quarta-feira, 6 de julho de 2011

JULIA VAQUERO SOUSA


Mandatory Credit: Gray Mortimore/Allsport. Esta foto Correu mundo. Ainda está no mundo,
encontrei-a em http://www.life.com/image/1917073
5 Jul 1996: Julia Vaquero (á esquerda), Gabriela Szabo (centro) da  Roménia e Fernanda Ribeiro
 (á direita) durante a prova de 5000 metros no  IAAF Oslo Bislett Games Grand Prix, Oslo,
Noruega . Fernanda Ribeiro venceu a prova com o tempo de 14:41.07 minutos. Nessa altura
Fernanda Ribeiro era recordista mundial com 14:36.45 e Júlia Vaquero ficou em terceiro com o
tempo de 14:44.95 que ainda hoje é record de Espanha!

Mas não é isso que me traz aqui!
No FARO DE VIGO de ontem deparei com esta soberba fotografia de Ricardo Grobas.
Julia Vaquero, ayer en el monte Santa Tegra. // Ricardo Grobas
Júlia Vaquero é Gardesa e, aqui, no monte de Santa Trega olha na direcção do fotógrafo.
É como que olhasse o sul onde o seu olhar, ao prolongar-se, encontraria o Alto Minho.


Nas suas costas, ao fundo, A Guarda ribeirinha.

No Baixo Miño, evocar Júlia Vaquero é como, para nós, evocar Manuela Machado. Tão perto que estão uma da outra. No entanto tem a raça, dela, de uma Aurora Cunha, de Fernanda Ribeiro, de uma Rosa Mota ou de uma Marta Dominguez que, na Espanha, não conseguiu bater o seu recorde.

Mas a procura de mais, a superação, o esforço supremo, tem limites e no afã de ultrapassar os próprios ( vivem felizes os que não sentem necessidade de tal) atinge-se aquele ponto em que a vontade de continuar se confunde com a vontade de desistir. Ninguém é obrigado a nada. Essa necessidade vem de dentro. Que o diga a nossa Vanessa Fernandes. Como com Vanessa, uma depressão afastou Júlia Vaquero das pistas e entrou numa outra  corrida na qual não tem adversárias.

Olho agora esta fotografia tirada num local de onde se avista a nossa Serra d'Arga e comovo-me com a ideia deste sublime enquadramento.

Lá estarei no segundo domingo de Agosto, na Subida ao Monte das Festas do Vinho.
E se a Júlia Vaquero também lá for, encontrar-me-á na varanda do restaurante virado a Caminha.
Estarei lá, como em todos os anos, com a minha concertina. Cantarei, como em todos os anos, o abaixa-te ó serra darga e a gôta de Gondarém. Tocarei o alalá das Marinhas se os galegos permitirem.
E, então, manifestar-lhe-ei de viva voz as minhas homenagens.

Lopesdareosa

terça-feira, 5 de julho de 2011

MESQUINHEZ? - AMNÉSIA? - ESTRATÉGIA?

Terça-feira, 11 de Maio de 2010
"A possível tributação do subsídio de Natal a que o Fernando se refere aqui

( referia-se a uma noticia em http://www.publico.pt/Economia/governo-pode-garantir-mais-3000-milhoes-com-iva-e-subsidio-de-natal_1436538  Medidas estão a ser ponderadas para cortar o défice deste ano. Governo pode garantir mais 3000 milhões com IVA e subsídio de Natal  11.05.2010 - 07:19 Por João Ramos de Almeida, Sérgio Aníbal, Nuno Simas).

é confiscação pura e simples. Desde há vários anos que me convenci que a mais elementar boa-fé do Estado, e os próprios direitos constitucionais, voariam pela janela quando chegasse o dia da ruptura do financiamento das pensões de reforma (para quem se interessar, consegui encontrar isto). Enganei-me. Ao que parece a espoliação de uma geração às mãos de outra vai-se fazendo docemente com o consentimento de todos os envolvidos e sem grandes sobressaltos de consciência. Mas, entretanto, o Estado faliu mais rapidamente do que se esperava. E o ataque, dizem, está prestes a começar." Por Miguel Morgado então.

