quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Do Álvaro ao Fernando com bilhete de ida e volta

Viagem do Tone do Moleiro Novo

Nasceu, cresceu e assume-se labrego inculto. 
Paleolítico até!

Não é que o gajo anda a ler a obra de Álvaro de Campos!!!
A coisa apresentou-se-lhe um pouco confusa pois dentro do livro encontrou outra pessoa chamada Fernando!

Mas deu de caras com um texto com o qual se identificaria de imediato.

"Sou vil, sou reles, como toda a gente
Não tenho ideais, mas não o tem ninguém
Quem diz que os tem é como eu, mente
Quem diz que os busca é porque não os tem.


É com imaginação que eu amo o bem
Meu baixo ser porém não mo consente
Passo fantasma do meu ser presente
Ébrio, por intervalos, de um além


Como todos não creio no que creio
talvez possa morrer por esse ideal
Mas, enquanto não morro, falo e leio


Justificar-me? Sou quem todos são...
Modificar-me? Para meu igual...
- Acaba lá com isso, ó Coração "


Mas chegado a este último terceto o nosso herói divergiu do Álvaro.
(- Ou do Fernando?). 

E deixou-me um recado que terminaria a coisa assim:

JUSTIFICAR-ME? Procurando perdão??
MODIFICAR-ME? Não serei normal???
Tira o cavalo da chuva, ó meu irmão!


Assinado pelo
ortónimo do Tone do Moleiro Novo

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