Era minha intenção colar aqui dois vídeos.
Um da Amália a cantar Gorrioncillo Petcho Amarillo e outro de Miguel Aceves Mejia interpretando o mesmo tema. Isto para mostrar a tal ligação do Fado aos Mariachis.
http://www.youtube.com/watch?v=yJjw5Or4XUc&feature=related - Amália
http://www.youtube.com/watch?v=3P8ajObPQhg&feature=related - Miguel Aceves Mejia
Como o raio da maquineta não me deixa ficam os respectivos links para o Youtube.
É para realçar a espantosa capacidade que Amália tinha de cambiar de ambiente.
Já agora se forem a
http://www.youtube.com/watch?v=REBZ63xiorQ&feature=related - desta vez é a de António Aguilar
e digam lá se Amália não se batia com os melhores!
( Gorrioncillo Petcho Amarillo de Tomás Mendez Sosa)
Barros Lopes
Afife
sábado, 3 de dezembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
FADO E MARIACHI
Por estes dias não se fala de outra coisa. O Fado - Património mundial.
Mas poucos noticiam que não só o Fado foi proclamado!
Foi e foi com
. Os grupos Mariachis, do México,
- A peregrinação a um santuário inca do Peru;
- O Yaokwa rirual dos enawenê-nawê, povo indígena brasileiro de Mato Grosso.
- O saber dos xamãs de Yuruparí, na Amazônia colombiana;
- Um ritual agrícola de replantação de arroz que se realiza em Hiroshima, no Japão;
- Uma procissão de cavaleiros que se realiza na República Tcheca;
- E um teatro tradicional de sombras chinês.
Particularizando o caso dos Mariachis Mexicanos, é interessante falar no cruzamento destes com o Fado.
E teríamos que coleccionar as digressões de Amália pelo México cantando rancheras. Surpreendentemente
não encontrei no Youtube, vídeos dessas actuações.
Mas ficaram outros testemunhos.
Amália no México, conheceu decerto Pedro Infante, Jorge Negrete, Miguel Aceves Mejia e Pedro Vargas.
Pedro Vargas aliás que tinha no seu repertório precisamente a LISBOA ANTIGA. Tê-la-há escutado na voz de Amália.
Mas poucos noticiam que não só o Fado foi proclamado!
Foi e foi com
. Os grupos Mariachis, do México,
- A peregrinação a um santuário inca do Peru;
- O Yaokwa rirual dos enawenê-nawê, povo indígena brasileiro de Mato Grosso.
- O saber dos xamãs de Yuruparí, na Amazônia colombiana;
- Um ritual agrícola de replantação de arroz que se realiza em Hiroshima, no Japão;
- Uma procissão de cavaleiros que se realiza na República Tcheca;
- E um teatro tradicional de sombras chinês.
Particularizando o caso dos Mariachis Mexicanos, é interessante falar no cruzamento destes com o Fado.
E teríamos que coleccionar as digressões de Amália pelo México cantando rancheras. Surpreendentemente
não encontrei no Youtube, vídeos dessas actuações.
Mas ficaram outros testemunhos.
Amália no México, conheceu decerto Pedro Infante, Jorge Negrete, Miguel Aceves Mejia e Pedro Vargas.
Pedro Vargas aliás que tinha no seu repertório precisamente a LISBOA ANTIGA. Tê-la-há escutado na voz de Amália.
Vamos agora comparar com o original de Amélia. Como o raio do sistema não carrega mais um vídeo vou dar a volta ao sistema e abrir novo texto. Até já! Mas se clicar aqui vai lá ter!
O curioso é que todos os grupos de música tradicional mexicana que, ano sim ano não, vêm ao Festival Internacional de Folclore emViana do Castelo, todos eles, tocam LISBOA ANTIGA e sabem do que se trata!
Barros Lopes
Afife
domingo, 20 de novembro de 2011
ISABEL PESSÔA-LOPES e NUNO FERREIRA
Estas duas figuras de quem, na net, lhes roubei a imagem, têm uma coisa em comum.
Ambos, sem utilizarem isso como figura de estilo, puseram os pés ao caminho e percorreram Portugal.
Ou seja, fizeram aquilo que eu faria se me pudesse ausentar, do meu arraial, por períodos longos.
Uma foi e vai contando a sua experiência. O outro escreveu um livro - PORTUGAL A PÉ.
Muito gostaria que tanto a Isabel como o Nuno, se algum dia este sítio virem, me enviassem a resposta a uma pergunta muito simples que, depois desse percorrido, lhes coloco agora:
- Acham que os nossos governantes têm alguma noção do que Portugal seja????
