domingo, 29 de outubro de 2017

José Pacheco Pereira

Um país sem Estado e apenas com impostos

Um dos aspectos que mais aceleraram a devastação do interior foi o processo de privatizações conduzido pelo Governo Passos-Portas.


Por José Pacheco Pereira no Público em 28 de Outubro de 2017, 6:22


Está em

https://www.publico.pt/2017/10/28/politica/opiniao/um-pais-sem-estado-e-apenas-com-impostos-1790538

Vou apenas transcrever dois períodos nos quais são detalhados os dois temas do subtítulo. Com os meus comentários a azul ( a minha cor).


"Os fogos revelaram uma realidade que todos sabiam existir, de que muitos falam — ou melhor, de que muitos enunciam o problema —, mas a que também muitos têm nas últimas décadas fechado os olhos: a devastação progressiva do interior do país. Governos do PS e do PSD-CDS têm uma particular responsabilidade na situação, nos últimos anos dominados pelo “ajustamento”, nos do estertor do Governo Sócrates, numa parte de leão para o Governo PSD-CDS e numa parte igualmente de responsabilidade do Governo Costa. Há processos complexos que muito dificilmente são invertidos, incluindo a demografia com o seu rastro de envelhecimento, desertificação, falta de jovens e crianças, encerramento de escolas e ausência de força vital, implosão empresarial, mas há processos humanos, demasiado humanos, ou seja, políticos, que acentuam o caminho para o desastre que se verificou nos últimos dias, com concelhos que praticamente arderam todos, pessoas, casas, empresas, infra-estruturas, tudo." Unquote 

Em primeiro lugar a prosa insere-se naquilo a que chamei de                                                  A OCASIÃO FAZ A OPINIÃO.
      
Em segundo lugar, para JPP,  o Processo Histórico começou "nas últimas décadas"! Fecharam os olhos a quê?  JPP não explicita!  Mas vou eu fazê-lo. 
Fecharam os olhos a um país escangalhado por duas décadas de poder absoluto do cavaquismo!  Durante dez anos de fundos estruturais o país foi entretecido para arder!  A agricultura que ocupava e cuidava do território foi destruída. O interior foi despovoado. A litoralização do país foi a consequência da politicas e dos dinheiros da coesão. Empenhou-se o país ao betão e cimento armado. E se o Senhor JPP nunca ouviu Adriano Moreira ou Gonçalo Ribeiro Telles sobre o assunto pode socorrer-se de um testemunho mais científico - os censos de 1991.
E também pode perguntar, ( não lhe garanto que haja quem lhe responda) para onde foi o dinheiro das ajudas da CEE para desenvolver o interior. Quanto a este assunto aconselho também a ler Patricia Melo

O Segundo tema não deixa de ser curioso

"Um dos aspectos que mais aceleraram a devastação do interior foi o processo de privatizações conduzido pelo Governo Passos-Portas que implicava um conjunto de obrigações de carácter nacional, em que umas ficaram no papel e outras não, apenas entregues à boa vontade das novas empresas privadas. Estas obrigações estão em muitos casos por cumprir perante a passividade dos governos PSD-CDS e PS. O abandono do interior pela EDP, pela REN, pelos CTT, pelas empresas de camionagem assumiu muitas formas — desde o encerramento de muitos serviços de proximidade, como é o caso das estações de correio, à geral negligência que se observa nestes fogos, com a obrigação de manter limpos os locais de passagem de linhas de energia, ou a deterioração dos serviços contratados — e foi duplicado pelo encerramento de muitos serviços públicos. Quem coloca uma empresa em terras onde não há serviços, muitas vezes não há estradas ou são caras, não há transportes, nem sequer um caro e longínquo táxi, não há correios, nem serviços de saúde e não há mão-de-obra mesmo não qualificada?" Unquote

Em primeiro lugar,  já comentei aquela mais recente e sufocante intervenção de Cavaco. - Os revolucionários perderam o pio...

- E os sociais democratas também!  Acrescentei eu!!!  VER AQUI

Em segundo lugar a coisa não é bem assim.

