Como fui ouvido como testemunha no caso dos limites de Areosa com Monserrate.
Como ouvi na presença ( e tenho a respectiva gravação) as declarações de outros testemunhos sem que pudesse, também como testemunha, interferir ou contraditar essas declarações - o processo não o permite! - :
Venho informar todos aqueles que se possam interessar pelo assunto daquilo que seriam as minhas considerações acerca de (quase) tudo aquilo que ouvi e que ao processo me está vedado fazer chegar.
Trata-se de um documento dinâmico que vai ser e sendo enriquecido com o tempo.
Servirá de base para um trabalho mais detalhado sobre Areosa e seus arredores.
Por isso será sempre acrescentado com notas complementares aos itens constantes ou também com novos itens.
Como nota final vou contar-vos um episódio passado na Assembleia de Freguesia de Areosa.
Numa reunião, enquanto Presidente, ( e consta na respectiva acta) amargurei um dia que me considerava um fracassado como autarca - mas que iria dar um bom historiador.
Não o sou de papel passado. Nem tão pouco sou farol de cultura. Desta, sou apenas consumidor e espero sempre, dos outros, que alguém me ensine alguma coisa como me ensinou o Mário Viana.
Mas estou mesmo convencido que se o fosse daria um bom historiador.
Dada a paisagem não seria dos piores.
Ver ao que me refiro AQUI
tone do moleiro novo I - O Chato.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
quarta-feira, 30 de maio de 2018
O Arco de Santo António
Tenho vergonha que o meu nome sirva para isto:
JN de ontem 29 de Maio de 2018.
Primeira pergunta
- Como é possível que uma estrutura destas custe hoje entre seis e sete mil euros para
que se possa reduzir em cinco mil e passar a custar entre mil e dois mil euros???
Segunda pergunta
- Para que é necessária uma equipa italiana para estudar o assunto???
Terceira pergunta
- A engenharia portuguesa não terá habilitações para tal?
Minha proposta ( face aos exemplos que conheço)
Forneçam-me o projecto ( ou então faço-o eu!) que me comprometo a construir arcos por novecentos euros. Meto quatrocentos limpos ao bolso. Com os outros quinhentos compro o material, corto, maquino, monto e soldo e ainda sobra dinheiro.
Nota importante: Atenção isto em aço normal. Se for em ouro não consigo garantir esse preço! Nem tão pouco me venham com a treta da envergadura dos tractores. Estou a falar na mediania!
- AH! mas é necessário que o arco esteja homologado!!!!
Imaginem agora a empresa ou empresas que obtiverem o tal direito à homologação.
Irão fabricá-los em ouro decerto!
Depois os desgraçados de sempre pagarão as respectivas multas.
Uns por não levarem o Arco.
Os outros, apesar de o levarem, por não estar homologado. (Mesmo que sirva para evitar os tais acidentes).
Nota da redacção
Vão a
https://www.olx.pt/anuncio/santo-antnio-arco-de-segurana-para-tractores-IDyJCl9.html
que arranjam um por 75,50 Euros ( lá se vai o meu negócio!)
tonedomoleironovo I - O Chato
JN de ontem 29 de Maio de 2018.
Primeira pergunta
- Como é possível que uma estrutura destas custe hoje entre seis e sete mil euros para
que se possa reduzir em cinco mil e passar a custar entre mil e dois mil euros???
Segunda pergunta
- Para que é necessária uma equipa italiana para estudar o assunto???
Terceira pergunta
- A engenharia portuguesa não terá habilitações para tal?
Minha proposta ( face aos exemplos que conheço)
Forneçam-me o projecto ( ou então faço-o eu!) que me comprometo a construir arcos por novecentos euros. Meto quatrocentos limpos ao bolso. Com os outros quinhentos compro o material, corto, maquino, monto e soldo e ainda sobra dinheiro.
Nota importante: Atenção isto em aço normal. Se for em ouro não consigo garantir esse preço! Nem tão pouco me venham com a treta da envergadura dos tractores. Estou a falar na mediania!
- AH! mas é necessário que o arco esteja homologado!!!!
