quinta-feira, 30 de julho de 2026

Como Viana Nasceu

 COMO VIANA NASCEU

Já na A Aurora do Lima de 18 de Junho de 2026, Carlos Branco Morais publica um parágrafo deveras interessante quando se refere ao aniversário da outorga do foral a Viana: 

"De facto em 1258, neste dia, Afonso III outorgou foral à outrora pequena povoação de Santa Maria de Vinha, na foz do Lima, baptizando-a de VIANA."

E tanto achei interessante que enviei uma mensagem a Branco Morais a dizer: “Vão matar-te”!

Meu dito meu feito! Logo na A Aurora do Lima 24 edição de 9 de Julho de 2026, reage Defensor de Moura. Do seu texto não me vou referir às lindas picardias que nada têm a ver com o essencial.

Vou apenas salientar esse essencial. Defensor acusa Morais de tentar reescrever a história por doentio bairrismo e obsessiva maledicência faltando à verdade sem pingo de vergonha, para depois dar razão a Branco Morais quando cita o próprio Foral: 

“ Eu, Afonso III-quero fazer uma póvoa, no lugar chamado Átrio, na foz à qual de novo imponho o nome de Viana”

– Então a que é que o Morais se refere quando escreve sobre                 “…a outrora pequena povoação de Santa Maria de Vinha, na foz do Lima…"??

– Não será ao lugar chamado Átrio (englobando Figueiredo, Foz e Castro) constante no Foral???

- Então o Átrio não pertencia a Santa Maria de Vinha, antes do foral???

- Vai Defensor dizer ao Figueiredo da Guerra que faltava à verdade quando no seu Archivo Viannense escrevia logo à cabeça: 

“A egreja de Vinea é sem dúvida alguma a mais antiga de todo o nosso extincto termo de entre Âncora e Lima: a ella pertenciam as collações de Âncora e Villate. Na sua terra ou districto estavam as Villas de Vinea ou Vinha, de Figueiredo, da Foz e de Castro com varios casaes e herdades,…"? 

- Vai Defensor defender que  Almeida Fernandes não teve um pingo de vergonha no seu (de AF) Como Nasceu Viana onde explica tim tim por tim tim a quem Afonso III outorgou o foral???

- Vai Defensor acusar Afonso IV de maldizente, quando este se refere a seu avô Afonso III "…querendo este pobrar a ditta villa (Viana) q antão era freguezia de Santa Maria de Vinha, fez escambo com o Bispo e Cabido de Tuy…??? (carta de Afonso IV ao Concelho de Vianna da Foz de Lima)

- Vai Defensor acusar Afonso IV de doentio bairrismo, quando este afirma que: “… da ditta Igreja de Sam Salvador de Vianna que foi feita em loquo da ditta Igreja de Santa Maria de Vinha…”??? (carta de Afonso IV ao Concelho de Vianna da Foz de Lima)

- Então as Vilas de Figueiredo, Foz e Castro não foram “desanexadas” de Santa Maria de Vinha para dar origem à Vila de Viana???

- Não continuou Santa Maria de Vinha autónoma em relação a Viana, mesmo integrando o Termo e o Herdamento???

- Porquê este doentio bairrismo de querer fazer de Areosa o berço de Viana.? – Pergunta Defensor.

Que raio de confusão! O berço de Viana foi Santa Maria de Vinha, isto em 1258. Santa Maria de Vinha passou a ser "de Areosa" muito mais tarde.

Surpreendente, pela negativa, o tom menos elegante, (fiquemos assim) com que Defensor se dirige a Branco Morais, acusando-o de tentar reescrever a história quando este apenas se referiu a um detalhe que faz parte da própria História.

E quanto a doenças doentias ouçamos Jorge Leitão que na edição de A AURORA DO LIMA de 14 de Setembro de 2012 assinou um texto com o título “Viana tem complexos de pequenez…” 

Ou mais abrangentemente Severino Costa no COMÉRCIO DO PORTO em 16 de Novembro de 1965, se referiu a Viana.

"Centro irradiante de cultura, afinal poderia sê-lo se nos longos meses em que costumamos hibernar acendessem uma lâmpada e acordassem a gente que nasceu e quer viver nas sombras desse burgo a que José Caldas chamou de «fogo morto» como que - feito velho do Restelo - tivesse deixado com essa fatídica legenda uma maldição sobre a terra onde nasceu"

E nem seria necessário chamar o Caldas a terreiro.                              Eis Viana dos castelos, digo eu!

Areosa é num deserto

um oásis, dos mais belos

o que é pena é ser tão perto

de Viana dos castelos

Julho de 2026 – Lopesdareosa.

Nota à parte.

Como ilustração proporia












O Castelo da Branca de Neve 

(obtida em https://disney.fandom.com/pt-br/wiki/Castelo_do_Pr%C3%ADncipe_(Branca_de_Neve)?file=Snow- white-disneyscreencaps.com-9634.jpg)

(Texto Publicado na A AURORA DO LIMA em 30 de Julho de 2026)

António Alves Barros Lopes

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Domingos Xavier Viegas

 No CALA-TE BOCA no JN de 27 de Julho encontrei isto:



















De imediato não entendi que algo que liberte energia, no caso os incêndios, pudesse ser medido a metro.

