quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Primeira Guerra Mundial

Este texto foi-me facultado pelo meu amigo e camarada de trabalho nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Carlos Palma. Ulisses, fez de Viana a sua Dublin, na sua odisseia pelos seus cafés. 

Atleta notável do nosso Vianense, espalha a sua imaginação pelos amigos a quem mostra as amostras do seu génio.

Esta texto também poderia ser intitulado:


"A história de como um combatente, minhoto decerto, na primeira Guerra Mundial, se encontrou, em 1969, na Lua, com AMSTRONG E COLLIN."

Mas no original é:

"A fuga do paralítico para a LUA"

"Estavamos em 1918, depois da batalha de Verdun e Smme, quando o Império austro-hungaro e o otomano, assinaram o armestício.

Nas trincheiras e crateras, ficaram feridos e mortes, pelas bombas da artilharia e pelo esgaseamento-armas químicas. Era o início de armas da produção de armas bacteriológicas. 

Numa dessas crateras estava, um soldado português, do corpo expedicionário. Que fora mandado para a França, no então famigerado governo republicano, liderado por Afonso Costa.

Entretanto o soldado português no meio do seu delírio começa ver-se no espelho da vida: de sua graça ANTÓNIO, o seu cerebo vagueava, iluminando sua vida 

Quando acorda dá-se sem uma perna e com visão que lhe era proporcionada da sua cratera, via um astro azul totalmente espetacular.

Logo se começou a interrogar
- Onde é que eu estou? 
Reparou que estava sòzinho. E assim curioso reparou que tinha a seu lado uma moleta.
Levantou-se com bastante esforço e andou, andou.
Era uma terra estranha, muito cálida e plácida.
Não encontrava ninguém, e de buraco em buraco, lá foi ele tomando conhecimento, e reconhecimento do terreno.
Depois, estafado, sentou-se e perguntou:
- O que é que eu vou comer?
Viu umas flores, aproximou-se e arrancou uma e triturou-a, com os seus dentes. Curiosidade, sentiu-se mais forte e a rejuvenescer. Entretanto foram-se, passando os anos, ou o tempo como queiram insinuar.
e António continuava a explorar, as crateras.
Pensando que aquilo deveria ter sido feito pelos bombardeamentos.
Lá foram passado os anos, até que um dia, do seu posto de observação Reparou num avião que deslocava-se em direcção a onde ele estava. e interrogou-se e pensou que deveria ser um avião protótipo.
Ergueu-se e foi ao encontro da nave. Esta tinha aterrado e dela saira de uma porta um piloto; descendo por uma escada. 
A vestimenta que ele trazia e estava usando, pensou que era contra a guerra química. António que era a... anulagem.
O individuo, que falou e disse. 
- É um pequeno passo para o homem, e um grande passo para a humanidade.
Era nem mais do que AMSTRONG.
O seu colega que desceu da nave, se eu bem me lembro era o COLLIN.
António, aproximou-se cada vez mais, e começou a gritar.
- Amigos...amigos.
Os dois viajantes do espaço, ao verem aquele humanóide, sussuram e fugiram para a nave. refugiando-se daquela criatura.
Estávamos, no ano terráquico  de 1969.
Entretanto o velho soldado português pegou na sua espingarda e fez alguns, disparos para o céu. Que ecoaram para todo o lado. Com o estrondo era o ocaso, de dia passado, pois nesse mês, sobre o épico final de guerra.
António, abriu os olhos, reparando que o sítio onde estava era um hospital, pelas vestes das enfermeiras, que naquele tempo se chamavam abadessas.
Olhou para a direita, e viu ao seu lado, um homem vestido de bata branca e deduziu, que era um médico. Era na verdade um médico, e este falou-lhe.
- Soldat, vous avez trés sort.
ANTÓNIO, espantado perguntou onde estava. Uma das enfermeiras respondeu-lhe em poucas palavras.
- Em FRANÇA, mas que iria para Portugal, o mais rápido. Pois estava em convalescensa.
Ele próprio se questionava por onde tinha andado, depois de ter perdido os sentidos. Na batalha de La Lys, se era assim que se chamava aquela terra. Pediu um copo de água, e pôs-se a olhar para a água do copo, pensando que fosse onde fosse, estava vivo.
Verificou que afinal tinha a perna direita. Contràriamente com a situação anterior, onde tivesse andado.
Passado tempo regressou.
Foi o final feliz para este soldado, e todos, do corpo expedicionário PORTUGUÊS."

Assinado Carlos Palma.

Aqui chegado, fico-me na imaginação do Palma que conseguiu vislumbrar flores nas crateras da Lua e mesmo até nas crateras de Somme.


Depois, aquele detalhe dos astronautas fugirem do desgraçado!


Depois, se algum spilbergue ou algum lucas se lembrar de passar ao cinema um encontro entre um combatente da guerra mundial com os homens que pela primeira vez pisaram a Lua apenas assim ou com as crateras como elo de ligação, sem pagar ao Palma royalties,  terão de se haver comigo.


Por fim, espero que os de Viana se lembrem de lembrar condignamente o embarque, na estação,   dos nossos combatentes. Foi em Abril de 1917. Próximo está o centenário portanto!


lopesdareosa





Sem comentários:

Enviar um comentário