A social democracia está em franca recuperação.

O liberalismo começa a andar pelas ruas da amargura.

Primeiro foi o Abreu Amorim por causa da banca.

Depois o Nuno Magalhães por causa do Siresp.

Está tudo em:
https://porquenaovotoemcavaco.blogspot.pt/2017/10/nuno-magalhaes.html

Agora José Pacheco Pereira vem queixar-se do processo de  privatizações conduzido por Passos Coelho! 

Haja fé irmãos, haja fé!

- Nada está perdido em definitivo! 

( - Onde é que eu já ouvi isto?)


tone do moleiro novo I - autoproclamado o Chato


sábado, 28 de outubro de 2017

VISCA CARALLUNHA LLIURE

Esta já cá canta!

A esta  nem D. Rajoy, nem D. Filipe VI - nem com uma invasão de castelhanos  arrebanhados, - conseguem aplicar o artigo 115 (será 155?).

Viva a República da CARALLUNDIA situada nos quintos do carallo mais velho!


( Já repararam, decerto no erro ortográfico. Como em Carallão os "éles" são dobrados, deve estar aí o erro! - É CARALLUNHA e não CARALUNHA!)

E vivam os revisores da CP que continuam a fazer muita falta!

tone do moleiro novo I - autoproclamado O Chato

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

José Manuel Fernandes

   OBSERVADOR  25/10/2017, 
INCÊNDIOS

Tempo de falar do país que Lisboa não sabe que existe.


Nem me vou dar ao trabalho do copy/paste.

Este vem no seguimento de  SILVA PENEDA

e de A OCASIÃO FAZ A OPINÃO


- Então só agora é que é tempo de falar do país que Lisboa não sabe que existe???

- Porque tudo ardeu?

- Porque morreu gente?

- E desde quando ou quando é que Lisboa sabe ou soube que existia um país para além da Capital?

 - Nunca, ou quase nunca Sr. Fernandes! E desse desprezo temos o país que temos! 

- Um país para arder!

- Porque não falou antes senhor Fernandes???

- E se falou porque é que diz que agora é que é tempo....?

- Poderia dizer como o Cavaco: - Eu já tinha dito...!!!

Mas se assim dissesse testemunharia que afinal essa coisa de Lisboa não saber que  existia o tal país, já vem detrás.

mas o que já vem detrás enxovalharia os seus ídolos! 

E  há que dar a ideia que só recentemente é que Lisboa anda distraída! 

- Malandriiiiice  Senhor Fernandes!

Mas o mais inenarrável é o Senhor Fernandes trazer o testemunho de Ribeiro Telles para o seu texto.

Se ler e ouvir com atenção Ribeiro Telles verificará que Lisboa nunca reparou que existia um país para além da Capital. 

Isto pode aplicar-se à década de Setenta.

Isto pode aplicar-se à década de oitenta, de noventa e daí para cá.

Mas por essas alturas o Senhor Fernandes nunca disse que era tempo etc. e tal:

Mas nunca Ribeiro Telles desistiu de pregar aos peixinhos!

Repare que num dos poucos instantes em que Lisboa reparou na  tal "paisagem"
foi quando Ribeiro Telles esteve no Governo. No tempo da tal AD. 

Ouça com atenção a entrevista de Ribeiro Telles a Maria Flor Pedrosa  em dezembro de 2011

Principalmente na Parte a que se refere ao então Presidente Cavaco que transcrevo

