quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Páscoa em Santa Maria de Vinha de Areosa.

 A Páscoa ainda vem longe mas repasso agora o Livro 

O MINHO - Região de Beleza Eterna do Dr Crespo, publicado na década de 50, possivelmente na segunda metade.

Não vou tecer mais considerações sobre o Autor que cheguei a conhecer, nem sobre o livro senão o pormaior de  uma fotografia que se encontra na página 39 da sua  3ª edição.

Não sem um reparo no que me dana. A publicação de fotografias legendada com genéricos quando, sendo do conhecimento dos autores, estes não sejam mais específicos na identificação das mesmas.









Assim e como se pode ler, que se trata de uma imagem: 

"Nas aldeias verdejantes e alegres entre bênçãos música e flores, o compasso da Páscoa recebe o folar do Sr.  Abade... "

Acontece que a tal aldeia verdejante ( agora amarelante) se tratava de Santa Maria de Vinha de Areosa. Isto porque está lá gente que eu ainda identifico.

A da Parauta

O do Moreno

O do Bica

O Corre-Corre e sua esposa Olívia (se num me engano)

O grandalhão não era o pároco de Areosa. 

O Nosso Quintas disse-me ser de Outeiro. (Carece de confirmação. Quando num sei... num sei - não invento nem digo que acho!)

Todas as outras constantes poderão ser ainda identificadas por alguém com memórias mais bem recheadas que a minha.

Com um abraço me despeço, estilo António Viana.

Vou-me embora, que num tenho a vossa vida!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A Gôta de Gondarém

 É com as minhas homenagens ÀS DA CHÃOZINHA e ao Joaquim do Penedo, sobrinho da Senhora Artemiza, que a vão ouvir cantar.

Aqui com AS DE GONDAREM em 2004, Senhora d'Agonia, no centenário de Pedro Homem de Mello













Lá atrás, de óculos, o Daniel com os de Lobelhe.

E para quem quiser limpar os ouvidos, a Gôta de Gondarém tocada pelo Tio Benigno e cantada por aquelas vozes que vão desaparecendo.

Falta no ramalhete o Leandro do Milé, o Patego, a Artemisa do Penedo e a Cândida do Guilhadas para a dança que sem ela a Gôta fica sem pinga!

Como tenho a gravação prometida ao Homem da Casa Pereira da Correlhã, talvez se ouça, em São João d'Arga,  a Gôta de Gondarém.




Choverá em São João???

 Mas chove agora. Estou a ver pela janela!











Há muito que de mim já cai a chuva

Sendo ela apenas a saudade

Dos olhos das mãos e da idade

Sem dar ao coração nem uma ruga

 

O tempo passa mas fica o empedrado                                                    

Da calçada das memórias guardadora

Para trás fica o caminho caminhado

Para trás fica aquilo que não fora

 

Liberto agora das correntes

Que preso me mantinham na ilusão

Meus pés que deveriam estar no chão

navegam ainda no mar dos descontentes.

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Deixem o silêncio em paz!

 Deixem o silêncio em paz!

De Adelaide Graça, fonte de permanente  inspiração. 

Água num lhe falta. 

O rio Minho inda num secou!


"Não perturbemos o silêncio
Passeemo-nos nele sem calcarmos demasiado o chão."


Aqui vai o meu apoio


Não incomodemos o silêncio.

Deixemo-lo triste e  encolhido

no seu canto.

Deixemo-lo amarfanhado e solitário.

Sem ruído!

sem conversas e sem canto

Sem o som das lágrimas quando caem

sem o fragor das palavras quando traem

Que nem o Sol tremule ao cair o dia

Que não bula sequer a ramaria

pois do vento se dá pela presença.

Que não se sinta sequer sendo imensa

a saudade maior que os sinos de Tibães.

Que num ladrem os remorsos nem os cães

que mordem essa alma abandonada.

Pé ante pé passa pela calada.

Não petes a desdita nem sua ideia.

Pode ser até que na calçada

se ouça mesmo o ranger da areia

                         lopesdareosa

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Casa da Baldrufa

 

Casa da Baldrufa

Era assim













Mas foi assim que o deixou de ser












E está em

https://lopesdareosa.blogspot.com/2024/10/a-torre-da-barbela.html

O HINO NACIONAL

TÍTULO

NATIONAL  ANTHEM

Tradução

Antena Nacional

(isto de saber alemão tem que se lhe diga)

Heróis da paisagem

Reis da cofragem

E do meio ambiente

Nobre era o povo

Era outra gente

outrora valente

Hoje cachorro

Hoje mortal

Levantai mais mamarrachos

Fazei das veredas capachos

Neste antigo  Portugal

Mandem ás malvas a história

Dos nossos egrégios avós

Ó gente sente-se a voz

Do imperador patacão

Que compra qualquer memória

Vendida em qualquer leilão

já mámanos já mamas

nos ubres desse pomar

já mamámos e já mamas

latadas por vindimar 

Reis da paisagem

Heróis da cofragem

a vilanagem

fartar fartar

O MEU ENCONTRO COM O TEMPO

 

Se um dia deres pela passagem dele, avisa o tempo

Que eu ando por aí mas não perdido

Diz-lhe que de mim o teu conhecimento

 Não é dos lugares que  frequento

  Mas, em ti, de não andar esquecido

 

O tempo distraído 

vai passando

Sem dar por mim e eu sem dar por ele

( olho as horas mas só de quando em quando)

E o tempo vai ardendo em lume brando

Sem se importar quem seja aquele

Que com ele 

vai de caminhada

Diz-lhe que me conheces, há muito, muito tempo

D’um carreiro d’um caminho d’uma estrada

Mas que me afastei sem levar nada

Tocado pela chuva, pelo frio e pelo vento

 

Que  esteja  agora mais  atento  

ao meu, já cansado e só, trajecto

Que percorro sossegado e com mais calma

Que o ponto de encontro está mais perto

Onde não há luz, apenas um deserto

Onde além de mim não há vivalma


Autor esquecido, citado por lopesdareosa