O "VINTE E CINCO"
Quando afinal num era. Era filho do verdadeiro
Ver
https://lopesdareosa.blogspot.com/2017/04/francisco-freire.html
Fazendo o favor de ser meu amigo.
Aqui na Praça da Rainha em Viana
O "VINTE E CINCO"
Quando afinal num era. Era filho do verdadeiro
Ver
https://lopesdareosa.blogspot.com/2017/04/francisco-freire.html
Fazendo o favor de ser meu amigo.
Aqui na Praça da Rainha em Viana
Num fui eu o inventor desta acomparação.
Já vem de Setembro de 1992 o título de Helder Pacheco, no JN.
Ver - https://lopesdareosa.blogspot.com/2016/09/a-felicidade-e-uma-concertina.html
E é por alturas da década de noventa, que foi divulgado o mito urbano de que as concertinas teriam caído em desuso!!!
As concertinas nunca caíram em desuso!
O que aconteceu é que o interesse por esse instrumento aumentou exponencialmente... num fenómeno que nem sequer é português.
Na Colômbia desde a década de sessenta.
Na Catalunha e País Basco desde a década de setenta.
No Texas e no Norte do México nunca deixou de ser tocado.
E Etc. Etc. Etc.
...e aqui no Alto Minho muito para isso contribuiu o Augusto Canário e os encontros de tocadores promovidos pela INATEL.
Se assim não fosse como se explicaria o aparecimento do Pedrosa em Fontoura, ou do Vintena de Barcelinhos e tantos outros...quando o Ferreirinha dos Arcos e o da Retorta em Monção já começavam a fazer parte da História.
Esquecendo que nem só no Alto Minho se tocava concertina.
Macinhata do Vouga (p.e.) num ambiente a que eu chamo a Escola de Águeda onde por isso mesmo apareceram os DANÇAS OCULTAS ( e num foi por acaso).
- Como se explicaria então que no primeiro encontro promovido Pelo INATEL (1996) aparecessem no Santiago da Barra mais de cinquenta tocadores. ???
Do nada decerto que não!
E nem sequer os encontros de tocadores era inédito por estes lados.
Na década de Sessenta o Delfim dos Arcos ganhou o primeiro prémio num em Ponte de Lima.
Nas Argas e nos fins de setenta o Nelson de Covas foi eleito o melhor tocador. Noutro ano fora o Bouça Lavrada.
Em 1995 houve um encontro de tocadores, promovido pela Senhora Odete Lima de Argela, no Casino de Afife (onde conheci o Ruka Nogueira de Matosinhos)
E outros um pouco por todo o lado.
Eu próprio participei, em 25 de Março de 1987 num encontro de tocadores promovido pelo Presidente da Junta de Orbacém, Manuel Mesquita. Um baile da Serração da Velha, no centro cultural de Orbacém.
Isto com os melhores tocadores de concertina e acordeão do Alto- Minho.
Eram eles
O Nelson Vilarinho de Covas
O Fernando Fernando (saudade da Cruz Velha) do Suajo-Arcos
Armindo Pereira do Cerquido
Manuel Pocinha de Gondar
Américo Rego de Orbacém
João Zenhas de S-Martinho de Coura ( Vejam lá!)
o Salvador (M.) de Covas (o caralhão)
Manuel Redondelo de Orbacém
António Fernandes de Arga de S. João ( Santo Aginha)
e muitos outros.
Nestes outros apareceram , o João Vilarinho o Alexandro do Amonde o Manuel Mesquita, O Américo Pires de Gondar e o Lopes de Areosa.
Para os arquivos ficou o panfleto da Gráfica do Minho em Caminha. que aqui vai
- Vamos ou imos???
Tantas vezes ouvi isto em momentos de indecisão ou então em momentos de espera pelos outros.
O certo é que hoje em dia há como que um pequeno desdém pelo "imos" com o argumento de que se trata de uns restos de Galego que se falava por estas bandas mas que ainda se fala pelas bandas de lá.
Mas acontece que, apesar dos intelectuais distraídos, ainda hoje nós (Galegos do Sul como muito bem nos chama o Tino Baz) continuamos a conjugar o verbo "ir" mesmo quando utilizamos o "vamos".
De facto o verbo é "ir"
Mas "vamos" conjugar no presente do indicativo!
Eu vou
Tu vais
Ele vai
Nós vamos
Vós ides
Eles vão.
