sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Os Carabineiros

Cresci nos relatos que meu avô Gerónimo fazia dos tempos em que trabalhara em Lugo como estucador!

Como era republicano tinha nas suas amizades galegas, republicanos como  maioria!

Já em plena guerra civil e por causa dessas amizades, se viu na necessidade de regressar a Portugal.

Não sem antes ter testemunhado o fuzilamento de alguns desses seus amigos!

Galiza era franquista ( ainda hoje o é!) e a Espanha na sua grandeza real parece que também não o deixou de o ser!

Com uma diferença. Hoje, que eu saiba e vou lá muitas vezes, Galiza não fuzila ninguém!

Mas Castela para além de arrear bordoada nos Catalães, não fuzilando (até ver) -  Ameaça!!!

- Que aconteceria agora a Puigdemont o mesmo que tinha acontecido a Companys aquando da declaração de independência à 83 anos!


Ora o que aconteceu à 83 anos foi que esse tal Companys  declarou a independência. Foi apanhado pelos nazis entregue a Franco e fuzilado pelos Franquistas  em 1940.

Este senhor Pablo Casado (do PP, claro!) referia-se a Lluís Companys, líder da Esquerda Republicana Catalã que, em plena II República,  a 6 de outubro de 1934 fez a proclamação da independência da  Catalunha. 
Foi logo neutralizado e preso pelos próprios republicanos! Foi libertado em 1936. Nesse mesmo ano rebenta a insurreição liderada por Franco. Em 39, com a vitória de Franco na Guerra Civil que se seguiu, Lluís Companys foi para o exílio e acabou capturado pelas tropas nazis, que o entregaram aos aliados da ditadura franquista. Após cinco semanas de cárcere em Madrid, onde foi torturado, foi fuzilado em Barcelona a 15 de outubro de 1940. Conta a história que Lluís Companys, no fuzilamento, se recusou a colocar a venda e gritou “Pela Catalunha!” quando os carabineiros dispararam as armas.

Fuzilamento de LLuiz Companys








Esse tal Lluis é o de lenço ao peito, da grade do centro à nossa esquerda,



Este senhor disse textualmente que poderia acontecer o mesmo a Puigdement ( o hijo de puta de independentista que ahora tuvo el coraje de declarar la independência) sem reticências! 

 Posteriormente veio esclarecer como bom político que é, que não tinha dito o que disse e que não era aquilo que queria dizer. No caso de Puigdemon ficaria apenas pela prisão. Não fuzilaria o desgraçado!

 - Ou seja nós ouvintes é que temos a obrigação, não de ouvir o que o senhor disse, mas deduzir do que disse aquilo que queria dizer mas não disse! 

- Magnífico! Até parece um político Português!

Ou seja - Carabineiros em versão soft!

tone do moleiro novo I - O chato

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Carlos Gaspar

Encontrei em

https://www.publico.pt/2017/10/08/mundo/opiniao/perigos-catalaes-1788046

o seguinte texto:






"PERIGOS CATALÃES


Os independentistas propõem a evolução constitucional da Espanha para uma confederação hispânica, que pode estimular as correntes iberistas tanto na Espanha, como em Portugal.
8 de Outubro de 2017, 7:30

