segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Fogos Florestais Fátima Fado futebol

Com uns meses de atraso dei com

https://www.youtube.com/watch?v=NC-YXN-THJg&app=desktop


Estes comentários de MST aconteceram em Junho no rescaldo dos incêndios de Pedrogão. Morreram então 40 (quarenta???), 45 (quarenta e cinco???). Por essa altura andaram muito preocupados não com os mortos, mas com a lista dos mortos!

Hoje 16 de Outubro pelas 15.00 horas o desbaste já vai nos 30 (trinta!!!). Mais trágico de que  estarmos  perante (mais) uma tragédia é estarmos perante mais uma vergonha! 

Pelo meio dia e meio, estava eu a almoçar com minha nai, disse-lhe que no fim do almoço nos iríamos sentar para ver o Telejornal.

- Já morreram vinte nos incêndios! Disse eu!
- Em Monção??? - perguntou

- Não! - Para os lados de Coimbra! Precisei

O comentário de minha mãe deixou-me estarrecido! Sem fala!

- Tudo pr'a Lisboa. Tudo pr'a Lisboa!
- Não têm uma ideia completa!

Assim! Sem mais!!

E olhei espantado para aquela mulher de 95 ( noventa e cinco) anos, que não mais manuseou livros desde os dez. 
Manuseou sim; agulhas, panelas, roupa, sabão, vísceras de porco, galinhas de pescoço cortado, coelhos mortos à paulada, rabiças de arado, grades, sachadores,  mato, enxadas, foucinhas, gramanhas, erva, vacas, leite ao posto, couves pra Biana, pranchas, cestos e feixes à cabeça, a bicicleta para levar o almoço ao Tone que estudava na escola no Jardim de D. Fernando, uvas na vinha, mosto no lagar, binho nos barris, Etc, etc, etc, etc, etc  Etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc, etc...
 (Não coloco mais eteceteras para não chatear os leitores).

Isto quase ao mesmo tempo que me apercebi de alguns comentários de Nádia Piazza que podem ser consultados em:

https://ionline.sapo.pt/artigo/584156/nadia-piazza-no-interior-aprendemos-a-nao-contar-muito-com-o-estado-

ou

https://sol.sapo.pt/artigo/584157/nadia-piazza-no-interior-aprendemos-a-nao-contar-muito-com-o-
estado-

Fala da auto protecção e resiliência das populações. Da necessidade da sua existência no território e no descalabro da agricultura. Do abandono do interior!

E pergunto a mim mesmo se era absolutamente necessário chegar alguém com sotaque para falar na resiliência e auto protecção das populações. E falo assim sem qualquer constrangimento das xenofovias de que posso ser acusado. ( Quem disso me acusar -  que se Phôda com ph para não melindrar ninguém!)

Refiro-me a alguém que na hierarquia das responsabilidades,  está muito atrás daqueles portugueses que, não tendo sotaque, nunca conheceram, nem conhecem Portugal!

tone do moleiro novo que não os pode ver nem a tiro!

domingo, 15 de outubro de 2017

Ferreira Fernandes

De Ferreira Fernandes (FF) encontrei

Carimbo: o outro 

no Notícias Magazine. Ultima Página.15 de Outubro de 2017

Segundo FF alguém terá carimbado Vargas LLosa, Peruano, de fascista, por ter marchado e discursado em Barcelona a favor da unidade da Espanha. E quem o carimbou terá argumentado desta forma - Então o peruano diria o mesmo há dois séculos aquando da independência do Peru?

Mas o ponto é: (contrapõe agora FF)

- O Perú era então uma colónia e a Catalunha não é uma colónia! Catalunha agora vive em democracia há 40 anos, como o resto da Espanha. e há séculos é parte de um país (Espanha)

Vejamos! Digo eu, lopesdareosa, agora

1 - Catalunha não é uma Colónia! Afirma FF

E se os próprios Catalães considerarem maioritáriamente, hoje, que estão a ser uma colónia de Madrid sobe vários pontos de vista político, cultural, económico...

