segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Despovoamento


E quanto ao despovoamento seria de atentar nas palavras de Miguel Sousa Tavares no Jornal das 8 na TVI em 15 de Outubro de 2018. ( Ao minuto 1:06:00)

https://tviplayer.iol.pt/programa/jornal-das-8/53c6b3903004dc006243d0cf/video/5bc4fa140cf20b3df8c064e9

Da minha parte dois reparos:

MST deixou passar o pormenor que nesse tempo, dos Cavacos, dos Álvaros Barretos, dos Mira Amarais, já andava por aí um outro Álvaro chamado Álvaro Amaro que então chegou, em 1987, a  Secretário de Estado da Agricultura do XI Governo Constitucional. E o curioso é que este mesmo senhor hoje é, ou arvora-se em sê-lo,  o paladino da luta contra o despovoamento e o abandono do interior. Especialista nisto mesmo não duvido que o seja!

Também e posteriormente a esta intervenção de MST, teve este comentador um apoio de peso daquele que desdenhava dos comentadores! 

Precisamente de Marcelo Rebelo de Sousa. Nada menos que do Presidente da República. 

Ver

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1100749/marcelo-pede-para-se-evitar-aumento-irreversivel-de-eucaliptos


Vá lá! A coisa está a evoluir!

Tone do Moleiro Novo - O Chato

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Germano Silva

O  TERREIRO  DA  SÉ ( do Porto)

Também poderia ser o titulo que, aliás, é o titulo da Crónica  de Germano Silva na edição do JN deste último domingo. Ver a seguir!







































Como é habitual dá-nos, Germano Silva, uma "fotografia andante" de um Porto ao mesmo tempo já desaparecido com um Porto ainda existente! E surgem aos nossos olhos palavras que são autênticas imagens daquilo que o Porto é com outras daquilo que já foi!

No entanto faltou a Germano Silva uma informação deveras importante para compreender a situação privilegiada, sobranceira ao Douro, desse mesmo Terreiro e da seu papel histórico num dos acontecimentos mais dramáticos que o Porto enfrentou. Refiro-me ao Cerco do Porto  ( D. Pedro e seus apoiantes cercado pelas tropas de seu Irmão Miguel  no século dezanove. Decerto ) e suas batalhas.

Pois fora nesse espaço estratégico, precisamente ali, que foi instalada a defesa anti-aérea, ( das forças de D. Pedro.)

Esta preciosa informação histórica foi dada em 2016.

Ver tudo em 

http://lopesdareosa.blogspot.com/2016/10/luis-pedro-martins.html

Cumprimentos a todos os intelectuais. E aos outros também!
Tone do Moleiro Novo - o Chato!



domingo, 30 de setembro de 2018

Morreu Manuel Branco de Azevedo


Li há dois dias um comentário no youtube dizendo de Branco de Azevedo que restasse em paz!

Pensei ser engano!

Ontem fui a Lavradas na companhia do meu Amigo Zé Maria Barroso!

Encontrei o meu também amigo Araújo de Cunhas.

- Morreu o Branco de Azevedo. Me disse:

Afinal já o sabia!





Tive o mesmo arrepio que tivera na pessoa do Nelson de Covas e do  Sargaceira!

Olhamos para certas personagens como se fossem eternas.

Este 45 rotações do qual tenho um exemplar, foi determinante na companhia das minhas concertinas! 

Quando atirarem as minhas cinzas ao mar levem um gira discos a pilhas e ponham lá as músicas do Carvalhal, do Delfim, do Pêta, do Sargaceira, do Cunha, do Vilarinho, do Branco de Azevedo, do Marinho, do Cachadinha e de tantos outros das noites gloriosas do Alto Minho, algumas das quais tive a felicidade de compartilhar!

lopesdareosa

sábado, 29 de setembro de 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Amada Garcia Fuzilada

Romance de Amada Garcia

que pariu por ser amada

e deu tal brado o seu feito
que até foi condecorada
meteram-lhe de chumbo quente
doze medalhas  no peito

não foi assim de repente
demorou essa função
tremeu a mão no gatilho
aos homens do pelotão

Dá-me um abraço meu filho
Não disse Amada Garcia
Não disse nem tal podia
Não o tinha no seu colo
Nessa parte de mulher
Que seu filho amamentara

Chamava-se Gabriel
Filho de Amada Garcia
que amada ainda seria 
pelo seu filho fiel
no silêncio até que um dia
as muralhas do Quartel
abriram em liberdade
e o filho da saudade
da mãe que não conhecera
vai na campa pôr flores
sem perguntar aos senhores
do Templo pra tal licença

E não se dá pela presença
ninguém testemunha o feito
aparecem de tal jeito
as flores na campa rasa
todos sabem ninguém diz
que aquele infeliz
que não teve mãe em casa
nesse gesto não se atrasa

