sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

S. JOÃO DA CRUZ

Quem me deixou este escrito foi a tal inglesa que fazia parar no trânsito o carro da vaca só nos caminhos de Afife.


Trata-se de um texto de S. João da Cruz, em inglês, do qual me preocupei em saber como era em castelhano. Também aqui vai!

Cuando tu me miravas
tu gracia en mi
tus ojos imprimíam
por esso me adamavas
y en esso merecíam
los míos adorar
lo que en ti vían.

Lopesdareosa

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

UM POVO QUE NUNCA EXISTIU

A frase completa é

"Na qualidade de observador distante, resta-me acrescentar que esse povo autêntico cuja certidão de óbito Homem de Melo passa aqui nunca existiu fora do encantamento de quem o imaginou."

Foi escrita por João Vasconcelos e encontra-se em
file:///C:/Users/Compaq/Downloads/Povo%20Enquanto%20L%C3%ADbido.pdf

Intitulado

O Povo enquanto libido no folclorismo poético de Pedro Homem de Mello (1904-1984)

O que quer dizer que não deve ser tomada literalmente e que deve ser contextualizada para entender ao que o autor se refere para concluir dessa forma.

O texto em causa trata de uma visão sobre a figura de Pedro Homem de Mello, a sua obra e a sua "estética" ligando o Poeta ao folclore e estes ao tal povo que embora referenciado e reverenciado pelo mesmo, não teria existido para lá (ou para cá) da excitação libidinosa do Poeta (Se bem entendí conjugando a conclusão com o título do texto). A não ser assim não entenderei a que povo ou a que libido se referiria o autor.

Ou seja, tudo se passaria sem que nada houvesse para lá ( ou para cá) da exaltação do Poeta. Em parte é verdade. Eu diria que sendo o tal povo cem por cento, Pedro Homem de Mello lhe terá acrescentado mais vinte por cento fruto da sua sensibilidade exacerbada. ( Fosse causa ou efeito por isso era Poeta.)

Em primeiro lugar é necessário localizar o Poeta no meio do tal folclore e ele próprio esclarece em texto publicado no Jornal de Notícias.

"Causa e não  causa pasmo talvez que o autor desta crónica intitulada folclore não se considere nem deixe de se considerar folclorista. Todavia, a seu respeito, no que se relacione com a cultura popular, unicamente podemos afirmar que, nele, a paixão dominante foi, desde sempre, a dança." 

Ou seja; Poeta, Pedro Homem de Melo, alguém o carimbou de "folclorista".

Coloca-se assim neste contexto a não existência desse tal povo que o terá libidinosamente empolgado. Círculo vicioso de insolúvel desenlace.


A minha opinião é exactamente contrária. Quer Pedro Homem de Mello tivesse ou não andado por estas paragens o tal Povo teria existido sempre.
E constituir-se libido nas entranhas de alguém dependeria sempre desse alguém. Caso do Poeta, pelos vistos

Ora Pedro Homem de Melo só por um acaso apareceu no alto Minho.

Quando um ser humano vem ao mundo há qualquer coisa de transcendente na sua génese - quer se trate da natureza ou se pela mão de alguma divindade ( as religiões acreditam nesta ultima explicação) Assim sendo a Pedro Homem de Melo corresponderia a inevitabilidade da sua existência. Logo não se pode exluir a sua passagem por este mundo para demonstrar que este mesmo mundo rolaria mesmo sem ele.

Mas já a passagem de Pedro Homem de Melo pelo Alto Minho não dependeu de algo tão elevado. Foi resultado de um acto bem comezinho e trivial. Apenas e porque o seu Avô, Cunha e Pimentel, comprou por tuta e meia uma propriedade roubada aos cregos pelos liberais. Não o tivesse feito e Pedro Homem de Melo, a quem não lhe negaria a existência por causa disso, possivelmente nunca poria os pés em Afife nem tão pouco contactaria com o tal povo, pelo menos o do  Alto Minho

Seria na mesma poeta, frequentaria o Porto e possivelmente escreveria o mesmo POVO QUE LAVAS NO RIO inspirado não no Rio de Cabanas, mas no de Águeda ou em Provesende, terras de seus avós paternos e maternos onde de certo também o tal povo  lavava nos rios.