- Vai a opinião do Sr. FF sobrepor-se aos sentimentos dos Catalães???

A repressão que sobre os catalães se abateu quando apenas queriam votar não será ainda e já indicio de um colonialismo de restivo.

aH1 Era um acto ilegal e contra a Constituição! - Lá iremos a esta nuance!

( A tal constituição não reconhecendo aos povos o direito á autodeterminação não será isso manifestação de um certo colonialismo?)

Então se os Catalães, por causa da constituição, não se podem expressar através do voto vão fazer o quê?
- Pegar em armas como fizeram os Peruanos?
- Não que isso já não se usa!

Estamos em tempos mais civilizados em que essas questões se resolvem livremente votando.

- Mas como se isso vai contra a constituição?


2 - Catalunha não é uma Colónia! Afirma FF

Pois é mas o direito ´dos povos à auto determinação é um principio abstracto e universal conforme a Carta das Nações Unidas, ( Artigo 1) que a Espanha deve ter ratificado.

E esse princípio não está restringido em relação a Regimes coloniais ou repressivos e anti democráticos.

Esse principio está  plasmado na constituição portuguesa (Artigo 7). Mas que, curiosamente, não consta na Constituição Espanhola.

3 - Catalunha não é uma Colónia! Afirma FF

Não será???

Quem não é de certeza uma colónia é a Escócia. Mas não foi por isso que deixou de se fazer um referendo na Escócia no sentido da sua auto determinação!

Como Explica isso Sr. FF???

- Eu sei eu sei a legislação do Reino Unido permite! A constituição espanhola não!

Mas isso que dizer apenas que a legislação do Reino Unido é mais democrática que a Constituição Espanhola!

Não justifica que não sendo Catalunha uma colónia não pode realizar-se um referendo como na Escócia que também não o é!

Dito por outras palavras ser ou não ser uma colónia não é razão para que se realize ou não realize um referendo nesse tal sentido! - A justificação é de outra ordem. Apenas e só porque a legislação do Reino Unido é mais democrática que a Constituição Espanhola. Como já foi dito!

E exactamente no mesmo sentido que FF se referiu á Catalunha, a Escócia vive em democracia há mais de cem anos com o resto do Reino Unido e há séculos é parte desse mesmo Reino Unido! E não foi por isso que o referendo na Escócia deixou de ser realizado!

Mais à frente FF refere-se a Inês Arrimadas, deputada Catalã. E  é comovedor o estado de alma de Inês Arrimadas que depois da declaração de independência de Carlos Puigdemont mostrou um coração com bandeiras da União Europeia de Espanha e da Catalunha. E Ela disse: Não sei como tem o seu coração mas no meu cabem estas entidades, catalá espanhola e europeia, não vou permitir qque o senhor Puigdemont me rompa o coração em pedaços!

Que tragédia mãe do céu. Ecos de sangue latino decerto!

Vejam lá se os Escoceses se preocuparam muito com corações partidos ao organizarem a realização de um referendo para se decidirem sobre a sua autodeterminação!

Mas eu, sr FF, encontrei perto das Ramblas uma desgraçada! Uma Metrixel anónima. Chorava como uma Madalena. Que depois do Rajoy ter ameaçado o Puigdemon com as penas do purgatório, mostrava um coração com as bandeiras  da Catalunha e outra da União Europeia.
Berrava como uma desalmada

- Não sei como tem o seu coração Sr. Rajoy, mas no meu, tão pequenino que ele é, só cabe a Catalunha e a Europa! Não admito que o Senhor Rajoy me rompa o coração em pedaços!

Meu senhor! - Dizia a desgraçada para mim - Não sou monárquica! Eu só queria ser uma cidadã Catalã numa Catalunha republicana e livre! Mas veja, a CEE não me quer independente. O Rajoy não me deixa votar - diz que a constituição não permite - obriga-me a ser monárquica e súbdita do Filipe. Tenho o meu coração, que é pequenino como lhe disse, despedaçado! Meu senhor que há-de ser de mim!

