quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Não há Cadastro?


                                                         Não  há  Cadastro?

Dos jornais

“O Estado dá seis meses para reclamar terras sem dono”

Tudo não passa de uma mistificação! Não há terras sem dono! O ESTADO sabe a quem mandar a conta do IMI de cada uma parcela de terreno matriciado nas Finanças.

É verdade e eu reconheço, que há muitos herdeiros que não sabem onde estão situadas as propriedades 

- Mas o Estado SABE!

Dizem que não há cadastro. -  NÃO É VERDADE!

O cadastro existe! São as matrizes nas Finanças! O que não existe é o levantamento topográfico das propriedades. O que não existe, realizado em muito território, é aquilo que em termos técnicos se chama  “RESTITUIÇÃO”.

Para os “ministros entendidos” há que fazer como na primária. - Trabalho de casa!
Escrever cem vezes  “ CADASTRO é uma coisa. RESTITUIÇÃO outra!”
A Matriz predial ( estamos a falar da rústica)  informa a área, a freguesia, o sítio e os confrontantes.

Repare-se que nunca uma Autoestrada, uma IC, ou outro empreendimento, mesmo por montes e vales, deixou de ser feito com a desculpa de que não se conheciam os donos das terras!

Podem surgir casos que o Estado não receba o IMI por não encontrar de imediato o proprietário! Neste caso terá então já penhorado uma data de propriedades! Neste caso terá então já executado a dívida e vendido as mesmas em hasta pública (1). Outras estarão ainda em posse do mesmo Estado (2).  

Das primeiras sabe-se quem é o dono pois sabe-se a quem foram vendidas.  - E as segundas???

- Tem já o Estado alguém a tratar delas???
                                                                                                                                                                   
Agora pretende-se que sejam os proprietários a fornecer  a  "restituição" do cadastro caso a caso quando essa seria, por lei,  obrigação do Estado e a ser realizada de uma forma sistemática e organizada.
Para isso existia (existe?)o Instituto Português de Geografia e Cadastral. Criado em 1994. Ver o DECRETO-LEI nº74/94. D.G. I Série de 5 de março de 1994. Nos artigos 2º e 3º está lá tudo!

Agora há uns gabinetes que aceitam de gente ingénua mas também de oportunistas o registo "topográfico" feito, caso a caso, em cima das imagens google na pantalha de um computador!!!. Cada um marca o que lhe apetece! Também há quem mande o GPS marcar no terreno. Mas como no terreno não estão os vizinhos, e  na maioria dos casos não estão limpos, marca-se o que é do mandante  e também o que não é!            – Sei de  casos que podem  indiciar outros!
Daqui a uns anos os vizinhos que apaguem a luz e fechem a porta nos tribunais! 
(Já publiquei um texto sobre isto)

Depois, anda toda a gente às aranhas quando por um nome confrontante se procura uma determinada propriedade. Mas a matriciação nunca deveria indicar como confrontantes pessoas mas sim o artigo  vizinho.  Os detentores da propriedade mudam sem que se altere a sua referência nos artigos envolventes. Uma procura posterior esbarra com a dificuldade dessa identificação quando as Finanças nem sequer têm fólios dessas pessoas!. Por outro lado não foram em 1939 relacionados os novos artigos com a antiga matriciação. Isso nesse tempo não seria difícil dado que muitos proprietários teriam em seu poder os documentos necessários. Perdeu-se muito histórico!  Mas ainda hoje é possível essa reconstituição pelas escrituras anteriores a 1939.

Agora o mesmo Estado, que deveria ter elaborado sistematicamente, neste entretanto e desde 1994, todo o trabalho previsto na Lei, estabelece agora prazos repisando aquela daquele professor que diz no inicio da aula:

- Quem  falta  levante  o  dedo!

Coincidindo agora com toda a gente a andar à procura dos proprietários para os intimar a limpar o monte. Para os intimar e para os intimidar.

 Ajudar??? – TÁ QUETO! (Vai-te embora Fevereiro curto)

António Alves Barros Lopes
Nota: Já tinha falado no assunto em  https://lopesdareosa.blogspot.com/2014/05/o-cadastro.html
O texto agora publicado saiu na A AURORA DO LIMA edição de 21 de Fevereiro de 2019.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Henrique Pereira dos Santos


Bem! Já publicitei a minha opinião no meu feicebuque

Mas podem ir lá ou ler aqui o texto. Os que mandam e podem ou os outros que podem e mandam deveriam não só ler mas actuar em conformidade!




https://www.publico.pt/2019/02/25/sociedade/opiniao/nao-sao-1862434#gs.IduF8Ls0

Com os meus cumprimentos ao Autor!

tone do moleiro novo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Entre as Brêtemas da memória




... e  pelos Paúis da Cova dos Mouros em Carreço. 
Qual Sebastião apressado em fugir à objectiva!

