terça-feira, 21 de abril de 2020

Iñaki Garmendia "Laja"

Morreu Iñaki Garmendia "Laja"

Isto já em Janeiro de 2019!

Não dei pelo sucedido. 
Deveria estar mais atento ao que se passava no País Basco!

Que é que isso nos diz???

Aparentemente, nada de importante a não ser que foi o primeiro tocador de Triki que Viana e arredores viram e ouviram ao vivo, cerca do ano 2000.

A INATEL ao realizar o encontro de Tocadores de Concertina trouxe-o cá com o Enrique Telleria, tocador de bandoneon! Esteve no Santiago da Barra e também em Monção! Na pandeireta veio o Emmanol Iturbide com ele! 



Laja e Iturbide nos tempos aúreos! S. Sebastião 1980

Saudades de Arsèguel!

Barros Lopes

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Olhar Viana

Encontrei

https://www.facebook.com/olharvianadocastelo/photos/a.340991289334758/352848514815702/?type=1&theater



















Ao que comentei:
Curioso é o comentário de J Filipe Alves nesta publicação.
“Acho que é o IGESPAR que impede alterações em casas antigas ou nos centros das cidades, se não fosse o instituto, muitos alteravam as casas e acabavam com a beleza delas.”.
Pois é mas o que eu acho é que, o IGESPAR não chegou a tempo para salvar a imagem e da beleza das casas antigas que existiam na cidade como aquelas que estão neste postal ali do lado esquerdo!
Quanto aos Comentários de Conceição Pato Pato
Está igual só tem a diferença dos novos arruamentos”.
Só tenho a dizer que:
- Num está não Minha Senhora! ESTAVA MAS JÁ NÃO ESTÁ!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Mandacarallo

Dedicado a 
Sílvia Manuela Torres 

ah! Esta palavra Carallo!!!
Sempre apontando o Norte
Dizê-la mandacarallo
essa palavra tão forte
sustentada em dois ladrões
sempre prontos a ajudar
em todas as ocasiões
seja no tempo ou no sítio
ou em qualquer outro lugar
onde tenha que lutar  
e já combatendo o lítio
o tempo agora é de virus
por isso andam aos tiros
de cimitarras na mão
elitistas e sulistas
liberais e outros artistas
falando de educação.

E se um dia nós conquistámos 
as Muralhas de Lisboa
eu tenho uma ideia boa
P'ra resolver a questão.
O Castelo era dos mouros.
passou pró mundo cristão
Que fique Viseu c'os louros
Ou Guimarães, também dá
Desde que fique por cá.
A capital do Condado.
deixemos a madragoa
c'o as guitarras e o fado
e devolvamos Lisboa
avenidas, logradouros
À mouraria e aos mouros!

Tone do moleiro novo (concorrente ao prémio Camões)


domingo, 12 de abril de 2020

A Paixão de Cristo

A Páscoa!


Esquecidos de Cristo, aliviados pelo ritual do beijo da Cruz, costumávamos passar por esta época em confraternização com outros tantos como nós, aos cagões de casa em casa, ou a lavrar os largos, catando as amêndoas atiradas à tola da multidão acompanhante do compasso. E a alegria que dizem brotada do anúncio da ressuscitação, eu diria que do vinho, acabava na recolha da cruz que em muitos lados era conhecida pela Procissão dos Bêbados!

Este ano alguém se lembrou de nos lembrar que nem tudo é um mar de rosas. E a nossa geração, que ouviu contar,  leu nos livros ou foi à Wikipédia e só assim soube da segunda guerra ou da gripe espanhola, andava arredada da penitência. Até que alguém se lembrou de nos lembrar que nem tudo é um mar de rosas. Uns dizem que foi Deus. Os americanos dizem que foram os chineses!

Mas como andávamos esquecidos de Cristo alguém se lembrou de nos meter a sua imagem pelos olhos dentro. Eles, os Cristos de agora,  aí estão. Todos de cara tapada ( para preservar o anonimato) num esforço sobre-humano em socorro dos atingidos por mais uma praga do Egipto.

Quanto ao Cristo, ele mesmo que muita boa gente diz não ter existido, também não é das nossas relações. Existe um conto com dois mil anos. Nada mais para além das Cruzes, dos Crucificados e das Vias Sacras que encontramos nos caminhos e nas imagens dos santinhos!

No entanto esse tal conto tem sido contado tanto nas igrejas como nas iconografias. Na literatura e também no Cinema. E depois de muitos exemplos, aqui há uns anos atrás, um tal Mel Gibson, numa realização tanto improvável como surpreendente, ofereceu-nos uma visão de Cristo como nunca antes tinha sido conseguida.

Daí o Filme A PAIXÃO DE CRISTO que paradoxalmente vi classificado, mesmo até pelos evangelistas da igreja católica apostólica e romana fazendo o jeito nem sei a quem nem sei porquê, como demasiado "sangrento".