Aqui é que a porca torce o rabo. Já estão a ver! No seguimento da notícia coloca-se a hipótese de oitenta mil tractores serem obrigados a montar os tais arcos. Isto quer dizer que custando, cada, em média mil e quinhentos euros ( pelo barato e com o tal desconto) está em causa, no limite, um negócio de cento e vinte milhões de euros (120 000 000 Euros).
Irão fabricá-los em ouro decerto!
Depois os desgraçados de sempre pagarão as respectivas multas.
Uns por não levarem o Arco.
Os outros, apesar de o levarem, por não estar homologado. (Mesmo que sirva para evitar os tais acidentes).
Nota da redacção
Vão a
https://www.olx.pt/anuncio/santo-antnio-arco-de-segurana-para-tractores-IDyJCl9.html
que arranjam um por 75,50 Euros ( lá se vai o meu negócio!)
tonedomoleironovo I - O Chato
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Morreu António Arnaut
E aparecerem as carpideiras do costume!
Dizem que foi o Pai do SNS - Serviço Nacional de Saude.
Mas esquecerem que aquando da aprovação do diploma que o criou, VOTARAM CONTRA!
Em 17 de Maio de 1979 aquando da aprovação do projecto de Lei nº 157/I sobre o SNS que daria lugar à Lei 56/79 Votaram contra: o CDS e o PSD de Marcelo Rebelo de Sousa.
E a Lei 56/79 lá saiu e o SNS foi instituído!
Mas já em 1990 os que em 1979 votaram contra apanharam-se na mó de cima, aprovaram e fizeram publicar em 24 de Agosto a
Lei n.º 48/90, Ver Diário da República n.º 195, I Série, de 24.08.1990
Que mais não foi que uma porta de abertura para o desmantelamento do SNS.
Verhttps://observador.pt/2015/12/27/ps-lembra-marcelo-votou-lei-bases-do-servico-nacional-saude/
Já em 2017 Marcelo Rebelo de Sousa é operado de urgência, a uma hérnia, no hospital Curry Cabral, no âmbito do SNS. Os elogios ao SNS estão enquadrados em
http://guardiao-ao.com/index.php/2017/12/31/marcelo-rebelo-de-sousa-elogia-servico-nacional-de-saude-a-saida-do-hospital/
da seguinte maneira:
QUOTE
Muito recentemente a 16 novembro 2017, António Arnaut e João Semedo lançam o livro
"O Presidente da República lamentou hoje a morte do antigo ministro António Arnaut, lembrando-o como um “cidadão impoluto” que foi um “lutador pela liberdade e pela democracia” e “criador do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
Mais à frente:
Nota da redacção
"Aparecerem e "Esquecerem", no primeiro e terceiro parágrafo é bem escrito! É a consequência do AO que eu fiz com Jorge Jesus que por sua vez deu forma universal ao "forem ao mar e não trouxerem peixe" da nossa Ribeira!
Dizem que foi o Pai do SNS - Serviço Nacional de Saude.
Mas esquecerem que aquando da aprovação do diploma que o criou, VOTARAM CONTRA!
Em 17 de Maio de 1979 aquando da aprovação do projecto de Lei nº 157/I sobre o SNS que daria lugar à Lei 56/79 Votaram contra: o CDS e o PSD de Marcelo Rebelo de Sousa.
E a Lei 56/79 lá saiu e o SNS foi instituído!
Mas já em 1990 os que em 1979 votaram contra apanharam-se na mó de cima, aprovaram e fizeram publicar em 24 de Agosto a
Lei n.º 48/90, Ver Diário da República n.º 195, I Série, de 24.08.1990
Que mais não foi que uma porta de abertura para o desmantelamento do SNS.
Depois, como candidato presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa proclamou em 2015, em tempo de propaganda eleitoral, que sempre tinha apoiado o Estado Social e que tinha votado a favor da Constituição de 1976. Invocando perante as câmaras das televisões ter já uma idade considerável e que, desde o início, sempre ele e o seu partido tinham apoiado o SNS. Escamoteando que o partido a de onde vinha tinha votado em 1979 contra o SNS. E que esse mesmo partido tinha promovido a tal Lei 48/90 que abria a porta ao desmantelamento desse mesmo SNS.
