sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Está um frio do carallo!

 

É urgente

Qualquer coisa quente.

Com que a gente

Aguente

Este tempo frio.

 

Não é com Serro Frio

Nem vinho frizante

Que eu neste instante

Atesto o vazio

 

O mar vai um cão

No ar tempestade

 ao meu coração

o Sol chegar há-de

 

Será este inverno?

Será no verão?

E no meu caderno

anotadas estão.

                                  As datas perdidas

                                  Esperadas em vão






domingo, 18 de janeiro de 2026

João Aguardela 18 de Janeiro de 2009

 Festas de Santo Amaro nas redondezas.

Em Fornelos Vinho Branco com Figos.

Em Vila Fria festa não havia se num houvesse porrada!

Eu vou ao das Bouças aqui em Riba de Âncora.


Em 2009 morria João Aguardela.

Graças também à loucura de Zé Zé Fernandes ficou o VINHO DA NAÇÃO.

Uma Obra Prima. 

Com o Delfim.

E o Senhor Candeias.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A vida depois da morte

 Já muito tenho lido acerca deste assunto.

E já passei por aqueles instantes em que, pressentindo iminência da morte, vi passar na frente dos meus olhos o filme da minha vida. Com todos os detalhes; sítios, pessoas, conversas, acontecimentos...e depois uma paz imensa ao pressentir que tudo se acabava alí...

Mas não! 

Sobrevivi para contar.

No entanto esta realidade, que só é possível relatar porque afinal de contas não morremos, é muitas vezes invocada como sensações Póst- Mortem. (curiosa contradição)

Acontece que, afinal sempre, me perguntarei se existe, ou não,  vida depois da morte.

E chego à conclusão que não!

Porque...

...todos aqueles que se vão e que nos conhecem (ou conheceram) decerto seriam solidários com a nossa desdita tomando em conta tudo  aquilo por que também passaram na sua passagem por estas bandas e desde a sua quinta dimensão dar-nos-iam uma ajuda na sua condição de almas libertadas. 

Como p.e. guiar-nos no acerto dos números do EUROMILHÕES.

Mas NÃO!

A não ser que existe mesmo a tal vida para além da morte e que os nossos extintos amigos o sejam também da onça!

JÁ QUE FOMOS PHODIDOS NA VIDA!

- PHODAM-SE VOCÊS TAMBÉM!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Homenagem ao meu amigo João Vilas

 Veja quem ele é em

 https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/04/o-vilas.html

Dele

O Poema da Baca (versão em português)

https://www.tiktok.com/@joovilas5/video/7551127600702197025

De Grandes Córnos ela apareceu.

Que Baca, pançuda barriguda

Junta-se a multidão e diz um curioso

oh! Baca bai embora

Mas ela não foi

Pançuda barriguda 

de Grandes Córnos

aparece então o dono e diz à baca

Baca baquinha anda

Bamos embora

e ela num foi

e eis que às tantas

pançudo barrigudo

surge um boi

que boi!

Pisca-lhe o ôlho

faz um gesto

e eis que a baca 

foi!

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Como num posso deixar os créditos pelo Rio Minho, aqui vai a minha tréplica atlântica ao Bilas.

ÓRGIA

Suruba das ósgas                                                                                      De poucas sobras                                                                                  

Assento incerto.                                                                                    Deve andar perto                                                                                 

O que me tóca.                                                                                           já sai da tóca.                                                                                         

Esquiva rata                                                                                           que já se escapa                                                                                  

da ratoeira                                                                                                Estou na fileira                                                                                    

à espera de vez                                                                                      Num há maltez                                                                                      

como eu falhado                                                                                       Vejo ao meu lado                                                                       

Outros sortudos                                                                                      outros babudos                                                                      

Escorrem baba  

                             Aqui se acaba                                                                                         na contra mão                                                                                         por cada cabra                                                                                         há um cabrão 

Tone do Moleiro Novo


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hoje soltou-se o meu lado pacifista

Tenho um angulo obtuso

Às vezes até o uso

Mas não da melhor maneira

Tomara que fosse agudo

que fosse acima de tudo

mais pra aço que madeira

 

tenho outro que é recto

que é aquele em que projecto

manias de honestidade

fazer do ego um castelo

o meu orgulho é não tê-lo

é essa a minha vaidade

 

obtuso quem me dera

ter em dias adversos

no coração uma fera

então teria meus versos

agudos como punhais

Isso são os animais

Que o mundo de mim não espera


Autor: Soldado Raso, sentinela no seu giro!


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Minha Nai Minha Naizinha

 Também poderia ser

Num é Pêgo!

É Pégo!!!


Minha Nai Minha Naizinha                                                                         Minha Mãe do coração                                                                           Quem tem uma Mãe tem tudo                                                                    Quem num tem é orfeão!

Eu que já o era de Pai sou-o mais agora e da sinfónica inteira, desde o fim de Maio.

Ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/05/morreu-minha-mae.html

E os cento e três anos de saudades moram hoje no cemitério de Santa Maria de Vinha de Areosa.

Não sem antes me deixar um precioso testemunho que aqui vai.

Bem! E sempre que escrevo sobre o Rio do Pégo escrevo sempre com o "é" acentuado para não deixar dúvidas.