A estratégia de golpe constitucional da Generalitat, que queria transformar o referendo de autodeterminação no momento histórico que tornaria irreversível a independência da Catalunha, falhou rotundamente.
As condições de sucesso de uma Declaração Unilateral de Independência dependiam, por um lado, do reconhecimento da farsa eleitoral e, por outro lado, da transição pacífica da Catalunha do estatuto de comunidade autónoma do Reino de Espanha para o de Estado membro da União Europeia. Nenhuma das duas condições se pôde realizar.
Por certo, as autoridades catalãs conseguiram provocar as autoridades centrais, que impediram pela força bruta a realização do referendo expressamente proibido pelos tribunais espanhóis. Mas ninguém, excepto os próprios, reconheceu a validade dos resultados e, pelo contrário, todos puderam constatar que a Generalitat desdenha igualmente a lei e os procedimentos democráticos. Mais importante, ficou claro que nenhuma democracia europeia estava preparada para legitimar um referendo inconstitucional: o pedido de mediação da União Europeia, formulado pela Generalitat, só foi secundado pelo Lendakari basco.
O domínio do movimento nacionalista na Catalunha pelas correntes republicanas esquerdistas representa um perigo para a Espanha, para a estabilidade peninsular e para a União Europeia.
É impossível desvalorizar a seriedade da crise na Espanha. Desde logo, a radicalização dos nacionalistas catalães acentua as divisões internas na Catalunha, não só entre os partidários da independência e os defensores da unidade da Espanha, mas também nas fileiras nacionalistas, onde os partidários da legalidade democrática têm de enfrentar os defensores da insurreição separatista. Por outro lado, a escalada dos separatistas provoca uma polarização que divide os partidos nacionais e paralisa as correntes moderadas.
O Partido Popular (PP), assim como o Ciudadanos, representam uma linha de intransigência legalista que sustenta a radicalização dos independentistas catalães apoiada pelo Podemos e torna impossivel um tratamento político das divergências entre o Governo central e a Generalitat. Por último, o prolongamento do impasse e a tentativa de criar duas legitimidades territoriais opostas estão na origem de uma crise constitucional que reclama a reconstituição dos consensos entre os principais partidos, nomeadamente entre o PP e o Partido Socialista (PSOE), indispensáveis para restaurar a normalidade democrática na Espanha.
A crise constitucional e a radicalização dos independentistas perturba a estabilidade peninsular. A democracia portuguesa não é indiferente à escalada das tensões entre as autoridades centrais e as correntes separatistas, onde está em causa a configuração política da Península Ibérica.
Os independentistas propõem a evolução constitucional da Espanha para uma confederação hispânica, que pode estimular as correntes iberistas tanto na Espanha, como em Portugal, e adicionar às dinâmicas de fragmentação as estratégias de integração peninsular. Ambas as tendências prejudicam os interesses portugueses, que só podem ser garantidos no quadro do status quohistórico em que assenta a dualidade peninsular.
A crise espanhola serve para demonstrar que a crise europeia ainda não chegou ao fim. Depois do "Brexit", a revolta da Catalunha confirma a força da ressurgência dos nacionalismos na politica europeia, no primeiro caso para fracturar a União Europeia, no segundo para ameaçar romper a Espanha. As tendências de fragmentação põem em causa o estatuto de dois grandes Estados históricos indispensáveis para garantir a projecção da Europa na competição internacional.
O Conselho Europeu tem a obrigação de intervir decisivamente para clarificar a sua posição sobre o direito de autodeterminação nacional na União Europeia. O consenso internacional limita o direito à independência aos casos dos territórios não-autónomos e das comunidades cujos direitos são usurpados e violados por regimes autoritários: a Catalunha não é nem o Timor-Leste, nem o Kosovo. Nesse contexto, os processos de autodeterminação da Catalunha ou da Escócia têm de se subordinar às regras constitucionais que imperam na Espanha e no Reino Unido. No mesmo sentido, o Conselho Europeu deve reiterar que os novos Estados têm sempre de se submeter a um processo de adesão ex novo, com todas as suas consequências, incluindo a possibilidade da sua entrada na União Europeia ser vetada por um Estado membro.                                                                                                                            A questão da Catalunha tem de ser resolvida pela democracia espanhola. O impasse criado exige que se realizem eleições gerais para as instituições legítimas poderem procurar as fórmulas indispensáveis para ultrapassar os conflitos políticos internos e restaurar os consensos constitucionais."
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Era para dedicar um pouco de tempo meu a desmontar toda a argumentação de Carlos Gaspar. Não o vou fazer pois encontrei neste mesmo PÚBLICO na edição de 10 de Outubro, um outro texto da autoria de Paulo Rangel onde está lá tudo de uma maneira séria!
No entanto o meu lado brincalhão não resiste a perguntar ao Sr. Carlos Gaspar em que rotundas de Barcelona é que o referendo de autodeterminação falhou "rotundamente".       ( ver segundo parágrafo do seu texto)

- Não teria sido nas rotundas onde a guarda civil impediu, pela força, os catalães de votarem? 

