quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

TÚNEL DO MARÃO

Não conheço o Senhor Paulo Alexandre Rodrigues!

Pelo que vou comentar o facto. Não a pessoa.

No abstracto sempre direi que sempre haverá alguém para justificar o injustificável. Mesmo que o injustificável seja isso mesmo!

Há pouco tempo veio a lume uma notícia sobre a indignação, para os lados de Vila Real, com a mudança do centro de vigilância do Túnel do Marão para Almada!

Logo no Espaço do Leitor barra Opinião do JN de 24 de Dezembro aparece este comentário e em destaque:

"Qual o problema? As tecnologias permitem agir com a mesma eficácia a 5 km do local ou a 500 km."


 

Pode ser que assim seja, o que eu duvido mas nem sequer discuto!

A questão que eu coloco é porque não, então e segundo o mesmo princípio,  mudar o centro de vigilância do Túnel do Marquês para Vila Real?

Qual seria então o comentário dos comentadores?

Nunca saberemos pois esta situação nunca se verificará!

Tone do Moleiro Novo

domingo, 18 de dezembro de 2016

Um bom Natal e faça de conta que é meu amigo!

Um bom Natal e faça de conta que é meu amigo!

Esta não é minha. Ouvi-a ontem do Senhor Paulino, afinador de concertinas.

Da sabedoria também!
                                                                                                                                                                                                                                                         Tone do Moleiro Novo                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Virgílio Hipólito Correia

Não conheço o Senhor.

Apenas que é (ou foi) Director do Museu Monográfico de Conimbriga com o curriculum que consegui na NET

http://www.ipt.pt/download/cph/forum_cph1/01_VHCorreia.pdf

Síntese Curricular
Virgílio Nuno Hipólito Correia
Director do Museu Monográfico de Conimbriga;
Professor Afiliado da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Formação académica
• Licenciado em História, variante de Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1984)
• Mestre em Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1993).
• Doutor em História, especialidade de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (2011). ~

Percurso profissional
• Professor do ensino secundário (1984-1987)
• Técnico Superior do Serviço Regional de arqueologia da Zona Sul, dependente do Instituto Português do Património Cultural (1987-1990)
• Técnico superior do Museu Monográfico de Conimbriga (1990-1996)
• Assistente Convidado da Universidade Aberta (1996-1998)
• Técnico superior do Museu Monográfico de Conimbriga (1998-1999)

Actividade científica 
• Colaborador ou responsável de vários projectos de investigação e valorização patrimonial no Alentejo.
• Desde 1990 responsável pela condução da investigação arqueológica em Conimbriga, na sua qualidade de arqueólogo do Museu, em projectos de responsabilidade individual ou em colaboração com outras instituições.
• Co-autor dos volumes de Normas de Inventário de Arqueologia editadas pelo IMC.
• Responsável pela participação de Conimbriga em vários projectos europeus no âmbito dos programas Cultura 2000 e Leonardo da Vinci.
• Fundador da Associação Profissional de Arqueólogos, de que foi Presidente da Direcção, sócio de algumas sociedades científicas nacionais e membro do conselho científico ou redactorial de várias revistas portuguesas e espanholas.
• Autor de cerca de uma centena de trabalhos científicos sobre arqueologia e gestão de património, publicados como monografias e em revistas e actas de congressos nacionais e estrangeiros.

Também chegou ao meu conhecimento um escrito seu nos 


"Roteiros da Arqueologia Portuguesa"     

- COLA Circuito Arqueológico - CORREIA, Virgílio Hipólito. IPPAR - 2002.

“(…) Deve-se a Abel Viana a primeira escavação do Castro da Cola. Ao longo de muitos anos, e em condições 
que se sabe terem sido de uma extraordinária dificuldade e de grande sacrifício pessoal, este investigador, notável pela sua compreensão da realidade humana em que trabalhava – como bem revelam as suas incursões no domínio da etnografia - , escavou o castro e vários monumentos ao redor, que sucessivamente publicou, secundado por nomes que são hoje referência para todos os arqueólogos portugueses, como Hermanfrid Schubart ou Octávio da Veiga Ferreira. As publicações destacam-se pela precisão do inventário das peças, pecando, infelizmente, pelo rudimentar da sua análise. Abel Viana talvez não tenha escrito uma dúzia de páginas duradouras, mas é notável o seu papel na arqueologia do Sul de Portugal da época, que, sem ele, se não distinguiria de um deserto. Para além disso, deixou marca indelével nas populações locais e em todos os arqueólogos que com ele trabalharam. A sua memória é recordada por uma lápide junto ao castro. (…)” - p. 7.

E o meu realçado a vermelho não está aqui por acaso.