Por uma vez Pedro Homem de Melo se enganou. O tal Povo teria já desaparecido - Nada mais errado

Apesar do progresso e do desemborbimento os do Alto Minho (e os outros) não deixariam de lavar nos seus rios. (Onde deixaram de o fazer é porque lhe poluiram as águas ou lhes roubaram o caudal). Nem deixaram  de ir ás feira e à tenda desde Ponte de Lima à Peneda. Nem do Cerdal ou dos Curros na Galiza.

Sorte tivemos nós que isso tivesse acontecido (Pedro Homem de Melo ter andado por estas bandas) dado que se isso não fora, teríamos percorrido metade do século passado sem que uma alma poética do calibre do Dr. Pedro tivesse reparado no tal Povo. Talvez uma Maria Manuela Couto Viana.


Mas a notícia  do tal observado Povo não  dependeu apenas do interesse lírico  de Pedro Homem de Melo. O mesmo Povo, as mesmas circunstância, os mesmos heróis, os mesmos protagonistas foram cantados por outros não tanto ( ou até mais) libidinosos como Pedro Homem de Melo.

Leia-se Ruben A e o que ele escreveu sobre Carreço.

Leia-se Maria Manuela Couto Viana e o seu
Romance do Rapaz de veludo
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2010/12/maria-manuela-couto-viana.html


Leia-se António Pedro no surrealista
PROTOPOEMA DA SERRA D'ARGA
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2011/03/protopoema-da-serra-darga.html

Leia-se Helena Tarouca naquilo a que chamei
ROMANCE NA PONTE DE S.JOÃO
http://lopesdareosa.blogspot.pt/2011/04/cabanas-afife.html

Leia-se o que Ernesto Veiga de Oliveira escreveu sobre S. João D'Arga e sobre o Vilarinho.

E tantos mais sem que a visão desses sobre o mundo fosse exactamente a mesma de Pedro Homem de Melo.

Ou seja,  o tal Povo que Pedro Homem de Melo testemunhou, sempre existiu. E ainda existe, por mais incrível que a coisa se nos apresente.

Quem não acreditar nisso que pergunte ao Alberto Sardinha ou ao José Maria Barroso. Pergunte a um tal Pina Cabral.

E que venha comigo à Peneda ou à Barca, ouver aquelas imensas e intermináveis rodas da Cana Verde.
(Esse tal Pina Cabral já por lá andou segundo confessa no seu AROMAS DE URZE E DE LAMA).

E depois dos meus olhos caírem de inveja por não ser capaz de dançar daquela maneira - como aquele povo autêntico. Mais que não seja porque não há outro - e depois de eu contar o meu lamento ao mundo, que ninguém me venha dizer que esse defeito não terá passado de uma manifestação orgástica do meu encantamento.

Tone do Moleiro Novo

sábado, 1 de dezembro de 2012

OS ESTIGMAS QUE NOS AFASTARAM DO MAR E DA AGRICULTURA

"Numa altura em que urge criar riqueza no país e gerar novas bases de crescimento económico, é necessário olhar para o que esquecemos nas últimas décadas e ultrapassar os estigmas que nos afastaram do mar, da agricultura e até da indústria, com vista a produzirmos, em maior gama e quantidade, produtos e serviços que possam ser dirigidos aos mercados externos",

Estou a citar quem citou ( ver imprensa do dia 22 de Novembro de 2012) e quem cita o que foi citado a mais não é obrigado!

Acontece que segundo dizem os por mim citados quem falou a coisa em primeira mão foi o nosso Presidente, Anibal Cavaco Silva.

Graças a Deus que não falou na terceira pessoa do plural mas estragou logo tudo quando, em vez,  aplicou a primeira pessoa do plural - ESQUECEMOS - Nós, subentende-se!

- Nós quem Sr. Presidente?

