quarta-feira, 17 de junho de 2026

A concertina é uma mulher. A felicidade é uma concertina

 Num fui eu o inventor desta acomparação.

Já vem de Setembro de 1992 o título de Helder Pacheco, no JN.

Ver - https://lopesdareosa.blogspot.com/2016/09/a-felicidade-e-uma-concertina.html

E é por alturas da década de noventa, que foi divulgado o mito urbano de que as concertinas teriam caído em desuso!!!

As concertinas nunca caíram em desuso!

O que aconteceu é que o interesse por esse instrumento aumentou exponencialmente... num fenómeno que nem sequer é português.

Na Colômbia desde a década de sessenta.

Na Catalunha e País Basco desde a década de setenta.

No Texas e no Norte do México nunca deixou de ser tocado.

E Etc. Etc. Etc.

...e aqui no Alto Minho muito para isso contribuiu o Augusto Canário e os encontros de tocadores promovidos pela INATEL.

Se assim não fosse como se explicaria o aparecimento do Pedrosa em Fontoura, ou do Vintena de Barcelinhos e tantos outros...quando o Ferreirinha dos Arcos e o da Retorta em Monção já começavam a fazer parte da História.

Esquecendo que nem só no Alto Minho se tocava concertina. 

Macinhata do Vouga (p.e.) num ambiente a que eu chamo a Escola de Águeda onde por isso mesmo apareceram os DANÇAS OCULTAS   ( e num foi por acaso).

- Como se explicaria então que no primeiro encontro promovido Pelo INATEL (1996) aparecessem no Santiago da Barra mais de cinquenta tocadores. ???

Do nada decerto que não!

E nem sequer os encontros de tocadores era inédito por estes lados.

Na década de Sessenta o Delfim dos Arcos ganhou o primeiro prémio num em Ponte de Lima.

Nas Argas e nos fins de setenta o Nelson de Covas foi eleito o melhor tocador. Noutro ano fora o Bouça Lavrada.

Em 1995 houve um encontro de tocadores, promovido pela Senhora Odete Lima de Argela,  no Casino de Afife (onde conheci o Ruka Nogueira de Matosinhos)

E outros um pouco por todo o lado.

Eu próprio participei, em 25 de Março de  1987 num encontro de tocadores promovido pelo Presidente da Junta de Orbacém, Manuel Mesquita. Um baile da  Serração da Velha, no centro cultural de Orbacém.

Isto com os melhores tocadores de concertina e acordeão do Alto- Minho.

Eram eles

O Nelson Vilarinho de Covas

O Fernando Fernando (saudade da Cruz Velha)  do Suajo-Arcos

Armindo Pereira do Cerquido 

Manuel Pocinha de Gondar

Américo Rego de Orbacém

João Zenhas de S-Martinho de Coura ( Vejam lá!)

o Salvador (M.) de Covas (o caralhão)

Manuel Redondelo de Orbacém

António Fernandes de Arga de S. João ( Santo Aginha)

e muitos outros.

Nestes outros apareceram , o João Vilarinho o Alexandro do Amonde o Manuel Mesquita, O Américo Pires de Gondar e o Lopes de Areosa.

Para os arquivos ficou o panfleto da Gráfica do Minho em Caminha.  que aqui vai



Tudo isto e com o contributo do António Fernandes de Santo Aginha, demonstra duas coisas 

Que as concertinas num tinham caído em desuso e a outra. 

Nem no Alto Minho nem em Vairão onde o Senhor Helder Pacheco (em 1992) tirou as suas conclusões filosóficas.



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