Mas o próprio Gabriel
um dia parte também
não demanda à sua mãe
porque é que o abandonara
E ela que não chorara 
enfrentando o pelotão
não se queixou da razão
do que lhe acontecera
na luta pela qual morrera

Não há flores na muralha
nem memórias da metralha
com que fora fuzilada
Amada Garcia amada
por sê- lo pariu um filho
e não tremeu o gatilho
na derradeira função
os homens do pelotão
ensombrados por tal feito
meteram-lhe de chumbo quente
doze medalhas no peito

(vou contando este sucesso pra que o  saiba toda a gente)



Tone do Moleiro Novo
dedico este meu texto ao TINO BAZ da Guarda símbolo de uma Galiza pela qual vale a pena lutar.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Limpeza da Bouça de S. Mamede



Limpeza da Bouça de S. Mamede

No passado dia 22 de Agosto de 2018 recebi um telefonema dos serviços Administrativos da Junta de Freguesia de Areosa, pelas 15H34 - tlm 937 404 127 -  instando-me que tinha que limpar a Bouça do Moleiro Novo em São Mamede pois que teria a Autarquia recebido algumas queixas de que o terreno não tinha sido limpo.

Acontece que toda a Bouça fora limpa no inverno de 2016/2017 conforme vídeo realizado por esta altura e do qual dei conhecimento, via Baldio de Areosa,  ao Gabinete Técnico Florestal da Câmara de Viana do Castelo e Junta de Freguesia de Areosa entre outros.    (28 de Julho de 2017)

Ver em https://www.youtube.com/watch?v=NmCrFohcUUs&t=9s





Do estado em que ficou tanto é o testemunho desse vídeo como o presencial das Técnicas da Associação Florestal de Vale do Lima, Engas. Dulce e Cristina que, na minha companhia, passaram no local. Tendo-lhe eu explicado que quem realizara o trabalho fora a minha pessoa auxiliado apenas por uma foucinha de cortar erva.

Acontece no entretanto e porém que é publicada em ainda em 2017 a lei tal que obriga os proprietários em certas circunstâncias a limpar os terrenos até a um tal dia tal, prolongado depois até ao dia tal, já neste ano de 2018.

- Mas qual a necessidade então de limpar outra vez aquilo que tinha sido limpo no ano anterior? 

Atira-nos esta questão para duas observações:

A primeira é a periodicidade da limpeza que se deve fazer no monte. Na tradição de Areosa essa periodicidade era de cinco em cinco anos. Isto nos terrenos em que a Autarquia tinha superintendência. No caso de terrenos particulares dependia da necessidade de matos que cada um tinha. Assim tanto poderia ser de cinco em cinco anos como noutro intervalo mais curto, qualquer

A segunda é que se houver todos os anos uma lei que imponha essa limpeza desses terrenos se faça até uma determinada e de uma maneira total, essa limpeza só poderia ser feita com recurso a uma empreitada com uma equipa de trabalhadores que a terem de ser pagos acarretariam encargos que em dois ou três anos excederiam o valor da própria propriedade.

Assim a solução intermédia é proceder a uma limpeza contínua no tempo, que faz com que  na área da bouça haja sempre áreas  por limpar outras em regeneração natural e outras em processo.

Assim sendo pediria desde já à Junta de Freguesia de Areosa que fosse fornecido este esclarecimento a todos os que porventura se queixem na Autarquia de que a Bouça do Moleiro Novo não está limpa. Na certeza porém  de que na altura coloquei o seguinte letreiro no Portão da Bouça do Moleiro Novo





e ninguém apareceu para me ajudar. ( É mais fácil apresentar queixa à Junta.)

Por ironia do destino A Escola EB1 com a colaboração do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental da Câmara de Viana do Castelo, realizou um filme a que chamou  
A Fia do Bosque Desgrenhado.









































Nesse filme os participantes movimentam-se no meio dos molimes, espécie  dominante que a haver necessidade de serem eliminados para cumprir a Lei a Limpeza, esta teria que se realizar duas vezes por ano. 

( O restante material encontrado em certas áreas de reduzida dimensão, não passam de exemplares pontuais de silvas, mato e giestas, espécies protegidas. Evidentemente!)
Acontece que se eu tivesse limpo atá ao tutano toda a Bouça e deixado o terreno no osso,  onde é que a Escola e o Ambiente da Câmara encontrariam o tal bosque desgrenhado para filmar a Fia???
























Na imagem as Feiticeiras no Bosque desgrenhado

De realçar que do tal Ambiente da Câmara não foi feito qualquer reparo ao estado de limpeza do terreno. Antes pelo contrário agradeceram a disponibilidade do proprietário constando uma referencia especial do ENG (!) António Lopes na própria ficha técnica do Filme. Sendo até salientado na própria apresentação do filme o estado natural em que foram encontrar a área, ideal para a realização de tal filme.

