quinta-feira, 2 de abril de 2020

O encolhimento de Areosa

No passado 16 de Março publiquei que: 

"Um dia teremos o Campo d'Agonia a esbarrar no adro da Igreja de Santa Maria de Vinha!"
Ver em          
https://lopesdareosa.blogspot.com/2020/03/o-estranho-caso-de-o-espaco-publico.html

Ainda eu não me tinha apercebido desta:























A coisa que eu previa, já vai em Camboelas. O que não contava é que fosse tão rápido!

Pelo que se lê a coisa foi aprovada em Assembleia Municipal em 6 de Março!

Vou indagar quem é que esteve lá e como é que decorreu a votação.

Está-se mesmo a ver:

Desde a Parinheira até ao Mirante é um salto. 

Claro que estou a falar do Mirante da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

São Sebastião vai passar a ser São Sebastião Segundo (segundo porque já tem um) da  U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. 

Depois o Grupo Etnográfico de Areosa vai passar a Grupo Etnográfico da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

A SIRSA - Sociedade de Instrução, Recreio e Social Areosense, vai passar a Sociedade de Instrução, Recreio e Social dos fregueses da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

O RENASCER DE AREOSA vai tornar a renascer mas desta vez da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

O Cemitério de Areosa vai passar a ser o cemitério
 da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.

A Junta de Freguesia de Areosa vai passar a ser a Junta da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.


E se o Adro da Senhora d'Agonia não parar no Adro da Igreja de Santa Maria de Vinha de Areosa a Nossa Paróquia passará a ser a Paróquia de Santa Maria de Vinha da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela. 
(É deliciosa esta preocupação institucional de abrir  parênteses para Santa Maria Maior e Monserrate  e deixar Meadela de fóra)

Seria o descalabro!  A coisa alastraria para Norte passaria Sorrio e o Rapido e até a minha (Nossa) rua do Covêlo passaria a Rua do Covêlo da U.F. de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela.


Com o desaparecimento de Areosa, os grandes beneficiados seriam os Ranchos de Carreço! Poupariam quase quatro  kilómetros antes de  chegar  ao Passeio das Mordomas em tempos d'Agonia.


Disse-me ontem um nosso amigo que me dispenso de identificar - ANDA TUDO TÔLO! ( com circunflexo para não haver dúvidas)

Tone do Moleiro Novo

segunda-feira, 16 de março de 2020

O Estranho caso de o espaço público passar a privado!

Poderia ser uma daquelas crónicas do Nosso Amigo e Conterrâneo António Viana em que apresenta, em imagens, o ANTES E O DEPOIS! 

(António Viana a quem dedico este texto!)

Em tempos idos havia o Campo d'Agonia que se prolongava para além  da Capela de São Roque até um "correr" de  construções que o limitavam a Norte. 

Uma desses construções, em cujo enfiamento se alinhavam as outras para Poente, situava-se na esquina do Campo com e Estrada de Caminha hoje crismada como Rua de Monserrate. 


Esse prédio, conhecido como a Casa do Pintor Abel Cardoso, (se não me enganaram) para mim era onde por baixo, existia a Tasca do Aníbal. Onde eu sorvia o almoço que minha mão levada de bicicleta, nos meus bons velhos tempos de Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo ali no jardim de D. Fernando.



Esse prédio foi abaixo e agora existe no mesmo local um outro que não tendo nada a ver com o primitivo, pelo menos ocupou o sítio da área (ou parte dela) de implantação do antigo

Ver fotografias.

Antes



Depois

A localização e extensão do Campo d'Agonia está muito bem explicada pelo Geógrafo José da Cruz Lopes no Falar de Viana de 2013 pag 96 e Falar de Viana 2015 pag 68.
Imagens em cima de cartografia do Porto de Viana.                                                 Ver adiante

O espaço entre essas tais construções e a frontaria Poente da Capela de S. Roque sempre serviu para a feira do gado.




O Campo d'Agonia na cartografia de 1942, do MOPC, com a praça de touros em madeira e o Chalet Quartin ainda aí representado. O ramal do comboio para a doca. O bilheteiro. Até a Cruz da Capela de são Roque ainda no meio do campo.  E o prédio da esquina que também já foi abaixo.


 Uma fotografia contemporânea da cartografia de 1942.                                                           Encontra-se em diversas  publicações.


Até que aparece no JN de 9 de Março um  anúncio da venda de dois lotes de terreno aí identificados com 1ª Parcela e 2ª Parcela.

