Já em 2017 Marcelo Rebelo de Sousa é operado de urgência, a uma hérnia, no hospital Curry Cabral, no âmbito do SNS. Os elogios ao SNS estão enquadrados em
http://guardiao-ao.com/index.php/2017/12/31/marcelo-rebelo-de-sousa-elogia-servico-nacional-de-saude-a-saida-do-hospital/
da seguinte maneira:
QUOTE
O Presidente da República elogiou hoje o Sistema Nacional de Saúde (SNS), onde disse ter sido tratado de forma “inexcedível”, à saída do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, depois de operado na quinta-feira a uma hérnia umbilical.
Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu à equipa médica, pessoal de apoio, à unidade hospitalar “e, no fundo, ao SNS” o apoio e a forma “inexcedível” como foi tratado nestes três dias de internamento.O Presidente manifestou-se “feliz por ter feito uma escolha” que foi a de fazer a sua intervenção cirúrgica no SNS, “onde era natural que fosse”.
“Com todos os altos e baixos, o que tem de bom e o que tem de mau, o SNS é uma conquista da democracia portuguesa muito importante e eu desejo as maiores felicidades agora, neste começo de ano em que vai ter, como é todos os anos, um surto de gripe para enfrentar e certamente enfrentará bem”, afirmou o Presidente.UNQUOTE
Muito recentemente a 16 novembro 2017, António Arnaut e João Semedo lançam o livro
Salvar o SNS - Uma Nova Lei de Bases da Saúde Para Defender a Democracia.
Propondo-se neste, recuperar o SNS e devolver aos cidadãos uma saúde pública
digna de uma democracia sã.
António Arnaut morre! Aparecem os louvaminhices dos que sempre desprezaram a obra do Homem muito embora de algo dela tivessem tirado vantagens. Ver em
"O Presidente da República lamentou hoje a morte do antigo ministro António Arnaut, lembrando-o como um “cidadão impoluto” que foi um “lutador pela liberdade e pela democracia” e “criador do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
Mais à frente:
"O Presidente da República destacou a forma como o socialista era “sensível à justiça e à solidariedade”, acrescentando: “Daí ser o criador do SNS que é, porventura, uma das expressões máximas da solidariedade social acolhida na nossa Constituição”.
Não sem antes dizer;
"Em declarações aos jornalistas, à saída do quartel dos bombeiros de Vila Nova de Tazem, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que António Arnaut foi “proponente de uma reforma do SNS há muito pouco tempo”.
O que é um espanto. Dado que a reforma do SNS que Arnaut propôs em Dezembro que fosse feita era precisamente para reformar não o seu SNS de 1979, (não aprovado pelo partido do Marcelo), mas sim o SNS de 1990 aprovado no tempo das vacas gordas do Cavaquismo! - Lembram-se???
Para que não haja dúvidas aqui vai a mensagem que Arnaut enviou ao III Congresso da Fundação Para a Saúde SNS, que se realizou em Coimbra, no final da terceira semana de Maio. Morreu passados três dias!
Quote
“Sem carreiras, que pressupõem a entrada por concurso, a formação permanente, a progressão por mérito e um vencimento adequado, que há muito defendo seja igual aos dos juízes, não há Serviço Nacional de Saúde digno deste nome. A expansão do sector privado, verificada nos últimos anos, deveu-se a esta desestruturação e ao facto de a Lei 48/90 considerar o SNS como um qualquer subsistema, presente no ‘mercado’ em livre concorrência com o sector mercantil. É a filosofia neoliberal que visou a destruição do Estado Social e reduziu o SNS a um serviço residual para os pobres.” Unquote
Não há nada como morrer para serem reconhecidas as qualidades de cada um. Pena que não seja em vida!
"Aparecerem e "Esquecerem", no primeiro e terceiro parágrafo é bem escrito! É a consequência do AO que eu fiz com Jorge Jesus que por sua vez deu forma universal ao "forem ao mar e não trouxerem peixe" da nossa Ribeira!
tone do moleiro novo I, autoproclamado "O Chato"
As ZIF's e a agricultura tradicional.
