sábado, 6 de outubro de 2012

JAMES HILL

Será que a beleza possa estar num cavaquinho?



http://www.youtube.com/watch?v=KV2nZF-pZ1g&NR=1&feature=fvwp


Pelo menos está ao lado!

Mais uma preciosidade no youtube.

Sem mais comentários a não ser violoncelo eu fora!

Tone do Moleiro Novo

sábado, 29 de setembro de 2012

WE WILL ROCK YOU

We Will Rock You

Buddy you're a boy make a big noise
Playin' in the street gonna be a big man some day
You got mud on yo' face
You big disgrace
Kickin' your can all over the place

Singin'

We will we will rock you
We will we will rock you

Buddy you're a young man hard man
Shoutin' in the street gonna take on the world some day
You got blood on yo' face
You big disgrace
Wavin' your banner all over the place

We will we will rock you

Singin'

We will we will rock you

Buddy you're an old man poor man
Pleadin' with your eyes gonna make you some peace some day
You got mud on your face
You big disgrace
Somebody better put you back into your place

We will we will rock you

Singin'

We will we will rock you

Estas palavras passam despercebidas ao ouvir a música dos  QUEEN na qual sobressai e apenas retemos, a esmagadora batida rítmica de um tema que muitos autores da chamada música rock invejariam criar.

No entanto a palavra rock tem dois sentidos. Além do género musical, ganha um significado agitador.

Agitar ou ser agitado é uma escolha.

Se ao mesmo tempo apela ás capacidades de cada um, por outro lado
lembra-nos a nossa condição de zéz ninguéns.

Se em vez de lama e sangue lá pusermos merda, a imagem seria igual àquela em que os meus avós borrariam a cara de vergonha se fizessem algo que  as suas consciências  condenassem.

O melhor será que alguém nos ponha no devido lugar.
Ou, em alternativa, que nós punhamos alguém no seu devido lugar.
Porque vergonha não têm e muito menos borrarão a cara com merda.

Nota

Fred Mercury foi um génio da expressão corporal e uma voz portentosa.
Bryan May é um génio de engenharia, musical e lírica.

Vão ao youtube. Está lá tudo.

lopesdareosa

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

15 DE AGOSTO

Festa em Monção em  Honra da Virgem das Dores

Noite de verbena na Praça de Deu-la-Deu.

Tocam os "Plátanos".

No meio do baile, no meio da multidão, dois olhos amendoados daqueles de que há só dois.

Parecia ter sido feita à imagem de tudo o que num campo de trigo brilha, num dia de Junho, cheio de Sol, em vésperas de colheita.

Mas as águas correm para o Rio e o Rio corre para o Mar.
Não há regresso.

Mas nem tudo vai com as águas. Presas ás margens do Rio Minho, como as pedras da Torre da Lapela, ficam as lembranças.













DOS  CASTELOS  QUE  PEDRA  A PEDRA CONSTRUÍMOS
DE  GRANITO  COMO  O  DESTE  JUNTO  AO  RIO
SUSPENSOS,  PORQUE PENAS,  POR UM FIO
DO  OURO  DE  TUDO  AQUILO  QUE  SENTIMOS

OS ADARVES  (E OS NOSSOS GESTOS)  QUE VÃO SENDO
COISA  VAGA  DE  QUE  APENAS  NOS LEMBRAMOS
PORQUE  FICAM  NOS  LUGARES  ONDE  PASSAMOS
VÃO, POUCO A POUCO,  ESMAECENDO COM O TEMPO

COM O BARRO  -  NOSSO OLHAR  -  QUE FAZ AS JUNTAS
FICARÃO  NUM  REMORSO  PESADO  E  LENTO
NA  POEIRA  LEVANTADA  PELO  VENTO

                                                                   DO ESTIO

NAS  MASMORRAS  DO  INVERNO EM NOITES FRIAS

COMO AS SOMBRAS
QUE SE ERGUEM AO FIM DA TARDE

                                                                   NO VAZIO

FICARÃO,  DENTRO DE NÓS,  EM  NOSSAS  VIDAS
MESMO  QUE  O  SOL  SE  PONHA  E  O  DIA  ACABE 

Tone do Moleiro Novo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ALCAIDES E ALCALDES

Nunca percebi qual a razão pela qual deste canto da Ibéria chamam alcaides aos Alcaldes do outro lado.
Se nunca do lado de cá chamam alcaides aos Presidentes das Câmaras; se nunca do lado de lá chamam alcaides aos Presidentes dos Ayuntamientos porque carga de água chamam os de cá alcaides aos Alcaldes?