De facto o realismo é arrasador! 

- Seria um exagero?

Pensemos! 

- O sacrifício e flagelo de Cristo não teria sido assim tão lancinante. Dizem!

- Então a mensagem transmitida aos assistentes não teria sido a de um sofrimento atroz e insuportável para qualquer humano??

- Se a salvação do mundo fosse resolvida por um par de bofetadas, até eu me ofereceria para o redimir!

- Mas o sofrimento de Cristo não foi para ser suportado por um qualquer. 

- Apenas por um eleito!

E acerca desse filme vejam o testemunho de Jim Caviezel, que interpretou Cristo!
Ele que curiosamente é JC e tinha 33 anos aquando da rodagem.

Retiro desta entrevista a seguinte passagem!


"Cada geração de americanos ( eu diria apenas cada geração) deve saber que a liberdade não existe para se fazer o que se queira, mas para ter o direito de se fazer o que se deve.


Tone do Moleiro Novo ( que dá graças a Deus por ser ateu)

terça-feira, 7 de abril de 2020

Requalificações urbanoides

Ou seja - Integração tipo espelho!

Já tratei do assunto em   
     
 https://lopesdareosa.blogspot.com/2020/03/o-estranho-caso-de-o-espaco-publico.html

Antes era assim























 Eu escrevia que 
" Esse prédio foi abaixo e agora existe no mesmo local um outro que não tendo nada a ver com o primitivo, pelo menos ocupou o sítio da área (ou parte dela) de implantação do antigo"

De facto agora é assim























E eu interroguei-me diversas vezes porque carga de água não foi respeitada a traça do prédio antigo
acrescentando-se-lhe mais um piso !!!


Palermice a minha pois a razão é uma genialidade arquitectónica.                                    A empena Norte deste quarteirão tem esta forma geométrica!





















E eu que sempre que vou à vila dou de caras com esta visão, não dei por ela de imediato. 

- Sou um distraído!

Pode ser que faça escola! 

Integração urbanística tipo espelho!

Ou costas com costas!

Tone do Moleiro Novo
( Cerne labrego. Contabilista falhado. Mecânico de profissão. Defraudei a minha Nai que me queria Padre ou Doutor. Mas tenho a sensação que levaria melhor a vida se fosse psiquiatra!)

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O encolhimento de Areosa

No passado 16 de Março publiquei que: 

"Um dia teremos o Campo d'Agonia a esbarrar no adro da Igreja de Santa Maria de Vinha!"
Ver em          
https://lopesdareosa.blogspot.com/2020/03/o-estranho-caso-de-o-espaco-publico.html

Ainda eu não me tinha apercebido desta:























A coisa que eu previa, já vai em Camboelas. O que não contava é que fosse tão rápido!

Pelo que se lê a coisa foi aprovada em Assembleia Municipal em 6 de Março!

Vou indagar quem é que esteve lá e como é que decorreu a votação.

Está-se mesmo a ver:

Desde a Parinheira até ao Mirante é um salto. 

Claro que estou a falar do Mirante da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

São Sebastião vai passar a ser São Sebastião Segundo (segundo porque já tem um) da  U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. 

Depois o Grupo Etnográfico de Areosa vai passar a Grupo Etnográfico da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

A SIRSA - Sociedade de Instrução, Recreio e Social Areosense, vai passar a Sociedade de Instrução, Recreio e Social dos fregueses da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

O RENASCER DE AREOSA vai tornar a renascer mas desta vez da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

O Cemitério de Areosa vai passar a ser o cemitério
 da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

A Junta de Freguesia de Areosa vai passar a ser a Junta da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.


E se o Adro da Senhora d'Agonia não parar no Adro da Igreja de Santa Maria de Vinha de Areosa a Nossa Paróquia passará a ser a Paróquia de Santa Maria de Vinha da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. 
(É deliciosa esta preocupação institucional de abrir  parênteses para Santa Maria Maior e Monserrate  e deixar Meadela de fóra)

Seria o descalabro!  A coisa alastraria para Norte passaria Sorrio e o Rapido e até a minha (Nossa) rua do Covêlo passaria a Rua do Covêlo da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.


Com o desaparecimento de Areosa, os grandes beneficiados seriam os Ranchos de Carreço! Poupariam quase quatro  kilómetros antes de  chegar  ao Passeio das Mordomas em tempos d'Agonia.


Disse-me ontem um nosso amigo que me dispenso de identificar - ANDA TUDO TÔLO! ( com circunflexo para não haver dúvidas)

Tone do Moleiro Novo

segunda-feira, 16 de março de 2020

O Estranho caso de o espaço público passar a privado!

Poderia ser uma daquelas crónicas do Nosso Amigo e Conterrâneo António Viana em que apresenta, em imagens, o ANTES E O DEPOIS! 