No passado dia 21 de Maio, o JN publicou duas peças aparentemente independentes mas complementares.
Aqui vão
E
Quanto à primeira, é a história do com a verdade me enganas ao revés.
Nesta, com uma imprecisão se diz uma verdade!
Ardeu dentro ou fóra da ZIF???
P.E. Se no nosso monte de Santa Luzia deflagrar um incêndio, pode dizer-se que apenas uma área ZIF está a arder, dado que foi desenhado um perímetro ZIF que engloba todo o monte de Santa Luzia (e não só!).
No entanto dentro desse perímetro há propriedades não aderentes.
- E estas deixariam de de arder mesmo que as outras aderentes ardam?
Não acredito. E um dia que as propriedades, lá da Casa do Moleiro Novo, não aderentes à ZIF mas dentro do seu perímetro, ardam, vou indagar de onde veio o incêndio e depois responsabilizar a ZIF envolvente pelo que nos suceder.
Na certeza porém que se todo o território florestal fosse coberto de perímetros ZIF em caso de incêndios não os haveria noutro lado qualquer, para arder, fora das ZIF, pela simples razão que esses espaços não existiriam.
Há sim que analisar se as ZIF's nos livram de incêndios ou pelo menos que os minimizem.
E pelo que vejo não acredito que nos sirvam de muito. A noticia o confirma!
Mas no Barroso não! Pelos vistos! Segundo a segunda notícia.
Mas foi preciso virem cá as Nações Unidas reconhecer uma coisa de que os nossos governantes nunca quiseram saber. Da convivência e conivência, da lavoura com o território.
E vai d'aí
PATRIMÓNIO AGRÍCOLA MUNDIAL!
E na noticia de que a Agricultura tradicional garante qualidade termina com um seteitemente deveras surpreendente.
Gonçalo Ribeiro Telles sempre pregou a mesma coisa. Para os peixinhos!
Resta agora perguntar se os do Barroso ganham alguma coisa com isso.
- Será que, por manterem os seus montes limpos, minimizando os incêndios, lhes chega algum aos bolsos???
NA MINHA TERRA TAMBÉM NÃO.
Mas não admira. A agricultura que por cá se pratica não se enquadra nos parâmetros da tradicional. Não há aproveitamento da limpeza dos montes. O Montes não são limpos. Os poucos que o fazem não são apoiados por isso!
Logo
O MONTE ARDE!
Mas depois não faltam os cartos para pagar o combate aos incêndios.
tone do moleiro novo I - Auto proclamado "O Chato"
Aqui vão
E
Quanto à primeira, é a história do com a verdade me enganas ao revés.
Nesta, com uma imprecisão se diz uma verdade!
Ardeu dentro ou fóra da ZIF???
P.E. Se no nosso monte de Santa Luzia deflagrar um incêndio, pode dizer-se que apenas uma área ZIF está a arder, dado que foi desenhado um perímetro ZIF que engloba todo o monte de Santa Luzia (e não só!).
No entanto dentro desse perímetro há propriedades não aderentes.
- E estas deixariam de de arder mesmo que as outras aderentes ardam?
Não acredito. E um dia que as propriedades, lá da Casa do Moleiro Novo, não aderentes à ZIF mas dentro do seu perímetro, ardam, vou indagar de onde veio o incêndio e depois responsabilizar a ZIF envolvente pelo que nos suceder.
Para chegar à conclusão que para a questão dos incêndios a ZIF nos livra de maleitas depois de morto! E é isso que a notícia nos diz. E seria muito útil saber em termos estatísticos do que é que ardeu nas áreas dentro dos tais perímetros ZIF e do que é que ardeu em áreas em que não há perímetros ZIF definidos.
Há sim que analisar se as ZIF's nos livram de incêndios ou pelo menos que os minimizem.
E pelo que vejo não acredito que nos sirvam de muito. A noticia o confirma!
Porque a prevenção de incêndio assenta na limpeza sistemática que a lavoura tradicional garantia de uma forma racional e organizada tanto no tempo como no espaço. O Monte era mantido limpo. Os matos e o rapume, serviam de cama para o gado. E o processo resultava em estrume que adubava as terras que davam sustento a esse mesmo gado. Na Minha Terra tudo isso acabou com a entrada na CEE. Que segundo dizem foi um sucesso!!!