Nos anúncios consta que a 2º parcela é sita no Campo d'Agonia (de facto!) e que se destina à construção Urbana o que quer dizer que aquele pedaço do Campo d'Agonia vai ser privatizado e vai lá aparecer - um prédio!!!

Ver a localização dessa parcela na topografia de 1942 com a unidade do Campo d'Agonia ainda intacta.

E depois há o caso curioso de a 1ª Parcela também estar localizada no Campo d'Agonia quando afinal está para Norte da testeira onde o Campo d'Agonia acaba. (Ver explicação gráfica do Nosso Cruz Lopes).


Esta "nuance" que se refere a um local que os topónimos tradicionais eram as Bessadas e/ou Entre-Quelhas mostra a Conquista do Norte por via toponímica. O terreno que deu origem à 1ª PARCELA era situado em BESSADAS. O sítio é o mesmo, o nome é que mudou. Hoje chama-se Campo d'Agonia

Isto vem no seguimento de uma outra versão do fenómeno - Conservar o nome e mudar se sítio.

A Praia Norte movida pela dinâmica dos monumentos de Viana, já também se moveu para as Barreiras. Um dia estará no Porto de Vinha!

Um dia teremos o Campo d'Agonia a esbarrar no adro da Igreja de Santa Maria de Vinha!

Para memória futura já temos uma descrição do Campo de Agonia no texto O TERREIRO PÚBLICO D'AGONIA do Nosso geógrafo José da Cruz Lopes no FALAR DE VIANA de 2015 a páginas 67 e 68 do qual "parafraseio" ( com a devida vénia) a infografia onde se pode localizar facilmente o Campo d'Agonia.



Esta sequência faz-me lembrar o Largo Infante D. Henrique que se pode identificar na topografia de 1942




Num trabalho sobre O PRÉDIO DO COUTINHO DEITADO, António Viana lamentou a oportunidade perdida por Viana ( pela vila, que não por ele) de não se ter aproveitado a moderna onda de requalificações para recuperar o primeiro Jardim Público de Viana (não do Viana).


E também aí o espaço público foi privatizado e ocupado pelo betão e cimento armado. 


O carcanhol daí resultante volatizou-se na voracidade dos orçamentos. Hoje, do público, nem o dinheiro nem o espaço! O mesmo, por este andar, acontecerá no Campo d'Agonia

O Antes do Largo do Infante D. Henrique Postal antigo mostrando ainda o Largo com a frente, ainda franca, virada para a doca.

















O Agora do  Largo do Infante D. Henrique















Este "trabalhinho" é, como já disse,dedicado a António Viana e está ainda em construção. Aceitam-se contributos. Ou seja está ainda em fase de consulta publica. Atenção que o prazo termina...HOJE!

Tone do Moleiro Novo

domingo, 15 de março de 2020

A TRILOGIA DA MERDA

Isto porque me proponho escrever três textos sobre este particular e empolgante tema.

A MERDA!

E para colocar em sentido os ofendidos com o léxico, lhes posso dizer que a coisa tanto no real como nas escrituras, já existia antes de eu ter nascido! 

Ou seja...- não invento nada!!!

Socorro-me no entanto ao DICIONÁRIO COMPLEMENTAR DA LINGUA PORTUGUESA de Augusto Moreno, da Editora Educação Nacional de Adolfo Machado, Rua do Almada 125 PORT, em 1954.

O que desde logo dá o cunho de "educada" a uma palavra que segundo essa obra
- 6ª EDIÇÃO MELHORADA - estava em rigorosa harmonia com as bases do Acordo Ortográfico Luso Brasileiro de 1945. Aqui vai a evidência na página 873 dessa obra.







































Ah! - Esta palavra MERDA também pode ser encontrada  na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e não consta que tivesse havido grandes alterações no actual acordês.

Indo mais directo ao assunto, venho falar de Areosa, freguesia iminentemente rural, mas que devido não só à erosão dos tempos mas também por imposição do PDM, tem progressivamente abandonado as boas práticas de convivio das suas gentes com o monte, com a veiga e com o mar para se transformar num dormitório da vila mesmo aqui ao lado.


No entanto para além dos dorminhocos ainda há gente laboriosa e que resiste ou vai resistindo, até que um qualquer urbano assovelado no meio, se queixe dos maus cheiros. 

Porque:

AINDA HÁ ESTRUME (1) EM AREOSA!!!



E se há estrume é porque  ainda há eidos! E porque  ainda há estriqueiras.

Isto até que um urbanoide se queixe! 

Ou as autoridades vierem dizer que a aldeia não é para casas de lavoura nem a veiga para seu destino.