Sim em unidades de Volume ou em unidades de Peso.

Quanto muito em área. Eu justifico.

Marca-se um hectare no monte numa zona com dois ou três anos por limpar. Limpa-se o terreno e pesa-se a quantidade de "Biomassa" assim obtida. Teríamos assim um determinado peso de Biomassa por hectare. (dependendo de vários factores como é óbvio) Mas o que interessava era obter um padrão.

A partir daí saber da energia libertada ao queimar essa quantidade sabendo que uma caloria Representa a energia necessária para aquecer 1 g de água de 14,5 °C para 15,5 °C.

E depois que  1 caloria equivale a cerca de 4,184 Joules.

e que 1 Watt equivale a 1 Joule por segundo (1 W = 1 J/s).

Chega-se á conclusão que se pode fazer uma estimativa em megawatts do valor da energia libertada em um determinado incêndio. É só fazer as contas como diria um conhecido matemático.

E são essas contas que eu gostaria de ver feitas. E quem se referiu a elas foi Miguel Cruz, comandante adjunto de operações na Autoridade Nacional de Proteção Civil, em conferência de imprensa em 2022, no rescaldo dos incêndio na Serra da Estrela. 

"Para se ter noção da potência de um incêndio como este, o total de energia libertado ao longo do tempo foi de 766 terajoules“, Disse

Está tudo em  https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/01/hao-de-ir-longe.html

O que tendo em conta que arderam 15 000 hectares dá qualquer coisa muito próxima de 50 giga joules por ha ardido.

E enfatizando a cada vez maior dificuldade de combater incêndios dada a sua cada vez maior libertação de energia, vem Xavier Viegas, também, lembrar que os incêndios libertam energia.

QUE NINGUÉM A APROVEITA.

( Com excepção S. Pedro que tem assim os seus sinos aquecidos)

Mas também vale a pena ouvir Xavier Viegas naquilo que disse em  às relação á necessidade de limpezas

"A nossa floresta é muito de minifúndio. Muitos proprietários privados não obtêm retorno e não têm motivação" para limpar os terrenos.

Eu substituiria "Muitos" por "Os"



Os Cinco ÉFFES da desgraça.

Fado, Futebol, Fátima e Fogos Florestais.

Já tratei do asunto em 

https://lopesdareosa.blogspot.com/2016/09/fatima-fado-futebol-e-fogos-florestais.html


Mas se querem saber dos Incêndios em Vouzela em 2017 vão ao seguinte

https://rr.pt/especial/pais/2017/10/17/uma-devastacao-enorme-igual-ou-pior-a-de-pedrogao-grande/95959/

Lá encontrarão, Rui Ladeira Presidente Câmara Vouzela

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/incendios-autarca-de-vouzela-estima-que-80-a-90-do-concelho-tenha-sido-arrasado-222279/#goog_rewarded 17/10/2017

lá encontrarão Rui Ladeira Presidente Câmara Vouzela

https://agencia.ecclesia.pt/portal/viseu-nao-queremos-que-volte-a-acontecer-diz-bispo-ao-recordar-tragedia-dos-incendios-de-2017/  15 outubro de 2025 Bispo mais 

Lá encontrarão Rui Ladeira Secretário de Estado das Florestas.

No entretanto há umas aulas de como utilizar o fogo na gestão da paisagem

https://www.cm-vouzela.pt/vouzela-recebeu-seminario-dedicado-ao-uso-do-fogo-na-gestao-da-paisagem/ 21/01/2026.  

  Lá encontrarão Rui Ladeira Secretário de Estado das Florestas

Incêndio em Vouzela Julho de 2026

https://www.publico.pt/2026/07/03/sociedade/noticia/fogo-vouzela-atinge-fabrica-transformacao-madeira-ja-causou-sete-feridos-2180373

O Senhor Rui Ladeira, Secretário de Estado das Florestas deve ter tido conhecimento do sucedido.

O que me constou é que tinham ardido terrenos que já tinham ardido em 2017

Também ouvi, na TV, queixas de que por desconhecimento do terrenos teria havido dificuldades de acessos e no emprego de maquinaria pesada, no combate.

Já agora sugiro que percam um pouco de tempo a rever esta reportagem Reportagem da SIC 

https://sicnoticias.pt/programas/essencial/2021-06-02-Essencial-o-que-aconteceu-as-promessas-feitas-depois-dos-tragicos-incendios-de-2017-f5d19eca

E depois de tanta experiência de tanta ciência e de tanta sapiência e de tantos especialistas se terem pronunciado e num vou mais longe, desde 1974, o que me admira é porque é que há incêndios Florestais em Portugal!



quarta-feira, 8 de julho de 2026

Pedro Homem de Mello, haverá mês mais quente que o Julho??? - Hotter Than July

 Mais quente que Julho (Album de Stevie Wonder)



Mas tudo vai ter a Pedro Homem de Mello

Ouvi já que a poesia apenas pode ser explicada pelo seu autor.