Mas no Barroso não! Pelos vistos! Segundo a segunda notícia.
Mas foi preciso virem cá as Nações Unidas reconhecer uma coisa de que os nossos governantes nunca quiseram saber. Da convivência e conivência, da lavoura com o território.
E vai d'aí
PATRIMÓNIO AGRÍCOLA MUNDIAL!
E na noticia de que a Agricultura tradicional garante qualidade termina com um seteitemente deveras surpreendente.
"A FAO também valorizou a existência de baldios que são de todos e onde o gado pode pastar livremente, bem como a existência de Casas agrícolas tradicionais, que passam de geração em geração dentro da mesma família."
Resta agora perguntar se os do Barroso ganham alguma coisa com isso.
- Será que, por manterem os seus montes limpos, minimizando os incêndios, lhes chega algum aos bolsos???
NA MINHA TERRA TAMBÉM NÃO.
Mas não admira. A agricultura que por cá se pratica não se enquadra nos parâmetros da tradicional. Não há aproveitamento da limpeza dos montes. O Montes não são limpos. Os poucos que o fazem não são apoiados por isso!
Logo
O MONTE ARDE!
Mas depois não faltam os cartos para pagar o combate aos incêndios.
tone do moleiro novo I - Auto proclamado "O Chato"
sábado, 19 de maio de 2018
DIA da ESPIGA
Foi no passado dia dez de Maio. Dia da Ascensão!
Já falei nisso em
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2011/06/leite-de-mae-e-filha.html
Também falei de MÁRIO CALDEIRA PEDRA em
https://lopesdareosa.blogspot.pt/2017/06/mario-pedra.html
E aqui faço menção ás raparigas de Areosa e à veiga desta!
Já falei nisso em
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2011/06/leite-de-mae-e-filha.html
Também falei de MÁRIO CALDEIRA PEDRA em
https://lopesdareosa.blogspot.pt/2017/06/mario-pedra.html
E aqui faço menção ás raparigas de Areosa e à veiga desta!
Também o Mário Pedra se perdeu no meio dos amores tornados imperfeitos. Despediu-se de nós num recado deixado ao cuidado do seu irmão mensageiro Manuel. Para trás ficou um texto que, tenho as minhas dúvidas que "a dos Rios", "a das Veigas", a dos Fontanários", "a dos Montes", "a de Vinha" de hoje mereça. Mas fica para a posteridade.
AREOSA
Areosa, sítio ameno
onde eu ia à Espiguinha
quando era mais pequeno
Suas veigas são tapetes
Quando do monte se avistam
E as saias das raparigas,
encarnadas tão garridas
Fazem lembrar num instante
Gotas de sangue brilhante
que estão na erva caídas.
Quando chega a primavera
e as papoilas aparecem
As aves em chilreada
Pousam na veiga renovada
E todas juntas oferecem
Trinados maravilhosos
À eterna Mãe Natureza
Que te deu tanta beleza
Desde o Monte até ao Mar
Onde vão ter os regatos
em meandros sinuosos
lutando contra o momento
de terem que te deixar
Areosa, sítio ameno
Onde eu ia à espiguinha
quando era mais pequeno
Mário Pedra
Nota da redacção.
Mário Pedra, um romântico no tempo em que era verdade ver aquela relutância dos regatos lutando contra o momento de terem que acabar a retirada. Hoje o Rio do Pégo corre mais lesto em enxurradas. Depois séca, como que evitando de véspera prolongar o convívio. Lá terá as suas razões!
segunda-feira, 14 de maio de 2018
PRETOS E BRANCOS
Vítimas do colonialismo. Poderia ser!
Esta é a história de um Manso que é preto e um Preto que é manso!
E não se pode dizer que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência pois que não é coincidência. É pura realidade.
Num dia de radiosa cavalgada pelos pinheirais, fotografando a natureza, os arvorigenes não gostaram e o nosso Homem das noticias acabou e seu compay, por ir parar à GNR.
