Vítimas do colonialismo. Poderia ser!
Esta é a história de um Manso que é preto e um Preto que é manso!
E não se pode dizer que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência pois que não é coincidência. É pura realidade.
Num dia de radiosa cavalgada pelos pinheirais, fotografando a natureza, os arvorigenes não gostaram e o nosso Homem das noticias acabou e seu compay, por ir parar à GNR.
Da gesta se apercebeu mais tarde o também nosso amigo Félix, Chacal e Fora da Lei. Fosse mais cedo e Manso Preto em vez de saxofone fosse de guitarra eléctrica acompanhado, teria que mudar de nome para Chacal Dentro da Lei.
E dedicou as seguintes quadras
Para o amigo Anésio Rente d'Armas.
Saxofonista cubano.
PRETOS E BRANCOS
Duas raças em concerto
Passeando em bom descanso
Seguem, grande, o Manso Preto
e Franzino, o Preto manso
Cedo chegam uns bandidos
brancos, mas a autoridade
logo ali os fez detidos
E os prendeu lá na cidade.
Assim viu-se lá nos bancos
da policia na esquadra
Manso Preto, ladrões brancos
e um preto sem papelada
" Por la Virgem, Diós me acuda
Que no tiengo aqui papel
Já me voy morir a Cuba
Fuzilado por Fidel..."
Consciente o Manso Preto
da questão da papelada
discreto, sugere ao preto
sair p'la porta da entrada
Escapuliu-se o franzino
fugiu tanto, tanto, tanto,
Que no dizer do Alcino
o Preto chegou lá branco!
Félix Ribeiro
NB - A palavra arvorigenes é mesmo assim!
Só espero não ser eu a ir para a cadeia por causa disto!
tonedomoleironovo
segunda-feira, 14 de maio de 2018
quinta-feira, 29 de março de 2018
Gôta de Gondarém
Uma das pérolas da nossa tradição!
Chegou até nós transportada pelos ferros da lavoura do Tio Benigno. E dos seus Pares.
O Patêgo, o Leando do Milé, a Artemiza do Penedo e a Cândida do Guilhadas, deram-lhe a forma das sombras.
A cantoria, aquele Canto Velho dos de Gondarém, teve prolongamento n'As da Chãozinha!
Chegou até nós transportada pelos ferros da lavoura do Tio Benigno. E dos seus Pares.
O Patêgo, o Leando do Milé, a Artemiza do Penedo e a Cândida do Guilhadas, deram-lhe a forma das sombras.
A cantoria, aquele Canto Velho dos de Gondarém, teve prolongamento n'As da Chãozinha!
E até a pedra morena da Igreja, quando um dia dela não restar senão aquela Lágrima Cósmica, de que fala o Poeta, soltará um ultimo, alegre, saltitante e triste suspiro, recordando ainda os últimos acordes do retrouso da Gôta do Tio Benigno!
Lopesdareosa
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Via Sacra de Areosa
A
Via Sacra de Areosa
( Conforme Publicado na A Aurora do Lima, edição de 22 de Fevereiro de 2018)
Este texto não se
propõe desmerecer a memória de
Figueiredo da Guerra (F.G.) nem a desmerecer as memórias que F.G. ajudou a
preservar com o seu persistente trabalho de investigador e guardador de
documentos ( … grande memorialista… no conceito de Rosa Araújo ). Apenas e só,
comentar as consequências de uma imprecisão já demonstrada por França
Amaral no FALAR DE VIANA de 2015 pgs. 311 a 313 e nos CADERNOS VIANENSES de 2017 pgs. 171 a
232.
Tudo começou com um
texto publicado pelo Tenente Coronel Cunha Brandão, de Paredes de Coura, publicado
na A Aurora do Lima em 14 de Agosto
de 1918 intitulado A quebra das Cruzes da Via Sacra de Areosa. Este texto, apoiado nos
documentos encontrados no Códice nº 729 da Secção de Manuscritos da Biblioteca
Nacional de Lisboa, referia-se ás cruzes de uma Via Sacra de Areosa aparecidas
quebradas na madrugada de 10 de Outubro de 1729 e logo denunciado à Inquisição
de Coimbra pelo pároco ( de Areosa) Francisco Vieira Guedes. A demanda
prolongou-se por 1732, 37 e 38. Sempre segundo Cunha Brandão.