Hoje Miguel Morgado é assessor político de Passos Coelho, este, o tal que disse, às criancinhas, no passado 1 de Abril 
Quote
"Eu nunca ouvi falar nisso no PSD. Eu já ouvi o primeiro ministro dizer, infelizmente, que o PSD quer acabar com muitas coisas e também com o 13º mês, mas nós nunca falamos disso  e isso é um disparate" Unquote

Nos dias de hoje, vitória vitória, é apenas meio disparate!
OU MEIO JÁ-MÉ (digo eu!)

SEGUNDO ANDAMENTO

Paralelamente João Gonçalves no seu Blog "Portugal dos Pequeninos" chamou alforreca a Passos Coelho
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/09/alforreca.html

Escreveu que PC lhe provocava enxaqueca e que lhe cheirava a falso.
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/01/passos-aka-socrates.html

Comparou PC a um mediano treinador de futebol.
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/12/passos-coelho-e-virginia-woolf.html

De uma vacuidade absoluta.
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2008/03/no-abusem.html

Vulgar cacique da JSD.
http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2008/04/vai-longe.html

Candidato a futuro artista de circo.
http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/02/nao-aprenderam-nada.html

Abrótia
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2010/01/vico-revisto-por-lomba.html

Chamou pequeno Torquemada de Tomar ao Relvas.
in http://portugaldospequeninos.blogspot.com/2009/10/o-mesmo.html

Isto também divulgado no EXPRESSO de 2 de Julho de 2011 que realça um pequeno pormenor sem importância. O tal de João Gonçalves, viu a sua frontalidade ser compensada. Foi nomeado adjunto político do Ministro dos assuntos parlamentares, Miguel Relvas, no Governo desse mesmo Passos Coelho!

TERCEIRO ANDAMENTO

em http://desmitos.blogspot.com/2008/05/o-populismo-demaggico.html
"Até se pode simpatizar com Passos Coelho e com a sua imagem fresca (apesar de Passos Coelho ter uma longa história partidária) e jovem na política portuguesa. No entanto, não é assim que se conquista a credibilidade necessária para a liderança do principal partido da oposição. Passos Coelho devia perceber que não é o populismo barato que nos vai levar a lado nenhum. Até o próprio Santana Lopes, populista por natureza, se insurgiu contra as promessas de Passos Coelho..."
Quem isto escreveu foi  Alvaro Santos Pereira em 26 de Maio de 2008.
Hoje Alvaro Santos Pereira é Ministro da Economia no governo de Passos Coelho (PC). E deve estar lá (também) para evitar que PC não diga nem leve á prática as bacoradas, ou outras, que então estavam a ser criticadas por aquele.


ESSA COISA DA ESFERA BLOGAL É UM ESPANTO!

Lopesdareosa
(É só para me rir. Prometo que não volto a descer tão baixo!)

O CATECISMO DO LABREGO

De um tal Fei Marcos da Portela que não era mais que Valentim Lamas Carvajal, um literato, poeta e jornalista Orensano exactamente, ou quase, mais velho que eu cem anos!

Não vou transcrever nem colar o texto basta clicar em http://galsatia.files.wordpress.com/2007/03/catecismo_do_labrego_galego__marcos_da_portela__1889.pdf
Que vão lá ter.

Depois é só atravessar para Sul o Rio Minho. Qualquer coincidência não se fica por uma semelhança qualquer!

Mas não resisto a esta!

P.- ¿Qué quere decir labrego? 
R.- Home acabadiño de traballos, caste de besta de carga na que tanguen a rabear os que gobernan, ser a quen fan pagar cédula como as persoas pra tratalo como aos cás, que leva faltriqueira no traxe por fantesía, boca na cara por bulra, que anda de arrastro como as cobras, que fura na terra como as toupeiras, que traballa moito e come pouco, que á somellanza dos burros de arrieiro que levan o viño e beben a auga, precuran o trigo pra comer o millo, que anda langraneando por unha peseta sin poder nunca xuntala, e que ven ser considerado polos seus somenllantes como un ninguén que a todo chamar chámanlle Xan Paisano."
  