Não conseguiu. O Ernesto estava lá!

Quem não tem nada a ver com isto sou eu!

Tone do Moleiro Novo, mais conhecido pelo lopesdareosa

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Histórias de Lobos

Encontrei na página  de Paulo Alves, as seguintes imagens.
No Lugar de Vilarinho em Covas
Que se tratam da carcassa de uma vaca que restou depois de um ataque de:

- Uns dizem que foi lobo.
- Outros dizem que foram cães assilvestrados!

Vou contar a minha história

Há uns anos vieram a Outeiro uns pândegos  garantir que não havia lobos. 

- Só cans assilvestrados! 

Desde logo não entendi então o porquê da reunião dado que no seu anúncio se tratava de uma sessão de esclarecimento acerca da protecção aos Lobos. Isto na "serra" de Santa Luzia e dirigida a uma comunidade detentora da maior concentração de garranos na chão. Curiosa coincidência!

-  Desde logo pensei para mim se tal se tratava para que é que se estava a falar da protecção duma coisa que, no local, não existia!

E lá fui ouvindo que o lobo não era assim tão mau como parecia. 
Que era necessário protegê--lo. 
Que tinha a má fama de atacar os rebanhos, mas que afinal não era verdade pois o que havia era cães assilvestrados!

- O pessoal é que não sabia distinguir entre um lobo e um cão assilvestrado!

 - Mas os especialistas foram avisando que se alguém matasse um lobo ia preso! Pois era um crime previsto na lei de Protecção aos lobos!

Imaginem a confusão que se instalou na minha pobre cabeça. Primeiro não havia lobos, só havia cães assilvestrados. Mas se um desgraçado matasse um lobo seria enjaulado!

Desta forma qualquer dono de um rebanho que fosse atacado por um bicho desses e como não sabia distinguir entre um lobo e um cão, teria que perguntar ao bicho o que era e só depois dar-lhe um tiro em defesa dos seus animais.

Em alternativa e não tendo um desses entendidos por perto para o assessorar, o nosso pastor teria que tirar uma fotografia ao bicho enviar para o Parque Peneda e Gerês, pedir ao bicho que não abandonasse o local e esperar pela confirmação para depois disparar. Nos dias de hoje com um smartfone seria rápido (se houvesse rede e o gajo não fugisse). 

- Um, mais desesperado que eu, de Outeiro, perguntou então o que podia fazer se visse  um desses bichos atacar o seu rebanho. 

- Farto dos prosapianos (de prosa e de prosápia) dos  responsáveis e entendidos, o Lopesdareosa disse ao Homem: 

- ÓH Homem sempre que suba ao monte, leve uma caçadeira e na iminência de um ataque, abata o animal!!! 

O Homem deu saltos!

- Mas se abater um lobo vou preso, retorquiu o Homem ainda mais desesperado! 

- Se isso acontecer, o Senhor vai a tribunal dizer ao juiz que o abateu por engano pois não sabia distinguir entre um lobo e um  tal assilvestrado.

 - E NESSA ALTURA TEM UM MONTE DE TESTEMUNHAS A SEU FAVOR.                     ESTÃO TODOS NA SUA FRENTE, ALI NA MESA!!! 

Rematou o Lopesdareosa. 

- Resultado! - Acabou a reunião! 

E foram todos comer o chouriço, o presunto, a brôa e beber o vinho que, mesmo assim, os de Outeiro ofereceram aos convidados!

Resumindo!
Sou pela preservação da natureza. Sou pela protecção dos lobos! Conheço a Lei de Protecção dos lobos! Mas quanto à propriedade e ao lobo, coloco-os nesta mesma sequência!

E só faço um pequeno reparo aos entendidos!

Os que defendem a existência dos lobos, apenas porque sim,  são os verdadeiros criminosos

Pois se não lhes dão de comer os lobos morrem à fome!!!

tone do moleiro novo ( a coisa não acaba aqui!)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

LIMPEM

Da Propaganda


PORTUGAL CHAMA
Seria mais assertivo 
PORTUGAL - CHAMAS 


Da minha lavra

Para o combate aos incêndios não falta dinheiro!!!

- Onde está o dinheiro que dizem disponível para a prevenção?

- Nessa prevenção não está incluída a limpeza dos terrenos???

Mas o Estado intima os proprietários para fazer essa limpeza e intimida-os com coimas!

O Estado não assume…

- Limpem os terrenos que o Estado auxilia.

O Estado ameaça com castigos (como se faz aos meninos pequeninos)

- Se não limpa os terrenos nós multamos!