Curiosa generalidade de que hoje testemunhei uma excepção.
No Canal 1 da RTP, no telejornal das 13H00 e informando sobre a supressão do Ramal de Cáceres vi e ouvi o jornalista António Nunes Farias chamar Alcalde ao Alcalde  presidente do Ayuntamiento espanhol de Valência de Alcântara, Pablo Carrillo, que num português sem sotaque se mostrou surpreso e  contra a decisão do Governo português.
Mais adiantou e para nossa vergonha, que do lado de lá continuaria uma composição da RENFE sempre disponivel para chegar a MADRID.
Os do lado de cá de Cáceres no entretanto tomaram uma actitude tipo ovo de colombo. Descerraram um dístico onde se dava conhecimento à posteridade a data e os responsáveis pelo encerramento do Ramal.
De facto se se colocam placas a comemorar os inaugurações, porque não assinalar com lápides os encerramentos?
Se os de Bragança fizerem o mesmo, muita gente se surprenderá, no futuro, quanto ás responsabilidades de quem hoje jura defender os interesses do  país.

TONE DO MOLEIRO NOVO

sábado, 11 de agosto de 2012

BERNARDO LOPES PÓVOA

Deu-me a notícia o Augusto Canário.
Tinha morrido o Senhor Bernardo Lopes Póvoa de Benavila, Aviz.
Este texto é provisório. Colocarei cá uma fotografia com este Alentejano a tocar de pé.
Um dia, em Viana do Castelo, meti-me com ele pois começara a tocar sentado. Brinquei com este pormenor e a sua qualidade de Alentejano. Garantiu-me que nunca mais tocaria sentado.
Não sei quando foi a última vez que tocou a sua concertina e se a tocou de pé ou sentado.
Mesmo sentado tocaria de pé como tocam e cantam todos os Alentejanos.

Ao Senhor Bernardo peço que dê um grande abraço a Chavela Vargas que também escolheu Agosto para partir. Lá no céu deve haver qualquer coisa como a Casa do Artista onde todos se encontrarão.

Estou a chorar Senhor Bernardo por não mais o ouvir tocar o seu VIRA.

António Alves Barros Lopes

quinta-feira, 28 de junho de 2012

BOVINOS ASSILVESTRADOS

Já tinha ouvido falar em cães assilvestrados que, numa situação caricata, alguém, entendido, entendeu que os pacóvios cá da terra não sabiam distinguir dos lobos. Um dia destes contarei a peripécia!

Também dos gatos mataranhos, nome pelo qual o meu avô identificava os gatos-bravos. Um desses morreu ao beber água envenedada depois de ter comido um naco de carne esmagado em sal. O félis felino em causa era de tal maneira esperto que identificava a carne envenenada e não a comia. Comia isso sim as galinhas lá da capoeira. Mas o meu avô Jerónimo era mais esperto que o gato e o gato morreu!

Mas bovinos assilvestrados é a primeira!
Isto depois de  ter deparado com a notícia do NOTÍCIAS de 20 de Junho de 2012.
Nesta notícia ressaltaram-me várias interrogações.
- Os animais em estado selvagem não seriam de ninguém e que haveria pessoas que subindo a serra se apoderam dos melhores exemplares, dizendo que o gado lhes pertence?

Coisa incompreensivel pois a ninguém lhe passaria pela cabeça ter gado no monte para que o vizinho vá lá escolher as melhores reses!