- E  só nas rotundas???

Nos largos - largamente!
Nas ruas - arruadamente!
Nas avenidas - avenidamente!
Nos sítios - sitiadamente
E etc.

tone do moleiro novo I - O Chato
  

Paulo Rangel

Ver em 





OPINIÃO                                                                                                       "              

Catalunha: nem só de pão legal e razão formal vive o homem
Nem todos se apercebem de que a revolução ou a declaração de independência raras vezes é “legal” ou “constitucional” à luz do quadro jurídico que precisamente visa quebrar
10 de Outubro de 2017, 6:12
1. Há duas semanas chamei aqui a atenção para a ênfase que tem sido dada aos aspectos jurídicos de natureza constitucional e legal e agora até, mesmo de direito internacional. Choca-me de sobremaneira que observadores com responsabilidades continuem a centrar o debate nas questões jurídicas e constitucionais. Elas são importantes e são realmente imprescindíveis para encontrar respostas, reacções e soluções para o problema em curso. Mas, quer gostem quer não os observadores encartados e muitas das autoridades espanholas, os fundamentos jurídicos puros revelar-se-ão sempre insuficientes. Parece que muitos não conhecem um ensinamento da chamada “teoria da constituição” (Verfassungslehre) - uma disciplina bastante esquecida e pouco cultivada -, segundo o qual é mais fácil rasgar uma constituição ou fazer uma nova lei fundamental do que simplesmente rever uma constituição já vigente. Na verdade, nem todos se apercebem de que a revolução ou a declaração de independência raras vezes é “legal” ou “constitucional” à luz do quadro jurídico que precisamente visa quebrar. Elas, no seu ideário, representam ou transportam consigo uma nova “ideia de direito” ou uma “pretensão de legitimidade” inaugural, que justamente as torna e as apresenta como “legítimas”, mesmo que não “legais”. Eis o que, em seu tempo, um dos grandes pensadores do direito em Portugal, Castanheira Neves, explicou magistralmente em A revolução e o direito. Como tantos têm para aí repetido, sem sempre pensarem no alcance integral do que estão a dizer, as constituições mudam-se. É portanto fundamental ir em busca de argumentos substantivos de outra ordem, em que o direito positivo terá um lugar ancilar e instrumental. Porque as constituições mudam-se. E se não se mudam, criam-se.
2. Outro equívoco que para aí faz caminho e que também não levará a lado algum é a ideia feita de que a Catalunha nunca foi um Estado - ao contrário da Escócia - e, por isso, a sua aspiração independentista é infundada. O argumento começa logo por não valer porque nada impede que uma comunidade humana de valores e de cultura desenvolva essa aspiração, ainda que pela primeira vez na história. Até o século XII, Portugal não fora independente e isso não o impediu de reivindicar esse estatuto sem precedente. E, já no século XX, em fazes diversas, o mesmo se pode dizer da Estónia, da Letónia ou do Kosovo. Não havia precedente de “auto-constituição” independente e poucos questionaram a legitimidade e a viabilidade dessa aspiração. Mas no caso da Catalunha, a história, desde os tempos de Carlos Magno e dos alvores do século IX, está repleta de densidade, complexidade e riqueza e não pode ser despachada num simples formalismo do tipo “houve ou não houve, em algum momento, um Estado soberano?”