quarta-feira, 8 de março de 2023

Há poemas assim!

 

Há poemas assim.

Surrealistas!

Num tentem entender!

– Nem eu consigo explicar!

 

Antes de mim

Durante mim

Depois de mim

 

Antes do vidro

Durante o espelho

Depois  escaravelho

 

Antes de velho

Durante a vida

Depois esquecida

 

Antes da água

Durante a fervura

Depois não dura

 

Antes da semente

Durante a sementeira

Depois da peneira

 

Antes da chuva

Durante o vento

Depois desalento

 

Antes o sonho

Durante a esperança

Depois a matança

 

 

Antes do que vive

Durante o que mata

Depois da bravata

Vem o escaravelho

E come a batata!

 

Isto cheira-me a Beckett. Mas não lhe digam nada!

Tone do Moleiro Novo

 

 Nota. Já em 9 de Março.

Poderia também acabar assim:

"Depois da sementeira

se antes não mata

vem o escaravelho 

e come a batata."

Contributo da Maria d'Agonia. 

Versos interactivos. 

Com o compromisso de repartir o Nobel.


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