Dez anos depois, em 18
de Agosto de 1928 e na mesma A Aurora do Lima, Figueiredo da Guerra teve o cuidado de corrigir
Cunha Brandão sem que se conheçam agora as suas motivações para tal e publicou
por sua vez um texto intitulado As
cruzes da Senhora da Agonia. Dizia Figueiredo da Guerra que o
titulo que Cunha Brandão tinha dado à noticia, A quebra das Cruzes da Via Sacra de Areosa, era inexacto. Assim
remeteu, F. G. essa tal destruição, para as Cruzes da Via Sacra que vinda de
Santo António rodeava a ermida de Nossa Senhora da Penha de França e terminava
na chamada Capela do Bom Jesus da Via Sacra
( Sra. D’Agonia) superintendida
pela Ordem Franciscana. Fazendo considerações à Casa da Via Sacra dos Figueiredo
da Guerra, à Cancela de Areosa e à Guarda Republicana.
Esta Via Sacra,
levantada no ano de 1670 por influência do Venerável Frei António das Chagas,
fundador do Mosteiro do Varatojo, encontra-se
perfeitamente identificada e lineada na carta, Planta de Vianna Barra e Castello feita em 1756 acrescentada na cerca
do Convento dos Crúzios em 1758 existente na Biblioteca Pública Municipal
do Porto que por sua vez terá sido antecedida por uma outra existente na Sociedade de Geografia de Lisboa, Planta da
Villa de Vianna e sua Barra e Castello onde também se pode observar o trajecto de tal
Via Sacra.
Acontece que Rosa Araújo
da sua Memória da Capela de Nossa Senhora da Agonia (1963) a pgs. 8 e 9 insere, no seu trabalho, esse
mesmo texto de F. G. sem qualquer outro acrescento, a não ser uma nota a pgs. 9
mas sem beliscar o escrito de F.G.
Mais tarde A Falar
de Viana em 1998, pgs. 192, viria a
republicar o texto de F.G. intitulando As
Cruzes da Senhora D’Agonia. E o mesmo A
Falar de Viana repete essa
republicação em 2005, pgs. 53, 54, e
55 com o mesmo título, mas desta vez remetendo também para José Rosa de Araújo.
Mas, mais recentemente,
França Amaral fez uma leitura cuidada desse tal Códice nº 729 onde pode
verificar que a tal via sacra era mesmo a Via
Sacra de Areosa e que Cunha Brandão não tinha publicado qualquer
imprecisão. Esse esclarecimento foi feito no A Falar De Viana de 2015 pgs 311 e 313. E já nos Cadernos Vianenses 2017 pgs. 171 a 232 França Amaral faz publicar a leitura dos
próprios documentos constantes no tal Códice 729.
Ou seja F.G., com o que
publicou em 1928, induziu em erro tanto Rosa Araújo ( cujo apreço por FG o leva a considera-lo … grande memorialista…), como
as citações posteriores.
Este equivoco, como lhe
chamou França Amaral, poderia resultar de F.G. apenas conhecer a tal Via
Sacra vinda de Santo António e suas circunstâncias, mas o que não se entende é
o período final de F. da G. em 1928:
“O douto courense Cunha Brandão, desconhecendo tais
particularidades, confundiu os factos que nós sobejamente sabemos por nascermos
neste sítio e nele morarmos, possuindo mesmo os respectivos documentos”
Que demonstra que F. G ,
ou não leu os documentos que diz possuir
ou, tendo-os lido, teve uma qualquer insondável necessidade de contraditar o
seu …erudito
amigo Tenente Coronel Cunha Brandão… passados dez anos que foram de
1918 a 1928 e já depois da morte deste, evitando assim qualquer reacção da
parte do … douto courense...!
Episódios como este
terão levado Almeida Fernandes a considerar
que F.G. … emitiu várias vezes opiniões
sem fundamento ou totalmente erradas
embora o faça em regra sem qualquer signo de dúvida… (Ver A. F. - COMO
NASCEU VIANA-1959 Capitulo V – REFUTAÇÕES A J. CALDAS. F. DA GUERRA E A. SAMPAIO a pgs. 33)
E aos citadores,
actuais e vindouros, aconselho a que exerçam um salutar criticismo mesmo quando
enfrentam Almeida Fernandes. Ele próprio, num exercício de elevação intelectual
aliás, pôs em causa algumas das suas conclusões.
