terça-feira, 28 de dezembro de 2010

KEPA JUNKERA

Ouvi falar dele numas notícias sobre o InterCéltico do Porto ainda em mil novecentos e oitenta e tal.

Depois em 1994 presenciei pela primeira vez na minha vida do que eram capazes os tocadores      tradicionais Bascos de Trikitixa. Foi em Arsèguel, o Epelde no acordeon e o Emanol Iturbide na pandeireta. Uma parelha como eles lhe chamam no País Basco

Lau Eskutara, Júlio Pereira
Daí entendí porque é que no meio desse meio apareceu o Kepa Junkera. Tinha toda uma tradição trás de sí. Mas Kepa enveredou por outros caminhos que o fez cruzar com o nosso Júlio Pereira. E daí que no  ano de 1995 tenham editado um CD a que chamaram Lau Eskutara, As Quatro Mãos. Em 1996 e outra vez em Arsèguel encontrei o Dani Violant de Barcelona (Tocava uma Bertrand Gaillard de três carreiras) que tinha assistido à gravação deste CD em S. Sebastian




CD cover
Por volta de 2000 encontrei-me pessoalmente com Kepa Junkera. Veio à FNAC no Norte Shoping apresentar o seu album Bilbao 00H00. Aproveitei para lhe falar nas concertinas nos encontros e também na possibilidade de um dia participar num desses eventos. Mais tarde estaria no Sá de Miranda, em Viana, por ocasião de um encontro de concertinas promovido pelo INATEL.
Mas na FNAC aconteceu um detalhe curioso. Informei o Senhor Nogueira e seu filho Ruca da vinda de Kepa e eles  
apareceram na FNAC para assistir ao concerto. No fim juntámo-nos todos e contámos ao Kepa Junkera que o Senhor Nogueira construía concertinas de raíz. Kepa mostrou interesse em ver uma e o Ruca foi ao carro por ela. Depois o Kepa Junkera pegou na concertina do Senhor Nogueira e deu uma passagem de dedos pelo teclado.











 





















Dessa ocasião duas imagens.

Uma da actuação do grupo de Kepa Junkera onde não faltava a Txalaparta e um baixista, salvo erro argentino, que tocava o contrabaixo aos saltos.

E outra do instante em que Kepa Junkera experimentava a concertina do Senhor Nogueira.

Mais tarde, já em 2005 e (sempre) em Arseguèl voltei a encontrar-me com Kepa Junkera. Desta feita nas comemorações dos 30 anos do Festival, quando lá participei com AS CHÃOSINHA DE GONDARÉM.
Pelo meio acabei por conhecer outros e fantásticos Tocadores Bascos, de uma vertente mais tradicional, a quem um dia voltarei nestes sítios. 

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