E a única inibição que me poderia impedir de escrever este texto é precisamente essa perspectiva - a que por minha causa  vá, quem trabalha e não dorme, ser incomodado! 

Desde tempos imemoriais a nossa e do gado, MERDA era misturada com o restolho do monte o o argaço do mar.  

E também por isso chegou até nós uma das mais produtivas terras de que dispomos. 

Sempre foi o ESTRUME acondicionado em  paralelepipédicas   pilhas nos topos das leiras e depois desfeitas e espaladas em tempos de sementeira.


Quando essa prática acabar ficará a memória que até já teve o desvelo da nossa intelectualidade.

Na próxima  oportunidade explicarei este meu "enigmatismo"!



(1) - Manure em Inglês e Fumier em Francês. 
( Isto para demonstrar que sou labrego mas com uns certos conhecimentos!)




Tone do Moleiro Novo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Paulo Ramalho

A rede é uma coisa incrível!

Há que tempos que eu andava para perguntar pelo Paulo Ramalho sempre que o Júlio Isidoro ia comemorando a passagem dos seus anos pela RTP.

Nunca o ouvi falar de Paulo Ramalho, o meu ídolo dos tempos do ciclo preparatório.

Não perdia os programas em que ele de viola na mão cantava coisas como a MULA DA COOPERATIVA do Max.

Os anos passaram e eu fui para Mafra para o curso de oficiais milicianos  na segunda incorporação de 1969 (Abril).

Qual não foi a minha surpresa em ver precisamente o Paulo Ramalho nessa mesma recruta muito embora pertencendo a outra companhia que não a minha!

Passei a minha palerma  recruta sem me dar ao conhecimento.

Até que por volta de 1985 numa das noites das Feiras Novas de Ponte, dei de caras com o Paulo Ramalho sentado na Havaneza. Disse à Maria Augusta com quem tinha ido à festa. 
- Aquele é o Paulo Ramalho da televisão. 

E fui ter com ele apresentando-me como seu admirador de tempos idos e confirmando a nossa estadia na mesma recruta em Mafra.

A sua surpresa foi igual à simpatia com que me acolheu. 
E desse encontro nunca mais me esqueci. 
Por isso  sempre a mesma pergunta inicial.


"Mesmo na programação infantil e juvenil, o que terá sido mais determinante para a melhoria das formas e dos conteúdos – que se deu, com efeito – foi a acção de uma boa equipa de produção e de apresentadores com carisma, como Lídia Franco, a revelar-se, mais tarde, como actriz, após passagem pelo bailado. Em 1963, os “juvenis” têm também a marca de Yvette Centeno, que traz para a escrita televisiva a poesia do seu quotidiano e revela uma declamadora e apresentadora com algum talento, já mais no ano seguinte quando se torna presença regular nas rubricas femininas. Falamos de Maria João Avillez. Outra figura que ganha fascínio aos olhos dos seus pequenos admiradores é Maria João, cuja carreira na RTP ficou pautada por muitos êxitos; e, já agora, também a de Paulo Magalhães Ramalho (que, a certa altura, formou equipa com Maria João Avillez e João Lobo Antunes), não se dispensava, porque tinha um especial dom para a crónica humorística e para as figuras animadas: Pica-Pau, Zé Calhamaço, Quim Pincelada, D. Raimundo, Sebastião e Dói-Dói (criações da pintora miniaturista, Lena Perestrelo), que, aos domingos, faziam as delícias das crianças. Um talento tão multifacetado, levou a que Paulo Ramalho fosse, para muitos, a grande revelação do ano. Mas um outro jovem, de nome Júlio Isidro, não se batendo embora por este ceptro, deu muito nas vistas e adivinhem lá a fazer o quê? Modelos de aviões, que voavam e tudo, pois então. Um programa de aeromodelismo, intitulado “Mãos à Obra”, que iria largar o Júlio para outros voos e outros espaços. Enquanto que, no estrito limite do tabuleiro, Joaquim Durão, um “mestre” de xadrez, estudava tácticas de movimentação e deixava a pensar nelas os mais fiéis espectadores do “Clube Juvenil”.



















"Equipa maravilha da programação juvenil dos anos 60: Maria da Conceição Cabral dá a direita aos futuros doutores João Lobo Antunes e Paulo Ramalho. À direita, Júlio Isidro"

COM AS MINHAS HOMENAGENS!

António Alves Barros Lopes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O do Moleiro Novo deu em filósofo

Já o Alberto Caeiro se tinha dedicado a isto
( ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2019/08/a-que-me-sabem-os-diospiros.html)


Deito-me ao comprido na erva.