. Primeiro, porque quando nos reportamos à transição da Alta Idade Média para a Baixa (e mesmo durante toda esta), não pode falar-se nem em Estados nem em soberania, tal como as conhecemos. Depois, porque é preciso perceber que tudo começou por Perpignan e o Roussillon, entre aquele canto de França e o norte da Catalunha. Chegou mesmo a Mompilher, que é a deliciosa tradução lusa de Montpellier e, já agora, dá há muito nome a uma praceta da moda no Porto. Os laços do condado da Catalunha com o que viria a ser Aragão, com a Navarra e o califado de Córdoba foram sempre de geometria variável. E que quando no século XII, o reino de Aragão se une por casamento ao condado da Catalunha, criou-se para uns o Rei-Conde e para outros o Conde-Rei, dando nota da subsistência separada de quadros institucionais e simbólicos, mesmo ao nível das Cortes e dos Fueros. Tudo isto serve, na escala política medieval, em que o título de rei não tinha o sentido actual, para forjar com mais ou menos verosimilhança, uma mitologia catalã, uma mitologia fundacional.                                                                                                                             As coisas não param por aqui porque o Rei-Conde depressa se tornou senhor de um império (à moda medieval), primeiro continental (Aragão, Catalunha, Valência) e depois ultramarino (Baleares, Sardenha, Córsega, Sicília, Malta e Nápoles, chegando ao ducado de Atenas e Neopatra). A dada altura, do porto de Barcelona partia uma rede “quase hanseática” de cidades do Sul, que aproveitavam o declínio bizantino e impediam o avanço otomano. O império de Aragão, capitaneado pelo Conde-Rei, dominava completamente o Ocidente do mediterrâneo, a ponto de engendrar dois Papas da família Borja (Borgia), Calisto III e o bem conhecido Alexandre VI. Isto não era a Espanha, com a sua meseta metropolitana e a sua deriva atlântica a norte, a sul e a ocidente. Mitologicamente, isto é mais a ressurreição de Cartago do que a epopeia das novas índias. Não por acaso, depois das convulsões de 1640, e já no momento decisivo da guerra da sucessão, a Catalunha militou ao lado dos Habsburgos e a Espanha ficou nas mãos dos Bourbons. Os Habsburgos eram o Levante; os Bourbons, o Ocidente. A Catalunha não estava só: Valência caiu em 1707, Aragão em 1708 e Barcelona em 1714. Separar, para este efeito histórico, a Catalunha de Aragão pode dar jeito retórico, mas não subsiste a um exame sério. Não falta, aliás, na Catalunha quem sonhe com a Grande Catalunha que se estende ao País Valenciano, às Baleares e à Catalunha francesa. Como há quem sonhe com a Grande Vascónia, que entra pela França e engole a Navarra. Sonhos que deixam a França em vigília. Numa palavra, não vale a pena iludir: há história, há mitos, há epopeia, há mártires. 