Mas também já ouvi que uma vez a poesia espalhada ao vento, deixa de pertencer apenas ao autor mas também passa a pertencer a quem a lê.

E tantas vezes  sentimos que aquilo que se lê se ajusta às nossas próprias vivências, "invejando" até a primazia de quem o escreveu.

Daí que tomei a liberdade de pegar num texto de Pedro Homem de Mello. 

Mas o roubo num é estranho a Pedro Homem de Mello, também ele ladrão...confesso!

"Se te roubo António Nobre                                       É que sou pobre, tão pobre                                      Que aceito qualquer cantiga
..."
(HARPA EÓLICA numa Carta de Inglaterra datada de - 1973)

Aliás já e ainda em 1979, aqui ao lado em CABANAS, Pedro Homem de Mello, sabia que tinha seus POEMAS ROUBADOS.

Assim só mesmo Pedro Homem de Mello me pode perdoar.

Se te  roubo Doutor Pedro
é porque sou pobre tão pobre
que  confesso tenho medo 
quão fraca é minha  cantiga
num tenho verve que sobre                                                        empresta-me o teu segredo                                                                          dá-me tua mão amiga

E fui roubar o SEGREDO ao Poeta ignorado de 1957. Mergulhei-o nas minhas lágrimas. Saiu conspurcado pelo negro da minha alma. 

Tinha aqueles cabelos que ondulara                                                      o vento leve do entardecer

Em lhe falando uma palavra clara                                                        guardava aquele gesto pra se proteger

erguia o olhar levantava a fronte                                                          E Procurava refúgio no horizonte

Se eu me calasse, voltava – Conte                                                        e obrigava-me ao homem assumido

Uma vez, apenas uma vez esteve comigo
Naquela praia, numa tarde, no verão
Como esquecer agora o que não digo                                                    ao meu desabitado coração


Então os meus olhos demoraram-se até onde o azul do de cima  encontra o do mar.

 Quis petrificar aquela imagem.

Sabia que o momento era único.

- Que não se repetiria!



lopesdareosa



sexta-feira, 3 de julho de 2026

Campo de Girassóis

Num é amargura. Num é fatalidade nem resignação.

É Prevenção

(Isto porque há uma romaria a Nossa Senhora da ARDA)


Anda comigo ver os girassóis                                                                Anda comigo ver os mal me queres                                                      anda comigo e quando tu vieres                                                      verás joaninhas verás caracóis

 Verás  caracóis e caracoletas                                                               verás lagartixas os sapos e as lesmas                                                   verás sangue -sugas que são sempre as mesmas                                  vem á festa comigo, deixa-te de tretas

Mas…

Num venhas comigo só verás miséria                                                num olhes amigo, num é gente séria                                                      num ouças amigo é fraco o discurso

Da pústula fístula só sairá matéria

por mais esforçada

que seja a caminhada                                                                            duro o percurso

está-nos destinada

a figura d’urso!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O teu pincel

O teu pincel                                                                                              num pintará minha tela                                                                          nem óleo nem aguarela                                                                        nem mesmo um reles pastel

O teu pincel, óh pintor                                                                            num pintará minha tela                                                                            e quem o disse foi ela                                                                                entre risos e calor 

A tua pena. Poeta!                                                                                    num molharás  no tinteiro                                                                  nem este será cinzeiro                                                                            numa sala já deserta

A tua parker, escritor                                                                              num borrará meu papiro                                                                            nem ouvirás um suspiro                                                                            no silêncio ao derredor    

a tua trincha, sendeiro                                                                            num trinchará meu acrílico                                                                    se num partiu pró exilio                                                                        manda-a já pró ensedeiro


NOTA. Podem não acreditar mas quem disse que o pincel não pintaria sua tela...foi ela, entre risos e calor!


                                                                     

terça-feira, 30 de junho de 2026

Alfredo Zitarrosa

 Vale a pena saber quem foi este do lado de cá do Mar da Prata.



(Perfuma essa flor, que se marchitó)


Zamba por vos - (Alfredo Zitarrosa)


Yo no canto por vos,
te canta la zamba,
y dice al cantar:
no te puedo olvidar,
no te puedo olvidar.

Y dice al cantar:
no te puedo olvidar,
no te puedo olvidar.

Yo no canto por vos,
te canta la zamba,
y cantando así,
canta para mí,
canta para mí.

Y cantando así,
canta para mí,
canta para mí.

Zambita cantá,
no la esperes más.
Tenés que pensar,
que si no volvió,
es por que ya te olvidó.

Perfumá esa flor,
que se marchitó,
que se marchitó.

Yo tuve un amor,
lo dejé esperando,
y cuando volví,
no lo conocí,
no lo conocí.

Y cuando volví,
no lo conocí,
no lo conocí.

Dijo que tal vez,
me estuviera amando,
me miró y se fue,
sin decir por qué,
sin decir por qué.

Me miró y se fue,
sin decir por qué,
sin decir por qué.

Zambita cantá,
no la esperes más.
Tenés que pensar,
que si no volvió,
es por que ya te olvidó.

Perfumá esa flor,
que se marchitó,
que se marchitó.