TONE DO MOLEIRO NOVO
NOTA POSTERIOR (já em 22 de Novembro)
De Isabel Pessôa-Lopes recebi a seguinte resposta que vai aqui posta dado que não consigo explicar como diabo não posso comentar os comentários, dificuldade que afinal impediu a autora de se expressar por essa mesma via. Milagres ao contrário. Pelos vistos!
Caríssimo António Lopes:
Resido no estrangeiro desde 1991 mas do que SEMPRE fui lendo/registando à distância...
e agora escutado/conversado/apreendido OLHOS NOS OLHOS, de povoação em (des)povoação, com centenas de 'ilustres desconhecid@s' (i.e. noss@s conterrâne@s),
uma coisa é certa: faria toda a diferença (para melhor!) se @s nosso@s governantes eleitos por 'Ecce Povo' fossem (também) percorrer/observar Portugal (in situ e de viva voz) ... nem que de limusine aí se deslocassem (!) pois prefiro acreditar que tanta negligência governativa se deva a mera ignorância/desconhecimento (facilmente reparável)
e não a incompetência profissional (eleitoralmente cobrável) ou a estupidez pura e simples (dificilmente contornável ou tão pouco aceitável) !!
Mais acrescento que
se algum dia na vida as Pessoas se candidatarem a posições de governância para SERVIREM o país onde nasceram então SIM, interromperei quaisquer das minhas aventuras para lhes CONFIAR o meu voto na urna.
Bem Haja por suas palavras ainda que (advirto) sómente os serões d'Inverno à lareira com @s Amig@s/Familiares me permitirão contar/partilhar VERDADEIRAMENTE o que reflecti/vivenciei ao percorrer a pé e em 80 dias os (Mundos que existem ao longo dos) Pontos Fronteiríços Marítimos (Fortes/Faróis/Cabos de Mar) e Terrestres (Castelos/Fortalezas/Linha da Raia) de Portugal Continental ! ;-)
ISABEL PESSÔA-LOPES
postscriptum:
Recomendo a leitura do Livro de Nuno Ferreira (lançamento: Dez 2011)
http://www.rdj.pt/portugalape/
e das suas Crónicas (que tanto me animaram aquando da minha Mega-Maratona)
http://www.cafeportugal.net/pages/dossier_artigo.aspx?id=2247
bem como a sua Crónica a respeito do meu 'solo'
http://www.cafeportugal.net/pages/dossier_artigo.aspx?id=4051
UNQUOTE
Resido no estrangeiro desde 1991 mas do que SEMPRE fui lendo/registando à distância...
e agora escutado/conversado/apreendido OLHOS NOS OLHOS, de povoação em (des)povoação, com centenas de 'ilustres desconhecid@s' (i.e. noss@s conterrâne@s),
uma coisa é certa: faria toda a diferença (para melhor!) se @s nosso@s governantes eleitos por 'Ecce Povo' fossem (também) percorrer/observar Portugal (in situ e de viva voz) ... nem que de limusine aí se deslocassem (!) pois prefiro acreditar que tanta negligência governativa se deva a mera ignorância/desconhecimento (facilmente reparável)
e não a incompetência profissional (eleitoralmente cobrável) ou a estupidez pura e simples (dificilmente contornável ou tão pouco aceitável) !!
Mais acrescento que
se algum dia na vida as Pessoas se candidatarem a posições de governância para SERVIREM o país onde nasceram então SIM, interromperei quaisquer das minhas aventuras para lhes CONFIAR o meu voto na urna.
Bem Haja por suas palavras ainda que (advirto) sómente os serões d'Inverno à lareira com @s Amig@s/Familiares me permitirão contar/partilhar VERDADEIRAMENTE o que reflecti/vivenciei ao percorrer a pé e em 80 dias os (Mundos que existem ao longo dos) Pontos Fronteiríços Marítimos (Fortes/Faróis/Cabos de Mar) e Terrestres (Castelos/Fortalezas/Linha da Raia) de Portugal Continental ! ;-)
ISABEL PESSÔA-LOPES
postscriptum:
Recomendo a leitura do Livro de Nuno Ferreira (lançamento: Dez 2011)
http://www.rdj.pt/portugalape/
e das suas Crónicas (que tanto me animaram aquando da minha Mega-Maratona)
http://www.cafeportugal.net/
bem como a sua Crónica a respeito do meu 'solo'
http://www.cafeportugal.net/
UNQUOTE
Quanto ao comentário de Nuno Ferreira só tenho duas coisas a dizer.
- TAMBÉM EU!
- TAMBÉM EU!
Lopesdareosa
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
TOTORE CHESSA
Encontrei-o em Arsèguel.
Na actuação de Totore em palco estive sentado à sua beira.
Ouvi e vi pela primeira vez como se toca o organetto na Sardenha.
Tinha casado nesse ano e ofereceu a todos, no almoço, vinho do seu casamento.
