Aquela correnteza do Rio Minho que não séca!
"A ti
Acorda-me a madrugada de todas as manhãs
e o grito do meu corpo envolve-se no canto
da tua pele com gosto de saliva errante
Lavro poemas no inédito luar de tantas noites
que traduzes sem contar as estrelas
Tomo o paladar de cada momento nos dias todos
dos nossos dias
O tempo é templário de sonhos em outro tempo
Braçadas de água gorjeiam o cântico sideral
dos oceanos. Em festa
Tateio-te no dizer de cada silêncio
de cada palavra
Estende comigo a alva toalha, amor
Regalemo-nos como os pássaros
na árvore."
Adelaide Graça no livro ENQUANTO O POEMA SE DESPE
Num resisti em, assumidamente, dar cabo deste texto. Desconstrução lhe chamei
De mim
todas as manhãs me acorda a madrugada
e o canto do meu corpo envolve-se no teu grito
e a tua saliva errante gosta na minha pele
colho poesia no luar de tantas noites inéditas
contando as estrelas que se traduzem nos teus olhos
e o paladar de cada dia depende de cada momento
e os sonhos de sempre repetem-se no tempo
e nas águas do teu oceano
avançam minhas mãos cantando deuses
todas as manhãs me acorda a madrugada
Na Alvorada
Soletro cada palavra no silêncio
das árvores que nos cobrem.
-E os pássaros?
Esses, num se calam
como se cala o amor!
esperando não ser processado! - Barros Lopes
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