- Depois vamos lá e apresentamos a factura. ( nessa altura já sabem quem são os donos!)

E A PERGUNTA É SIMPLES

- PARA ONDE VAI O DINHEIRO QUE AO QUE DIZEM ESTÁ ALOCADO À LIMPEZA?

- Não seria mais curial ( e honesto já agora) deitarem cá para fora uma propaganda do           género.



Sr. Proprietário limpe o seu terreno. 

Os nossos técnicos vão lá. 

Confirmam que a limpeza está feita

Fazem o levantamento topográfico.

E receberá uma compensação por ter

contribuído com o seu trabalho 

para a prevenção de incêndios.

( tá queta lina!)
tone do Moleiro Novo

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Cerco devocional ás minhas devoções ovinianas



Cerco devocional ás minhas Devoções Ovinianas

Este título é apenas uma utilização (quiçá abusiva!) de outros dois, um de Antunes de Abreu e  outro de Almeida Fernandes. E o certo é que a minha Devoção Oviniana foi cercada. Sitiada até. - Eu explico!

Absorvente de conhecimentos, sempre me habituei a admirar aqueles demonstrados por Antunes de Abreu substantivamente substanciados e compilados na sua monumental HISTÓRIA DE VIANA, lá fui eu, todo lampareiro, ao Tribunal Administrativo de Braga testemunhar que, ao que me era dado a saber por muitos outros e também por Antunes de Abreu;

- Vinha de Areosa partia com a Villa de Vianna por alturas da Capela de S. Roque!

- E em que medida é que Antunes de Abreu contribuiu para inchar o Pedro da minha erudição?  - Simples:

- Tinha lido este historiador no A FALAR DE VIANA, em 2001, página 225, em que descreve a DEFESA RELIGIOSA DE VIANA e relata que por causa das epidemias do Século XVII a Vila de Viana se tinha rodeado de novas defesas por isso “::: ao Campo da Pena restaurou-se ao estilo barroco a Capela de S. Sebastião…” e “…na saída noroeste constrói-se, a Capela de S. Roque em 1636”. Fazendo publicar uma fotografia da Capela de São Sebastião que se encontra, não na periferia, sim bem no meio de Areosa mas informando  estar esta mesma “…capela de S. Sebastião no começo de Areosa.” Ora a Capela que estaria mais perto do começo de Areosa é aquela que que se situava na saída Noroeste da Vila, muito perto da de S. Roque, e não a da fotografia.  Aqui o historiador localizou mal a capela mas fugiu-lhe o teclado para a verdade.

 – A capela, que estaria no começo de Areosa, é a mesma que estava na saída de Viana. Não há outra! A da fotografia é a Capela de S. Sebastião de Areosa que não está no seu começo mas sim a meio do Lugar do Meio!

O Autor acompanha o texto com uma Planta intitulada CERCO DEVOCIONAL e legendada elucidativamente: Mapa de Viana da Foz do Lima em 1758 de Eng. João Martins da Cruz, onde estão bem assinaladas as estações da Via Sacra.


 E já Viriato Capela, em 2005,  na sua obra AS FREGUESIAS DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO (nas Memórias Paroquiais de 1758), pg. 512, remete para Antunes de Abreu in Igreja de Nossa Senhora d’Agoniaem que se pode ler: “Pouco depois, em 1623, no sopé, (do monte de Santa Luzia, sobranceiro ao Castelo…) junto à estrada de saída para o Norte aqui se instala uma Capela de invocação de S. Roque.”  Mais ainda que: “ Em 1670, levanta-se em Viana uma via sacra que contorna a Vila pelo Norte…” e findando esta Via Sacra na Capela do mesmo nome, capela perfeitamente identificada neste texto citado. 





Nota: As Capelas de S. Sebastião ( Já desaparecida), de S.Roque, da Via Sacra  na saída de Viana (ou no começo de Areosa) e o próprio percurso da Via Sacra, estão perfeitamente identificadas nesta planta na PLANTA DA VILLA DE VIANNA E SUA BARRA E CASTELLO (em 1756) existente na Sociedade de Geografia de Lisboa.

(Nota que não consta no texto publicado na AURORA. Detalhe importante de realçar que nesta Planta. Não só estão representadas as estações da Via Sacra. Está representado, como já se disse, o trajecto da própria Via Sacra desde o Convento dos Capuchos até à Capela da Via Sacra, num ponteado perfeitamente visível!)


Assim a situação, na saída da Villa, das Capelas de S. Roque, da Via Sacra e de São Sebastião (esta já não existe ) conjugada com a tal Via Sacra que contornava a Villa pelo Norte dá a informação precisa onde acabava a Villa e começava Vinha de Areosa. Pois se a tal Via Sacra contornava a Villa Pelo Norte a Villa ficava pelo Sul!!! (Conclusão estilo la Palisse!!!)