E a pergunta é simples
- Se "nós imos" é uma coisa que vem do Galego - já ultrapassada -...
... o que é que está a fazer o "Vós ides" na nossa segunda pessoa do plural do presente do indicativo do verbo "ir" ???
Para continuar a utilizar o "ir" nas outras conjugações - Pretérito Imperfeito, Futuro, Condicional ...
António Alves Barros Lopes
( linguista - linguareiro - que não passou da primeira classe. Do tempo em que o Mário Viana lhe ensinou a ler, a escrever e a contar)
Na edição de A AURORA DO LIMA de 18 de Fevereiro do ano 2000 (!!!) publique a última parte de texto intitulado GENTE DE AFIFE, acrescentando "Pioneiros na defesa do ambiente". Deveria ter também classificado essa gente como pioneiros na defesa do património.
Tratava-se de publicar o texto de uma "Escritura de Aforamento perpétuo que faz a Câmara Municipal desta cidade...aos povos desta freguesia de Afife..." de "... um pequeno espaço de terreno comprido e estreito que se mete de permeio entre as terras de cultura e as águas do mar nos limites da sua freguesia e pela maior parte composto de dunas e areia. (17 de Janeiro de 1863). Isto a favor dos outorgantes de Afife e seus sucessores!!!
Pediram os de Afife esse aforamento na "...condição de ficarem todos os terrenos e espaços livres e desembaraçados e abertos para todos os usos públicos...
Por isso e de uma vez por todas "...procuram acautelar qualquer pretenção que por uma surpresa ou com verdade calada se possa obter." Isto no sentido de "...impedir qualquer ocupação particular contrária aos usos dos moradores em comum."
Isto porque "...os Suplicantes tanto das suas casas como dos seus campos...vigiam e olham o mar e que por qualquer sítio pelo caminho mais curto sem obstáculo para os sargaços e para um grande número de pesqueiros e camboas particulares e para outros muitos usos...
...finalidades que também nesse aforamento constavam:
Mais recentemente manifestei a minha admiração ao saber que o Município, tendo dificuldades de continuar com a Eco Via no litoral em Afife tenha reunido com os proprietários da Veiga para lhes propor a cedência das testeiras das leiras para que a Eco Via possa continuar.
- Porque é que a Eco Via não segue a Poente da Veiga pelos terrenos aforados pela Câmara aos moradores de Afife.?
Perguntava eu aqui na A AURORA DO LIMA em 7 de Agosto de 2025 (Afife por ser Afife II). Dando as medidas desses terrenos que constam também nesse aforamento.
- Será que a Câmara desconhece esse documento???
Num acredito.
Já em 1987, Horácio Faria houve publicar este documento em de que foi extraída uma separata. in Cadernos Vianenses 1987.
Acontece também que Horácio Faria em 2015 na Revista CER II série nº 9 Publicou um texto Linha de costa da freguesia de Afife (1862 – 2014) no qual consta em infografia a localização desses terrenos. Aqui Vai reproduzida.
Nota.
Texto publicado em A AURORA DO LIMA edição de 4 de Junho de 2026. Pgn 22.
... mas num era!
E havia uma imitação de Pedro Homem de Mello.
Voz cava, lenta e profunda.
Santa Marta, Santa Marta
Santa Marta de Portuzelo
Ontem mandei uma carta
Esqueci-me de pôr o sêlo
Eu que estive quase...quase a comê-lo
Ai aquele fruto que era amarelo
Ai aquele fruto que era um marmelo
E leiloaram aquele chinelo
Deixarem de fora o tornozelo
Queriam cavalo saiu camelo
Queriam que o fosse sido antes de sê-lo
Prometeu dois só fez um panelo
Mesmo assim pequeno pra cozer o grelo
Prometeram farinha, nem farelo
Queriam que o fosse sido antes de sê-lo
Estive quase quase, quase a comê-lo
Quase quase quase
Foi por um cabelo
CANTIGA
GALEGA
E pra que
non digas,
que tal e que cual,
que vou o non vou,
que tal que sei eu.
Eu alá non fun,
ela acá non veu,
nin eu llo pedín
e nin ela mo deu
Será que mo
dera
Se eu lho
pedisse
Maruxiña xa num chora
canta ri toca pandeiro
tem una gaita de fora
e num lhe falta o gaiteiro.
Era de São Mamede. Morreu por volta de 1890.
- Há descendentes que o possam identificar???
Barros Lopes