Depois para ter gado no monte, tanto quanto é do meu conhecimento, é necessário ter a autorização da entidade tutelar dos terrenos que normalmente são as Freguesias representadas pela respectiva Junta ou pelas Comissões de Baldios.

Dessa autorização depende também a atribuição de subsídios por animal e o número de animais depende da área atribuida. Daí resulta que (1) é do interesse do ganadeiro ter todo o gado registado pois só assim terá maior beneficio económico.

Esse registo consiste em ter uma caderneta por cada animal a que corresponde o respectivo brinco assim chamado.

Aliás sem esses documentos não pode haver abate. E se não for para abater não sei que interesse haveria em criar gado dessa forma. (Exclusão evidente ao abate clandestino que julgo não ser o caso).

A outra alternativa é o ganadeiro (por absurdo ou estupidez) não ter o gado legalizado o que não quer dizer que não lhe pertença. Nessa circunstância e também no caso de haver prejuizos para terceiros, qualquer  control passaria por recolher o gado e controlar caso a caso as cabeças de gado nas vertentes do registo e de sanidade. Nos casos em que isso fosse justificado por falta de legalização as reses sadias seguiriam para abate em matadouro certificado e a sua carne distribuida por instituições de caridade. Ou então colocada no mercado e o seu valor pagar os prejuizos causados sempre que o animal não apresentasse o dono!

O gado doente seria objecto do procedimento normal com gado doente!

- Agora abater a tiro reses saudáveis e enterrá-las??? 
- Isso é crime!

Nem na África fazem isso a coisas mais selvagens do que vacas no Alto Minho!
Aos elefantes, rinocereontes e outros bichos é-lhes atirado com tranquilizantes para os dominar!



Ver o lindo serviço em

De onde foram copiadas algumas  imagens:

Nota (1)
Daí resulta que...
Homenagem ao Senhor Fragoso de Carreço, avô do Ernesto Passarinho, cuja erudição o levava a, no fim de qualquer argumentação, rematar com  a citada o que lhe valeu ser conhecido pelo RESULTA!

Lopesdareosa

terça-feira, 26 de junho de 2012

SÃO JOÃO DE TODOS

SÃO JOÃO COM TODOS

Sou leitor de todos os anos das quadras de S. João no JN.
Fiquei com o recorte das páginas respeitantes de este ano.

E fiquei um tanto ou quanto surpreendido com a atribuição do primeiro lugar a uma quadra que muito embora bem construida assenta numa rima em tantas outras recorrente.

As orvalhadas na rua
S. João sobre a cascata
Lembram rendinhas que a Lua
Urdiu com fios de prata

Sem desprimor para a autoria - uma tal Sílvia, rua, lua, cascata, prata...serenata....

Resta o sumo da urdidura que a lua faz com as orvalhadas, imagem bonita de facto!

No entanto outras haveria no meu gosto

Uma quanto à fina ironia

Não te iludas meu amor
Co'a cascata do vizinho
tem balões e muita cor
Mas não tem nenhum santinho 

Sexto prémio de um(a) tal  LEBA

Outra

No S. João fui teu par
Mas deixa, amor, que te diga
Que vi teus olhos brilhar
Nos balões da minha amiga

Bem, esta, de uma tal Ana Maria, é demais. A coisa passou-se decerto na rua que conduz ao largo do divórcio!

No entanto a minha preferência iria para o resumo de tudo aquilo que o S. João do Porto representa na sua universalidade.
à qual foi atribuído o segundo lugar;

MAGIAR sintetizou desta forma:

Mais que santo da Igreja
É do Porto o S. João
Cá todo o povo festeja
Mouro, judeu ou cristão

Estava eu nesta lucubração quando, no dia seguinte ao S. João, deparo no PÚBLICO com esta imagem ( pag. 30 da edição de 25 de Junho de 2012)

Ora acontece que acrescentar outros credos à quadra não seria compatível com a rima ou com a métria. Mas este o retratado caberá também tanto na quadra como no nosso S. João.

Com os meus cumprimentos ao Juri e aos concorrentes das quadras de S. João.

Lopesdareosa