terça-feira, 30 de outubro de 2012

O QUE FALTOU AO INTERIOR DO PAÍS

Com este título comentava Paulo Ferreira no JN de 5 de Agosto deste ano a frase de Luis Menezes " A política de dar tudo ao interior (do país) não funcionou" divulgada no mesmo JN, edição de Quinta Feira, dia dois do mesmo mês, dita no contexto de uma entrevista, num enquadramento de desnecessária explicação - está publicado - e coisa já feita  pelo mesmo Paulo Ferreira.

Mas para além dos comentários de Paulo Ferreira sintetizados no periodo final do seu texto:

" A frase de Menezes tem, portanto, um erro de base. Ao interior não de seu tudo. Faltou-lhe dar o essencial: atenção e rigor no desenho de políticas sérias e a sério. O betão serviu para cobrir a razão. ( e também o descernimento e a falta de visão daquilo que o interior é e significa, diria eu!) O resultado está à vista."

Aquela frase, à primeira vista quase inatacável, como Paulo Ferreira qualifica, é no mínimo inigmática. Não se sabe se reflecte uma admiração ou surpresa, ou se reflecte um reconhecimento de que não houve até hoje nenhuma estratégia ou estratego à altura do país. E destes alguns houve com sobrantes poderes para, atempadamente, terem manobrado o leme na direcção certa. 

A minha sujestão é a de que, uma vez ultrapassada esta crise ( à custa dos sempre os mesmos) tudo se reconstrua com o triunfo das mesmas mentalidades (estruturas e gentes)  que nos conduziram ao que chegamos!!!

- Não arrepiem caminho, não!

Leiam o PÚBLICO de 15 de Agosto. Lá o Senhor Paulo Neto professor da Universidade de Évora dá algumas explicações pelo preço de um diário!

Lopesdareosa

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

EDNA HOLT

Em 1977 fui a Bristol.

No commom de Hambrook fixei para a posteridade a única altura da minha vida em que deixei crescer a barba para ver como era. Foi na semana do Jubileu da Rainha - Queen Silver Jubilee.

Bem acompanhados, eu e o cavalo, pela saudosa Edna que em Janeiro do ano passado marcou encontro com vários amigos no seu funeral em Hambrook.

Eu estive lá!

Lopes d'Areosa

PRAIA DE AFIFE

Em 1965
A Olívia do Amaro. o Armando da Quinta, o Lopes d'Areosa, o Zé do Porfírio, o Camilo da Venda, o Tone da Quinta, a Cila e o Armando das Maceiras (Melico).

Em 1966
Aqui a coisa não está tão nítida. Um ano mais tarde a tecnologia retrocedeu á lá minuta.

Aninhados, da nossa esquerda para a direita, um dos filhos da D. Emilia Couto Ferreira da Quinta das Laranjeiras, um outro por identificar,  depois o Amaro do Amaro, ao lado o Zé Zé do Pôço, mais para a nossa direita, o do Campo.
Por detrás e de pé o Michael de Bristol, O França do Amaral, O Tone do Moleiro Novo, O Manel do Silva, o Armando da quinta e o banheiro á data que não me lembro do nome.

Isto no tempo em que a praia de  Afife era do tempo do lá vem um!

LOPESDAREOSA

sábado, 6 de outubro de 2012

JAMES HILL

Será que a beleza possa estar num cavaquinho?



http://www.youtube.com/watch?v=KV2nZF-pZ1g&NR=1&feature=fvwp


Pelo menos está ao lado!

Mais uma preciosidade no youtube.

Sem mais comentários a não ser violoncelo eu fora!

Tone do Moleiro Novo

sábado, 29 de setembro de 2012

WE WILL ROCK YOU

We Will Rock You

Buddy you're a boy make a big noise
Playin' in the street gonna be a big man some day
You got mud on yo' face
You big disgrace
Kickin' your can all over the place

Singin'

We will we will rock you
We will we will rock you

Buddy you're a young man hard man
Shoutin' in the street gonna take on the world some day
You got blood on yo' face
You big disgrace
Wavin' your banner all over the place

We will we will rock you

Singin'

We will we will rock you

Buddy you're an old man poor man
Pleadin' with your eyes gonna make you some peace some day
You got mud on your face
You big disgrace
Somebody better put you back into your place

We will we will rock you

Singin'

We will we will rock you

Estas palavras passam despercebidas ao ouvir a música dos  QUEEN na qual sobressai e apenas retemos, a esmagadora batida rítmica de um tema que muitos autores da chamada música rock invejariam criar.