(António Viana a quem dedico este texto!)

Em tempos idos havia o Campo d'Agonia que se prolongava para além  da Capela de São Roque até um "correr" de  construções que o limitavam a Norte. 

Uma desses construções, em cujo enfiamento se alinhavam as outras para Poente, situava-se na esquina do Campo com e Estrada de Caminha hoje crismada como Rua de Monserrate. 


Esse prédio, conhecido como a Casa do Pintor Abel Cardoso, (se não me enganaram) para mim era onde por baixo, existia a Tasca do Aníbal. Onde eu sorvia o almoço que minha mão levada de bicicleta, nos meus bons velhos tempos de Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo ali no jardim de D. Fernando.



Esse prédio foi abaixo e agora existe no mesmo local um outro que não tendo nada a ver com o primitivo, pelo menos ocupou o sítio da área (ou parte dela) de implantação do antigo. (Ver também https://lopesdareosa.blogspot.com/2020/04/requalificacoes-urbanoides.html  )

Aqui vão as fotografias.

Antes



Depois

A localização e extensão do Campo d'Agonia está muito bem explicada pelo Geógrafo José da Cruz Lopes no Falar de Viana de 2013 pag 96 e Falar de Viana 2015 pag 68.
Imagens em cima de cartografia do Porto de Viana.                                                 Ver adiante

O espaço entre essas tais construções e a frontaria Poente da Capela de S. Roque sempre serviu para a feira do gado.




O Campo d'Agonia na cartografia de 1942, do MOPC, com a praça de touros em madeira e o Chalet Quartin ainda aí representado. O ramal do comboio para a doca. O bilheteiro. Até a Cruz da Capela de são Roque ainda no meio do campo.  E o prédio da esquina que também já foi abaixo.


 Uma fotografia contemporânea da cartografia de 1942.                                                           Encontra-se em diversas  publicações.


Até que aparece no JN de 9 de Março um  anúncio da venda de dois lotes de terreno aí identificados com 1ª Parcela e 2ª Parcela.

















Nos anúncios consta que a 2º parcela é sita no Campo d'Agonia (de facto!) e que se destina à construção Urbana o que quer dizer que aquele pedaço do Campo d'Agonia vai ser privatizado e vai lá aparecer - um prédio!!!

Ver a localização dessa parcela na topografia de 1942 com a unidade do Campo d'Agonia ainda intacta.

E depois há o caso curioso de a 1ª Parcela também estar localizada no Campo d'Agonia quando afinal está para Norte da testeira onde o Campo d'Agonia acaba. (Ver explicação gráfica do Nosso Cruz Lopes).


Esta "nuance" que se refere a um local que os topónimos tradicionais eram as Bessadas e/ou Entre-Quelhas mostra a Conquista do Norte por via toponímica. O terreno que deu origem à 1ª PARCELA era situado em BESSADAS. O sítio é o mesmo, o nome é que mudou. Hoje chama-se Campo d'Agonia

Isto vem no seguimento de uma outra versão do fenómeno - Conservar o nome e mudar se sítio.

A Praia Norte movida pela dinâmica dos monumentos de Viana, já também se moveu para as Barreiras. Um dia estará no Porto de Vinha!

Um dia teremos o Campo d'Agonia a esbarrar no adro da Igreja de Santa Maria de Vinha!

Para memória futura já temos uma descrição do Campo de Agonia no texto O TERREIRO PÚBLICO D'AGONIA do Nosso geógrafo José da Cruz Lopes no FALAR DE VIANA de 2015 a páginas 67 e 68 do qual "parafraseio" ( com a devida vénia) a infografia onde se pode localizar facilmente o Campo d'Agonia.



Esta sequência faz-me lembrar o Largo Infante D. Henrique que se pode identificar na topografia de 1942




Num trabalho sobre O PRÉDIO DO COUTINHO DEITADO, António Viana lamentou a oportunidade perdida por Viana ( pela vila, que não por ele) de não se ter aproveitado a moderna onda de requalificações para recuperar o primeiro Jardim Público de Viana (não do Viana).


E também aí o espaço público foi privatizado e ocupado pelo betão e cimento armado. 


O carcanhol daí resultante volatizou-se na voracidade dos orçamentos. Hoje, do público, nem o dinheiro nem o espaço! O mesmo, por este andar, acontecerá no Campo d'Agonia

O Antes do Largo do Infante D. Henrique Postal antigo mostrando ainda o Largo com a frente, ainda franca, virada para a doca.

















O Agora do  Largo do Infante D. Henrique















Este "trabalhinho" é, como já disse,dedicado a António Viana e está ainda em construção. Aceitam-se contributos. Ou seja está ainda em fase de consulta publica. Atenção que o prazo termina...HOJE!

Tone do Moleiro Novo