sábado, 18 de maio de 2019

Vanessa Fidalgo

Vanessa Fidalgo é a autora de um livro editado em 2017 cujo frontispício vai aqui.



E na página 103 conta a história da Inês Negra



E logo de início fala num enorme templo granítico e escurecido pelo tempo, silencioso e coberto de musgo, situado "No solitário caminho que vem de Melgaço e leva ao interior da Serra do Soajo"

Já no segundo período esse templo é identificado como sendo o Mosteiro de Fiães "...plantado no meio do verde generoso das terras do Gerês...".

De facto o Mosteiro de Fiães situa-se na Serra da Peneda quando ela já cai para o Rio Minho. E dali existem caminhos até ao Soajo que passam por Lamas de Mouro, pela Gavieira e por Adrão - sempre na Serra da Peneda!

Mas não se encontra esquecido nem isolado de tudo e de todos. Pelo menos daqueles que, nos dias onze de Julho de cada ano, celebram São Bento em animados merendeiros à sombra daquelas carvalheiras ( ou serão castanheiros?). Isto na mesma data em que ainda na Peneda, o São Bento tem outras devoções. O do Cando na Gavieira e o do Ermelo abaixo do Soajo.

Mas também por essa altura se celebra um outro São Bento, esse sim no Gerês, o São Bento da Porta Aberta ali nas Caldas já em Terras de Bouro.

Mas  que eu saiba Mosteiro de Fiães só há um!

E, ou está na Peneda ou no Gerês.

Nos dois sítios ao mesmo tempo é que não acredito!

(Nem mesmo o São Bento de Lérez faria tal milagre)

lopesdareosa

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Maria Xosé Silvar


Boto en falta unha ilusión, que me reconvirta en mim.

O melhor é escoitar.

Em primeiro gravação de estudio

Depois ao vivo.

( Galiza, minha Galiza!)

tone do moleiro novo

terça-feira, 14 de maio de 2019

Verde que te quero verde



Verde  que  te  quero  Verde



A humanidade  deu em parir uns seres que não resistem à                                                                                                                   tentação de distorcer a realidade !


- Uns, aldrabões, vão para a política.


-  Outros dedicam-se à poesia!


Estes, percorrem  vários caminhos. A  alguns  basta saber 

escrever,  para o que  ficam aptos logo na  primeira classe.

 (Às vezes nem esperam por  isso!) 


Para outros, que pintam, a coisa apresenta dois problemas; 

ou nascem dotados ou têm que aprender a técnica. 

No  entanto  convém que não sejam daltónicos. Já os que escrevem podem sê-lo  pois referindo-se a uma cor, ninguém sabe se acertam:


Garcia Lorca queria que  o verde  fosse mesmo verde.



Pedro Homem de Mello dizia que a sua canção  era verde .                                                                                                                     Olhou para um rapaz e  disse que a camisola 

dele era verde!



Temos um vinho dito verde que afinal, indo do lilás ao 

amarelado, não é verde!


Há o verde de Viana que é pedra mas não de castelos!



Mas Fernando Pessoa virou a percepção de patas para o 

ar. 


Eu explico. O nosso engano resulta, tantas  vezes,  de  

erros de percepção!



– E se os erros de percepção resultam afinal do nosso 

   engano???


- E se, mesmo errando  na percepção, não estamos                                                                                                              enganados?

       
O Poeta é um fingidor
Finge constantemente
Finge que o verde é a cor
Quando o  é  verdadeiramente


Daí  que fico baralhado.


- O Verde que eu vejo afinal não é  verde  mas  eu acho que é       

verde?


Ou


- O verde que eu vejo é verde mesmo!



Mas aqui eu não posso dizer que não é verde pois não  vejo outra 

cor.


Chego à conclusão que os teus olhos são mesmo

Olhos  Verdes





Tens olhos verdes

Sussurro matinal

Dourado  dos cabelos  derramados

Num sonho de  tempestades  celebradas

com  beijos quebrados

Nas  veredas  do teu corpo.

Olho para ti

Dádiva  divina

Lição que nenhum livro ensina

Serás Real?

Toco-te  a medo

de  te  acordar

num quero que tu saibas

do meu segredo

de  te  amar

Tens olhos verdes

Só eu sei que tens olhos verdes

Não sabes que tens olhos verdes

Nem sabes que tu me  perdes

 por te encontrar

Olho em ti

Tempestades de cabelos dourados

derramadas

no meu sonho matinal

não te quero despertar

só quero que o teu sono ouça

que a minha boca

tem o sabor húmido, macio  e quente

dos amantes  em  noites segredadas


( Se  te acordar não saberei mais palavras para  te  dizer . 

 - Olho para ti e  sei que tens olhos verdes)


tone do moleiro novo

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A defesa do Mundo Rural

Fantástico!!!

Encontrei hoje, no PUBLICO e  na edição em papel  e na net esta preciosidade:

https://www.publico.pt/2019/04/11/politica/noticia/manifesto-defesa-mundo-rural-ditadura-correntes-extremistas-1868812

Manifesto em defesa do mundo rural e contra “uma ditadura” de “correntes extremistas”

Documento da Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade conta com o apoio de candidatos a eurodeputados do PS, PSD, CDS e Aliança.
É caso para perguntar queM originou o destroço a que o mundo rural chegou!

Há a erosão natural  do prugresso e do desemborbimento!

Para que as coisas não andem em roda livre, temos o Estado Social para planear e regular esse prugresso e desenborbimento.

Quem foram os governos que e principalmEnte desde a nossa adesão à CEE, orientaram, planearam, legislaram, regulamentaram... o nosso destino???