Da gesta se apercebeu mais tarde o também nosso amigo Félix, Chacal e Fora da Lei. Fosse mais cedo e Manso Preto em vez de saxofone fosse de guitarra eléctrica acompanhado, teria que mudar de nome para Chacal Dentro da Lei.
E dedicou as seguintes quadras
Para o amigo Anésio Rente d'Armas.
Saxofonista cubano.
PRETOS E BRANCOS
Duas raças em concerto
Passeando em bom descanso
Seguem, grande, o Manso Preto
e Franzino, o Preto manso
Cedo chegam uns bandidos
brancos, mas a autoridade
logo ali os fez detidos
E os prendeu lá na cidade.
Assim viu-se lá nos bancos
da policia na esquadra
Manso Preto, ladrões brancos
e um preto sem papelada
" Por la Virgem, Diós me acuda
Que no tiengo aqui papel
Já me voy morir a Cuba
Fuzilado por Fidel..."
Consciente o Manso Preto
da questão da papelada
discreto, sugere ao preto
sair p'la porta da entrada
Escapuliu-se o franzino
fugiu tanto, tanto, tanto,
Que no dizer do Alcino
o Preto chegou lá branco!
Félix Ribeiro
NB - A palavra arvorigenes é mesmo assim!
Só espero não ser eu a ir para a cadeia por causa disto!
tonedomoleironovo
Esta é a história de um Manso que é preto e um Preto que é manso!
E não se pode dizer que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência pois que não é coincidência. É pura realidade.
Num dia de radiosa cavalgada pelos pinheirais, fotografando a natureza, os arvorigenes não gostaram e o nosso Homem das noticias acabou e seu compay, por ir parar à GNR.
Da gesta se apercebeu mais tarde o também nosso amigo Félix, Chacal e Fora da Lei. Fosse mais cedo e Manso Preto em vez de saxofone fosse de guitarra eléctrica acompanhado, teria que mudar de nome para Chacal Dentro da Lei.
E dedicou as seguintes quadras
Para o amigo Anésio Rente d'Armas.
Saxofonista cubano.
PRETOS E BRANCOS
Duas raças em concerto
Passeando em bom descanso
Seguem, grande, o Manso Preto
e Franzino, o Preto manso
Cedo chegam uns bandidos
brancos, mas a autoridade
logo ali os fez detidos
E os prendeu lá na cidade.
Assim viu-se lá nos bancos
da policia na esquadra
Manso Preto, ladrões brancos
e um preto sem papelada
" Por la Virgem, Diós me acuda
Que no tiengo aqui papel
Já me voy morir a Cuba
Fuzilado por Fidel..."
Consciente o Manso Preto
da questão da papelada
discreto, sugere ao preto
sair p'la porta da entrada
Escapuliu-se o franzino
fugiu tanto, tanto, tanto,
Que no dizer do Alcino
o Preto chegou lá branco!
Félix Ribeiro
NB - A palavra arvorigenes é mesmo assim!
Só espero não ser eu a ir para a cadeia por causa disto!
tonedomoleironovo
quinta-feira, 29 de março de 2018
Gôta de Gondarém
Uma das pérolas da nossa tradição!
Chegou até nós transportada pelos ferros da lavoura do Tio Benigno. E dos seus Pares.
O Patêgo, o Leando do Milé, a Artemiza do Penedo e a Cândida do Guilhadas, deram-lhe a forma das sombras.
A cantoria, aquele Canto Velho dos de Gondarém, teve prolongamento n'As da Chãozinha!
Chegou até nós transportada pelos ferros da lavoura do Tio Benigno. E dos seus Pares.
O Patêgo, o Leando do Milé, a Artemiza do Penedo e a Cândida do Guilhadas, deram-lhe a forma das sombras.
A cantoria, aquele Canto Velho dos de Gondarém, teve prolongamento n'As da Chãozinha!
E até a pedra morena da Igreja, quando um dia dela não restar senão aquela Lágrima Cósmica, de que fala o Poeta, soltará um ultimo, alegre, saltitante e triste suspiro, recordando ainda os últimos acordes do retrouso da Gôta do Tio Benigno!
Lopesdareosa
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