E não sei se o autor apenas se refere a uma constatação ou se se trata de um reparo sentido ás rudimentares análises de Abel Viana que não terá escrito uma dúzia de páginas duradouras. Baixo desdém não será.  O "pecando infelizmente pelo rudimentar da sua análise" empregue, nos dará algumas luzes nessas vertentes.

Mas o que parece não ter sido ainda notado por muita e boa gente é que Abel Viana nunca foi arqueólogo! Pelo menos dos encartados. Era Professor Primário! ( tão por baixo ele andou que não chegou a secundário...)

Mas o melhor é ler  Abel Viana para abarcar o seu próprio posicionamento!

Assim no ARQUIVO DE BEJA de 1958 na página 55 e sobre a ARQUEOLOGIA E OS ARQUEÓLOGOS deixou Abel Viana este escrito duradouro e não rudimentar!



E estas considerações finais são elucidativas. Do que a arqueologia nacional menos precisa é de teorias. Menos sábios e mais arqueologia.

E quanto a Abel Viana. "Ele limitou-se a descrever e a classificar sem jamais se permitir o luxo ou pirotecnia das interpretações pretenciosas - porque isso de teoria é o diabo!"

Esta faz-me lembrar uma, já corriqueira, sobre a guerra dos candidatos aos cometas de um fabricante de pneus.

Chefes há muitos. Cozinheiros há poucos!

Tone do Moleiro Novo

Pequena nota acrescentada em 10 de Dezembro de 2016.
Eu não poderia ter escrito este texto sem o alerta e alguma da imensa informação disponibilizada pelo meu amigo António Viana, que me cedeu também uma fotografia com seu tio Abel Viana precisamente no Castro da Cola em 1958.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Simplesmente Maria

A uma que eu vi na televisão e que disse:



Eu sou Maria e esta é a minha cara!





De facto!

Maria

Se em vez da cara tivesses mostrado o cú

Eu não diria

Que tinha visto a tua cara!

Diria que tinha visto um cú!

E nem  saberia

Garantir que a dona dele fosses tu

Pois a sua dona teria

Para mim virado o cú

E quem vê cús não vê caras!



tone do moleiro novo

terça-feira, 22 de novembro de 2016

RIBEIRO DO PÉGO

Não é assim que se escreve mas é assim que se lê e que se diz!


Isto porque e devido ao facto de ser interpelado na minha condição de Areosense esclarecido ( e já agora, pretensioso!) sobre este mesmo ribeiro a que nós chamamos RIO.

E já é a segunda vez que uns alunos já não sei de que escolas, além de certos entendidos de café, tendo vindo à borda das profundezas dos meus conhecimentos, me perguntam sobre o dito cujo mas identificando-o como o Ribeiro do Pêgo. Assim mesmo!

- OH Meus meninos! - Quem foi que vos disse que o Ribeiro era do Pêgo?

- Foi um Professor nosso!

Disseram até o nome do Professor. Mas isso nem sequer toma a importância do facto. 

- Pois digam a esse professor que não é Pêgo mas sim Pégo - com é aberto!

Pêgo é o marido da pêga. 

Pégo refere-se a uma queda de água coisa parecida com o salto que o ribeiro dá no sítio do Pôço Negro e que deu por isso nome ao Rio. Vem do latim pélago. Qualquer bom diccionário ensina.

Pensei melhor e aconselhei os desgraçados a não dizer nada ao professor pois poderia chumbá-los. Mas não deveriam perder de vista a asneira!

Tanto mais que nesta terrinha onde nasci  e desde que tomei conhecimento da minha circunstância, nunca ouvi dizer a nenhuma mãe, avó ou bisavó  que tinham ido lavar a roupa ao rio do macho da pêga!

Tone do Moleiro Novo

sábado, 12 de novembro de 2016

Orlando Raimundo

Orlando Raimundo

Já perdi um bom pedaço do meu precioso tempo com este assunto. 


Mas como ORLANDO RAIMUNDO vem lá citado, acabei por adquirir o livro ANTÓNIO FERRO O INVENTOR DO SALAZARISMO, da sua autoria.  Aqui vai o frontispício!





































Devo reconhecer que se trata do resultado de um trabalho de pesquisa notável!

Mas…

Na pressa de identificar António Ferro como inventor do Salazarismo, acaba Orlando Raimundo por ser ele próprio o inventor de que António Ferro inventou!

Vejamos:

Na Página 216 do exemplar que é meu (porque o paguei!) pode ler-se e em relação à FILIGRANA

“ Associada à extracção do ouro, no Norte do País, a filigrana parece ter surgido pela primeira vez na Póvoa do Lanhoso, sendo depois integrada, por acção dos folcloristas da propaganda, no traje tradicional das mulheres do Minho.”

