Aquela correnteza do Rio Minho que não séca!
"A ti
Aquela correnteza do Rio Minho que não séca!
"A ti
De uma canção Mexicana
"...al mundo que es el gran puerto
donde unos llegan y otros se van."
(Cuco Sanches)
E não é por acaso que uma última publicação de Adelaide Graça se intitula:
No Chão das Metáforas
Há um Barco que chega... - Será esperança?
Há um barco que parte...
Chama-se temeridade!
Num é a primeira vez que me dá para estas coisas.
Ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2024/04/errar-o-alvo.html
Ver
https://lopesdareosa.blogspot.com/2026/08/deixem-o-silencio-em-paz.html
Em 1999/2000 Kepa Junkera lança um CD
- Bilbao 00:00 h
Nele um tema tradicional basco Maitie Nun Zirá, cantado pela Nossa Dulce Pontes.
Maitie Nun Zirá? - Amor, onde estás? Não te vejo, nem tenho notícias tuas. - Onde te perdeste?
Além da extraterrestre interpretação de Dulce Pontes o sublinhado de Kepa no acordeão basco é celestial. É ouvir com atenção a partir do minuto 3:00.
A Páscoa ainda vem longe mas repasso agora o Livro
O MINHO - Região de Beleza Eterna do Dr Crespo, publicado na década de 50, possivelmente na segunda metade.
Não vou tecer mais considerações sobre o Autor que cheguei a conhecer, nem sobre o livro senão o pormaior de uma fotografia que se encontra na página 39 da sua 3ª edição.
Não sem um reparo no que me dana. A publicação de fotografias legendada com genéricos quando, sendo do conhecimento dos autores, estes não sejam mais específicos na identificação das mesmas.
Assim e como se pode ler, que se trata de uma imagem:
"Nas aldeias verdejantes e alegres entre bênçãos música e flores, o compasso da Páscoa recebe o folar do Sr. Abade... "
Acontece que a tal aldeia verdejante ( agora amarelante) se tratava de Santa Maria de Vinha de Areosa. Isto porque está lá gente que eu ainda identifico.
A da Parauta
O do Moreno
O do Bica
O Corre-Corre e sua esposa Olívia (se num me engano)
O grandalhão não era o pároco de Areosa.
O Nosso Quintas disse-me ser de Outeiro. (Carece de confirmação. Quando num sei... num sei - não invento nem digo que acho!)
Todas as outras constantes poderão ser ainda identificadas por alguém com memórias mais bem recheadas que a minha.
Com um abraço me despeço, estilo António Viana.
Vou-me embora, que num tenho a vossa vida!
É com as minhas homenagens ÀS DA CHÃOZINHA e ao Joaquim do Penedo, sobrinho da Senhora Artemiza, que a vão ouvir cantar.
Aqui com AS DE GONDAREM em 2004, Senhora d'Agonia, no centenário de Pedro Homem de Mello
Lá atrás, de óculos, o Daniel com os de Lobelhe.
E para quem quiser limpar os ouvidos, a Gôta de Gondarém tocada pelo Tio Benigno e cantada por aquelas vozes que vão desaparecendo.
Falta no ramalhete o Leandro do Milé, o Patego, a Artemisa do Penedo e a Cândida do Guilhadas para a dança que sem ela a Gôta fica sem pinga!
Como tenho a gravação prometida ao Homem da Casa Pereira da Correlhã, talvez se ouça, em São João d'Arga, a Gôta de Gondarém.
Mas chove agora. Estou a ver pela janela!
Há muito que de mim já cai a chuva
Sendo ela apenas a saudade
Dos olhos das mãos e da idade
Sem dar ao coração nem uma ruga
O tempo passa mas fica o empedrado
Da calçada das memórias guardadora
Para trás fica o caminho caminhado
Para trás fica aquilo que não fora
Liberto agora das correntes
Que preso me mantinham na ilusão
Meus pés que deveriam estar no chão
navegam ainda no mar dos descontentes.