- Não sei o que lhe faça minha Senhora. Disse eu!

- Olhe, há um senhor em Portugal que sabe umas coisas! Chama-se Ferreira Fernandes e escreve no DN e o Notícias Magazine....  ( tentei ajudar)

não consegui dizer mais nada, pois a cabrona da independentista já tinha sido engolida  pela manifestação dos apoiantes de Rey Filipe de 8 de Outubro.

tone do moleiro novo I - O Chato   ( Texto em construção. Ainda há mais)

E o burro sou eu?


A Casa da Constituição d'el Rei Filipe VI e seu escudeiro D. Rajoy

Esta é a parábola da Casa, do Rei, de Rajoy e do Burro!


Consta que no Reino d'el Rey Filipe VI existia um prédio que era a Casa da Constituição.

Esse prédio era tão famoso e importante que lhe chamavam simplesmente - A CASA.


Essa Casa património do Reyno era governada pelo seu escudeiro D. Rajoy que tratava da sua manutenção.

Um dia, El.Rey e seu escudeiro D. Rajoy convidaram-me para visitar a Casa. 

Fui por estes senhores recebidos que me abriram a porta. 

A Casa tinha apenas essa porta que não era uma porta qualquer. 


Essa porta só abria para dentro e quem lá entrasse não poderia sair sem que El. Rey e D. 

Rajoy dessem autorização para que e a abrissem. 


Entrei sem temor  dado ter sido convidado e não haveria razão alguma para ficar lá dentro!


Mas a Casa tinha outras characteristicas, tinha quatro paredes, tinha um telhado e não        tinha janelas nem claraboia.



Uma vez lá dentro, El Rey. D. Rajoy e eu, tudo ficou ás escuras! 

 Porque a casa não tinha janelas, não tinha claraboias e a porta já se fechara!



Estranhei a situação e manifestei o meu embaraço a El Rey e ao seu escudeiro D. Rajoy.


O Escudeiro D. Rajoy, em nome de el Rey, apressou-se a justificar a situação!



- A Casa está ás escuras porque não tem janelas, e nem tem clarabóia! Disse


- Não os posso ajudar! -disse eu - A Casa não é minha! 

- E se está ás escuras por não ter janelas ou claraboia, façam as obras necessárias. 

   A Casa é vossa!  

Não se  venham   queixar a mim!


Esta é a história da Casa da Constituição , d'el Rey Filipe VI, do escudeiro D. Rajoy e


 o burro sou eu?


tone do moleiro novo I O Chato

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Francisco Seixas da Costa

Deste, para todos os efeitos ,Vianense, li no JN de 12 de Outubro de 2017 
Para além da Catalunha

que dada a honestidade intelectual do mesmo, vou comentar passo a passo e a azul que é a minha cor.

Ver em

https://www.jn.pt/opiniao/francisco-seixas-da-costa/interior/para-alem-da-catalunha-8839280.html

Artigo interessante que deve ser conjugado com a minha publicação
sobre um artigo de Paulo Rangel


Para além da Catalunha por Francisco Seixas da Costa (FSC)
"Há questões que o caso da Catalunha suscita, que vão para além da coreografia política de quem se revê nas posições dos senhores Puigdemont e Rajoy. O direito à autodeterminação (livre decisão sobre o futuro de uma comunidade) e à independência (constituição de um Estado) estão vulgarmente ligados, no imaginário político internacional, a antigas colónias ou territórios não autónomos, numa lógica de "libertação". É assim, aliás, que o tema é tratado nas Nações Unidas, onde esses direitos são institucionalmente protegidos. Mas há outros exemplos: novos países que emergiram da implosão de estados, quase sempre numa afirmação democrática contrastante com um modelo autoritário que prevalecia no antecedente.

Bem a carta das Nações Unidas não diz isso. E não estou aqui para interpretar leis!      O que eu entendo de leis é o português (ou Inglês que é o caso) em que estão escritas! O que diz no seu artigo primeiro é isto:

Artº. 1

 Os objectivos das Nações Unidas são:
………..
2. Desenvolver  relações  de  amizade entre as nações baseadas  no respeito  do princípio da    igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal.