3. Por tudo isto, eu que vejo no processo independentista catalão algo muito nefasto e perigoso, digo e redigo: não vamos lá apostando tudo no direito; não vamos lá invocando argumentos formais de vácuo histórico e de marco sem precedentes. É preciso mais, muito mais. Sabedoria e sageza. Ainda não estou pessimista."
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E a essência dos argumentos está aqui! Mas há mais e a estes voltarei!
tone do moleiro novo I - O chato

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Visca Catalunha lliure


Em Dezembro de 2014 publiquei

https://lopesdareosa.blogspot.pt/2014/12/visca-catalunha.html?m=0

E não foi por acaso que apenas intitulei VISCA CATALUNHA pois nem sequer se tratava de apoiar a independência da Catalunha. Tão só e apenas de defender o direito que considerava terem os Catalãs, ou qualquer outro povo, de se pronunciarem sobre o assunto. Quer fossem a favor ou contra essa independência. Como tinha acontecido na Escócia há bem pouco tempo, aliás!

Depois e até mesmo antes li, vi e ouvi um monte de gente esgrimir argumentos sobre as mais diversas razões, quase sempre extrínsecas aos Catalãs, contra uma hipotética independência da Catalunha, tais que, nem sequer me vou dar ao trabalho de as inventariar!

Hoje e depois do que ontem se passou na Catalunha mudarei o título da crónica para 

VISCA CATALUNHA LLIURE

Livre de Castela, livre dos Castelhanos! Livre das cargas policiais, ditas proporcionais pelos segundos de Rajoy!

Proporcionais a quê e exercidas sobre quem? 

















- Estavam armados de varapaus os Cidadãos Catalãs?

















- Não teriam nas mãos apenas um papel e a vontade de o meter numa caixa?


















- Onde estaria a violência do acto?
















Acima uma perigosa independentista a entregar o seu voto!

O certo é que Madrid ganhou! Ganhou de facto no número de cabeças partidas!                           


















O que não sei é se teve a Catalunha como prémio!


Tone do Moleiro Novo primeiro - o chato! 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Henrique Monteiro

Em primeiro lugar vou invocar a Carta das Nações Unidas conforme já o fiz

Na Carta das Nações Unidas

 Artº. 1

 Os objectivos das Nações Unidas são:
………..
2. Desenvolver  relações  de  amizade entre as nações baseadas  no respeito  do princípio da    igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos, e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal.
Não deixa de ser notável que tão importante documento não fale do direito à independência dos povos mas sim no seu direito à autodeterminação. (escrevi na altura)
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Dei agora com o seguinte texto da autoria de Henrique Monteiro que tendo opinião contrária à independência da Catalunha, vai mais longe; nega aos Catalãs o direito a promoverem um referendo sobre essa questão, referendo esse que até poderia dar um não à independência como aconteceu na Escócia!


A independência da Catalunha é uma má ideia
Henrique Monteiro 13.09.2013 às 8h00
·       Apesar de impressionante o cordão humano, apesar de impressionante o número de catalães que são a favor da independência (52%, segundo as últimas sondagens), apesar de todas as razões de queixa que a Catalunha possa ter do centralismo de Madrid (que é um facto), a independência daquela região é uma má notícia para Portugal e para a Europa.
                                                                                                                                                                          Não vale a pena invocar razões históricas, muito em voga nos séx. XIX e XX, porque as razões históricas, no geral, ocultam razões históricas anteriores a essas.                                                                                                                                                                                                                  Por exemplo, o reino de Aragão, que incluiu a Catalunha, era transfronteiriço e tinha partes que são hoje francesas - Narbonne , Carcassone e até Toulouse, por exemplo. A cruzada contra os albigenses (ou cátaros) deu cabo do grande reino aragonês e remeteu-o para cá dos Pirenéus.
As razões históricas são, normalmente invocadas como causa, mas não passam de argumentos. E a verdadeira causa da popularidade da independência da Catalunha, parece-me, infelizmente, ser esta: é uma das zonas mais ricas de Espanha que não quer contribuir para outras bem mais carenciadas, como a Extremadura ou a Andaluzia.  Aliás, não será por acaso que outra região independentista - o País Basco - também faz fronteira com a França estando, portanto, mais perto do centro da Europa. Além disso, estas duas regiões foram as que mais beneficiaram com a industrialização dos anos 50 e das que melhor souberam aproveitar as autonomias.
Na Checoslováquia, a separação da República Checa da Eslováquia também seguiu a ideia de mais ricos (checos) a deixarem mais pobres para trás (Eslováquia) e na Eslovénia o caso não foi muito diferente, quando se separou como país independente da Sérvia, a que historicamente estava ligada. Podem seguir-se a Escócia e a Flandres e assim se pode consagrar a decomposição de uma Europa que era para ser solidária, mas que aos poucos mostra a natureza de que sempre foi feita.
É por isso que para Portugal e para a Europa a independência da Catalunha é má ideia. É por isso que não percebo a quase euforia com que tantos portugueses a apoiam. Será por pensarem que enfraquece Madrid? Mas a verdade é que nos enfraquece a nós e a toda a Europa, num momento em que só o movimento contrário, o reforço do Continente e a solidariedade dos mais ricos com os mais carenciados, é uma esperança para a crise em que vivemos.                                             
Twitter:@HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro                       Facebook:http://www.facebook.com/pages/Henrique-Monteiro/122751817808469?ref=hl
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Como já expressei no meu texto anteriormente citado, para exercer o direito à auto determinação as razões históricas serão relevantes mas não ao ponto de se exigir uma qualquer independência anterior.

