” 

a favor do Banco Mercantil de Vianna e que deu origem à descripção 18 833 a Fls 67 do libro B – 48 na Conservatória de Vianna  onde continua a constar 

“…Quinta denominada da Cancela de Areosa…”. 

Com a particularidade de aí estar expresso que a dita Quinta se situava nas Freguesias de Areoza e de Monserrate!!!

Acontece que já em 4 de Setembro de 1922 parte da Quinta (onde tinha existido o Colégio das Religiosas de S. José Cluny) foi comprada, à Comissão Jurisdicional dos Bens das Extintas Congregações Religiosas, pela GNR. dando origem à inscrição 16261 na Conservatória de Viana. 

E o curioso é que nessa altura é mencionado que o Prédio é o tal descrito sob o nº. 18833 tendo sido (nesta data repare-se!) acrescentado, na sua descrição, que se havia verificado que aquela quinta também era denominada de Monserrate. 

Ou seja é a partir dessa data que a Quinta da Cancela de Areosa passa a ser Quinta de Monserrate sem qualquer referência a Areosa.

Ora se o prédio 18833 estava situado nas freguesias de Areosa e de Monserrate, onde está agora o que estava do lado de Areosa???

- Aconteceu com o quartel da GNR a ficar todo em Monserrate, que deveria à data ser uma vergonha para Viana estar situado em Areosa. 

E aconteceu o mesmo a todos os outros prédios desanexados do 18833 

PE Campo de futebol e Terreno da Pecuária. 

- Onde está hoje a parte correspondente da quinta que se situava em Areosa???.

Esta é a história que eu posso contar mostrando que a antiga Quinta dita de Monserrate não é assim tão antiga…!

E esta é a história que eu posso contar aos abespinhados que perguntaram 

- Qual história? 

                                                                quando os de Areosa se queixaram que a Vila de Viana  sempre avançou sobre Santa Maria de Vinha de Areosa sem que se saiba a justificação.

De notar que antes de tudo isto já o Senado da Câmara em 1846 tinha deliberado informar que o limite da Vila de Vianna ia ter onde o Campo d’Agonia batia no Mar

Mas a Vila de Viana nem se contentou com a divisão da, e na Quinta da Cancela de Areosa. 

Ainda andou com o limite mais para Norte.

Já agora aproveito também para precisar mais detalhadamente uma outra afirmação de JCL desta vez em A Falar De Viana 2019 (pg 72). 

“..ter-se atribuído a uma antiga estrada real de saída da cidade para Norte, desde o antigo ancoradouro/doca de pesca em direcção à zona da Cancela de Areosa, a norte da antiga Quinta de Monserrate, passar a chamar-se estrada/Rua de Nossa Senhora de Monserrate”

ORA:

- A antiga Quinta de Monserrate afinal era a antiga Quinta 
  da Cancela de Areosa


- Este topónimo corre desde S. Roque a Sul da Quinta e        até  ao Norte desta

- A tal estrada Real era (como consta nos documentos 
  dos meados do século XIX) a Estrada de Caminha. 

E, de facto, passou (quando?) a ser a Rua de Monserrate.


Conclusão:

- Até o raio da  toponímia atirou com Areosa         para Norte!!!

Aquilo que eu também concluo é que na  Grande História há sempre pequenas histórias para contar e/ou por contar.

Aqui para nós, acho que esse tal VOLTAIRE, citado no início
deste texto, deveria ser um tipo muito limitado. 

Sei uma d'um grande filósofo,o Tone do Moleiro Novo, que 
será, nesta problemática, muito mais universal.             

Disse o TMN do alto da sua ignorância!



“Devemos  toda  a consideração e toda a verdade 

  tanto aos vivos como aos mortos.”



(E eu gosto mais d’esta do que da do Voltaire)

António Alves Barros Lopes





Texto Publicado na A AURORA DO LIMA em 28 de Novembro de 2019

domingo, 24 de novembro de 2019

Blood Sweat and Tears

Não foi precisamente assim que Churchill se manifestou aos Ingleses quando lhes deu a noticia que estavam em guerra!