Este princípio é abstracto e universal. Não está constrangido a ser aplicado apenas nas tais situações de "libertação de ex colónias.." ou "emergentes da implosão de estados não democráticos e de modelos autoritários..."

E se nas Nações Unidas apenas têm tratado até agora situações com este enquadramento, não quer dizer que não devam, ou não possam, tratar a questão da auto determinação em quaisquer outras. Adiante se verão dois exemplos.

Curioso (ou não) o conceito está plasmado na Constituição Portuguesa
ARTIGO 7.º (Relações internacionais)
3. Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

Isto de uma forma universal e abstracta sem qualquer constrangimento!!! 
E com uma nuance mais avançada! Não só reconhece o direito à autodeterminação 
como também à independência!!! . O que não é a mesma coisa. Eu posso ser contra a independência da Escócia por exemplo. Mas devo defender o seu direito à auto determinação manifestada de uma forma livre e democrática.  

O caso da Catalunha traz à nossa atenção um fenómeno novo, que só encontra similitudes com o exemplo da Escócia. Trata-se da circunstância de uma comunidade inserida num Estado plenamente democrático, que aí usufrui de uma plenitude e igualdade de direitos, mas onde a ordem constitucional não prevê um qualquer modelo de secessão territorial, pretender, um dia, organizar-se num Estado autónomo. (Não importa aqui discutir a validade da recente consulta organizada na Catalunha). Não estamos perante comunidades oprimidas, sujeitas a um jugo antidemocrático. É apenas a circunstância de uma parte da população de um Estado, reivindicando-se de uma identidade específica e de um determinado território, decidir cindir-se, pelo facto da vontade de viver autonomamente se sobrepor ao interesse em continuar junto, por ter considerado que essa sinergia lhe trazia mais inconvenientes do que vantagens.
Ora cá está o tal exemplo de que lhes falava anteriormente - A Escócia - cujo caso bem poderia ser tratado pelas Nações Unidas pois se inseriria na letra da Sua Carta. Isto sem que se tratasse de uma comunidade oprimida sujeita a um jugo antidemocrático! Mas nem isso foi necessário. O próprio Reino Unido - uma democracia plena e exemplar - tratou disso muito embora se intitule Unido!!!
O caso britânico, onde o reino é "unido", o Parlamento central não viu inconveniente em permitir um referendo, o qual, se acaso tivesse tido um desfecho favorável, poderia ter conduzido à independência da Escócia. A ordem jurídica britânica tem esta flexibilidade, aceite por todos.
Ora aqui é que está! No caso da Catalunha dizem que é necessário respeitar a Ordem Constitucional vigente ( na Espanha claro) Mas esta não prevê um qualquer modelo de secessão territorial conforme FSC salienta! O que quer dizer que no caso Espanhol não há o tal direito à auto determinação, reconhecida pelas ONU, para ninguém. O que será uma situação esquizofrénica pois que  decerto a Espanha deve ter ractificado a tal Carta! 
No tal Reino Unido nem sequer a questão de constitucionalidade de colocou. Porque pura e simplesmente não há constituição. Não há nenhum documento a prever ou a não prever secessões. Aliás FSC sabe disso pois fala em ordem jurídica britânica e não na constituição do Reino Unido!!
E é por essa e por outras que eu afirmo que o Reino Unido é uma democracia plena e neste caso, exemplar. ( É possível que haja excepções mas definitivamente não neste)
No caso espanhol, as coisas não se passam assim. A Constituição de 1978, aliás votada maioritariamente na Catalunha, não prevê essa rutura. Assim, ela é ilegal. A questão passa a ser política e não jurídica: os habitantes numa região de um Estado cuja ordem constitucional votaram (neste caso, catalães e todos quantos vivem na Catalunha, mesmo não se considerando catalães), a meio do seu percurso histórico, podem mudar de opinião? Mas, atendendo ao impacto dessa cisão sobre o todo de que faziam parte, essa aferição de opinião pode ser feita contra a vontade explícita das restantes partes desse todo?"              EMBAIXADOR
Já ouvi este argumento em diversos autores "A Constituição de 1978, aliás votada maioritariamente na Catalunha, não prevê essa rotura.". E porque foi aprovada pelo Eleitorado Catalão não há nada a fazer - O que é que os Catalães querem? - Perguntam os argumentadores!!

