sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A vida depois da morte

 Já muito tenho lido acerca deste assunto.

E já passei por aqueles instantes em que, pressentindo iminência da morte, vi passar na frente dos meus olhos o filme da minha vida. Com todos os detalhes; sítios, pessoas, conversas, acontecimentos...e depois uma paz imensa ao pressentir que tudo se acabava alí...

Mas não! 

Sobrevivi para contar.

No entanto esta realidade, que só é possível relatar porque afinal de contas não morremos, é muitas vezes invocada como sensações Póst- Mortem. (curiosa contradição)

Acontece que, afinal sempre, me perguntarei se existe, ou não,  vida depois da morte.

E chego à conclusão que não!

Porque...

...todos aqueles que se vão e que nos conhecem (ou conheceram) decerto seriam solidários com a nossa desdita tomando em conta tudo  aquilo por que também passaram na sua passagem por estas bandas e desde a sua quinta dimensão dar-nos-iam uma ajuda na sua condição de almas libertadas. 

Como p.e. guiar-nos no acerto dos números do EUROMILHÕES.

Mas NÃO!

A não ser que existe mesmo a tal vida para além da morte e que os nossos extintos amigos o sejam também da onça!

JÁ QUE FOMOS PHODIDOS NA VIDA!

- PHODAM-SE VOCÊS TAMBÉM!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Homenagem ao meu amigo João Vilas

 Veja quem ele é em

 https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/04/o-vilas.html

Dele

O Poema da Baca (versão em português)

https://www.tiktok.com/@joovilas5/video/7551127600702197025

De Grandes Córnos ela apareceu.

Que Baca, pançuda barriguda

Junta-se a multidão e diz um curioso

oh! Baca bai embora

Mas ela não foi

Pançuda barriguda 

de Grandes Córnos

aparece então o dono e diz à baca

Baca baquinha anda

Bamos embora

e ela num foi

e eis que às tantas

pançudo barrigudo

surge um boi

que boi!

Pisca-lhe o ôlho

faz um gesto

e eis que a baca 

foi!

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Como num posso deixar os créditos pelo Rio Minho, aqui vai a minha tréplica atlântica ao Bilas.

ÓRGIA

Suruba das ósgas                                                                                      De poucas sobras                                                                                  

Assento incerto.                                                                                    Deve andar perto                                                                                 

O que me tóca.                                                                                           já sai da tóca.                                                                                         

Esquiva rata                                                                                           que já se escapa                                                                                  

da ratoeira                                                                                                Estou na fileira                                                                                    

à espera de vez                                                                                      Num há maltez                                                                                      

como eu falhado                                                                                       Vejo ao meu lado                                                                       

Outros sortudos                                                                                      outros babudos                                                                      

Escorrem baba  

                             Aqui se acaba                                                                                         na contra mão                                                                                         por cada cabra                                                                                         há um cabrão 

Tone do Moleiro Novo


terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Hoje soltou-se o meu lado pacifista

Tenho um angulo obtuso

Às vezes até o uso

Mas não da melhor maneira

Tomara que fosse agudo

que fosse acima de tudo

mais pra aço que madeira

 

tenho outro que é recto

que é aquele em que projecto

manias de honestidade

fazer do ego um castelo

o meu orgulho é não tê-lo

é essa a minha vaidade

 

obtuso quem me dera

ter em dias adversos

no coração uma fera

então teria meus versos

agudos como punhais

Isso são os animais

Que o mundo de mim não espera


Autor: Soldado Raso, sentinela no seu giro!


sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Minha Nai Minha Naizinha

 Também poderia ser

Num é Pêgo!

É Pégo!!!


Minha Nai Minha Naizinha                                                                         Minha Mãe do coração                                                                           Quem tem uma Mãe tem tudo                                                                    Quem num tem é orfeão!

Eu que já o era de Pai sou-o mais agora e da sinfónica inteira, desde o fim de Maio.

Ver https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/05/morreu-minha-mae.html

E os cento e três anos de saudades moram hoje no cemitério de Santa Maria de Vinha de Areosa.

Não sem antes me deixar um precioso testemunho que aqui vai.

Bem! E sempre que escrevo sobre o Rio do Pégo escrevo sempre com o "é" acentuado para não deixar dúvidas.