Tocava uma Castagnari. Deixou que eu pegasse nela. Afinal igualzinha ás nossas concertinas na afinação.
A música é que é diferente.
Fica aqui a sua arte que me pôs de boca aberta então.
Na actuação de Totore em palco estive sentado à sua beira.
Ouvi e vi pela primeira vez como se toca o organetto na Sardenha.
Tinha casado nesse ano e ofereceu a todos, no almoço, vinho do seu casamento.
Tocava uma Castagnari. Deixou que eu pegasse nela. Afinal igualzinha ás nossas concertinas na afinação.
A música é que é diferente.
Fica aqui a sua arte que me pôs de boca aberta então.
Tone do Moleiro Novo muito pequeno face ao mundo.
domingo, 6 de novembro de 2011
MÉXICO LINDO E QUERIDO
ALMA MEXICANA
Mataram Zapata. Mataram Villa. Fuzilaram Argumedo. Domesticaram a revolução. Já se foram ao Campo Santo os que a cantavam. Negrete, Infante, Aguilar, Mejia e outros.
Ficou o perfume das cavalgadas.
E ficou o cheiro a pólvora. Não só o da balacera em dias de celebração da independência!
Porque sempre choraram a cantar e cantam a chorar, tinham que arranjar um motivo. Continuam a matar-se uns aos outros, agora por causa do narcotráfico. Os sítios são os mesmos. Tijuana. Sinaloa, Chihuahua. Durango do Romance de Bob Dilan.
Pelo meio, metralhados, ficam os protagonistas. Criminosos perante a lei, heróis na lenda, cantados por outros tantos famosos por isso mesmo.
No descritivo da tragédia há uma certa semelhança com os nossos trovadores de feira que não há muito tempo cantavam por aí, ou pelas esquinas, as desgraças próprias ou alheias, distribuindo a troco de uma migalha o impresso da história contada.
Hoje o que se vende são CDs que com outras modernas tecnologias vão dando bom dinheiro a quem disso vive e à custa de situações que a outros, mais directamente afectados, só dão lágrimas e sofrimento.
No entanto fica sempre aquela facilidade singela e quase comovente que a alma mexicana tem em transmitir sentimentos.
Aqui neste corrido LA VIDA DE CHUY E MAURICIO, El Potro de Sinaloa segue e acaba a narrativa de uma forma exemplar e bem mexicana.
fue en el rancho de El Chilar
haya entre cerros y arroyos
sembraban pa cosechar.
Los invadia la pobreza
sufrimientos mas y mas
la luna en la madrugada
los miraban caminar
el sol llegaba y se iba
como los hacia sudar.
Para cerrar la jornada
la lluvia debia empapar
sombrero ropa y huaraches
se tenian que reventar
pisando lodo entre montes
y el frio se lucia mas.
Parecia manto de estrellas
el que la noche alumbraba
testigos de Chuy y Mauricio
que muy tristes se marchaban
despues los vi por Tijuana
El Chilar se encuentra triste
porque ya no regresaron
Ajoya y El Platanar
La Caña y todos los ranchos
y el puente de San Ignacio
ya jamas los ha mirado.
Llegaron a california
con Alvaro trabajaron
el destino y un traidor
sus ilusiones truncaran
hay un corrido que cuenta
el desenlace del drama.
http://www.youtube.com/watch?v=a0ZibvwIHTU
http://www.youtube.com/watch?v=wOGU3rv4yNc
VIVA MÉXICO E O YOUTUBE TAMBÉM
Das Rancheras, dos Corridos, das intermináveis mañanitas, das canciones que cantabam sempre um qualquer desprendido voluntário para matar ou morrer, por uma causa, por uma revolução, por uma traição, por uma discusão de cantina no meio de parrandas e borracheras.
Mataram Zapata. Mataram Villa. Fuzilaram Argumedo. Domesticaram a revolução. Já se foram ao Campo Santo os que a cantavam. Negrete, Infante, Aguilar, Mejia e outros.
Ficou o perfume das cavalgadas.
E ficou o cheiro a pólvora. Não só o da balacera em dias de celebração da independência!
Para que não se olvidassem os bons velhos tempos da revolução, dos charros, das cananas atravessadas na cintura ou no peito, os nossos irmãos mexicanos arranjaram outro motivo para continuar a saga das guitarras que choram à meia noite, dos violinos que choram igual, das trompetas que gritam e das caixas que imitam as ráfagas das metralletas.
Porque sempre choraram a cantar e cantam a chorar, tinham que arranjar um motivo. Continuam a matar-se uns aos outros, agora por causa do narcotráfico. Os sítios são os mesmos. Tijuana. Sinaloa, Chihuahua. Durango do Romance de Bob Dilan.