Ora a Constituição de 1978 foi a constituição possível e necessária para conciliar os espanhóis e enterrar o Franquismo em definitivo. Todo o Reino se portou admirávelmente nesse processo. Bascos, Catalães, Galegos... todos! Tantos que até eu fiquei embasbacado! Mas isso foi há quarenta anos. 

- Mas a sociedade congelou nessa altura? - Nada evoluiu? - Tudo será imutável ad eternum?

- Os tempos não evoluíram?

- A sociedade não mudou?

E se o tema é estrutural e basilar...

- Não seria então de fazer hoje esta pergunta muito simples a todos catalães e todos quantos vivem hoje na Catalunha, mesmo não se considerando catalães com direito a voto?

- Hoje! HOJE! - Ratificam a constituição de 1878 ou pretendem que seja revista no que concerne ào direito à autodeterminação das regiões???

Porque o que está em questão é se a sociedade actual está de acordo ou não com o que as gentes de 1978  fizeram e aprovaram.

E de maneira nenhuma se pode falar de uma mudança de opinião de quem quer que seja. Muitos dos que votaram favoravelmente em 1978 já morreram! E quanto aos outros que possam estar ainda vivos têm o direito de mudar de opinião. (Só os burros é que não mudam de opinião - Mário Soares Dixit). 

Assim promova-se um referendo nesse sentido!

Mas a constituição não deixa!!!!

PS
Quanto ao argumento do Rei Filipe e do Rajoy que a Constituição não permite referendos e autodeterminações! Não os posso ajudar

- Que façam uma revisão! A Constituição do Reino é deles não é minha!

- Que façam constar na Constituição do Reino o direito à autodeterminação constante na carta das Nações Unidas! - Como fizeram os Portugueses!

Se não souberem como se faz perguntem ao nosso Presidente Marcelo que ele além de ser  constitucionalista é amigo do Rei Filipe.

Que ponham os olhos na nossa que já foi revista sete (7) vezes. E sem qualquer inibição quanto a isso  significar ou deixar de significar que os Portugueses, ou quem os representa, tivessem mudado sete vezes de opinião!

Bastou a vontade política democráticamente expressa pelos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais em cada instante de cada uma dessas revisões!

O problema é que a Constituição do Reino dos Filipes não é democrática ou pelo menos tão democrática quanto a nossa! E definitivamente quando comparada com a ordem jurídica britânica!

Tudo isto agravado pelo facto dos nossos vizinhos ainda não terem levado o Franquismo a vazadouro. Apenas o varreram para debaixo do tapete que vão levantando de vez em quando!

tone do moleiro novo I - O chato!

PS 2
Este acrescento é escrito em 14 de Outubro de 2017.                                                Ontem não me veio à cabeça!

Os nossos hermanos afinal sabem como fazer alterações à Constituição.

Em 2011 alteraram o artigo 135 da Constituição lá do Reino!

E nem se preocuparam se os espanhóis tinham ou não mudado de opinião!

Bastou que uma maioria parlamentar tivesse aprovado essa alteração!

Ou seja: quando houve um motivo para alterar a constituição fizeram-no!

Não me venham agora dizer que a constituição é imutável!

Quanto a esta, estou a preparar um outro texto a que vou chamar 

"CONSTITUIÇÃO ESQUIZOFRÉNICA"

tone do moleiro novo I - O chato!

