quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Do Álvaro ao Fernando com bilhete de ida e volta

Viagem do Tone do Moleiro Novo

Nasceu, cresceu e assume-se labrego inculto. 
Paleolítico até!

Não é que o gajo anda a ler a obra de Álvaro de Campos!!!
A coisa apresentou-se-lhe um pouco confusa pois dentro do livro encontrou outra pessoa chamada Fernando!

Mas deu de caras com um texto com o qual se identificaria de imediato.

"Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não o tem ninguém
Quem diz que os tem é como eu, mente
Quem diz que os busca é porque não os tem.


É com imaginação que eu amo o bem
Meu baixo ser porém não mo consente
Passo fantasma do meu ser presente
Ébrio, por intervalos, de um além


Como todos não creio no que creio
talvez possa morrer por esse ideal
Mas, enquanto não morro, falo e leio


Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual...
- Acaba lá com isso, ó Coração "


Mas chegado a este último terceto o nosso herói divergiu do Álvaro.
(- Ou do Fernando?). 

E deixou-me um recado que terminaria a coisa assim:

JUSTIFICAR-ME? Procurando perdão??
MODIFICAR-ME? Não serei normal???
Tira o cavalo da chuva, ó meu irmão!


Assinado pelo
ortónimo do Tone do Moleiro Novo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

BARRENTA 2003

Encontro de tocadores de concertina na Barrenta em 2003


Meia dúzia deles


















Aqui a minha corôa de glória! 

Com o Senhor Lário e o senhor Araújo do Soajo à minha esquerda.                                                                                                                                  

À minha direita o Senhor Luis do Bem Parece de Grândola, nessa altura já com cem anos ou por aí!. Depois o Senhor Bernardo Lopes Póvoa de Benavila, Aviz. 

E depois um senhor que conheço muito bem mas que não sei dizer quem é. Para a fotografia trocou a concertina com o Senhor Bernardo.

Lá atrás o nosso conhecido Hermano Carreira o grande impulsionador dos encontros da Barrenta.

Grupo alargado                                                













Mais gente conhecida

Ao meu lado esquerdo o Carvalhido e o Senhor das Castanholas Guisadas de Figueira de Castelo Rodrigo.

Também lá está o Senhor Moisés Eusébio. E Mais à frente a Natividade e um Ribeiro. 

E também o de Gulpilhares com o seu boné à não sei quê.

E todos os outros que ao olharem para esta imagem me podem ajudar a identificar.


Poderia chamar-lhes os precursores!

lopesdareosa

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Kepa Junkera em Viana ano 2002

Em 2002 Kepa Junkera esteve em Viana.

Houve um encontro de Concertinas promovido pelo INATEL.

Houve também missa em São Domingos 

E METEU CONCERTINAS!!!















lopesdareosa

Chema Puente

Rabelista do Cantábrico



Encontrei-o em Arsèguel no fim dos anos 90. 

Esteve conosco no Casino de Afife em 6 de Junho de 2004.

Com ele vieram do País Basco, Roberto Etxebarria na Triki e Kepa Arrizabalaga na pandeireta. Aqui numa imagem de 2009
                   
                                                                                                                                           
Na despedida, Chema Puente deixou-me este manuscrito com um texto de Gerardo Diogo sobre o Rio Douro.



ROMANCE DEL DUERO


lopesdareosa

sábado, 4 de janeiro de 2020

LA MARIPOSA

LA  MARIPOSA






















Foi-me apresentada como o Harmónio do Toca Tone!

Se alguma vez o terá sido seria então dos tempos das festas e romarias, dos bailes no Largo do Caixão e nos do regresso das cortas do argaço de que a minha Nai sempre me falou. 

Ou seja dos tempos áureos do Toca Tone!

No entanto esta fotografia tirada já no fim do século vinte apresenta o instrumento ainda com um bom aspecto pouco condizente com a má vida que o Toca Tone lhe teria dado!

Num sei quem tem este instrumento na actualidade. Mas tenho a certeza que ainda estará bem conservado nas mãos de quem o merece!

lopesdareosa

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

MORREU O BENJAMIM DAS BOUROUAS

MORREU O BENJAMIM DAS BOUROUAS.

Num sei se é assim que se escreve. A casa, ali em Montedor, aos meus ouvidos soa desta maneira! 

(Minha mãe falava do patriarca, do Tio Joaquim lavrador que andava a cavalo e usava uma faixa vermelha à cintura.)

Morreu o Benjamim, o  último daquela a que eu chamava e continuo a chamar 

"A Ínclita Geração de Carreço"

Domingos -
" O Fandangueiro" de Pedro Homem de Mello

Manuel - 
O homem do Piano e do Vinho

Francisco -
Para mim o "Rapaz de Veludo" de Manuela Couto Viana.

 - Aquele que, no dizer de PHM, doou o seu corpo de rosas ao crespelho dos Açores 

Ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2011/02/romance-do-rapaz-de-veludo-francisco.html

E

O Benjamim
Môço de lavoura na casa dos pais até perto dos trinta anos.
Deixou o mar, a veiga e o monte de Carreço apenas com a quarta classe! 
Jubilou das cátedras da Universidade!
Aprendera também com a leitura sentado no burro que o levava com os sacos do cereal a moer nos moinhos de Cabanas, por aquele caminho dos respectivos entre Paçô e Gateira.

E não sei se o Paulino tem tábuas suficientes para talhar o caixão em que a dimensão do Benjamim caiba!

tone do moleiro novo

sábado, 21 de dezembro de 2019

ARSÈGUEL 2005






























TROBADA 2005

Na mesa o António Ribas, ao seu lado esquerdo Kepa Junkera a fotografar o artista.

Este por seu lado tem à direita o João Barrigas de Gondarém de que se vê apenas a concertina.

O fotógrafo foi, como não poderia deixar de ser, o Ernesto Paço.

À mão da mão esquerda do António Ribas uma garrafa de MURALHAS! Uma das minhas companheiras de viagem!

Estive com o Kepa em Ponte da Barca em 2014. Eu e a Lai de Campos.

Há um ano,  Kepa Junkera sofreu um AVC na Bélgica.

Não tenho notícias do estado de saúde actual. 

As últimas deu-nos  Alex Font Navarro em AMIG@S DE KEPA JUNKERA

DO ALTO MINHO PARA O KEPA 
21/12/2019
Barros Lopes