Mais convencido fiquei que a coisa estava resolvida dado que a própria Câmara da Villa de Vianna tinha, em 1846, na reunião de 14 de Abril,  feito constar em Acta que se deliberara declarar perante o Comissário das Contribuições  do Concelho que os limites desta Vila são “Pelo Nascente o regato de S. Vicente que imfina com a Freguesia da Meadela, epelo Norte os montados das mesma freguesia e da Areosa athé á Cancela sobre a Estrada, em seguida ao Campo d’Agonia, junto à Praia do Mar;…”

Ora não é difícil encontrar na cartografia do século XIX ou mesmo no século vinte onde é que o Campo d’Agonia se encontrava Junto à Praia do Mar. Mesmo nos dias de hoje se pode recorrer ao testemunho do Professor Cruz Lopes que em 2015, no A FALAR DE VIANA Edição de VIANAfestas, página 67, descreve muito bem toda a envolvente da Senhora d’Agonia pormenorizando que segundo a cartografia hidrográfica do sec.XIX o chamado Campo de Nª Srª d’Agonia “… era aberto ao mar sem casario…”.  

Mais ciente fiquei do triunfo dos meus convencimentos dado que, precisamente  Antunes de Abreu e Cruz Lopes, eram testemunhas nesse mesmo processo!

Mas eis senão quando vi e ouvi do testemunho ( do qual guardo a respectiva gravação) que Antunes de Abreu forneceu ao auditório, que a tal fronteira não era afinal nas cercanias de S. Roque mas mais para norte algures entre o Matadouro (hoje abandonado) e o Amazonas! Atirando, no mar, para um ponto cerca de quase um quilómetro mais para Norte do tal sítio onde o Campo d'Agonia bate na praia (Limite da Villa segundo atesta a Câmara de Vianna em 1846!)

Assim entalado entre o cerco devocional  e as minhas Devoções Ovinianas (as tais de Almeida Fernandes)! acabo por ter que  aceitar, de Antunes de Abreu, (mais) uma lição de vida! É que se pretender informar-me sobre História de nada me vale ler este  Autor. Se pretender saber a verdade  (histórica) só a verdade (histórica) e nada mais que a verdade ( histórica) tenho que ouvir as declarações de Antunes de Abreu em tribunal e sob juramento!


Dezembro de 2018 – António Alves Barros Lopes


Texto publicado na A AURORA DO LIMA em 24 de Janeiro de 2019

E com os cumprimentos do Tone do Moleiro Novo

sábado, 19 de janeiro de 2019

Escalões no IRS

Vou socorrer- me de 
Andrea Guerreiro
Mestre em Direito Fiscal
Em
https://www.economias.pt/escaloes-de-irs/



Escalão
Rendimento coletável
Taxa normal
Taxa média
1.º
até € 7091
14,50
14,50
2.º
mais de € 7091 a € 10700
23,00
17,367
3.º
mais de € 10700 a € 20261
28,50
22,621
4.º
mais de € 20261 a € 25000
35,00
24,967
5.º
mais de € 25000 a € 36856
​37,00
​28,838
6.º
mais de € 36856 a € 80640
45,00
37,613
7.º
superior a € 80640
48,00
-

Para manifestar que nunca entendi para que é que serviam os escalões de IRS!

Não que não seja a favor de uma taxa progressiva. O que poderá discutir-se ( e calcular-se) é o "leque" dessa taxa e o seu correspondente nos rendimentos!

No entanto sabemos que a um rendimento até 7 091E corresponde uma taxa (mínima) de 14,5% e que a rendimentos superiores a 80 640E corresponde uma taxa (máxima) de 48%


O que no quadrante corresponde a uma recta com a seguinte equação. (não rigorosa por causa dos arredondamentos)

Y = 0,0455.X+1127

Em que Y seria a taxa a aplicar e X o rendimento a colectar.

Depois era como o Guterres muito bem ensinou. Era só fazer as contas. 


Cada contribuinte seria taxado segundo uma escala progressiva contínua e evitar-se-ia a treta dos saltos de escalão que faz com que  um aumento implique, em muitos casos, receber menos para pagar a luz a água o pão e ficar com ainda menos carcanhóis para colocar nos OFFSHORES.

Evitavam-se as reclamações e consequentes acertos que dão uma chatice  do caraças apesar dos algoritmos!

Ah! Grande Carminda do Moleiro Novo! Deste cabo do coiro a cortar mato, a olhar vacas, a espalhar estrume, mas tens um filho que é um génio!
lopesdareosa