Governos PSD, Governos CDS, Governos PS.  

(Essa da aliança é nova. Nem sei o que isso é!)

                   Qual e Onde É que "uma ditadura" de "correntes extremistas"  alguma vez foi tida ou achada nesse descalabro????

Acho. ACHO que até a hipocrisa tem limites!

Vou continuar a divertir-me nas cenas dos próximos capitulos!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

ANA HENRIQUES

Tem a (be)ber com chapônas...

CASO I

Bebe? Dois copos de vinho podem fazê-lo perder o seguro de vida
Tribunal da Relação do Porto dá razão à seguradora que se recusou a pagar crédito para habitação de cliente à Caixa Geral de Depósitos por se encontrar alcoolizado quando morreu.
Ana Henriques
Ana Henriques 3 de Abril de 2019, 7:00
Ver em
https://www.publico.pt/…/bebe-dois-copos-vinho-podem-fazelo…

MAS...
CASO II
Foi assassinado. Como tinha bebido, seguro recusou pagar crédito da casa
Supremo Tribunal de Justiça forçou Fidelidade a amortizar crédito à habitação. Companhia queria responsabilizar vítima de homicídio pela sua própria morte.
Ana Henriques
Ana Henriques 4 de Abril de 2019, 21:46
Ver em https://www.publico.pt/…/assassinado-bebido-seguro-recusou-…

Imaginem agora que um desgraçado qualquer tem um seguro destes. Vai a uma boda ou a um outro forrobodó qualquer. Depois de um (só?) branco seco de entrada. Depois de um (só) maduro alentejano. Depois de uma (só) aguardente velha a acompanhar o Café. O nosso herói já nem se consegue levantar da cadeira!

Nessa altura cai o tecto lá da quinta dos eventos! O nosso herói morre com uma taxa de 5 pontos na escala de Baco.


- VAI DAÍ a seguradora argumenta que a culpa foi do gajo que morreu encharcado????

tone do moleiro novo ( o chato)

sábado, 6 de abril de 2019

A SUECA NO PERRITO

Ano, antes de 1960.

Jogo da Sueca no meu Tio Luis, alí na Pontenova. 

A benda era a do Perrito muito embora o dito cujo já tivesse morrido há muito tempo.

















Da nossa direita para a esquerda.

Belarmino Teixeira, Regedor da Freguesia, negociante de madeiras e de argaço.

António Maria Lindo, da Casa do Fusco, talhante e emigrado em França

José Viana, Mestre de Obras, pai do Zé, do Fernando, da Madalena e do David!

O meu Pai, trolha, que foi para a PSP

Por detrás do meu pai e em pé, o meu avô do Lopes, alfaiate, Guarda Fiscal. Combatente na Primeira Guerra!

A seguir , sentado o Zé Pinheiro, o homem dos mármores, pai do Zé e da Luzia!

Em cima e de tigela na mão o Amorim de Carreço , o remelas, regatão e madeireiro.

As tigelas de vinho no tempo em que passavam de mão em mão!

( Pedro Homem de Mello eternizou o gesto no POVO QUE LAVAS NO RIO)

O rio passava (e passa), ali ao lado. 

A mesa não era redonda. 

Mas o tempo ainda era desse tal POVO!


tone do moleiro novo

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Limpeza do monte de acordo com a LEI

Do meu amigo Abílio Azevedo ( U da Percina) recebi as seguintes fotografias devidamente legendadas.
















Foto1, 
"O proprietário não cumpre a lei.
As copas das árvores tocam umas nas outras,não cumpre o espaçamento entre árvores.
Mas o terreno está limpo sem qualquer infestante ou mato e com possibilidade de retirar algum rendimento da sua propriedade para a sua manutenção."
























Foto 2 e 3, 
"Limpeza de acordo com a lei 
Três (3) carvalhos espaçados de acordo com a lei.
 Nenhuma possibilidade de rendimento para a manutenção do terreno.
 A limpeza transformou o terreno num prado de acácias (espécie infestante de crescimento rápido).

Acrescento do lopesdareosa: - A faixa à esquerda foi limpa ao "osso". Deixou o terreno em "carne viva"
Vai ser invadida pelas austrálias exactamente como o foi o da direita. Daqui a um ano o proprietário vai ser de novo obrigado a limpar!
- De onde vem o rendimento para o fazer??? 





















Foto 4,
" Casa construída no meio da floresta, proprietários confinantes obrigados a fazer limpeza de acordo com a lei e não podendo reflorestar (perda de rendimento para a manutenção do terreno) e o aparecimento da acácia infestante."

Acrescento do lopesdareosa: - O terreno mostra que  foi limpo ao "osso" O processo de invasão pelas austrálias já começou.
Daqui a um ano o proprietário vai ser de novo obrigado a limpar!
- De onde vem o rendimento para o fazer??? 
















Foto5, 
"Encosta de Santa Luzia, limpeza de acordo com a lei, como o terreno é de acentuado declive a remoção das árvores está a originar a erosão do solo, quando houver fortes chuvadas irá haver deslizamentos de terras (na base desses terrenos há construções) quem paga os prejuízos? Quem é responsável? a Lei? o proprietário que cumpriu a lei?" 

Acrescento do lopesdareosa: - O terreno mostra que  foi limpo ao "osso". Depende da sorte não ser galgado pelas chuvas. Por ironia quem vai "prender" o terreno serão as austrálias cujo processo de invasão já começou. Para o ano o ciclo repete-se!

Sem mais comentários. 
(Nem vale a pena perder mais tempo com isto!)

tone do moleiro novo