Em 2022 publicava eu, a meio do melhor dos meses.
https://lopesdareosa.blogspot.com/2022/09/triste-sina-do-pensador-num-poema-curto.html
TRISTE SINA DO PENSADOR NUM POEMA CURTO
Vendo-me ninguém me compra
ofereço-me
ninguém me quer
disfarço-me
todos me matam
Mato-me ninguém me salva
Fujo-me ninguém me segue
Venho-me ninguém me espera
E se alguém me phode ninguém me acode
(quedando-me sem me poder mexer
sento-me numa pedra por questões de segurança)
Logo repeti no feicebuque.
Depois o Homem dos equinócios e dos solstícios de Vila Nova, num perdeu tempo.
Diz um poeta desavindo: (Sá de Miranda neste caso)
"Comigo me desavim
Sou posto em todo o perigo
Não posso viver comigo
Nem posso fugir de mim..."
Tive que lhe
COMIGO ME DESAVIM,
SOU POSTO EM TODO PERIGO,
NÃO POSSO VIVER COMIGO
NEM POSSO FUGIR DE MIM.
COM DOR DA GENTE FUGIA
ANTES QUE ESTA ASSIM CRESCESSE,
AGORA JÁ FUGIRIA
DE MIM, SE DE MIM PUDESSE.
QUE MEIO ESPERO OU QUE FIM
DO VÃO TRABALHO QUE SIGO,
POIS QUE TRAGO A MIM COMIGO
TAMANHO INIMIGO DE MIM?
(De facto o pensador petrificado do Rodin, bem que poderia, à capela, ajudar-me a cantar esta cantiga).
E publico a façanha completa,
(o que num me falta é treta!)
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