Já o nosso cantado, encantado e desencantado Figueiredo da Guerra o fizera no inicio do seu ARCHIVO VIANNENSE.

Tal não seria necessário pois só há uma maneira de pronunciar Pego mesmo sem acento agudo. É com "é" aberto pois senão seria pego com "é" mudo. Ou seja com a mesma fonia do "é" na palavra "medula"

A outra forma é Pêgo que também existe e que corresponde ao macho da Pêga!

Aqui entra agora o meu estepurado estado de alma quando deparo com placas ditas interpretativas chamando Rio do Pêgo ao Rio do Pégo!

Carallo tanta sabedoria. Carallo tanta cultura. Carallo tanta identidade. 

Carallo tanta intelectualidade para propalar asneiras como aquela de dizer que o Forte de Paçô é do tempo de D. Pedro I.

Carallo tanta prosápia para não acertar na datação do Couto de Cabanas!

Carallo tanta investigação para crismar a Gandra em Montedor!  

"Alcantilado do cemitério das praias que morreram em  Montedor"

(sobreviveu a dos Ingleses)

Ora eu nunca ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Macho da Pêga

Eu sempre ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Pégo!

Exactamente Pégo  como minha Nai confirmou,  já com cem anos!










terça-feira, 28 de outubro de 2025

Areosenses, Areosanos, Areoseses…Ovinienses, Ovinianos, Ovinieses.

 Areosenses, Areosanos, Areoseses…Ovinienses, Ovinianos, Ovinieses.

António Martins da Costa Viana antes de nos deixar de véspera, deixou-nos esta preciosidade.

“- E serão tais histórias do interesse de quem?

- Dos Areosenses?

 Mas os Areosenses, tenho-o dito e acho que já o escrevi, são uma espécie em vias de extinção. O que há cada vez mais é residentes em Areosa, aos quais nada disto interessará.”

 (António Martins da Costa Viana, Areosa, 8 de Outubro de 2011 no GEA)

 E já que estamos em matéria de citações e porque

  quem não cita frequentemente                                                                                             num é filho de boa gente,

 aqui vai uma de João de Melo. ( do JN)        

 "Agora parece-me que todo o tempo é de passagem. Que de muitas coisas nós somos mais ou menos póstumos. Que de certa forma, apesar de viver, somos ou passamos a ser os primeiros e únicos antepassados nossos"

Ora para muita e boa gente a história começa no dia de hoje como se não houvesse passado tentando esquecê-lo, sem reparar que o nosso futuro será o passado de alguém que depois de nós virá e que seremos escrutinados por isso e responsabilizados pelas consequências das nossas atitudes.

Outros hão que pensam que o mundo começou no preciso momento em que nasceram. E que o Criador neles derramou toda a sabedoria. Num Buraco Negro, achicadouro de todo o conhecimento passado presente e futuro

 Esquecer o passado pode não causar mossa se de coisa irrelevante se tratar.

Mas também se corre o risco de perpectuar a asneira.

Os nossos valores podem não prevalecer. O pragmatismo e a acomodação levar-nos-ia a alinhar com os vencedores. Facílima opção! O triunfo, por si só, é sempre fascinante. O problema é quando o triunfo é o da asneira.

- Mas haverá vanglória nessa circunstância??

 Aqui chegado mais uma citação. E de um brasileiro...vejam lá!

 - Darcy Ribeiro

"Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

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Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."

Mas pior que esquecer o passado é tentar obliterá-lo! E já o Estaline, por exemplo, tentava apagar o passado com uma safa. Pelo menos lá tentar...tentou! E quando se fala em Estaline logo se pensa em comunismo. Mas não consta que Marx, filósofo, desdenhasse do passado, aliás em cima do qual construiu as suas lucubrações.

 - E os desenraizados caminham em cima de que calçada???

 Se não houvesse passado,  Areosa não existiria nem teríamos uma Igreja de Santa Maria de Vinha construída. Nela se celebram baptizados e despedidas. E casamentos também. No entanto, muitos noivos, nela, a única coisa que abraçaram ( e abraçam?) de Areosa foi (é?)...a noiva!

Na parte que me toca abracei uma alfacinha e não foi na Igreja.

Foi na conservatória. E, apesar dos falhanços da nossa administração pública, a coisa ainda se conserva.

Bem conservada numa lata daquelas em que se guarda o bocarte.

Diga-se em abono da verdade que a minha ressalada foi a única parte da capital do império que abracei. Mas  por esta não morri de amores, nem morro. Mas isso não me levaria a não ir em seu socorro se esta Luminosa Fonte fosse atacada por sarracenos ou castelhanos!

 Não iria dar de barato aquilo que tanto custou ao Franco-Leonês que, apesar de filho da estranja, muito lutou para nos deixar um legado que tantas vezes não merecemos.

 Quanto às memórias fico a pensar:

 - Quem não sabe ou se esquece de onde vem, calceta os seus caminhos em cima de que valores, em cima de que referências?

 "Não faz sentido"...dizem os avançados cérebros dos desenraizados!

 Para mim também nada faz sentido...sem o FIRME! (1)

 Aprendi isso na Tropa!

António Alves Barros Lopes

(1) – Por isso defendo Olivença!



















  Igreja de Santa Maria de Vinha de Areosa, tão portuguesa como Olivença.

Imagem em