Para enriquecer mais o texto transcrevo a descrição de Manuel Maria Teixeiro

O Labrego
Un labrego tan só é unha cousa
que case non repousa.

Da sementeira a seitura,
pasando pela cava,
a súa vida é moi dura
e moi escrava.

Sempre trafegando,
arando,
sachando,
malhando,
gadanhando,
percurando o gando.

Sempre a olhar pró ceo
com medo e com receo.
Sempre a sementar ilusión
ponhendo na semente o corazón
pra colheitar probeza e mais tristura.

Dilhe ao labrego da beleza
da campía,
da súa fermosura
e poesia.

Dírache que sí,
que a beleza pra tí.

Pró labrego é o trabalho
o andar tocado do caralho,
o pan mouro i o toucinho.

(Múdanse de calzado ou de traxe
cando van de viaxe,
de feira ou de romaxe
e xantan, eses días, pulpo e vinho);
os eidos ciscados, minifundiados
que quér decir atomizados);
o matarse sachar de sol a sol
pra lograr seis patacas
com furacas,
catro grãos de centeo i unha col;
o dobregarse sobor dos sucos
pra pagar gabelas e trabucos;
o vivir entre esterco i animales
en chouzas case inhabitabeles.

I aguantar, aguanta e aguantar,
Agardando morrer pra descansar



(Galiza minha Galiza, digo eu!)

Barros Lopes

( Isto da cultura tem que ser assumido de outra forma!)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ministério da Agricultura, Ambiente, Mar e Ordenamento do Território

Não sei se é novidade. Mas lógico é!
Por uma deficiência congénita nunca entendi, nem nunca entenderei, Ambiente e Ordenamento fora da Agricultura ( eu prefiro chamar-lhe lavoura) ou esta fora daqueles. Nem o mar fora disto tudo.
Nasci, cresci, sempre vivi e ás tantas vou morrer lá, numa aldeia em que todos este elementos se conjugavam, se complementavam e sempre com o elemento humano na coordenação - Os lavradores.
E assim, estes, desde tempos imemoriais se adaptaram à sua circunstância e construíram um sistema em que todas essas vertentes eram respeitadas na sua interligação. Ordenaram o espaço. As veigas e outros terrenos aráveis, que a natureza tinha consolidado ou por deposição de aluviões ou por sedimentação, eram preservadas intocáveis pois se destinavam a produzir pão. Os montes eram utilizados para a retirada de matos que serviam para compostar os estrumes necessários  aos terrenos de cultivo. Com esta acção minimizavam-se os incêndios aproveitando, ao mesmo tempo, a energia desse material. Também serviam para a pastorícia e produção de lenha e madeira. Mas como era necessário habitar numa qualquer área, esta, a área habitacional, não era uma área qualquer. A área "urbana" da aldeia situava-se precisamente nos terrenos de cota superior entre os terrenos aráveis e a meia encosta. Todas as infraestruturas da lavoura e de outras actividades, se construíam nessa área. Solução imanente da própria natureza pois a ninguém lhe passaria pela cabeça construir em terrenos de cultivo e, por outro lado, subir para lá da meia encosta seria penoso, tanto na construção como no dia a dia.

AREOSA. O MAR, A VEIGA, O CASARIO, O MONTE. (E ali a rotundinha em Camboelas. A malandra!)