- Terá sido???

Vejamos o que Ramalho Ortigão descreveu nas FARPAS em 1887 a seguir ao que viu na vestimenta das vendedoras numa feira em Viana em 1885
“Brincos largos de filigrana de Ouro”

Mais à frente, numa velha de sessenta ou setenta anos
“Arrecadas de filigrana”

E acerca da filigrana veja-se o que ROCHA PEIXOTO escreveu no  estudo  As filigranas,  que foi primeiramente publicado em 1908, no tomo II, fascículo 4.º, da Revista Portugália, publicada a 17 de Setembro desse ano na cidade do Porto.

Ora dizer que a integração da filigrana no traje tradicional das mulheres do Minho foi acção dos folcloristas da propaganda, ( de António Ferro,  por suposto) é obra! Tendo em conta que Ferro nasceu em 1895 não é só obra!  É desdobra!

Feérica  é  a serenata final do capitulo a pag.  217 em que  Orlando Raimundo tira o chapéu a António Ferro   
  
“… que teve a habilidade de inventar um país que nunca existiu ou pateada ruidosa aos preguiçosos que não fizeram o trabalho de casa?”

Quem é que é preguiçoso e não fez o trabalho de casa?

Vejamos!

Mais à frente e na página 279
“Forjam-se em vez disso, tradições como a ostentação de ouro nas minhotas da Senhora da Agonia…  sinais exteriores de uma riqueza inexistente.”

Ai sim???

Vejamos agora D. António da Costa,  em NO MINHO, Lisboa 1874 e ao acaso.

“O Peito das minhotas é um céu estrelado! Grilhões de todos os feitios, corações de oiro lavrado, excedendo a palmo, florões que disséramos os grandes crachás Espanhóis  de Carlos III, arrecadas que chegam aos ombros, crucifixos enormes, enormes Virgens da Conceição, peças inteiriças de calvários. Além das três grandes cruzes de Jesus e dos ladrões, o grupo das marias e a scena da tremenda tragédia.”
“A ( minhota) que apresenta nas orelhas um par de compridas e largas arrecadas obedece simplesmente ao mínimo dever; a que apresenta dois pares, cumpre-o; o luxo é penderem-lhe das orelhas três pares e ás vezes quatro!”

Ler também o que este autor diz sobre o significado do oiro e do sacrifício que até os mais humildes faziam para o obter e conservar.  A riqueza não existia. Mas coleccionavam ouro. Ou seja: - Poupavam para os tempos de crise! Além de lhes servir de adorno em tempos festivos!

( Como à parte uma observação curiosa de Cláudio de Basto e já em 1933!                    – Ver Traje à Vianeza

“Vão desaparecendo, porém, as volumosas peças de oiro, os grilhões e as placas enormes, - e vai aparecendo a jóia cada vez mais leve, mais graciosa.”  

Queixam-se agora os puristas que nas Festas de Agonia as Minhotas levam ouro a mais!

- Vá lá entendê-los!)

Voltando a D. António Costa que:
Numa lavradeira de Deucriste no mercado de Viana viu:
“Das orelhas pendiam-lhe arrecadas resplandecentes, ao redor do pescoço um grilhão de oiro em cinco voltas…”

Vejamos de novo o que Ramalho Ortigão descreveu nas FARPAS em 1887 a seguir ao que viu na vestimenta das vendedoras numa feira em Viana em 1885.
“Colares de Contas de ouro Liso”

Na tal velha de sessenta ou setenta anos
“Colar de Grandes contas de ouro pulido”

Numa jovem viúva tecedeira em Cardielos
“Arrecadas e colar de ouro”

Ainda no tal estudo «As filigranas», da autoria de Rocha Peixoto, que foi primeiramente publicado em 1908, no tomo II, fascículo 4.º, da Revista Portugália, publicada a 17 de Setembro desse ano na cidade do Porto, consta:
“Entre nós e ainda actualmente, multiplicam-se os cordões e as gargantilhas, duplicando-se os corações, acrescentando-lhes as cruzes e os cruxifixos, as Virgens da Conceição e os medalhões.” Isto no peito das minhotas!

-Querem ver as fotografias que constam neste trabalho de Rocha Peixoto?
Uma delas foi colorida e deu origem a um postal!




- Quererá isto dizer que Rocha Peixoto foi ludibriado por tudo o que viu e registou?
- E num tempo em que António Ferra andava de Fraldas???