A Carta das Nações Unidas reconhece o direito à auto determinação de uma forma abstracta e universal e não condicionado aos povos que algures na História tivessem sido já independentes!

Ou seja com mais ou menos história o certo é que a Catalunha, a que todos reconhecem como nacionalidade, já manifestou e de uma forma suficientemente significativa o desejo de ver a sua auto determinação referendada!

No entanto vou deter-me em dois períodos deveras curiosos do texto de Henrique Monteiro.

 "Não vale a pena invocar razões históricas, muito em voga nos séx. XIX e XX, porque as razões históricas, no geral, ocultam razões históricas anteriores a essas.                                                                                                                                                    Por exemplo, o reino de Aragão, que incluiu a Catalunha, era transfronteiriço e tinha partes que são hoje francesas - Narbonne , Carcassone e até Toulouse, por exemplo. A cruzada contra os albigenses (ou cátaros) deu cabo do grande reino aragonês e remeteu-o para cá dos Pirenéus."

"...o reino de Aragão era transfronteiriço..."

- Referido a que fronteira???
- Onde se localizava essa fronteira???

Ora a cruzada contra os albigenses (ou cátaros) que terá dado cabo do grande reino aragonês foi entre 1209 e 1244. E se o  remeteu para cá dos Pirenéus isso quer dizer que ficou independente do pedaço que ficou do lado de lá dos Pirinéus. O que passou a existir foi, então, uma fronteira nos Pirinéus; a do Reino de Aragão para cá dos pirinéus com as partes que hoje são francesas Narbonne , Carcassone e até Toulouse, por exemplo. 

Essa tal fronteira nos Pirinéus só passou a ser fronteira norte/leste de Castela - digamos Espanha - após 1479 no casamento de Isabel com o Fernando e pela "anexação" do Reino de Aragão!

Ou seja o tal grande Reino Aragonês, antes de 1244, não era transfronteiriço pois não lhe passava qualquer fronteira pelo meio. O único tropeço que existia eram os próprios Pirinéus que até aí não obstaram a que existisse um Grande Reino de Aragão com território de um lado e do outro da cordilheira! Conforme se pode deduzir do texto de Henrique Monteiro.
Assim sendo fico por entender a necessidade de H.M. de ter enfatizado que o Grande Reino de Aragão era transfronteiriço até à cruzada contra os cátaros! 

- Seria para mostrar que o que restou do lado de cá ficou na Espanha? 

- Pois é mas à data a Espanha não existia para aqueles lados. O que existia era o Reino de Aragão. 

Castela - Digamos Espanha - só chegou lá em 1479!
Tone do Moleiro Novo I  - O Chato!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Arruada

A mais espantosa arruada do mundo!

Estes mandam à merda a globalização!


Ver em
https://www.youtube.com/watch?v=MOmo0fYPe2M


Olé São Lourenço!

Lopesdareosa

Rumba Portuguesa

É um clássico  em terras de nuestros hermanos!

É um clássico das fanfarras Andaluzes!

É uma visão do carallo! 

E digo isto em galego que é para não escandalizar ninguém!



Vejam isto em
https://www.youtube.com/watch?v=NhjbOwPNpRQ

Sem comentários pois para dizer alguma coisa é preciso respirar!
E se olhares demasiado vais para o inferno!

Tone do Moleiro Novo