E era a lavoura, com esse ordenamento, que cuidava daquilo a que chamamos o meio ambiente. Os montes, os rios, as levadas, os sistemas de rega, as limpezas e manutenção de caminhos, dos valados e regos foreiros, eram garantidas pela lavoura. Havia até um guarda campestre. Fiscalização estranha à aldeia era o Guarda Rios e o Cabo do Mar e o Guarda Floestal. Até o Mar dependia da lavoura ou esta do mar. De lá se retirava o argaço para meter nos campos e para dar de comer aos porcos.
Havia leis consuetudinárias Os de Carrêço não frequentavam o Mar de Areosa e vice versa. Pescadores eram os próprios lavradores. Havia pesca no Porto de Vinha. Havia pesca no Lumiar. Os de Carreço içavam uma bandeira na chegada da sardinha e até os de Areosa iam lá comprá-la. Redes e trancadas nas cambôas era para a gente da aldeia que mantinham, contra tudo e contra todos, as paredes daquelas.
Daí que para mim. lavoura, ambiente e ordenamento é tudo (ou quase tudo) a mesma coisa.
Ora esse equilíbrio que observava na minha aldeia, que afinal era o mesmo das aldeia vizinhas que conhecia, sempre o idealizava para no resto de Portugal. Entendia até que essa "ordem natural" fosse intocável e definitiva.
No entanto o progresso, o tal desenborbimento como diz o meu amigo Morada, se encarregou de alterar toda essa estrutura e o idílico boculismo da minha ingénua imaginação. E a minha aldeia tornou-se o microcosmo daquilo que sucedeu em Portugal. Ou, dito de outra forma, em Portugal sucederam, de uma forma ampliada, todos os males que atacaram a minha Aldeia .
Por todo o Portugal se destruíram terrenos aráveis com construções e cimento armado?
- Na minha aldeia também.
Na minha aldeia o montes foram abandonados?
-Em Portugal também.
Em Portugal deram cabo das pescas??
-Na minha aldeia também.
Na minha aldeia a agricultura foi abandonada?
- Em Portugal também.
Em Portugal semearam-se pinheiros em terrenos de cultivo?
- Na minha aldeia também.
Na minha aldeia há mamarrachos por todo o lado?
-Em Portugal também!
Em Portugal a ruralidade foi atirada para um canto??
- Na minha aldeia também.
Em Portugal constrói-se em cima das linhas de água?
- Na minha aldeia também.
Na minha aldeia os montes ardem?
- Em Portugal também.
Em Portugal há a mania de que não somos um país rural?
- Na minha aldeia essa mania foi materializada por via administrativa fazendo de mim um citadino à força.
Na minha aldeia consporcaram as linhas de água?
- Em Portugal ribeiras e rios!
Portugal é a terra das rodovias e rotundas?
-A minha aldeia vai sendo!
Ora, para mim,  tem toda a lógica ampliar para o país inteiro o tal equilíbrio entre agricultura, ordenamento e ambiente (mar incluído) que eu sempre admirei na minha aldeia (antes do descalabro).
Mas não sei se a esta ministerial fusão orgânica corresponde, da parte dos responsáveis, um sentido filosófico do que tudo isso significa.
A Ministra Assunção Cristas? Uma jurista?? Vivência urbana???
- Num sei!