Dizem que foi  "blood, toil, tears and sweat".

No entanto a fórmula mais universal dá para tudo. Até para isto que segue:

Sombras remorso paixão.
Ombro encostado ás paredes
passando  todas as sedes
bebendo de todo o fel
que envenena o coração
Vinho bebido a granel
nas bebedeiras da noite
num desejo que se afoite
ao abandono dos corpos
cavalos cavalos loucos
os meus, de rasto, caídos
ninguém ouve os meus gemidos
das minhas raivas tamanhas

Nas noites de Romaria
Pelas ruas da cidade 
procurei e não havia
sinais de qualquer verdade.

só a imagem da mentira 
saia rodada de dança
do tango em que o mundo gira
Mentira tudo mentira
que o sentido não alcança!

Nota. Eu avisei que não encontrariam aqui poesia. Apenas dedicatórias. Mesmo assim fracas. Simples colagens de imagens adquiridas. 

Sombras remorsos paixão vem de  Crime remorso paixão - Mário Garcia sobre Teixeira de Pascoaes.

Ombro encostado ás paredes, de um declamador mexicano encostado com o ombro encostado a uma parede.

Os cavalos loucos de Maria Magdalena Domingues de Mos.

A mentira, do tango  GIRA de Gardel.

A saia rodada da dança vem de uma da saia rodada da dança!

Tone do Moleiro Novo

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

José Mário Branco

É o costume!

 Em vida era um filho da puta, esquerdista. 

Morreu! 

- Era o maior!

Até eu vou falar de José Mário Branco!!!


Mário Branco I ( Primeiro)

FMI


Mário Branco II (Segundo)

Cantor cégo na estação de S. Bento


Mário Branco III (Terceiro)
Arranjador do acompanhamento desse espantoso Adriano Correia de Oliveira a cantar o que é de nós aqui tão perto!


lopesdareosa

domingo, 17 de novembro de 2019

O fim do neoliberalismo e o renascimento da História

Encontrei este texto em:

http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.com/2019/11/o-fim-do-neoliberalismo-e-o.html

Que transcreve um texto de  Joseph Stiglitz  ( Prémio Nobel da Economia) por sua vez extraido do EXPRESSO.

Mas já em 2015 eu tinha publicado O FIM DA HISTÓRIA referindo-me ao tal Senhor Francis Fukuyama

https://lopesdareosa.blogspot.com/2015/07/o-fim-da-historia.html


Enfim! Como é que o borrabotas do Tone do Moleiro Novo chega ás mesmas conclusões de um Prémio Nobel, mas com cinco anos de antecedência!

Ah! Grande Carminda do Moleiro Novo. Comeste o pão que semeaste, colheste, amassaste...Deus e o Diabo o comeriam. Eu próprio nunca comi brôa tão boa!

Mas pariste um filho que é um génio...

( Só tem dois defeitos: cága-se muito e ganha pouco!)

Cmpts
lopesdareosa

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

O COMBOIO DE PAREDES DE COURA

Quem me chamou a atenção foi o Camilo da Venda, de Afife.

Em 1999 o Nosso Saudoso Hermano Saraiva, foi a Paredes de Coura fazer mais um dos seus HORIZONTES DA MEMÓRIA para a RTP.
https://www.youtube.com/watch?v=LY3S_g3fPIg

Programa digno de se ver!

Muito aprendemos com o Prof. Hermano Saraiva!

E aqui ficamos a saber que um tal Miguel Dantas foi o responsável pelo comboio que chegou a Paredes de Coura.

( Ouver o vídeo e reparar no pormenor a partir do minuto 17:30)

Esta informação histórica é do mesmo calibre daquela outra de alguém do Episcopado do Porto ter garantido que no Largo da Sé o Nosso Mui Liberal D. Pedro tinha aí instalado as anti aéreas, por volta de 1832,   durante o Cerco (do Porto).

Muito aprendemos com os Historiadores encartados!
(Quando acertam!!!) 

Tone do Moleiro Novo - o BorraBotas