Dos Jornais, JN e SOL.
Acontece.E a nossa relação emocional com a morte distancia-se directamente proporcional à distância dos nossos que nos estão mais próximos.
Os antropólogos, sociólogos e outros tudólugos, poderão explicar o "fenómeno" melhor que eu.
Mas todos temos os nossos próximos. E aos de Orlando Raimundo os meus respeitos.
Mas o Homem parte e a obra fica. E quanto e esta e à a que a Orlando Raimundo diz respeito já me pronunciei em tempos. Mais precisamente a "António Ferro o inventor do Salazarismo"
No entanto e apesar dos créditos de Orlando Raimundo num posso deixar de continuar a manifestar a minha surpresa perante três invenções de António Ferro
Primeira
“ Associada à extracção do ouro, no Norte do País, a filigrana parece ter surgido pela primeira vez na Póvoa do Lanhoso, sendo depois integrada, por acção dos folcloristas da propaganda, no traje tradicional das mulheres do Minho.”
Segunda
“Forjam-se em vez disso, tradições como a ostentação de ouro nas minhotas da Senhora da Agonia… sinais exteriores de uma riqueza inexistente.”
Terceira
“Ferro, recorre ao talento e á criatividade de Bernardo Marques para inventar o novo estilo, e é assim que surge a exuberância de cores do Rancho de Santa Marta”
Caramba.
O Senhor Orlando Raimundo nem sequer deitou sentido aos pintores do século dezanove/vinte. Roque Gameiro, Malhôa...
ou a "Nossa Afifense" Susanna Roope Dockery
Também seriam daltónicos.
Enfim. Como inventor o próprio António Ferro foi ultrapassado por Orlando Ribeiro. Este conseguiu inventar as invenções daquele!
Termino agora como então
E a mim o que me preocupa não é a ignorância do Sr. Raimundo ( ou pelo menos o seu desleixo)! O que me preocupa é que daqui a cem anos se vai ler o que foi publicado hoje na capital do império (este já vai na segunda edição!). Ninguém vai deitar sentido ao que o desvairado do Lopes alguma vez possa ter dito ou escrito na NET.!
lopesdareosa

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