Pensará como toda a classe média, urbana, que aquilo que se come vem do supermercado e não da terra?
Pensará como os privilegiados que as refeições brotam das respectivas cozinhas e depois  jorram nas mesas dos gambrinos do reino?
Saberá que não há lavoura se não houver terreno de cultivo?
Achará que tanto dá ocupar um metro quadrado de terreno de pedras, mato e alguns pinheiros ( se os houver) como destruir um metro quadrado de terreno arável?
Terá a ideia que o terreno arável é o mais valioso que nos foi doado por milhões de anos de trabalho geológico, que pode ser destruído por um caterpilar qualquer, em minutos?
Terá reparado que esses mesmos terrenos nos chegaram fôfos e macios pelo trabalho de gerações?
Pensará que o betão e cimento armado dará origem ás hortas urbanas depois de ter impermeabilizado terrenos de cultivo?
Saberá que veiga é veiga e monte é monte?
Saberá que uma árvore, que leva quarenta anos a crescer se corta em cinco minutos?
Terá a ideia que por cada árvore cortada se deveriam plantar duas?
Saberá que no tempo dos afonsinhos, quando o poder não estava em Lisboa mas nos municípios, era isso mesmo que o Senado impunha ás aldeias?
Saberá que o gado medra com o olhar do dono?
Saberá que a bosta das vacas era tão limpa que dava até para fechar a porta do forno onde se cozia o pão?
Saberá que o Povo do Dr. Pedro só não continua a lavar no rio porque lhe destruíram o lavadouro, lhe roubaram o caudal ou porque lhe poluíram as águas ?
Saberá que ser lavrador não é uma profissão mas uma filosofia de vida. Que a lavoura não serve apenas para colocar couves no mercado a preços competitivos com os produtos importados?
Saberá que a própria PAC - Politica Agrícola Comum - "...reconhece que o agricultor para além de produtor de fibras e alimentos, tem outras funções como sejam as de agente fundamental do desenvolvimento e do ordenamento do território  e da protecção do ambiente: e que, desse modo, o agricultor Europeu, é erigido à categoria de guardião do espaço rural."?
Terá reparado que ser pescador não é uma profissão mas uma temeridade? Que passa o dia ( pra bem dizer, a noite) a trabalhar em cima da sepultura!
Terá reparado que a agricultura é a única actividade que funciona (auto) alimentando o seu próprio processo? Que é capaz de produzir sem recorrer ao exterior de sí própria?

(É que eu até desconfio de todos os labregos, ratinhos, saloios, chaparros, serrenhos, que vão para  Lisboa. Uma vez lá esquecem-se de onde vieram. Calistos Elois da era moderna a quem lhes dão a beber da água de Santo António exactamente da mesma forma que os da minha aldeia bebem água de S. Mamede. Com os mesmos resultados. Depois, quando lhes convém impressionar, invocam as suas origens provincianas.)

Se fosse uma  Luísa Schmidt eu não vacilaria!

No entanto haja esperança. Temos o Campelo na Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, que pode ser que consiga fazer vingar na Mouraria e neste Portugal fisicamente Rural, mas gerido por iluminados de mentalidade urbana, os mesmos conceitos que defendeu na nossa Ponte de Lima que não sendo propriamente uma aldeia, recusou ser, porque desnecessário, cidade. Ficou-se por Vila e ainda bem!

Barros Lopes
Afife, Julho 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O S. JOÃO DAS CEREJAS

EU FUI AO S. JOÃO DAS CEREJAS

Na Serra D'Arga no mesmo local em que no 28 de Agosto se homenageia o decapitado, no dia 24 de Junho também aí se celebra o S. João do carneirinho.  Porque a fruta é da época. Chamam-lhe o das Cerejas.



Lá no fundo, S. João. (B)












Passamos a Casa Florestal
(ou o que resta dela) (B)









À entrada, a vendedeira das roscas (B)











Os quarteis à espera do 28 de Agosto (B)










O Altar de S. João (B)

O Andor de S. João (B)

O cruzeiro de S. João (B)


A PROCISSÃO (E)
Os romeiros, esfomeados, não ligaram ao fotógrafo. (B)


O Advogado (B)













Transmontano Brasileiro. Vindo expressamente de S. Paulo (B)
                                   

Também lá foi um páraquedista remador. Ou então um remador paraquedista.  (Em ambos, na reserva) (B)














                Mais um agricultor ainda no activo! (B)

No grupo estava um gajo ( de quem a história não rezará!) com uma camiseta côr de vinho. Tinha escrito em galaicoduriense: PA BEBER O BIÑO NUM FALTA XENTE. O CARALLO É PA BOTAR O SULFATO. Não se pode gabar da ideia. Viu uma quase igual na Festa do Vinho na Guarda, no ano passado. (B)
Ainda estava uma gentinha! (B)

 Aqui, no lado direito, o Sr. Farnel Merendeiro que não conheço. Com as minhas homenagens. (B)



Estava lá o neto do Vilarinho com um tasco. Sai à familia. O Vilarinho não estava mas tinha lá uma fotografia. (E)
















Também lá encontrei o Tio Evaristo da Gandra! (B)


E o Homem da CASA PEREIRA da Correlhã (B)


As fotografias assinaladas (B) pertencem ao José Maria Barroso o tal do BANHOMÁGICO.
As fotografias assinaladas (E) pertencem ao Ernesto do Panela que costuma servir de fotógrafo quando não há mais nada à mão!