Deito-me ao comprido na erva.
E esqueço do quanto me ensinaram.
O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio,
O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.
O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.
O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.


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E dei comigo, em conversa de taverna, (de café que é mais urbano) a falar com alguém que sustentava não estudar para ter tempo para trabalhar e ganhar dinheiro!

Pensei no caso dum conhecido Manolo, galego, que se dedicava a pilotar lanchas voadoras.

Nos estaleiros de Viana onde substituiu os motores de uma delas, disse-me quando me viu apressado a entrar na "Técnica"

- Ombré, non trabajes tanto que no tienes tiempo de ganar dinero! ( Assim ou mais ou menos)

Retorqui então ( no café) que eu próprio, tudo , ou quase tudo, o que ganhara na vida foi mais com o que aprendera e pouco com o que me ensinaram.

Fui obrigado a reflectir naquilo que acabara de dizer, pois poderia também chegar à conclusão que pouco aprendera em relação ao muito que  os professores e a própria vida vida, me tentaram ensinar! Isto tendo em conta o dinheiro disponível que tinha no bolso!!!

E acabei a matutar naquela velha rebatida de que:

- Ai se voltasse atrás faria tudo na mesma!

Actitude arrogante de quem, ao que parece, assume afinal que a vida não lhe ensinou nada!


Nota
Não liguem muito a isto. Saiu-me quando me encontrava sentado num tampo de madeira com um buraco no meio!

 tone do moleiro novo


sábado, 25 de janeiro de 2020

Milho e trigo

Milho e trigo

Por volta de 1932 a CUF fez uma campanha de adubação com Nitrato de Cálcio.

Fez campos experimentais com diversos lavradores dos nossos lados.























Aqui em Areosa, a Senhora Edvirges da Fatuta e José Afonso Gaspar, conhecido Lórça que era de Santa Marta.

O Muro Poente da eira da Casa da Fatuta ainda deixa ver a o telhado da antiga Casa do Penedo, origem dos Vieitas Costa.

A seguir


O Proprietário Senhor Benigno Bandeira, Pai do Cássio Bandeira e avô do Sebastião e Domingos Bandeira, este que também se chama Benigno se o França não me enganou. O Senhor Benigno não está na fotografia. Nesta data seria já o Senhor Cássio com as irmãs.

A seguir


Desfolhando na Casa do Cabecinho
E depois


















Já o fruto da colheita.

O França sabe quem é o castiço à direita. 

A Casa é a do Cabecinho que de facto pertenceu ao Major Cruz Azevedo que era de Venade.

Existem duas boas referências a este Senhor; uma na Monografia de Venade outra no livro do Casimiro Puga acerca da Familia dos Meiras de Afife.

Com os meus agradecimentos ao Tinta (1) de Perre por  ter disponibilizado os elementos primeiros da "reportagem".

As informações (Afife)  complementares são do França e do Puga

(1) - Está bem escrito. Poderia ser "ao Tinto de Perre" mas não é. 

No entanto é um gajo pouco recomendável. 

Alheando-se da tradição de Perre, em vez de ficar no tasco à porrada com os amigos, resolver ir passear para o rio das Carvalheiras. Um frouxo enfim...

tone do moleiro novo

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Do Álvaro ao Fernando com bilhete de ida e volta

Viagem do Tone do Moleiro Novo

Nasceu, cresceu e assume-se labrego inculto. 
Paleolítico até!

Não é que o gajo anda a ler a obra de Álvaro de Campos!!!
A coisa apresentou-se-lhe um pouco confusa pois dentro do livro encontrou outra pessoa chamada Fernando!

Mas deu de caras com um texto com o qual se identificaria de imediato.

"Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não o tem ninguém
Quem diz que os tem é como eu, mente
Quem diz que os busca é porque não os tem.


É com imaginação que eu amo o bem
Meu baixo ser porém não mo consente
Passo fantasma do meu ser presente
Ébrio, por intervalos, de um além


Como todos não creio no que creio
talvez possa morrer por esse ideal
Mas, enquanto não morro, falo e leio


Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual...
- Acaba lá com isso, ó Coração "


Mas chegado a este último terceto o nosso herói divergiu do Álvaro.
(- Ou do Fernando?). 

E deixou-me um recado que terminaria a coisa assim:

JUSTIFICAR-ME? Procurando perdão??
MODIFICAR-ME? Não serei normal???
Tira o cavalo da chuva, ó meu irmão!


Assinado pelo
ortónimo do Tone do Moleiro Novo