Já o nosso cantado, encantado e desencantado Figueiredo da Guerra o fizera no inicio do seu ARCHIVO VIANNENSE.

Tal não seria necessário pois só há uma maneira de pronunciar Pego mesmo sem acento agudo. É com "é" aberto pois senão seria pego com "é" mudo. Ou seja com a mesma fonia do "é" na palavra "medula"

A outra forma é Pêgo que também existe e que corresponde ao macho da Pêga!

Aqui entra agora o meu estepurado estado de alma quando deparo com placas ditas interpretativas chamando Rio do Pêgo ao Rio do Pégo!

Carallo tanta sabedoria. Carallo tanta cultura. Carallo tanta identidade. 

Carallo tanta intelectualidade para propalar asneiras como aquela de dizer que o Forte de Paçô é do tempo de D. Pedro I.

Carallo tanta prosápia para não acertar na datação do Couto de Cabanas!

Carallo tanta investigação para crismar a Gandra em Montedor!  

"Alcantilado do cemitério das praias que morreram em  Montedor"

(sobreviveu a dos Ingleses)

Ora eu nunca ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Macho da Pêga

Eu sempre ouvi os de Areosa dizer que iam lavar as tripas ao rio do Pégo!

Exactamente Pégo  como minha Nai confirmou,  já com cem anos!










terça-feira, 28 de outubro de 2025

Areosenses, Areosanos, Areoseses…Ovinienses, Ovinianos, Ovinieses.

 Areosenses, Areosanos, Areoseses…Ovinienses, Ovinianos, Ovinieses.

António Martins da Costa Viana antes de nos deixar de véspera, deixou-nos esta preciosidade.

“- E serão tais histórias do interesse de quem?

- Dos Areosenses?

 Mas os Areosenses, tenho-o dito e acho que já o escrevi, são uma espécie em vias de extinção. O que há cada vez mais é residentes em Areosa, aos quais nada disto interessará.”

 (António Martins da Costa Viana, Areosa, 8 de Outubro de 2011 no GEA)

 E já que estamos em matéria de citações e porque

  quem não cita frequentemente                                                                                             num é filho de boa gente,

 aqui vai uma de João de Melo. ( do JN)        

 "Agora parece-me que todo o tempo é de passagem. Que de muitas coisas nós somos mais ou menos póstumos. Que de certa forma, apesar de viver, somos ou passamos a ser os primeiros e únicos antepassados nossos"

Ora para muita e boa gente a história começa no dia de hoje como se não houvesse passado tentando esquecê-lo, sem reparar que o nosso futuro será o passado de alguém que depois de nós virá e que seremos escrutinados por isso e responsabilizados pelas consequências das nossas atitudes.

Outros hão que pensam que o mundo começou no preciso momento em que nasceram. E que o Criador neles derramou toda a sabedoria. Num Buraco Negro, achicadouro de todo o conhecimento passado presente e futuro

 Esquecer o passado pode não causar mossa se de coisa irrelevante se tratar.

Mas também se corre o risco de perpectuar a asneira.

Os nossos valores podem não prevalecer. O pragmatismo e a acomodação levar-nos-ia a alinhar com os vencedores. Facílima opção! O triunfo, por si só, é sempre fascinante. O problema é quando o triunfo é o da asneira.

- Mas haverá vanglória nessa circunstância??

 Aqui chegado mais uma citação. E de um brasileiro...vejam lá!

 - Darcy Ribeiro

"Tentei fazer uma universidade séria e fracassei.

...........................................

Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."

Mas pior que esquecer o passado é tentar obliterá-lo! E já o Estaline, por exemplo, tentava apagar o passado com uma safa. Pelo menos lá tentar...tentou! E quando se fala em Estaline logo se pensa em comunismo. Mas não consta que Marx, filósofo, desdenhasse do passado, aliás em cima do qual construiu as suas lucubrações.

 - E os desenraizados caminham em cima de que calçada???

 Se não houvesse passado,  Areosa não existiria nem teríamos uma Igreja de Santa Maria de Vinha construída. Nela se celebram baptizados e despedidas. E casamentos também. No entanto, muitos noivos, nela, a única coisa que abraçaram ( e abraçam?) de Areosa foi (é?)...a noiva!

Na parte que me toca abracei uma alfacinha e não foi na Igreja.