Pablo Zambrano Carballo

Desta vez encontrei em

https://www.publico.pt/2017/10/13/opiniao/opiniao/cartas-ao-director-1788655


OPINIÃO

Cartas ao director

13 de Outubro de 2017, 4:43

Catalunha

Como espanhol a viver agora em Lisboa, escrevo esta carta para 
que os meus amigos portugueses possam conhecer a verdadeira 
face supremacista do fanatismo nacionalista na Catalunha , porque 
também eles, os portugueses, são interpelados no artígo que, já em 
2008, escreveu Orial Junqueras, atual vice-presidente económico do 
governo catalão. 

Traduzo literalmente um fragmento das palavras de Junqueras: 

“Em concreto, os catalães têm mais proximidade genética com os 
franceses do que com os espanhóis; mais com os italianos do que 
com os portugueses, e um pouco com os suíços; pelo contrário, os 
espanhóis apresentam mais proximidade com os portugueses do 
que com os catalães e muito pouca como os franceses. Estranho...”.

Pablo Zambrano Carballo, Lisboa
Unquote

Em primeiro lugar o estranho deduzo que seja da lavra de Pablo, 
comentário seu à citação de Junqueras. Como está dentro das comas 
poderia pensar-se que o tal estranho fosse da lavra do Junqueras!

Em segundo lugar não vejo no texto de Junqueras qualquer                                                         
"...face supremacista do fanatismo nacionalista na Catalunha..."

Nem que tão pouco atinja os portugueses, muito embora 
sejam referidos (interpelados?)  nesse tal artigo de Junqueras.

Senão vejamos:

1 - os catalães têm mais proximidade genética com os 
   franceses do que com os espanhóis.

Só os espanhois é que poderão ficar chateados com o 
D. Junqueras!

2 - mais com os italianos do que com os portugueses,

Não será verdade? Veja-se na história até onde foi o poderio da 
Catalunha ( Barcelona). Não vejo razão de melindre para os 
Portugueses!

 3e um pouco com os suíços.

Que é que os Portugueses têm a ver com isso?

4 . pelo contrário, os  espanhóis apresentam mais proximidade com 
os portugueses do  que com os catalães e muito pouca com os franceses


Bem! Aqui a coisa é mais séria! - Será esta afirmação abonatório para 
os Portugueses??? 

- E será  mais uma manifestação da tal 
"...face supremacista do fanatismo nacionalista na Catalunha..." ???

E aqui é que chora o chico!  Se o tal Junqueras considera isso 
será que considera a simetria:

5 - que os portugueses apresentam mais proximidade com os 
espanhóis do que com os catalães e muito pouco com os franceses

oh! D. Zambrano!  Aqui é que eu como Português me sentiria 
melindrado.  Aqui é que eu  atingiria o alcance da sua crónica!

Mas existe uma lacuna no discurso de D. Junkeras que 
satisfeita seria esclarecedora

D. Junkeras não tece considerações acerca de uma outra 
asserção:

- Com quem é que os Catalães apresentam mais proximidade ?:

- Com os espanhóis? ( castelhanos melhor dizendo)

ou

- Com os Portugueses?

Vou colocar esta mesma pergunta a D. Junkeras dado que a 
tal não se referiu em 2008.

Imagine agora, D. Zambrano, que a posição de D. Junkeras 
era esta:

- Os Catalães apresentam mais proximidade com os espanhóis que com        
os  Portugueses!

Oh! D. Zambrano Carballo! 

- Aqui é que eu ficaria nas horas do carallo. 
E mandava à merda D. Junkeras pela desconsideração!

tone do moleiro novo I - O Chato


Os Carabineiros

Cresci nos relatos que meu avô Gerónimo fazia dos tempos em que trabalhara em Lugo como estucador!

Como era republicano tinha nas suas amizades galegas, republicanos como  maioria!

Já em plena guerra civil e por causa dessas amizades, se viu na necessidade de regressar a Portugal.

Não sem antes ter testemunhado o fuzilamento de alguns desses seus amigos!

Galiza era franquista ( ainda hoje o é!) e a Espanha na sua grandeza real parece que também não o deixou de o ser!