E, para ter assunto na
próxima, mais não digo!
lopesdareosa
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Zé Amorim - Zé da Garrida
Gente que não era do faz de conta|
O Rogério da Ângela da Maranhão ofereceu-me esta imagem de seu pai, Zé Amorim aqui acompanhado pela Cila do Mário da Farrapeira. Ela das das Manças. A concertina era do o Henrique da Garrida, avô do Rogério. Os irmãos do tocador da fotografia, o João da Loura e o Domingos da Sampaia, também tocavam concertina.
Por mero acaso a Anabela mostrou-me, no meio dos papeis de seu pai, a fotografia que segue e que eu procurava pois está publicada em diversas ocasiões de que lhes perdi o rasto.
A concertina já não era a do Ferrinhos, ali par os lados de Piães. É uma Hohner daquelas que eu tenho quatro.
As mulheres de Afife que o acompanham, de quem me lembro, mas onde apenas reconheço a Maria Catônha, não posso garantir mas sei ao certo que não iam na parada por acaso nem a representar coisa nenhuma. Eram mesmo daquelas que iam ao mar ao argaço!
Mas como o Rogério me vai guiar pela gente de Afife, eu chego lá!
lopesdareosa
sábado, 10 de fevereiro de 2018
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Van Dunen versus Marques Vidal
Interpretações da Constituição.
Declarações de Van Dunen em 9 de Janeiro de 2018
A ministra da Justiça abriu nesta terça-feira a porta de saída à Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, que termina o seu mandato em Outubro deste ano:
"A Constituição prevê um mandato longo e único. Historicamente é a ideia subjacente
ao mandato", disse Francisca Van Dunem em entrevista à TSF, recordando que essa
era "a grande questão que se colocava" quando o PGR era Cunha Rodrigues. Depois disso, "o que se estabeleceu foi um mandato longo e um mandato único", reiterou a ministra.
em Março de 2013
Ver
Porque é que os constitucionalistas, comentaristas, especialistas e outros artistas, não comentaram, nem comentam agora, o que a própria Marques Vidal disse em entrevista publicada no Boletim da Ordem dos Advogados nº 100 de Março de 2013 a pgs. 46 - Vou transcrever
" Por alguma razão o mandado do Procurador-Geral da República é de seis anos, não renovável. E bem na minha prespetiva. Não estamos a falar de pessoas, mas dos cargos que exercem." unquote.
- Não me quererão convencer que era Marques Vidal que se queria pôr no olho da rua, ela própria?
- Não me quererão convencer que Marques Vidal deveria ter sido demitida por ter tal entendimento?
Os entendidos deveriam entreter-se em levar a coelhinha ao macho!
Seriam mais profícuos!
Seriam mais profícuos!
Tone do Moleiro Novo I - O Chato (auto proclamado)
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Vou fazer Sessenta e Nove
Vou fazer Sessenta
e Nove
Com as minhas homenagens ao Quim Barreiros.
Dois
anos mais velho, chegou aos sessenta e nove mais depressa
e não deixou passar a
data.
- Isto que se segue não é
plágio! É uma paráfrase! E nisso de fazer sessenta e nove, o Quim Barreiros decerto
que não se importa que o vão parafraseando todos aqueles que
lá cheguem!
retrouso Vamos brindar vamos beber quem faz sessenta e nove nunca mais vai esquecer Vamos beber vamos brindar quem faz sessenta e nove é pra sempre recordar -------------------------------------------- Nasci a três Janeiro do ano quarenta e nove vamos em dois mil e dezoito eu faço sessenta e nove Eu vou saboreando os anos e que ninguém me reprove hoje é a minha festa de anos eu faço sessenta e nove retrouso É sempre uma grande festa pra quem chega a esta idade ai quem faz sessenta e nove atinge a felicidade Este dois mil e dezoito pra mim vai ser um regalo pois fazer sessenta e nove será bom só de lembrá-lo Retrouso Há jovens no cemitério onde a terra cedo os cobre e passam por esta vida sem fazer sessenta e nove Esta é a minha homenagem àqueles que já cá não estão Encurtaram a viagem sem saber o que é bom Retrouso MORAL DA HISTÓRIA Não fazem os mentirosos nem o pato que tem bico nem o burro porque é burro nem o parvo maçarico Nem os porcos que são porcos não o fazem no chiqueiro pois só há espetos de pau na casa do zé ferreiro Retrouso e finale Tenho inveja ao Quim Barreiros e da vantagem do Quim Pois já fez sessenta e nove Dois anos antes de mim
É generosa a intenção
quer do rico quer do pobre
em trocar de posição
ao fazer sessenta e nove
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