Foi na conservatória. E, apesar dos falhanços da nossa administração pública, a coisa ainda se conserva.

Bem conservada numa lata daquelas em que se guarda o bocarte.

Diga-se em abono da verdade que a minha ressalada foi a única parte da capital do império que abracei. Mas  por esta não morri de amores, nem morro. Mas isso não me levaria a não ir em seu socorro se esta Luminosa Fonte fosse atacada por sarracenos ou castelhanos!

 Não iria dar de barato aquilo que tanto custou ao Franco-Leonês que, apesar de filho da estranja, muito lutou para nos deixar um legado que tantas vezes não merecemos.

 Quanto às memórias fico a pensar:

 - Quem não sabe ou se esquece de onde vem, calceta os seus caminhos em cima de que valores, em cima de que referências?

 "Não faz sentido"...dizem os avançados cérebros dos desenraizados!

 Para mim também nada faz sentido...sem o FIRME! (1)

 Aprendi isso na Tropa!

António Alves Barros Lopes

(1) – Por isso defendo Olivença!



















  Igreja de Santa Maria de Vinha de Areosa, tão portuguesa como Olivença.

Imagem em



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Afife por Ser Afife (III)

 

 Afife por Ser Afife (III)

O (II) foi publicado na A AURORA DO LIMA  em 7 de Agosto de 2025.

Aí manifestei o quanto Afife me tem ensinado desde que cá cheguei (de bicicleta), em 1963. E continua ensinando. Desta vez em relação ao Rio de Cabanas em comparação com o  Nosso Areosense, Pégo. 

É que sempre sonhei que no percurso do Nosso Pégo e desde a queda no Poço Negro até à foz, no Gandaral, bem que o leito poderia ser organizado em cascatas sucessivas dando origem a mais Poços do Cascudo, a mais Poços de Anjo, a mais Poços da Baeta. As represas bem que poderiam ser conseguidas com o próprio material (pedras) retiradas do leito.

Que não! Que não se pode. Porque as Hidráulicas. Porque os do Ambiente.      Ou por qualquer outra razão. Ora aqui entra Afife e aquilo que Afife me ensinou e ensina.

Foi exactamente isso que os de Afife fizeram ali na Fátria logo a seguir à represa da água, no  inicio da levada que abastecia o Moinho da Casa da Ponte e depois daí para os Moinhos do Fial. Isto na margem direita do Rio.

E é isso que os de Afife me ensinam agora,  pois apesar das Hidráulicas e do Meio Ambiente, ou de qualquer outra razão, meteram uma giratória no meio do Rio no percurso entre a Ponte do Caminho de Ferro e a Ponte da EN13, alterando o leito do rio e construindo uma defesa nas suas margens.

Ver Fotografia.



 

Mas há uma coisa que os de Afife não ensinam os de Areosa. Estes há muitos anos destruíram a represa de água ali antes da Curva do Gandaral que retinha as águas que seguiam para o Paúl dos Fontes. Com as obras do emparcelamento até os canos em pedra existentes no Paúl desapareceram!

E digo que não ensinam pois fizeram exactamente a mesma coisa. 

No  percurso ente a Ponte do Caminho de Ferro e a Ponte da EN13 destruíram a estrutura antiga da represa que originava a levada de água para os Engenhos existentes a Jusante, na margem esquerda do rio. Sem fazerem o aproveitamento desta (represa) como o fizeram na Fátria.

Ver fotografia



 

Estou muito orgulhoso que por uma vez Areosa se antecipou a Afife.

Afife 03 de Outubro de 2025

António Alves Barros Lopes

( publicada na A AURORA DO LIMA em 16 de Outubro de 2025)

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Outra vez a Palestina

 Perdão...  

"AQUELE  SÍTIO"

Já o publiquei e substituí PALESTINA por 

"Aquele sítio"

A fim de num ferir as susceptibilidades de todos aqueles que argumentam que a Palestina nunca existiu! 

Da mesma forma que tive de substituir os PALESTINIANOS por "os daquele sítio", 

ou seja

"Os sitiados"

Adjectivo, aliás, que se coaduna perfeitamente com a actual situação dos tais "sitiados".