Com uma diferença. Hoje, que eu saiba e vou lá muitas vezes, Galiza não fuzila ninguém!

Mas Castela para além de arrear bordoada nos Catalães, não fuzilando (até ver) -  Ameaça!!!

- Que aconteceria agora a Puigdemont o mesmo que tinha acontecido a Companys aquando da declaração de independência à 83 anos!


Ora o que aconteceu à 83 anos foi que esse tal Companys  declarou a independência. Foi apanhado pelos nazis entregue a Franco e fuzilado pelos Franquistas  em 1940.

Este senhor Pablo Casado (do PP, claro!) referia-se a Lluís Companys, líder da Esquerda Republicana Catalã que, em plena II República,  a 6 de outubro de 1934 fez a proclamação da independência da  Catalunha. 
Foi logo neutralizado e preso pelos próprios republicanos! Foi libertado em 1936. Nesse mesmo ano rebenta a insurreição liderada por Franco. Em 39, com a vitória de Franco na Guerra Civil que se seguiu, Lluís Companys foi para o exílio e acabou capturado pelas tropas nazis, que o entregaram aos aliados da ditadura franquista. Após cinco semanas de cárcere em Madrid, onde foi torturado, foi fuzilado em Barcelona a 15 de outubro de 1940. Conta a história que Lluís Companys, no fuzilamento, se recusou a colocar a venda e gritou “Pela Catalunha!” quando os carabineiros dispararam as armas.

Fuzilamento de LLuiz Companys








Esse tal Lluis é o de lenço ao peito, da grade do centro à nossa esquerda,



Este senhor disse textualmente que poderia acontecer o mesmo a Puigdement ( o hijo de puta de independentista que ahora tuvo el coraje de declarar la independência) sem reticências! 

 Posteriormente veio esclarecer como bom político que é, que não tinha dito o que disse e que não era aquilo que queria dizer. No caso de Puigdemon ficaria apenas pela prisão. Não fuzilaria o desgraçado!

 - Ou seja nós ouvintes é que temos a obrigação, não de ouvir o que o senhor disse, mas deduzir do que disse aquilo que queria dizer mas não disse! 

- Magnífico! Até parece um político Português!

Ou seja - Carabineiros em versão soft!

tone do moleiro novo I - O chato

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Carlos Gaspar

Encontrei em

https://www.publico.pt/2017/10/08/mundo/opiniao/perigos-catalaes-1788046

o seguinte texto:






"PERIGOS CATALÃES


Os independentistas propõem a evolução constitucional da Espanha para uma confederação hispânica, que pode estimular as correntes iberistas tanto na Espanha, como em Portugal.
8 de Outubro de 2017, 7:30