Quote
MFP - Sr. Professor ultimamente o Presidente da República, o Professor Cavaco Silva, tem falado muito no regresso à terra Como é que o Sr. Professor olha para isso!
GRT- Bem eu comecei a pensar nisso... Quem me fez pensar nisso... Primeiro estive sempre por circunstância pessoal muito ligado ao problema da terra e como disse ao problema do mar principalmente o alto mar depois estive sempre ligado á terra e lembro perfeitamente do bispo D. António Ferreira Gomes bispo do Porto que fez um texto muito interessante que me chocou para toda a vida que se chamava a Miséria Imerecida do Nosso Mundo Rural. Portanto sem uma recuperação do nosso mundo Rural para não ser considerada uma situação atrasada rotineira, pouco digna, na sociedade portuguesa  sem essa recuperação do Mundo Rural na sua essência global não pode haver uma recuperação da agricultura.
MFP - Você acha que este apelo do Presidente é tardio é desconectado com aquilo que Portugal tem vindo a fazer ao longo do tempo?
GRT- Sim se sentiu essa vontade o mais que posso dizer é que é muito tardio e agora necessita de se concretizar e em quê!
MFP- Era isso que lhe queria perguntar:
GRT  - Essa pergunta tem de a fazer ao Senhor Presidente.
MFPQuando tiver oportunidade farei
Unquote

Ou seja, o senhor Fernandes é também daqueles a quem a idade ensinou alguma coisa!

Aconteceu a Cavaco e tornou-se moda no meio dos sulistas, elitistas e liberais!

- Acordou, mas acordou tarde!

Vou ser mais aproveitador e condescendente!

- Acordou tarde. Mas acordou!

PS- Compostagem em construção pois tenho que cuidar da minha nai que, com 95 anos, continua à espera que eu chegue a casa sem me constipar.




tone do moleiro novo I . autoproclamado O CHATO


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A única igreja do mundo virada de costas para o mar!

Eu fico sem fala!

Tanto conhecimento!!!

A única igreja do mundo virada de costas para o mar!

http://visao.sapo.pt/atualidade/visao-portugal/2017-08-21-Um-video-para-sobrevoar-a-capela-do-Senhor-da-Pedra-a-unica-igreja-do-mundo-virada-de-costas-para-o-mar



As imagens de Joel Santos e Magali Tarouca são fantásticas!

Mas o texto! 

- Valha-nos Deus!

- A qual mundo se refere o autor?

- Já visitou Portugal?

- Já passou por S. Bartolomeu?















Não se dê a esse trabalho. O mar, na fotografia e na realidade, está lá por detrás!

tone do moleiro novo I - autoproclamado O Chato

Silva Peneda

Este texto também poderia ser intitulado

FALTA  OUSADIA  NO  PACOTE

Normalmente atiro com o lixo político para uma quemua localizada em

https://porquenaovotoemcavaco.blogspot.pt/

Mas neste caso  e como o assunto e os intervenientes são sérios, vai aqui! 

Li em 
https://www.jn.pt/opiniao/paula-ferreira/interior/a-raiz-do-problema-8867323.html

Um texto sobre o isto é que está a dar no momento!

Da Autoria de Paula Ferreira no JN de 24 de Outubro de 2017.

A certa altura escreve n'A raiz do problema


"O antigo ministro Silva Peneda defendia, no rescaldo do fogo de 15 de outubro, a transferência para o interior de alguns serviços da administração central. Uma proposta ambiciosa que careceria de alguma coragem para ser lançada. Essa "ousadia" falta ao pacote apresentado no passado sábado. Enquanto não houver coragem de deslitoralizar um pouco o país, mudar de facto algo no ordenamento do território, Portugal continuará ardendo."
Unquote

Vou precisar que Silva Peneda foi ministro entre 1987 e 1993. E por essa altura deve ter apresentado estas mesmas ideias em conselho de ministros.

A coisa não deve ter dado grandes resultados pois já o Público em 1994 dedicava uma edição ao problema da litoralização do País. E por essas alturas um tal Valente de Oliveira se lamentava que a coisa deveria andar ao contrário.

Mas o tempo foi rodando, nas patas do meu cavalo ( Geraldo Vandré).

E vai causando mossa nesse tal processo de envelhecimento.

Noutros, abre-lhes o espírito!

tone do moleiro novo I - autoproclamado O Chato!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Super Ministério de Miguel Sousa Tavares


Vi e ouvi ontem na SIC Notícias

http://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2017-10-23-Fica-mal-as-Forcas-Armadas-dizerem-que-nao-tem-meios

Miguel Sousa Tavares defender a ideia de um super ministério.