Ver publicações anteriores

https://lopesdareosa.blogspot.com/2025/01/palestina-aquele-sitio.html

https://lopesdareosa.blogspot.com/2023/10/entender-palestina.html

https://lopesdareosa.blogspot.com/2023/10/um-mapa.html

Acontece que encontrei recentemente esta publicação, que remete precisamente a situação a que se chegou, não à "catástrofe" - Nakba - que os Palesti...perdão "os daquele do sítio" situam em 1947, mas sim a 1917 quando os Ingleses conseguiram derrotar o chamado Império Otomano ( os Turcos) 

















































Os "Turcos" foram derrotados em Dezembro de 1917          quando as tropas Britânicas comandadas pelo Marshal de Campo  Edmund  Allenby, conquistaram Beersheba,          Jafa e Jerusalém, ocupando Damasco no ano seguinte. 

Com a particularidade de (os Britânicos) terem sido apoiados pelas tribos (muçulmanas) "lá do sítio" estes na esperança de que conquistariam a independência 

(em relação aos turcos - como é evidente) 

- Ler -  "Os Sete Pilares da Sabedoria", de T.E. Lawrence

Bem lhes pagaram os Ingleses com a tal declaração de Balfour.

E com o mandato de "mandarem" na Pales... perdão "naquele sítio", - que durou até 1949. 

 Mandato da Liga das Nações 1922 -

E agora pergunta-se 

- Com que legitimidade???

Com que direito Ingleses e já agora franceses, se deram ao direito de decidir a divisão de um território que não lhes pertencia!

Apenas o direito do poderio das armas.

Nem se pode falar em colonialismo pois tanto Franceses como Ingleses não colonizaram a Pales... perdão "Aquele sítio".

Foi um acto de puro imperialismo!

E  deram-se ao luxo de desenharem no mapa a partição daquele sítio. 

Primeiro em 1916 no acordo chamado Sykes-Picot oficializado em 1920 no acordo de S. Remo. 

( Estes, Sykes e o tal Picot funcionários, britânico e Francês respectivamente, que dizem estarem bêbados quando rabiscaram os mapas)

E depois já na vigência do tal mandato  que curiosamente fala em MANDATE FOR PALESTINE



E pelo meio há a tal Declaração de Balfour -  1917 -  o tal ministro britânico que se permitiu prometer aos Judeus um pedaço da Pales... perdão "daquele sítio" ( - Com que direito?  Perguntaria eu)

Mas e apesar de tudo e como bem salienta F. Falcão Machado, a tal declaração de Balfour previa que 

...nada seria feito que pudesse atentar contra os direitos civis e religiosos das colectividades não judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e estatuto Politico de que gozam os judeus em qualquer país"

E afinal o que aconteceu???

Os Ingleses e já agora a Sociedade das Nações, cagaram-se nos seus próprios compromissos.

E mandaram à merda Hussein bin Ali e as promessas (1915-1916) de Sir Henry McMahon que lhe garantiu o apoio daquele e a  revolta árabe contra o Império Otomano. 

A paga foi o que seguiu até hoje. 

Os Pales...perdão, "os daquele sítio" serão corridos de lá para fora!

E o último esperneanço dos "sitiados" foi o tal 7 de Outubro de há dois anos. Uma carnificina parecida com aquela que aconteceu no Norte de Angola em 1960. E nessa altura foram os terroristas da UPA. Hoje estão no poder. (Senão eles os herdeiros)

Por isso essa coisa do terrorismo é muito volátil. 

Hoje terroristas amanhã libertadores pois lutaram pela independência.  

(P.e. Os Judeus - a IRGUN -  que, em 22 de Julho de 1946,  dinamitaram o Hotel Rei David em Jerusalém e mandaram para o galheiro mais de 90 pessoas na sua maioria oficiais britânicos.)

Aconteceria o mesmo com o "Hamas" se alguma vez tivesse peito para fazer frente aos Israelitas.

Mas não tem! 

E os Pales...perdão os daquele sítio, não tendo quem os defenda, serão de lá corridos definitivamente.

Gaza será destruída

Então a "guerra" acabará e o Trump ganhará o Nobel porque conseguiu acabar com mais uma guerra!

E num haverá Palestina para ninguém. 

A Cisjordânia será Israelita.

E Gaza será o tal ri - sorte à beira mar Mediterrânio plantado!

Tone do Moleiro novo dixit