A estratégia de golpe constitucional da Generalitat, que queria transformar o referendo de autodeterminação no momento histórico que tornaria irreversível a independência da Catalunha, falhou rotundamente.
As condições de sucesso de uma Declaração Unilateral de Independência dependiam, por um lado, do reconhecimento da farsa eleitoral e, por outro lado, da transição pacífica da Catalunha do estatuto de comunidade autónoma do Reino de Espanha para o de Estado membro da União Europeia. Nenhuma das duas condições se pôde realizar.
Por certo, as autoridades catalãs conseguiram provocar as autoridades centrais, que impediram pela força bruta a realização do referendo expressamente proibido pelos tribunais espanhóis. Mas ninguém, excepto os próprios, reconheceu a validade dos resultados e, pelo contrário, todos puderam constatar que a Generalitat desdenha igualmente a lei e os procedimentos democráticos. Mais importante, ficou claro que nenhuma democracia europeia estava preparada para legitimar um referendo inconstitucional: o pedido de mediação da União Europeia, formulado pela Generalitat, só foi secundado pelo Lendakari basco.
O domínio do movimento nacionalista na Catalunha pelas correntes republicanas esquerdistas representa um perigo para a Espanha, para a estabilidade peninsular e para a União Europeia.
É impossível desvalorizar a seriedade da crise na Espanha. Desde logo, a radicalização dos nacionalistas catalães acentua as divisões internas na Catalunha, não só entre os partidários da independência e os defensores da unidade da Espanha, mas também nas fileiras nacionalistas, onde os partidários da legalidade democrática têm de enfrentar os defensores da insurreição separatista. Por outro lado, a escalada dos separatistas provoca uma polarização que divide os partidos nacionais e paralisa as correntes moderadas.
O Partido Popular (PP), assim como o Ciudadanos, representam uma linha de intransigência legalista que sustenta a radicalização dos independentistas catalães apoiada pelo Podemos e torna impossivel um tratamento político das divergências entre o Governo central e a Generalitat. Por último, o prolongamento do impasse e a tentativa de criar duas legitimidades territoriais opostas estão na origem de uma crise constitucional que reclama a reconstituição dos consensos entre os principais partidos, nomeadamente entre o PP e o Partido Socialista (PSOE), indispensáveis para restaurar a normalidade democrática na Espanha.
A crise constitucional e a radicalização dos independentistas perturba a estabilidade peninsular. A democracia portuguesa não é indiferente à escalada das tensões entre as autoridades centrais e as correntes separatistas, onde está em causa a configuração política da Península Ibérica.
Os independentistas propõem a evolução constitucional da Espanha para uma confederação hispânica, que pode estimular as correntes iberistas tanto na Espanha, como em Portugal, e adicionar às dinâmicas de fragmentação as estratégias de integração peninsular. Ambas as tendências prejudicam os interesses portugueses, que só podem ser garantidos no quadro do status quohistórico em que assenta a dualidade peninsular.
A crise espanhola serve para demonstrar que a crise europeia ainda não chegou ao fim. Depois do "Brexit", a revolta da Catalunha confirma a força da ressurgência dos nacionalismos na politica europeia, no primeiro caso para fracturar a União Europeia, no segundo para ameaçar romper a Espanha. As tendências de fragmentação põem em causa o estatuto de dois grandes Estados históricos indispensáveis para garantir a projecção da Europa na competição internacional.
O Conselho Europeu tem a obrigação de intervir decisivamente para clarificar a sua posição sobre o direito de autodeterminação nacional na União Europeia. O consenso internacional limita o direito à independência aos casos dos territórios não-autónomos e das comunidades cujos direitos são usurpados e violados por regimes autoritários: a Catalunha não é nem o Timor-Leste, nem o Kosovo. Nesse contexto, os processos de autodeterminação da Catalunha ou da Escócia têm de se subordinar às regras constitucionais que imperam na Espanha e no Reino Unido. No mesmo sentido, o Conselho Europeu deve reiterar que os novos Estados têm sempre de se submeter a um processo de adesão ex novo, com todas as suas consequências, incluindo a possibilidade da sua entrada na União Europeia ser vetada por um Estado membro.                                                                                                                            A questão da Catalunha tem de ser resolvida pela democracia espanhola. O impasse criado exige que se realizem eleições gerais para as instituições legítimas poderem procurar as fórmulas indispensáveis para ultrapassar os conflitos políticos internos e restaurar os consensos constitucionais."
unquote


Era para dedicar um pouco de tempo meu a desmontar toda a argumentação de Carlos Gaspar. Não o vou fazer pois encontrei neste mesmo PÚBLICO na edição de 10 de Outubro, um outro texto da autoria de Paulo Rangel onde está lá tudo de uma maneira séria!
No entanto o meu lado brincalhão não resiste a perguntar ao Sr. Carlos Gaspar em que rotundas de Barcelona é que o referendo de autodeterminação falhou "rotundamente".       ( ver segundo parágrafo do seu texto)

- Não teria sido nas rotundas onde a guarda civil impediu, pela força, os catalães de votarem? 

- E  só nas rotundas???

Nos largos - largamente!
Nas ruas - arruadamente!
Nas avenidas - avenidamente!
Nos sítios - sitiadamente
E etc.

tone do moleiro novo I - O Chato