Eu não esquecí e ainda cá estou. Nem eu nem o meu amigo Ernesto Minas. Muito menos este que perdeu a perna esquerda na tomada de força do seu tractor e ainda por cá anda!

Quem se esqueceu foram os estigmatizados, não os fisicamente como o Ernesto, pois estes transportarão a sua desgraça até ao cemitério.

Quem se esqueceu foram os estigmatizados mentais que por terem sido castigados em pequeninos a trabalhos forçados (???) nunca mais se quiseram  lembrar da agricultura com a agravante de, alguns deles, terem chegados a altos cargos da nação transportando consigo uma visão burguesa da humanidade e que por isso condenaram os vindouros ao betão e ao cimento armado.

Mas esses, tendo esquecido, morrerão sem remorsos.

A não ser que se trate de um pungente caso de contrição tardia!

Tone do Moleiro Novo numa tarde em que se achou sem pachorra para aturar tanto cinismo, tanta desvergonha, tanta cara de pau!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

PONTE DE ARIOZA

Na realidade trata-se da Ponte sobre o Rio do Pégo logo a sul do apeadeiro de Areosa. Fotografia da CP nos fins do século dezanove que viajava com as carruagens num conjunto de quadros retratando sítios de itinerários, nuitos dos quais  o desemborbimento fez  desaparecer.

Oferta do Chico Franco quinze dias antes de morrer.

Lopesdareosa

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BAILES DO CALDO VERDE NO CASINO DE AFIFE

O meu primeiro baile no Casino de Afife foi em 1964. Ainda me tocou aquela visão.

As raparigas de Afife sentavam-se nas cadeiras do salão vestidas com os seus fatos ricos, ditos à lavradeira. E apenas as que se assim se apresentavam tinham esse direito.

Mas não fui o único nem o primeiro a dar de caras com aquela colorida ferradura.

De Areosa e cerca de uma dúzia de anos antes, já tinha chegado a esses ares o Francisco Franco - Chico Móca para os da Terra.

Na fotografia e com o seu impecável fato claro, ladeado pelas,

Rosalina das Maçães
Matilde do Martinho
Amélia das Maiatas

           então mocidade e já  senhoras de Afife quando tiveram comigo a especial delicadeza de me permitirem publicar, com este texto, a sua imagem doutros tempos.

Do Chico Franco é uma surpresa que faço aos seus familiares e conhecidos.

Com as minhas memórias de um amigo que não me avisou que ía morrer quinze dias depois de me ter oferecido o quadro do combóio no apeadeiro de Areoza!


Lopesdareosa

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

JULINHO DA CONCERTINA

Soube dele pelos jornais. Fui ter com ele à Flagueira na Quinta da Lage. Veio a Viana. Veio a Afife. Estivemos na Barrenta.

Santiago - Cabo Verde - Funáná - Ferro Gaita.

O Emigrante Julinho! Toca o Emigrante para mim!


Trocámos de concertina para a fotografia.
Julinho! ainda tenho a mesma concertina e o mesmo RX.

Um Abraço

Lopesdareosa

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

VAI SAIR ASNEIRA


VAI SAIR ASNEIRA

Como se vai esgotando o léxico disponível para arranjar motivos para nos irem ao fardamento alguém se lembrou agora que era necessário refundar o Estado. Em primeiro lugar é necessário saber se se trata do Estado Portugal ou se do Estado de Portugal. Depois não se sabe se o verbo empregue significa  tornar mais fundo aquilo que já o é ou  se, num sentido mais tropo, quer dizer que temos que refazer (talvez corrigir) aquilo que o nosso D. Afonso Henriques fez e que lhe valeu aquela alcunha que eu aprendi a respeitar na escola primária.

Vai daí, toca a diminuir o número de Juntas de Freguesia! Para diminuir os gastos. Dizem.

Por agregação sem que as freguesias se extingam!!!! Também dizem!

Há quem argumente que a oposição a esta reforma é o comodismo de quem não quer que se faça algo. Ora este, tanto generoso como falso generalismo, não tem que conduzir necessariamente ao triunfo da asneira.