Mais ainda. Esse agradecimento foi-me enviado pessoalmente. Ver o respectivo protocolo.




Quanto à limpeza em processo ela continuará ( não necessito de Leis que me imponham um determinada data  limite para que continue a fazê-la ) pois como é do conhecimento geral eu não abandonei nem abandonarei a bouça em S. Mamede à espera que a Lei me impusesse ou imponha  um limite para limpá-la.

Este ano e antes das Festa de S. Mamede, removi um pinheiro que se encontrava a obstruir a entrada tendo sido limpa algumas áreas adjacentes. Já depois da Festa foi removido, junto ao muro Sul, um outro pinheiro que se encontrava derrubado por um temporal. Mais uma área foi limpa. Mais recentemente e junto ao muro que parte com o Adro de S. Mamede, foram cortadas diversas giestas e algum mato envolvente. O trabalho continuará dando a volta pelo Norte até encontrar de Novo o Portão de entrada virado a Poente.

Pela Primavera a bouça estará limpa outra vez, para recomeçar a limpeza no ponto de partida. Nessa altura farei uma coisa que não fiz nesta última oportunidade. Enviarei  um pedido de auxilio às autoridades, a saber GTF da Câmara de Viana  e ao Ministério de Agricultura para que me seja pago o meu trabalho em prol daquilo que se considera fundamental na prevenção e combate aos incêndios que é limpar as matas.

( ás tantas vão lá inspeccionar e levarei sopas pois no entretanto os molimes, matos e giestas já estarão o suficientemente crescidos para argumentarem que afinal a bouça não estaria limpa)

No entretanto sou ameaçado com a Lei que se não proceder à limpeza sou coimado!

Resumindo. A prática do Estado nessa prevenção poderá resumir-se a este Slogan -

- LIMPEM AS MATAS SE NÃO APANHAM UMA MULTA

Preferiria que fosse

- LIMPEM AS MATAS QUE O ESTADO COMPENSA-OS

Pois que para o combate ao fogo  não falta dinheiro para pagar a bombeiros, aviões, sapadores e outros doutores.

Aos donos dos terrenos é que não chega nenhum. Mesmo que limpem!

Dizem que não conhecem os donos. Mas conhecem para mandar a conta do IMI. 

E no combate ao fogo ninguém pergunta quem são os donos. 

( Nem bombeiros e aviões pedem documentos antes de despejar água!)

Este argumento é muito curioso pois para passar multas acabam por demonstrar precisamente o contrário!

E aquilo que mais me phóde é o paleio!

Rés non Verba faria bem a muita gente!

tone do moleiro novo

sábado, 8 de setembro de 2018

São Bartolomeu, São João d'Arga, Peneda, Bonança, Feiras Novas.


Já há um ano me pronunciei sobre o assunto! 

Ver 

http://lopesdareosa.blogspot.com/2017/09/feiras-novas-de-ponte.html

E no título ordenei a sequência pelo calendário normal dessas festas. Para mim as Festas Maiores.

E havia um tempo, um cheiro, uma atmosfera que faziam com que nas últimas se sentisse as colheitas, o vinho novo - mesmo assim feito de véspera - que os Cachadinhas se apressavam a servir. E havia o Cheiro a Cidra, tanto da doce como da já fermentada que umas Senhoras vendiam nos portais de um celeiro que havia por detrás da Havaneza!

E o remate acontecia no TEMPO certo, por alturas do litúrgico de Nossa Senhora das Dores.

Acontece que os de Ponte resolveram atirar a festa de Nossa Senhora das Feiras Novas para cima das da Bonança em Âncora. Em anos extremos para cima das da Peneda como foi o caso de ano passado e como sucedeu este  ano.

Com a situação mais que caricata de, no ano passado, terem resolvido bater não sei que recorde de concertinas precisamente na noite grande da Peneda. De seis para sete de Setembro.

O deles e nosso também Conde de Aurora, deve estar ainda a revolver-se na tumba!

O que mais me dana é que a também Nossa Igreja colabore com os disparates do poder temporal, alterando a sua liturgia apenas porque uns senhores de Lisboa resolvem acabar com os feriados. Coisa que também aconteceu com os de Ponte com o calendário de Nossa Senhora das Dores.

Seguindo Monção que passou o Corpo de Deus de Quinta para Domingo os de Ponte passaram a Vaca das Cordas de Quarta para Sábado.

Neste caso tudo voltou ao normal.

Espero que também aconteça com as Feiras Novas.

Melhor dizendo com as Festas de Nossa Senhora das Feiras Novas.

Isto no dizer do nosso saudoso amigo Virgílio Camelo a quem devo esta saídeira

- Não há festas como as Festas de Nossa Senhora das Feiras Novas - me dizia ele quando nos despedimos, no jardim de D. Fernando pelas oito horas da madrugada de uma de tantas (outras) heróicas noites de Ponte.

tone do moleiro novo