LOPESDAREOSA

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DE QUEM É A CULPA?

É o título de uma nota sobre a agricultura publicada no NS de sábado dia 25 de Junho de 2011, pag 21.
Destaca-se nessa esta precisosidade.

QUEM DEU CABO DA AGRICULTURA "FORAM OS PRÓPRIOS AGRICULTORES" DIZ ROSADO FERNANDES

E para entender o alcance é necessário ler o texto completo onde o Sr. Rosado defende que Cavaco ( que como se sabe com os seus avançados, Alvaro Barreto e Arlindo Cunha, negociou a entrada da PAC em Portugal, ou versa-vice) afinal " Em muitos aspectos tomou a actitude correcta, pelo menos não impediu que se fizessem coisas e pagou a tempo aos agricultores os dinheiros comunitários. De resto estava muito condicionado à PAC, queria manter boas relações com a CEE e necessitava de dinheiro".

Só esta deliciosa ingenuidade dava pano para mangas.

Mas vou tão somente realçar que afinal para o Senhor Rosado F. o ex-ministro da Agricultura de José Sócrates, Jaime Silva."Foi a maior peste da agricultura portuguesa, esforçou-se para que nada fosse feito e nada fosse pago"

E a peça continua com o entrevistador (presumo) a notar que:
" Antes de Jaime Silva, o mundo rural já padecia dos males que hoje sofre. Quem dera, então cabo da agricultura??"

E a resposta veio magistral de Rosado Fernandes

-Todos, incluindo os próprios agricultores, porque não foram capazes de continuar firmes contra a falta de democracia da PAC ( eu ainda fiz algumas manifestações.)"

Ora toma! De uma penada o Senhor R.F. reconhece que a PAC não era democrática ( possivelmente uma peste para a Agricultura Portuguesa- digo eu) mas quem nos meteu nela fica de fora nas responsabilidades. Estas serão também dos labregos que não se manifestaram com a veemência necessária. E nessa penada manda às malvas a democracia representativa, substituindo-a pela firmeza (ou falta dela) dos agricultores.
Como? - Chorando de raiva e batendo com os pés no chão?
- Fazendo arruadas e cortando estradas?
- Mas isso não são coisas dos comunistas???
- Por onde andava a CAP nesses tempos??? Não era a Confederação dos ditos cujos???
Não seria de sua iniciativa CONTINUAR FIRME CONTRA A TAL PAC?
Terá tomado parte em alguma daquelas algumas manifestações??

Dez anos andava por Rio Maior.
E, curiosamente, mais tarde, em 21 de Março de 2006, voltava à estrada. Vila Franca de Xira parou e  a Estrada Nacional 10 foi bloqueada. Ah! o ministro, desta vez, era a peste do Jaime Silva, o tal  que, mais tarde, em Junho de 2008, viria a dizer que alguns dirigentes da CAP faziam parte da direita mais conservadora, e que pensavam que os problemas se resolviam com mais subsídios!

Vejam lá agora que raio de ideia a de Jaime Silva e relacionem-na com a tal a falta de firmeza dos agricultores,  (decerto enquadrados pela CAP) contra a tal pouco democrática PAC de que agora se queixa Rosado F.
CURIOSO!
(Ás tantas essa tal PAC sempre terá servido para algo. Mesmo pouco democrática. Ou talvez por isso!
Não fossem PAC e CAP parapalindrômicas)

Já agora seria muito interessante saber qual a opinião da CNA acerca disto tudo.

Os pedaços de Júlio Sebastião  ainda se vão juntar face a este desarrincanço.
Em Julho de 1991, protestaram, bateram com os pés no chão, choraram de raiva, bloquearam estradas.