Depois não acredito que se vá poupar grande coisa!

- Na junção das freguesias A, B e C onde vai ser a capital?
- Como vai ser isso decidido?
- Vão passar para lá todos os arquivos e administrativos?
- Vão construir uma nova sede para o mega executivo?
- Vai ser na B que fica a meio?
- Terão então as pessoas de A e C de se deslocar a B para tratar do atestado de    residência?

Responderão que tudo fica na mesma. Nos mesmos edifícios com os mesmos serviços. Assim sendo teremos um mega executivo itinerante que se deslocará de freguesia em freguesia  para despachar.
- E vão fazê-lo de graça?
– Vão andar a pé ou apresentam a conta da gasolina?  Perguntarei eu a quem defende  que esta reforma será para poupar dinheiro aos contribuintes.

- Quem serão os candidatos a ter o triplo de trabalho a troco do mesmo dinheiro???
- Como vão ser as reuniões de Junta e de  Assembleia?
- Vai tudo a correr para a capital B?
- Vai haver assembleias sectoriais?
- Não irão ser criadas mega Autarquias afastando os centros de decisão e apoio administrativo das pessoas e do terreno?
 – Quando tanto se fala em regionalização e descentralização?
- Vai haver um orçamento único A+B+C em que os rendimentos da Freguesia A vão ser    compartilhados por quem nunca teve direito a eles sejam da B e/ou da C?
- Vai haver orçamentos um para cada freguesia A, B e C?
- Quando houver um conflito de interesses entre a Freguesia A e B quem, como e    porque vias vai patrocinar a queixosa?
– A Mega Autarquia A+B+C  que representa    também a freguesia demandada?

Querem criar monopólios em cima de  uma mixórdia  daquilo que é diverso. Arquétipos e idiossincrasias que vêm de tempos anteriores à nacionalidade e que foram o fermento da mesma.

Falam na tal massa critica, consequente à agregação, que permitirá mais isto mais aquilo. Ora essa massa crítica já existe mesmo sem agregação. E tem um enquadramento e uma superintendência que é o Órgão Municipal. Dito por outras palavras; nada haverá que possa ser feito dentro e por efeito  da tal  agregação que não possa ser feito sem ela.

É proposto agora que Areosa se agregue a Monserrate, Santa Maria Maior e Meadela!

Acontece que Areosa nasceu atlântica sem nada a ver com a Vianna ribeirinha que lhe é posterior no tempo. Na criação da Villa foi incumbida Areosa de fornecer a Vianna  produtos agrícolas e de esgotar as fossas da ribeira. Remanesceu até há bem pouco tempo o direito ancestral que o Zé do Reguinho tinha de ir apascentar as vacas para o Campo do Castelo. Tivemos que pagar foro. Tivemos que aguentar com o betão e cimento armado na campina até Camboelas.

Areosa atlântica e rural tem mais a ver com Carrêço e com Afife, por sê-lo, que com as ribeirinhas Monserrate e Santa Maria Maior. Talvez a Meadela tenha mais afinidades com estas. Mas isso é uma questão  dos da Meadela. Um dia destes da ruralidade da Meadela teremos apenas a visão  do faz de conta das lavradeiras em parada da Senhora d’Agonia para turista ver. O resto serão urbanizações da quinta disto ou daquilo!

Acontece que Areosa é ainda e ainda bem, predominantemente rural. A sua área urbana ocupa somente  um quinto  da sua área total. A sua veiga, apesar de mutilada a sul, continua a ser o seu Ex-libris. E reparem que foi e está integrada num Perímetro de Emparcelamento com as veigas de Carrêço e Afife. Que eu saiba ou note não emparcelaram a veiga de Areosa, nem com as leiras de Abelheira que restaram (as quintas já foram à vida), nem com o Campo da Penha, nem com o Campo do Forno, nem com a tapada dos Mártires das Ursulinas. Tanto menos que, roubada esta aos cregos, por uma paleo-versão da POLIS no fim do século dezanove ( versão liberal/tardio ou pré-republicana, como queiram), já desde então foi condenada ao loteamento e à cantaria.