Pelo meio, metralhados, ficam os protagonistas. Criminosos perante a lei, heróis na lenda, cantados por outros tantos famosos por isso mesmo.
No descritivo da tragédia há uma certa semelhança com os nossos trovadores de feira que não há muito tempo cantavam por aí, ou pelas esquinas, as desgraças próprias ou alheias, distribuindo a troco de uma migalha o impresso da história contada.
Hoje o que se vende são CDs que com outras modernas tecnologias vão dando bom dinheiro a quem disso vive e à custa de situações que a outros, mais directamente afectados, só dão lágrimas e sofrimento.
No entanto fica sempre aquela facilidade singela e quase comovente que a alma mexicana tem em transmitir sentimentos.
Aqui neste corrido LA VIDA DE CHUY E MAURICIO, El Potro de Sinaloa segue e acaba a narrativa de uma forma exemplar e bem mexicana.
Si en vida fuimos alegresbrindemos por los recuerdos
Vai assim:
Estado de Sinaloa
fue en el rancho de El Chilar
nacieron Chuy y Mauricio
no imaginen es verdad
haya entre cerros y arroyos
sembraban pa cosechar.
Los invadia la pobreza
sufrimientos mas y mas
la luna en la madrugada
los miraban caminar
el sol llegaba y se iba
como los hacia sudar.
Para cerrar la jornada
la lluvia debia empapar
sombrero ropa y huaraches
se tenian que reventar
pisando lodo entre montes
y el frio se lucia mas.
Parecia manto de estrellas
el que la noche alumbraba
testigos de Chuy y Mauricio
que muy tristes se marchaban
despues los vi por Tijuana
y tambien por Ensenada.
El Chilar se encuentra triste
porque ya no regresaron
Ajoya y El Platanar
La Caña y todos los ranchos
y el puente de San Ignacio
ya jamas los ha mirado.
Llegaron a california
con Alvaro trabajaron
el destino y un traidor
sus ilusiones truncaran
hay un corrido que cuenta
el desenlace del drama.
Fue en un carro de la Chrysler
un automóvil 300.
Se subió Chuy y Mauricio
felices y muy contentos.
Cómo iban a imaginarse
que los bajarían ya muertos.
Fueron 400 libras
de mota que habían soltado,
qué jugada del destino
miren cómo les pagaron.
Le dieron raite al contrario
y les pagó con balazos.
En el asiento de atrás
ya la muerte iba planeando,
quedarse con el dinero
y decidió asesinarlos.
Chuy quedó al lado derecho
y Mauricio al otro lado.
Otra tumba en San Ignacio
y dos familias llorando.
Faltan dos admiradores
a Canelos de Durango.
En bromas y borracheras,
Alvaro los ha extrañado.
Rancho El Chilar, Sinaloa
ya no volverás a verlos.
Que toquen Vida Mafiosa
el grupo de Los Canelos
Si en vida fuimos alegres
brindemos por los recuerdos.
http://www.youtube.com/watch?v=a0ZibvwIHTU
http://www.youtube.com/watch?v=wOGU3rv4yNc
VIVA MÉXICO E O YOUTUBE TAMBÉM
Tone do Moleiro Novo
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
VILARINHO DA FURNA
É Vilarinho da Furna!
Não é Vilarinho das Furnas!
Arre Pôrra Que é Demais, para não dizer asneiras.
E se não estão convencidos perguntem aos Gonçalves, aos Barrosos, aos Verdegos, aos Canedas, aos Fechas, aos d'Outeiro, aos Martins, aos Trigos, aos Cortinhas...
Leiam Torga.
Leiam Jorge Dias
Leiam Manuel de Azevedo Antunes
E acabem de uma vez por todas com a invenção de Vilarinho das Furnas!
Tone do Moleiro Novo
Não é Vilarinho das Furnas!
Arre Pôrra Que é Demais, para não dizer asneiras.
E se não estão convencidos perguntem aos Gonçalves, aos Barrosos, aos Verdegos, aos Canedas, aos Fechas, aos d'Outeiro, aos Martins, aos Trigos, aos Cortinhas...
Leiam Torga.
Leiam Jorge Dias
Leiam Manuel de Azevedo Antunes
E acabem de uma vez por todas com a invenção de Vilarinho das Furnas!
Tone do Moleiro Novo
domingo, 16 de outubro de 2011
SE A BELEZA FOSSE CALDO!
A tigela estaria aqui! E lá dentro a música, a presença, a interpretação, as palavras, o vestido, o oboé, (ou será fagote? corne inglês?), a quase penca do nariz, Marlene Dietrich Jeanne Moreau, meio por meio.
Mas é a Glenn Close em
http://www.youtube.com/watch?v=vufO2FZY6XQ
Está na minha colecção de pérolas encontradas no Youtube
Lopesdareosa
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