Dizendo que era uma ideia de Gonçalo Ribeiro Telles, que não duvido! 

Desenvolvida recentemente  por Francisco Louçã.

No seguimento Sousa Tavares propõe:

"Integrar áreas que são afins. E vou para além dele (Louçã). Ele defendia os incêndio as florestas e a agricultura. Eu defendo isso mais o Ambiente mais o Ordenamento do Território. Tudo Junto para que haja uma visão global.  Mas isso tem que ver com o modelo de desenvolvimento que se quer para o país e a abordagem que se faz nomeadamente do mundo rural. 
Aí é que eu gostaria que houvesse uma integração. Que houvesse um ministério para tudo isso, dividido em secretarias gerais e direcções gerais cada uma com a sua especialidade.
Mas que houvesse uma cabeça que quando se está a pensar por exemplo na Reserva Agrícola Nacional que ela estivesse ao mesmo tempo a pensar na Floresta e vice versa. 
Que ao mesmo tempo que estivesse a pensar que esta é a zona para colocar floresta, pode ser protegida ou não e ao mesmo tempo estivesse a pensar no próprio Ordenamento do Território para além do ordenamento florestal. Que  o mesmo tempo estivesse a pensar no ambiente sempre que suscitadas pelos incêndios e por tudo o resto."

Uma visão mais integrada, rematou a Pivot.

Miguel Sousa Tavares

Depois de Ribeiro Telles mas antes de Louçã, já eu publiquei um texto em Junho de 2011 da AURORA DO LIMA VER

https://lopesdareosa.blogspot.pt/2011/06/ministerio-da-agricultura-ambiente-mar.html

António Alves Barros Lopes
Afife

Pedrada na mulher adúltera

Vi e ouvi o baile que D. Januário Torgal deu no Canal 1 antes do meio dia. 24 de Outubro de 2017.

Tudo por causa do tal acórdão do Tribunal da Relação do Porto que invocava a Lei de Moisés para desculpar aquele ou aqueles que zumparam numa desgraçada que teve o azar de, na vida, ter sido amante ( que ama ou amou) dos dois energúmenos que a espancaram. 

O tal acórdão, pelos vistos, sustenta que uma mulher adúltera atenta por isso contra a dignidade do homem e que já nos tempos bíblicos era delapidada até à morte. Logo os coitados (é assim que se chamam aos cabrões cá na minha terra) teriam todo o direito de se vingarem da e na mulher!

D. Torgal lamentou que ao citar a bíblia o tal acórdão tivesse passado ao lado do Novo Testamento naquela parte em que Cristo, presenciando uma cena das tais em que uma adúltera estava na iminência de ser apedrejada, interveio:

- Aquele que nunca errou que atire a primeira pedra. 

Todos se encolheram e Cristo perdoou à mulher.

Esta passagem abriu-me a memória de um outro facto histórico que demonstra quanto os portugueses se espalharam por este mundo e desde tempos imemoriais. 

A Novo Testamento não relata o acontecimento tal qual como o realmente sucedido nessa altura. Escavações e estudos arqueológicos recentes permitiram fazer a reconstituição do que, na verdade,  aconteceu. Da mesma forma que ajudou a demonstrar que, há dois mil anos, os portugueses, já tinham chegado à Palestina.

Assim tudo se tinha passado conforme os livros sagrados até à altura da iminência do apedrejamento.

Cristo que andava por perto apercebeu-se da situação e interveio.

- Párem lá com isso!

- Aquele que nunca errou que atire a primeira pedra! Disse.

Então, do meio da multidão, destacou-se um tal português que por ali andava, de seu nome Silva, que amarrou num calhau e o arremessou em direcção à mulher acertando-lhe em cheio na cabeça!

Surpreendido Cristo exclamou!

- Então tu nunca erraste, irmão???

- Mestre! A esta distância, nunca! Respondeu o Silva



tone do moleiro novo I - autoproclamado O Chato