Leva "AGÁ" no início
É
HAGAPITO
A Páscoa ainda vem longe mas repasso agora o Livro
O MINHO - Região de Beleza Eterna do Dr Crespo, publicado na década de 50, possivelmente na segunda metade.
Não vou tecer mais considerações sobre o Autor que cheguei a conhecer, nem sobre o livro senão o pormaior de uma fotografia que se encontra na página 39 da sua 3ª edição.
Não sem um reparo no que me dana. A publicação de fotografias legendada com genéricos quando, sendo do conhecimento dos autores, estes não sejam mais específicos na identificação das mesmas.
Assim e como se pode ler, que se trata de uma imagem:
"Nas aldeias verdejantes e alegres entre bênçãos música e flores, o compasso da Páscoa recebe o folar do Sr. Abade... "
Acontece que a tal aldeia verdejante ( agora amarelante) se tratava de Santa Maria de Vinha de Areosa. Isto porque está lá gente que eu ainda identifico.
A da Parauta
O do Moreno
O do Bica
O Corre-Corre e sua esposa Olívia (se num me engano)
O grandalhão não era o pároco de Areosa.
O Nosso Quintas disse-me ser de Outeiro. (Carece de confirmação. Quando num sei... num sei - não invento nem digo que acho!)
Todas as outras constantes poderão ser ainda identificadas por alguém com memórias mais bem recheadas que a minha.
Com um abraço me despeço, estilo António Viana.
Vou-me embora, que num tenho a vossa vida!
É com as minhas homenagens ÀS DA CHÃOZINHA e ao Joaquim do Penedo, sobrinho da Senhora Artemiza, que a vão ouvir cantar.
Aqui com AS DE GONDAREM em 2004, Senhora d'Agonia, no centenário de Pedro Homem de Mello
Lá atrás, de óculos, o Daniel com os de Lobelhe.
E para quem quiser limpar os ouvidos, a Gôta de Gondarém tocada pelo Tio Benigno e cantada por aquelas vozes que vão desaparecendo.
Falta no ramalhete o Leandro do Milé, o Patego, a Artemisa do Penedo e a Cândida do Guilhadas para a dança que sem ela a Gôta fica sem pinga!
Como tenho a gravação prometida ao Homem da Casa Pereira da Correlhã, talvez se ouça, em São João d'Arga, a Gôta de Gondarém.
Mas chove agora. Estou a ver pela janela!
Há muito que de mim já cai a chuva
Sendo ela apenas a saudade
Dos olhos das mãos e da idade
Sem dar ao coração nem uma ruga
O tempo passa mas fica o empedrado
Da calçada das memórias guardadora
Para trás fica o caminho caminhado
Para trás fica aquilo que não fora
Liberto agora das correntes
Que preso me mantinham na ilusão
Meus pés que deveriam estar no chão
navegam ainda no mar dos descontentes.
Deixem o silêncio em paz!
De Adelaide Graça, fonte de permanente inspiração.
Água num lhe falta.
O rio Minho inda num secou!
Aqui vai o meu apoio
Não
incomodemos o silêncio.
Deixemo-lo triste e encolhido
no seu canto.
Deixemo-lo
amarfanhado e solitário.
Sem ruído!
sem conversas
e sem canto
Sem o som
das lágrimas quando caem
sem o fragor
das palavras quando traem
Que nem o
Sol tremule ao cair o dia
Que não bula
sequer a ramaria
pois do
vento se dá pela presença.
Que não se
sinta sequer sendo imensa
a saudade
maior que os sinos de Tibães.
Que num
ladrem os remorsos nem os cães
que mordem
essa alma abandonada.
Pé ante pé
passa pela calada.
Não petes a
desdita nem sua ideia.
Pode ser até
que na calçada
se ouça mesmo
o ranger da areia
lopesdareosa
Casa da Baldrufa
Era assim
Mas foi assim que o deixou de ser
E está em
https://lopesdareosa.blogspot.com/2024/10/a-torre-da-barbela.html
O HINO NACIONAL
TÍTULO
NATIONAL
ANTHEM
Tradução
Antena
Nacional
(isto de saber alemão tem que se lhe diga)
Heróis da
paisagem
Reis da
cofragem
E do meio
ambiente
Nobre era o
povo
Era outra
gente
outrora
valente
Hoje cachorro
Hoje mortal
Levantai mais
mamarrachos
Fazei das
veredas capachos
Neste
antigo Portugal
Mandem ás
malvas a história
Dos nossos
egrégios avós
Ó gente
sente-se a voz
Do imperador
patacão
Que compra
qualquer memória
Vendida em qualquer leilão
já mámanos já
mamas
nos ubres
desse pomar
já mamámos e
já mamas
latadas por vindimar
Reis da
paisagem
Heróis da
cofragem
a vilanagem
fartar fartar
Se um dia deres pela passagem dele, avisa o tempo
Que eu ando por aí mas não perdido
Diz-lhe que de mim o teu conhecimento
Não é dos lugares
que frequento
Mas, em ti, de não andar esquecido
O tempo distraído
vai passando
Sem dar por mim e eu sem dar por ele
( olho as horas mas só de quando em quando)
E o tempo vai ardendo em lume brando
Sem se importar quem seja aquele
Que com ele
vai de caminhada
Diz-lhe que me conheces, há muito, muito tempo
D’um carreiro d’um caminho d’uma estrada
Mas que me afastei sem levar nada
Tocado pela chuva, pelo frio e pelo vento
Que esteja agora mais atento
ao meu, já cansado e só, trajecto
Que percorro sossegado e com mais calma
Que o ponto de encontro está mais perto
Onde não há luz, apenas um deserto
Onde além de mim não há vivalma
Autor esquecido, citado por lopesdareosa