E se querem mais testemunhos da época e não invenções, ler o que  Alberto Sampaio ( 1841 – 1908) em "A Propriedade e Cultura do Minho", na "Revista de Guimarães", vol. V, 1888, pg. 49, escreveu acercas dos minhotos (as)


( Alberto Sampaio o tal das Póvoas Marítimas).


Mas não se fica por aqui o Senhor Orlando Raimundo!

Na página 280 da sua obra consta:
“Ferro, recorre ao talento e á criatividade de Bernardo Marques para inventar o novo estilo, e é assim que surge a exuberância de cores do Rancho de Santa Marta”

Não vou decalcar tudo o que os autores citados escreveram sobre os trajes que viram. Nem tão pouco citar as cores que cada um neles identificou nas diferentes peças do vestuário observado.  Fico-me por aquilo que D. António da Costa escreveu em 1874 sobre,  precisamente, 
“ As de Santa Marta e Meadela…”
“… pôem o seu chiste principal na viveza das cores. O grande lenço chale, verdadeiro turbante, em que predomina o escarlate, é lançado com a mais fantasiosa elegância. A saia riscada a quantas cores há, um verdadeiro arco íris; grande lenço bordado nas mãos; meia alvíssimas, chinelinhas pelo meio dos pés, terminando em bico.”

E Ramalho Ortigão in Farpas 1887 acerca de uma tecedeira precisamente de Santa Marta:
“Colete Azul bordado a vermelho e a ouro. Saia azul com listras e barra encarnadas. Algibeira vermelha com lentejoulas de ouro. Grande lenço de algodão vermelho…”
E de outra da Meadela  vestida de cinzento e Azul… etc.

Isto apenas e para além de toda a restante policromia também descrita por Rocha Peixoto  e outros. Entre os quais ABEL VIANA em 1917 que quanto ao traje de Santa Marta (d)escrevia:

SAIA - A barra é preta bordada a branco, torçal quasi sempre a lantejoula e missanga.

AVENTAL - Atapetados com vários desenhos em geral rosas e coroas, predominando as cores: rosa verde, amarelo e vermelho.


LENÇO - Vermelho


CAMISA - Bordada nos ombros a azul ou vermelho.


COLETE - Comum a outros trajes. Em veludo preto no cinto havendo também em vermelho roxo e verde.


ALGIBEIRA - Comum a outros trajes bordada a fita de lá e missangas, lás de várias cores com lenço bordado com linha de algodão azul ou vermelho.


Mas face à douta informação do Sr. Orlando Raimundo 

teremos que concluir que toda essa gente era daltónica!  

Via cores que não existiam e que só apareceram com o Estado Novo via António Ferro e Benardo Marques!

Ora bolas Senhor Orlando Raimundo!

- Quem é que não fez (no que respeita)  o trabalho de casa?

Não estará, o senhor mesmo, a dar demasiados créditos a António Ferro?


E a mim o que me preocupa não é a ignorância do Sr. Raimundo ( ou pelo menos o seu desleixo)! O que me preocupa é que daqui a cem anos se vai ler o que foi publicado hoje na capital do império (este já vai na segunda edição!). Ninguém vai deitar sentido ao que o desvairado do Lopes alguma vez possa ter dito ou escrito na NET.!



Tone do Moleiro Novo

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

LUÍS PEDRO MARTINS

Não conheço o Senhor!


No entanto posso informar que foi apresentado no Jornal das 8 da TVI do dia de ontem, 4 de Outubro, como coordenador do projecto da abertura, do Paço Episcopal, aos portuenses e aos turistas. - (Deduzo eu!)


Qual não foi a minha surpresa que, na exaltação ao espaço, este senhor informou que o local tinha muita história e nele, até se tinham travado batalhas e ali mesmo "...estava colocada uma bateria anti aérea na altura do Cerco do Porto..."

















Aqui vai o frame do instante. 
Se quiserem confirmem o vídeo no link

http://www.tvi.iol.pt/programa/jornal-das-8/53c6b3903004dc006243d0cf/videos/--/j8--videos/video/57f4288e0cf2e48931e66dc4/1

Foi ás 21 horas e 5 minutos no relógio da TVI.

Até parece o saudoso Hermano Saraiva:

- Foi aqui mesmo que o nosso D. Pedro mandou instalar as anti-aéreas.... etc e tal!


Ironias à parte, D. Pedro tinha todas as razões para montar as tais anti aéreas durante o tal Cerco do Porto. O local era estratégico e o seu querido irmão Miguel dispunha de um esquadrão de Gaivotas bombardeiras escoltado por quatro secções de caças do tipo Falcão. 

Se outro Cerco do Porto haja havido deveria ser situado na história!

Tone do Moleiro Novo ( Filho da puta, o que ele vai buscar!)