No entanto a palavra rock tem dois sentidos. Além do género musical, ganha um significado agitador.

Agitar ou ser agitado é uma escolha.

Se ao mesmo tempo apela ás capacidades de cada um, por outro lado
lembra-nos a nossa condição de zéz ninguéns.

Se em vez de lama e sangue lá pusermos merda, a imagem seria igual àquela em que os meus avós borrariam a cara de vergonha se fizessem algo que  as suas consciências  condenassem.

O melhor será que alguém nos ponha no devido lugar.
Ou, em alternativa, que nós punhamos alguém no seu devido lugar.
Porque vergonha não têm e muito menos borrarão a cara com merda.

Nota

Fred Mercury foi um génio da expressão corporal e uma voz portentosa.
Bryan May é um génio de engenharia, musical e lírica.

Vão ao youtube. Está lá tudo.

lopesdareosa

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

15 DE AGOSTO

Festa em Monção em  Honra da Virgem das Dores

Noite de verbena na Praça de Deu-la-Deu.

Tocam os "Plátanos".

No meio do baile, no meio da multidão, dois olhos amendoados daqueles de que há só dois.

Parecia ter sido feita à imagem de tudo o que num campo de trigo brilha, num dia de Junho, cheio de Sol, em vésperas de colheita.

Mas as águas correm para o Rio e o Rio corre para o Mar.
Não há regresso.

Mas nem tudo vai com as águas. Presas ás margens do Rio Minho, como as pedras da Torre da Lapela, ficam as lembranças.













DOS  CASTELOS  QUE  PEDRA  A PEDRA CONSTRUÍMOS
DE  GRANITO  COMO  O  DESTE  JUNTO  AO  RIO
SUSPENSOS,  PORQUE PENAS,  POR UM FIO
DO  OURO  DE  TUDO  AQUILO  QUE  SENTIMOS

OS ADARVES  (E OS NOSSOS GESTOS)  QUE VÃO SENDO
COISA  VAGA  DE  QUE  APENAS  NOS LEMBRAMOS
PORQUE  FICAM  NOS  LUGARES  ONDE  PASSAMOS
VÃO, POUCO A POUCO,  ESMAECENDO COM O TEMPO

COM O BARRO  -  NOSSO OLHAR  -  QUE FAZ AS JUNTAS
FICARÃO  NUM  REMORSO  PESADO  E  LENTO
NA  POEIRA  LEVANTADA  PELO  VENTO

                                                                   DO ESTIO

NAS  MASMORRAS  DO  INVERNO EM NOITES FRIAS

COMO AS SOMBRAS
QUE SE ERGUEM AO FIM DA TARDE

                                                                   NO VAZIO

FICARÃO,  DENTRO DE NÓS,  EM  NOSSAS  VIDAS
MESMO  QUE  O  SOL  SE  PONHA  E  O  DIA  ACABE 

Tone do Moleiro Novo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ALCAIDES E ALCALDES

Nunca percebi qual a razão pela qual deste canto da Ibéria chamam alcaides aos Alcaldes do outro lado.
Se nunca do lado de cá chamam alcaides aos Presidentes das Câmaras; se nunca do lado de lá chamam alcaides aos Presidentes dos Ayuntamientos porque carga de água chamam os de cá alcaides aos Alcaldes?

Curiosa generalidade de que hoje testemunhei uma excepção.
No Canal 1 da RTP, no telejornal das 13H00 e informando sobre a supressão do Ramal de Cáceres vi e ouvi o jornalista António Nunes Farias chamar Alcalde ao Alcalde  presidente do Ayuntamiento espanhol de Valência de Alcântara, Pablo Carrillo, que num português sem sotaque se mostrou surpreso e  contra a decisão do Governo português.
Mais adiantou e para nossa vergonha, que do lado de lá continuaria uma composição da RENFE sempre disponivel para chegar a MADRID.
Os do lado de cá de Cáceres no entretanto tomaram uma actitude tipo ovo de colombo. Descerraram um dístico onde se dava conhecimento à posteridade a data e os responsáveis pelo encerramento do Ramal.
De facto se se colocam placas a comemorar os inaugurações, porque não assinalar com lápides os encerramentos?
Se os de Bragança fizerem o mesmo, muita gente se surprenderá, no futuro, quanto ás responsabilidades de quem hoje jura defender os interesses do  país.

TONE DO MOLEIRO NOVO