É Santa Maria de Vinha anterior, como a Meadela, à criação da Villa de Vianna. O Bolonhês, no foral da Villa, deixou-as de fora, não por acaso. Areosa ainda e ainda bem, predominantemente rural será absorvida pela urbe, pelo burgo, pela pobra de que nunca fez parte. Os da Meadela talvez não se importem!

Acaba-se com a independência, autonomia, com a alma de Freguesias mais antigas que a nacionalidade.

Areosa mutilada e espoliada nos últimos duzentos anos irá desaparecer definitivamente.

- Quem sairá vencedor nas eleições para a novel mega Autarquia senão aqueles que     beneficiem do maior peso eleitoral das freguesias Santa Maria Maior e Monserrate?
Ou seja os de Areosa correm o risco de  serem arredados do seu espólio tanto histórico como documental e mesmo patrimonial. Assim como do controlo e usufruto dos seus rendimentos.

- Querem agregar?
Agreguem Santa Maria Maior e Monserrate já que em tempos foram uma e só coisa! Não chateiem os vizinhos nem criem conflitos artificiais.

Aparecem agora duas propostas. Uma agrega Areosa e a Meadela a Viana deixando independentes Barroselas e Carvoeiro. Numa segunda versão Areosa fica independente mas obriga à agregação de Barroselas a Carvoeiro. Esperneando os de Areosa dirão os de Carvoeiro e Barroselas
.– O que é que temos a ver com isso?
E Vice Versa.
Ou seja; tanto direito têm uns como os outros de se defenderem sem que haja necessidade desse fratricídio. Ou seja, a proposta também é uma maneira absurda  de nos porem uns contra os outros. 

Querem alterar valores históricos por via administrativa!

 - Por que é que defendendo menos estado, os seus representantes querem impor uma   divisão a régua e esquadro cozinhada nos gabinetes em Lisboa?

- Por que é que não deixam as comunidades fluir normalmente no tempo?

- Por que não aprovam uma lei quadro de união de Freguesias e que se juntassem as que    muito bem isso democraticamente decidissem?

- Porque é que não entregam a gestão das Freguesias a entidades não pagas?

Vão aqui à vizinha Galiza para ver como é. Não há Juntas de Freguesia mas no entanto e apesar disso é respeitada a identidade e independência das paróquias

Voltemos à refundação. Por este andar,  e no limite, no tal refundar o que o Fundador fundou, os nossos governantes irão propor  que se rasgue o tratado de Zamora e o de Alcanizes e decretar a agregação de Portugal à Espanha, tendo em conta que, na mesma linha de raciocínio, pouparíamos dinheiro nessa agregação. E como os Espanhóis gastam menos com a Reinação que nós com a Presidência, para poupar ainda mais,  seria a monarquia a comandar as tropas com o João Carlos à frente. Este tem já uma vantagem em relação aos Filipes – fala português sem sotaque!
Pelas ruas de amargura ficaria o nosso Duarte de Bragança, mas sempre poderia orgulhar-se de ser primo afastado do Rei de Portugal.

CONCLUSÃO
Contam os de Afife que numa reunião anual do Casino em que estava presente o Engraciano, um outro associado pediu a palavra ao Presidente da Mesa. Conhecendo a estirpe logo o Engraciano se adiantou à intervenção do dito outro para proclamar em tom enfático a arrastado
- Vai sair asneira!
É evidente que a coisa deu para rir devagarinho por conhecimento de todos daquilo que o Engraciano era capaz e ao mesmo tempo por respeito ao dito outro associado. Mas o melhor estava para vir. O tal associado fez a sua intervenção, defendeu os seus pontos de vista e acabou tenho dito. Mal acabou ouviu-se o Engraciano!
- Eu não lhes disse!!!

Estou na mesma.
Quanto à criação de mega confrarias de fregueses, vai sair asneira!
Não digam depois que não os avisei!

LOPESDAREOSA