Foram a Lisboa falar com o SENHOR MINISTRO. Voltaram à DAGORDA de mãos a abanar.

JÚLIO SEBASTIÃO, na DAGORDA, em JULHO DE 1991
Com o jornalista Nuno Ferreira ao seu lado direito.


Mas Jaime Silva é a peste. E os agricultores mansinhos. Diz Rosado Fernandes.

E a memória é phodida!
Isto digo eu!

Tone do Moleiro Novo - O Sem Paciência

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CAVALOS NA GALIZA

RAPA  DAS  BESTAS
Ou, os curros, simplesmente.

Quem, vindo de Portugal sobe de Cabral para Vigo, depara-se com a Praça de Espanha a que nós custumamos chamar "a dos cavalos".



De facto está lá um monumento,  "Los Caballos", da autoria de Juan José Oliveira Viéitez. Foto da direita.
Em Tuy também há outro monumento aos cavalos, foto da esquerda,  não sei se do mesmo autor.

Mas não estão lá por acaso.
No caso de Vigo representa tal e qual a subida de uma ladeira. A outra a de uma correria em campo aberto.
E estas imagens podem ser vistas, ao vivo pelos montes da Galiza, desde Maio até Agosto, pelos turistas que não frequentem o resto do ano esses mesmos montes.
Galiza é  terra de cavalos e que, à imagem destes, é terra de gente livre.
Pelos montes da galiza, os cavalos são livres, vivem livres, reproduzem-se livres.
Apenas uma vez por ano essa liberdade  é interrompida. É o tempo de os reunir para marcar a criação e tratar da higiene e da saúde de todos.
É A RAPA DAS BESTAS.
Quem tem a felicidade de estar presente assiste ao mais profundo manifesto da relação do homem com a natureza. Tudo se conjuga: os montes, os animais, O Homem. Chega a ser comovente o apego e o amor de toda aquela gente por tudo o que a rodeia. E não se sabe se os cavalos são pertença dos donos se são estes que pertencem aos cavalos.
E não falta o arraial. Tendas, churrasco, mirones. O eterno polvo à galega. E vinho, muito vinho.
Galiza Minha Galiza!
Desde a Guarda até Baiona, Desde o Rosal até Nigran. Desde Tominho a Gondomar. Chamam-le a Serra da Grova, do Galinheiro e outras tantas coisas.
O primeiro Curro é na Valga, depois Torronha, depois Mougás, depois Morgadanes, depois S. Cibrão.
No segundo domingo de Julho é no Galinheiro.
De um ano em Torronha estas fotografias

O Polvo sair do caldeirão










A Adelaide na máquina.
Na mesa, eu e o Ernesto do Artilheiro, o Pedro ao lado de um parceiro de ocasião, galego de Óia a despejar a garrafa. Na mesa o prato, de madeira(!!!), com o respectivo.
Duas curiosidades. Uma é de que a ASAE não anda por aquelas bandas, a outra é que o vinho era branco. Normalmente é aquela pomada tinta de Barrantes


 Primeiro estão dispersos






Outros andam perdidos











Normalmente os filhos acompanham as mães


Mas logo chega a hora de correr para os curros











E o pessoal abre alas.













E o curro enche.










E fica assim.











































Ou assim. Que isto mais parece um motivo daqueles tapetes que se dependuram nas paredes. Mas não é. É o manto castanho do dorso dos animais compactados no curro. Entre eles não cabe uma palheira

Das crias tresmalhadas é necessário descobrir as marcas naturais, daí concluir a progenitora para decidir quem é o dono.










A todos, um a um, se lhe cortam as crinas.




















 
Mas, para  apanhar um a um, é necessário suar. Tanto eles como elas!


E depois há destas imagens. Sem comentários

                                                                  
 
 Este ficou assim logo que soube que nos íamos embora.

Mas logo ficou mais bem disposto quando lhe dissemos que, no ano seguinte, voltaríamos.












Texto do TONE DO MOLEIRO NOVO num dia dedicado aos burros.